Antes de inaugurar seu primeiro restaurante em Brasília, nos anos 1980, a empresária Cristina Roberto Antunes consultou um astrólogo. Ele disse: ?Abra à noite?.

Ela resistiu, o cardápio havia sido planejado para o almoço. Mas seguiu o conselho e improvisou o menu com uma receita de panqueca. A iguaria ganhou fama, o Bom Demais virou referência em um dos lugares mais improváveis para um restaurante, o Setor de Oficinas da Asa Norte ?onde viria a estrear Cássia Eller.

De lá para cá, Cristina, 63, não parou. Meio sem querer, venceu uma concorrência para assumir o restaurante do CCBB  (Centro Cultural Banco do Brasil). Na época, ela tinha um bufê, muitas vezes contratado pelo centro para eventos. 

?Mas não era interessante do ponto de vista financeiro.? Isso foi em 2007. O CCBB ainda não tinha tanto movimento. Ainda assim, ela vendeu o bufê para se dedicar ao novo empreendimento, o Bistrô Bom Demais. Cinco anos depois, repetiu a dose em um espaço no Jardim Botânico de Brasília.

Ambos são contratos de concessão com pagamento de aluguel, condomínio e outras taxas, tempo determinado e regras a cumprir. Ela diz que hoje faria opções diferentes.

É um modelo desafiador de negócio. É impossível repassar para o preço dos produtos todos os custos. Há um alto investimento em reformas e equipamentos, que ultrapassaram R$ 200 mil em seu caso, além de problemas de sazonalidade, como as chuvas no Jardim Botânico ou uma entressafra de exposições no CCBB. 

?Hoje, o que falta em um espaço, compenso no outro.?
Leia mais (05/20/2018 – 02h00)


Fonte: Folha Mercado