Após dominar o mercado de faculdades privadas, grandes companhias do setor de ensino com ações em Bolsa avançam sobre a educação básica, que abrange do infantil até o ensino médio.
O passo mais contundente de uma série de iniciativas foi a decisão da Kroton, maior empresa de ensino superior do país, de comprar a gigante do ensino básico Somos, em uma operação avaliada em mais de R$ 6 bilhões anunciada em abril.
A transação gerou uma nova empresa, a Saber, que na semana passada iniciou processo de abertura de capital.
Em rota semelhante, a concorrente Estácio, segunda maior no ensino superior, começou a usar espaços vazios de seus campi para abrigar turmas de ensino médio.
A Ânima, outra grande no mercado de graduação e pós-graduação, fez parceria com a escola Lumiar.
Com cerca de 40 mil escolas privadas no país, o ensino básico é pulverizado em pequenas instituições, o que gera terreno fértil para aquisições.
Nesse universo, é difícil precisar o faturamento total da educação básica no país.
A consultoria especializada Hoper calcula algo em torno de R$ 60 bilhões ao ano só em mensalidades ?valor acima do total movimentado pelo ensino superior, de R$ 54,5 bilhões em 2017.
O ensino básico é visto como um mercado mais resiliente a crises porque os pais dificilmente trocam a escola particular por outra mais barata.
Leia mais (06/17/2018 – 02h00)
Fonte: Folha Mercado