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<img class="croppable" src="https://img.r7.com/images/ariel-goldenberg-do-filme-colegas-08042020171507973?dimensions=460×305" title="Pessoas com síndrome de Down estão no grupo de risco da covid-19" alt="Pessoas com síndrome de Down estão no grupo de risco da covid-19" />
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<span class="legend_box ">Pessoas com síndrome de Down estão no grupo de risco da covid-19</span>
<span class="credit_box ">Pedro França/ Agência Senado</span>
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O Brasil tem 12,7 milhões de pessoas com deficiência, o que corresponde a 6,7% da população, de acordo com revisão feita nos dados de 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Essas pessoas têm mais chance de contrair o novo coronavírus e uma parte delas também está no grupo de risco da covid-19.</p>
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A possibilidade de contágio é maior porque a maioria delas precisa se apoiar em outros locais para se movimentar ou requer o auxílio de cuidadores para atividades cotidianas, de acordo com Regina Fornari Chueire, médica fisiatra e diretora do centro de reabilitação Lucy Montoro de São José do Rio Preto (SP).</p>
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"Pessoas com deficiência têm 3 vezes mais risco de contrair o coronavírus", afirma. "A pessoa com deficiência visual acaba apalpando a parede, a mesa e outros locais para se locomover. Então, se eles não estiverem limpos, o risco de pegar [o vírus] é muito grande", exemplifica.</p>
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<strong>Leia também: <a href="https://noticias.r7.com/sao-paulo/um-terco-dos-paulistanos-nao-percebe-pessoas-com-deficiencia-04122018">Um terço dos paulistanos não percebe pessoas com deficiência</a></strong></p>
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"O cadeirante, muitas vezes, precisa da ajuda de um cuidador. Pessoas tetraplégicas não conseguem lavar as mãos sozinhas. Nesses casos, manter a distância de 1,5 metro é impraticável", acrescenta.</p>
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De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), indivíduos posicionados até esse limite de distância podem se infectar.</p>
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<div class="content">Grupo de risco</div>
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Há pessoas com deficiência que também fazem parte do grupo de risco da covid-19. Estão incluídos nesse segmento indivíduos com síndrome de Down, autismo, lesão medular que leva à paraplegia e tetraplegia, sequelas graves de AVC (Acidente Vascular Cerebral) e paralisia cerebral e doenças degenerativas como ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) e Esclerose Múltipla, segundo Regina.</p>
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Ela ressalta que eles precisam de atenção e cuidados redobrados, pois têm dificuldades para se comunicar. "Às vezes essas pessoas não entendem as orientações [de prevenção] ou não conseguem expressar que estão com sintomas", observa.</p>
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<strong>Leia também: <a href="https://noticias.r7.com/saude/covid-19-o-que-voce-precisa-saber-sobre-os-grupos-de-risco-19032020">Covid-19: o que você precisa saber sobre os grupos de risco</a></strong></p>
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Nessa situação, estabelecer o diálogo por meio de símbolos pode ser uma solução. "A família pode fazer uma prancha de comunicação, desenhar figuras e ir mostrando para a pessoa", orienta a médica.</p>
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Ela chama atenção para características das crianças com síndrome de Down que as colocam no grupo de maior vulnerabilidade da covid-19.</p>
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"Geralmente elas têm cardiopatia congênita, o que deixa o diafragma mais mole e gera dificuldade para respirar, deficiência do sistema imunológico e macroglossia [crescimento anormal da língua]. Então, ficam muito tempo com a língua exposta, o que causa ressecamento, e essa secura propicia a contaminação por vírus e bactérias", explica.</p>
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<div class="content">Prevenção e proteção de direitos</div>
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A médica destaca que pessoas com deficiência que necessitam de equipamentos como andador, muletas e bengalas devem higienizá-los todos os dias com álcool 70% ou água sanitária misturada com água.</p>
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Ao chegar da rua, familiares e cuidadores devem fazer a higiene antes de qualquer contato. "Se possível, o ideal é tomar um banho e trocar de roupa", orienta Regina. </p>
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A máscara é recomendada em caso de contato com casos suspeitos de covid-19. "Se o cuidador tiver sintomas respiratórios deve ser afastado imediatamente da pessoa com deficiência", completa.</p>
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A Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNDPD), que pertence ao Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, publicou uma cartilha com esclarecimentos sobre o novo coronavírus.</p>
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O documento traz, em linguagem acessível, orientações de prevenção para pessoas com doenças raras e diferentes tipos de deficiência – física, visual, auditiva, intelectual e surdocegueira. <strong><a href="https://sway.office.com/tDuFxzFRhn1s8GGi?ref=Link&loc=play">Clique aqui</a> </strong>para acessar.</p>
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O Conselho Nacional de Saúde divulgou, nesta terça-feira (7), recomendações de medidas ao Ministério da Saúde e outros órgãos federais para garantir os direitos e a proteção das pessoas com deficiência e seus familiares.</p>
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Dentre elas estão a proteção a pessoas com deficiência que estão em residências terapêuticas, alternativas ao acesso de medicamentos durante o período de isolamento social, permissão da companhia de cuidadores em caso de internação e garantia do direito ao acesso à informações de prevenção com recursos de acessibilidade – como Libras e audiodescrição.</p>
Fonte: R7
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