
Ainda hoje é difícil não pensar na agência de notícias quando se lê o nome Thomson Reuters. É verdade também que esse início jornalístico é um legado importantíssimo e que deu à operação atual muita credibilidade e confiança. Mas o fato é que o braço de soluções tecnológicas é visto como o futuro do grupo e, no Brasil, ele já responde por 80% dos negócios. Como diz o próprio presidente da companhia para América Latina, Adrian Fognini, o retrato do que acontece no Brasil é o que deve ser o futuro da corporação. E, para isso, eles têm estudado muito todas as movimentações do mundo digital, em especial cloud computing e inteligência artificial, tecnologias consideradas pilares para o crescimento dos negócios, e que, juntas, possibilitam a grande aposta da empresa: uma plataforma de soluções.
A partir dessa plataforma de soluções, uma espécie de market place com todos os produtos tecnológicos da empresa disponíveis para contratação no ambiente de nuvem, a Thomson Reuters quer “acompanhar os clientes na quarta revolução industrial”, nas palavras do próprio Fognini. Esse ambiente em processo de consolidação nasce utilizando todo o arsenal digital, mas sem abrir mão de qualidade do conteúdo disponível e tampouco se distanciando do conceito de solução aberta, cada vez mais importante nesta economia que emerge. A ideia é que as soluções na plataforma tragam APIs abertas para que possam, facilmente, se conectarem com softwares e informações de clientes ou mesmo de parceiros.
“Temos um caminho longo para o futuro e executar essa estratégia pede a incorporação de novas capacidades”, pontua o executivo, ao falar a mudança cultural que uma plataforma como essa traz para a companhia e, também, da necessidade de talentos com diferentes habilidades. Um dos pontos interessantes é que a Thomson Reuters tem conseguido aproveitar talentos da casa a partir da oferta de treinamentos. A estratégia é uma maneira, inclusive, de driblar o déficit de profissionais capacitados no mercado brasileiro.
No que diz respeito às vendas, a plataforma também é benéfica e gera uma sinergia ainda maior com as filiais do grupo espalhadas pelo mundo, tornando praticamente todas as soluções globalizadas. Fognini ressalta, no entanto, que, embora o conceito de nuvem esteja disseminado e já caminhando para sua segunda onda de implantação, muito por uma pressão das corporações por mais eficiência e produtividade, ainda existe um trabalho educacional com parte da base de clientes. “Com clientes globais, contamos com ajuda da matriz, e na maioria desses casos a nuvem já é um imperativo. Uma parcela dos grandes clientes locais ainda demanda um esforço de educação para demonstrar os benefícios do modelo de contratação em nuvem”, explica.
Nova liderança
Por outro lado, a Thomson Reuters tem um volume de clientes de pequeno porte bastante expressivo, composto por escritórios de contabilidade e de advocacia (algo em torno de 80 mil), para quem os ambientes de nuvem soam como poesia, uma vez que o modelo dispensa as empresas de investirem em uma estrutura de tecnologia mais robusta localmente, reduzindo, por exemplo, complexidade na gestão do dia a dia. Esse perfil de empresa, como ressaltou o executivo, acaba vendo nessa virada que a empresa vem promovendo como mais um benefício do parceiro tecnológico.
Em meio ao investimento na plataforma de soluções e ao crescente foco em tecnologia, o grupo anunciou recentemente a contratação de Steve Hasker, ex-Nilsen, como CEO global, substituindo Jim Smith. Junto do anúncio de Hasker, a companhia apresentou números positivos do balanço, mostrando bom crescimento orgânico e uma forte alta na rentabilidade, muito também em função de controle de custo.
Embora não abra números locais, Adrian Fognini afirmou que os números locais são positivos e devem acompanhar a tendência global. Fognini frisou também que a chegada de Hasker não deve trazer mudanças na estratégia local, uma vez que o novo CEO declarou em sua chegada que deverá focar em acelerar o crescimento e em novos planos. Leia-se por novos planos a plataforma de soluções que, na visão da companhia, deve alavancar ainda mais os negócios de tecnologia.
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Fonte: Computer Word
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