{"id":6561,"date":"2018-02-02T08:37:18","date_gmt":"2018-02-02T10:37:18","guid":{"rendered":"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/artigo-fortalecimento-da-governanca-e-supervisao-dos-conselhos-normativos-internacionais-de-auditoria-em-prol-do-interesse-publico\/"},"modified":"2018-02-02T08:37:18","modified_gmt":"2018-02-02T10:37:18","slug":"artigo-fortalecimento-da-governanca-e-supervisao-dos-conselhos-normativos-internacionais-de-auditoria-em-prol-do-interesse-publico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/artigo-fortalecimento-da-governanca-e-supervisao-dos-conselhos-normativos-internacionais-de-auditoria-em-prol-do-interesse-publico\/","title":{"rendered":"Artigo: Fortalecimento da Governan\u00e7a e Supervis\u00e3o dos Conselhos Normativos Internacionais de Auditoria em prol do Interesse P\u00fablico"},"content":{"rendered":"<p><html><body><\/p>\n<p>\u00a0 <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><em>* Por Id\u00e9sio Coelho, vice-presidente T\u00e9cnico do CFC<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 1\u00ba de fevereiro de 2018, O Conselho Federal de Contabilidade enviou seus coment\u00e1rios sobre a consulta p\u00fablica formulada pelo Grupo de Monitoramento (GM). Trata-se de um grupo composto por reguladores do mercado financeiro e de capitais, que acompanha os Conselhos emissores de normas de auditoria, de padr\u00e3o \u00e9tico e de educa\u00e7\u00e3o apoiados pela Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Contadores &#8211; Ifac.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A consulta, formulada por meio de um documento espec\u00edfico, possui 27 perguntas questionando ou pedindo apoio a reformas importantes na metodologia de emiss\u00e3o de normas acima citadas e no processo de financiamento desse modelo. Ainda, prop\u00f5e a redu\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o cont\u00e1bil no processo de emiss\u00e3o dessas normas. A proposta sugere criar um modelo novo, fora da gest\u00e3o da Ifac, com menor representa\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios participantes relevantes, incluindo as organiza\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis e de auditoria de menor porte. O CFC n\u00e3o concorda com a proposta emitida pelo MG em v\u00e1rios aspectos relevantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nesse contexto, destaco, a seguir, os aspectos mais relevantes da resposta do CFC:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>O poder regulat\u00f3rio do Conselho Federal de Contabilidade \u00e9 enfatizado<\/strong>:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o profissional de contabilidade institu\u00edda pelo Decreto-Lei n\u00ba 9295\/1946 e, juntamente com nossos Conselhos Regionais de Contabilidade, em todos os 26 estados e no Distrito Federal, regulamentamos mais de 530 mil profissionais da contabilidade no Brasil. Para fornecer servi\u00e7os cont\u00e1beis de qualquer natureza, tanto para o setor p\u00fablico como para o privado, inclusive servi\u00e7os de auditoria, o profissional da contabilidade, no Brasil, dever\u00e1 ser registrado no CRC. Por for\u00e7a de lei, tamb\u00e9m somos respons\u00e1veis por incorporar ou n\u00e3o, nas leis e regulamentos brasileiros, quaisquer normas internacionais de \u00e9tica, auditoria e de contabilidade para os setores p\u00fablico e privado, normas estas emitidas por organiza\u00e7\u00f5es internacionais. Tamb\u00e9m atuamos com outros \u00f3rg\u00e3os reguladores prudenciais ou do mercado de capitais, a fim de assegurar a qualidade e a independ\u00eancia de qualquer organiza\u00e7\u00e3o e de suas normas emitidas, antes de incorpor\u00e1-las em nossa jurisdi\u00e7\u00e3o. Desde 2010, o Brasil inseriu no nosso sistema cont\u00e1bil as normas emitidas pelos Conselhos Independentes apoiados pela Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Contabilistas (Ifac) e pelo Comit\u00ea de Normas Internacionais de Contabilidade (Iasb).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Somos uma organiza\u00e7\u00e3o membro da Ifac desde 1986. Trabalhamos com a Ifac e com o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon) no Programa de Converg\u00eancia \u00e0s Normas Internacionais. No \u00e2mbito desse projeto, e por meio do contato conosco, a lideran\u00e7a da Ifac faz um monitoramento da conformidade de nossa jurisdi\u00e7\u00e3o com as normas de contabilidade internacional, educa\u00e7\u00e3o, \u00e9tica, auditoria e do setor p\u00fablico, juntamente com outras iniciativas de investiga\u00e7\u00e3o e outras vinculadas com a profiss\u00e3o do contador. Acreditamos que a Ifac, juntamente com nosso s\u00f3lido compromisso de converg\u00eancia para as normas internacionais, nos ajudou a implementar a maioria das normas para o setor privado desde 2007.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Estamos firmemente comprometidos, juntamente com a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, com a ado\u00e7\u00e3o das Normas Internacionais de Contabilidade do Setor P\u00fablico para o Governo Federal, para as 27 unidades da nossa federa\u00e7\u00e3o e mais de 5.500 munic\u00edpios. Acreditamos firmemente que a Ifac prestou e pode continuar prestando servi\u00e7os relevantes para as economias e organiza\u00e7\u00f5es globais e interconectadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O contexto geral dos nossos coment\u00e1rios ao Grupo de Monitoramento (GM) est\u00e1 baseado nas premissas a seguir comentadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Acreditamos que, para assegurar um processo est\u00e1vel e sem sobressaltos, uma eventual reforma no modelo atual dever\u00e1:<\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify\">Trazer melhorias para o modelo atual, permitindo maior participa\u00e7\u00e3o de outras partes interessadas no processo de supervis\u00e3o, ao mesmo tempo, mantendo a profiss\u00e3o cont\u00e1bil e outros participantes com conhecimento da mat\u00e9ria na lideran\u00e7a do debate t\u00e9cnico sobre o desenvolvimento e a emiss\u00e3o de normas. Caber\u00e1 ao \u00f3rg\u00e3o de supervis\u00e3o assegurar que o devido processo de desenvolvimento de normas seja conduzido em prol dos interesses p\u00fablicos, no entanto, n\u00e3o dever\u00e1 deter poder de veto ou de exig\u00eancia de ajustes a quaisquer normas. Acreditamos que o profissional, por meio da Ifac, poder\u00e1 indicar indiv\u00edduos qualificados para integrar qualquer conselho de supervis\u00e3o.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Assegurar participa\u00e7\u00e3o efetiva de diversas partes interessadas, incluindo representa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, de g\u00eanero e de firmas de auditoria de pequeno, m\u00e9dio e grande porte. As normas do IAASB (normas de auditoria) e do IESBA (normas de padr\u00e3o \u00e9tico) s\u00e3o implementadas em mais de 120 jurisdi\u00e7\u00f5es, porque os respons\u00e1veis pela emiss\u00e3o de normas de alcance nacional creem de fato estar representados nos respectivos comit\u00eas e\u0338ou no processo de desenvolvimento das normas. Se a representa\u00e7\u00e3o n\u00e3o for alcan\u00e7ada, h\u00e1 um risco potencial de que os pa\u00edses retornem \u00e0 emiss\u00e3o de normas de contabilidade ou de auditoria aceitas somente em \u00e2mbito nacional.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Garantir que um c\u00f3digo de \u00e9tica seja aplic\u00e1vel a todos os profissionais de contabilidade. O respons\u00e1vel pela prepara\u00e7\u00e3o da demonstra\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil e o auditor dessa mesma demonstra\u00e7\u00e3o\u00a0 devem observar o mesmo c\u00f3digo de \u00e9tica.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Esclarecer o mandato do Conselho de Supervis\u00e3o de Interesse P\u00fablico (PIOB) e que uma Estrutura Conceitual de Interesse P\u00fablico seja conhecida antes da implanta\u00e7\u00e3o de qualquer reforma.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Garantir que a estrutura de custeio seja devidamente definida com a participa\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria de todos os interessados, inclusive dos reguladores.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify\">Qualquer mudan\u00e7a no modelo atual deve ser feita com a efetiva participa\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o\u00a0 cont\u00e1bil, ap\u00f3s extensiva consulta p\u00fablica, envolvendo, ao mesmo tempo, todos os aspectos relevantes dos conselhos emissores das normas t\u00e9cnicas, dos \u00f3rg\u00e3os de governan\u00e7a e de monitoramento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A carta detalhada, emitida no idioma ingl\u00eas, responde a cada uma das 27 perguntas e foi assinada pelo presidente Zulmir Breda e por mim, vice-presidente T\u00e9cnico, sendo protocolada nove dias antes do prazo limite. O Conselho Federal de Contabilidade, mais uma vez, demonstra lideran\u00e7a de pensamento na sua manifesta\u00e7\u00e3o qualificada e tempestiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Acesse o documento completo, no idioma ingl\u00eas:\u00a0<a href=\"http:\/\/cfc.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/CFC-Responses-to-Questions-in-the-Consultation-Paper-Fev-1-2018.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener noreferrer\">CFC Responses to Questions in the Consultation Paper Fev 1 2018<\/a>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\nFonte: CFC<\/body><\/html><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 * Por Id\u00e9sio Coelho, vice-presidente T\u00e9cnico do CFC \u00a0 Em 1\u00ba de fevereiro de 2018, O Conselho Federal de Contabilidade enviou seus coment\u00e1rios sobre a consulta p\u00fablica formulada pelo Grupo de Monitoramento (GM). 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