{"id":25649,"date":"2019-06-10T13:26:58","date_gmt":"2019-06-10T16:26:58","guid":{"rendered":"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/em-maio-ibge-preve-alta-de-36-na-safra-de-graos-de-2019\/"},"modified":"2019-06-10T13:26:58","modified_gmt":"2019-06-10T16:26:58","slug":"em-maio-ibge-preve-alta-de-36-na-safra-de-graos-de-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/em-maio-ibge-preve-alta-de-36-na-safra-de-graos-de-2019\/","title":{"rendered":"Em maio, IBGE prev\u00ea alta de 3,6% na safra de gr\u00e3os de 2019"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/releases_2017\/LSPA_release.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"line-height: 1.5\"><big>Em maio, a produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2019 foi estimada em 234,7 milh\u00f5es de toneladas, 3,6% superior \u00e0 safra de 2018 (mais 8,2 milh\u00f5es de toneladas) e 1,4% acima da divulgada em abril (mais 3,2 milh\u00f5es de toneladas). J\u00e1 a estimativa da \u00e1rea a ser colhida foi de 62,6 milh\u00f5es de hectares, 2,7% maior que a de 2018 (mais 1,7 milh\u00e3o de hectares) e 0,5% maior do que a do m\u00eas\u00a0 anterior (mais 297,5 mil hectares).<\/big><\/p>\n<table style=\"width: 598px\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"7\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td style=\"text-align: left;width: 300px\">Estimativa de maio para 2019<\/td>\n<td style=\"text-align: right;width: 300px\">234,7 milh\u00f5es de toneladas<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td style=\"text-align: left;width: 300px\">Varia\u00e7\u00e3o safra 2019 \/ safra 2018<\/td>\n<td style=\"text-align: right;width: 300px\">3,6% (8,2 milh\u00f5es de toneladas)<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td style=\"text-align: left;width: 300px\">Varia\u00e7\u00e3o safra 2019 \/ 4\u00aa estimativa 2019<\/td>\n<td style=\"text-align: right;width: 300px\">1,4% (3,2 milh\u00f5es de toneladas)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"line-height: 1.5\"><big>O arroz, o milho e a soja representam 92,4% da estimativa da produ\u00e7\u00e3o e respondem por 87,4% da \u00e1rea a ser colhida. Em rela\u00e7\u00e3o a 2018, houve aumento de 6,3% na \u00e1rea do milho (decl\u00ednio de 0,3% no milho de primeira safra e aumento de 9,1% no milho de segunda safra) e de 2,1% na da soja, e queda de 10,3% na \u00e1rea de arroz. J\u00e1 na produ\u00e7\u00e3o, ocorreram quedas de 4,5% para a soja e de 11,2% para o arroz, e acr\u00e9scimo de 15,7% para o milho. O material de apoio do Levantamento Sistem\u00e1tico da Produ\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola (LSPA) est\u00e1 dispon\u00edvel nesta p\u00e1gina.<\/big><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/estatisticas_economicas\/2019_06\/2019safra-maio-sahuiasdhiuashdu.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribui\u00e7\u00e3o regional: Centro-Oeste (106,2 milh\u00f5es de toneladas), Sul (77,9 milh\u00f5es de toneladas), Sudeste (22,1 milh\u00f5es de toneladas), Nordeste (19,2 milh\u00f5es de toneladas) e Norte (9,3 milh\u00f5es de toneladas). Em rela\u00e7\u00e3o a 2018, ocorreram aumentos de 4,3% na Regi\u00e3o Norte, 5,1% na Regi\u00e3o Centro-Oeste, 4,5% na Regi\u00e3o Sul e de 0,3% na Regi\u00e3o Nordeste, e queda de 3,3% na Regi\u00e3o Sudeste. Entre as unidades da Federa\u00e7\u00e3o, Mato Grosso lidera com 27,5% de participa\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o nacional de gr\u00e3os.<\/p>\n<p><strong>Destaques da estimativa de maio de 2019 em rela\u00e7\u00e3o a abril<\/strong><\/p>\n<p>Em maio, destacaram-se as varia\u00e7\u00f5es nas seguintes estimativas de produ\u00e7\u00e3o: aveia (18,0%), cevada (11,5%), trigo (10,1%), sorgo (4,0%), milho 2\u00aa safra (3,6%), feij\u00e3o 3\u00aa safra (2,1%), algod\u00e3o herb\u00e1ceo (1,8%), milho 1\u00aa safra (0,6%), feij\u00e3o 2\u00aa safra (-0,4%), caf\u00e9 canephora (-1,9%), feij\u00e3o 1\u00aa safra (-2,0%), caf\u00e9 ar\u00e1bica (-2,6%), mandioca (-3,1%) e tomate (-3,2%).<\/p>\n<p>Em n\u00fameros absolutos, os destaques ficaram com: milho 2\u00aa safra (2.373.995 t), trigo (559.227 t), milho 1\u00aa safra (148.383 t), aveia (143.583 t), algod\u00e3o herb\u00e1ceo (117.350 t), sorgo (94.475 t), cevada (41.011 t), feij\u00e3o 3\u00aa safra (9.420 t), feij\u00e3o 2\u00aa safra (-4.842 t), caf\u00e9 canephora (-17.703 t), feij\u00e3o 1\u00aa safra (-26.884 t), caf\u00e9 ar\u00e1bica (-60.092 t), tomate (-131.567 t) e Mandioca (-630.151 t).<\/p>\n<p><strong>ALGOD\u00c3O HERB\u00c1CEO (em caro\u00e7o)<\/strong> \u2013 A estimativa da produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o foi de 6,5 milh\u00f5es de toneladas, crescimento de 1,8% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. A melhoria da produtividade (1,6%) foi o principal motivo para o aumento da produ\u00e7\u00e3o em maio. Mato Grosso, maior produtor nacional de algod\u00e3o, apresentou crescimento de 2,5% na estimativa da produ\u00e7\u00e3o e alcan\u00e7ou 4,3 milh\u00f5es de toneladas, o que representa 66,8% da safra nacional.<\/p>\n<p>A Bahia tamb\u00e9m informou um crescimento de 0,8% na estimativa da produ\u00e7\u00e3o. As lavouras chegaram a ser prejudicadas pela falta de chuva; contudo, o retorno das mesmas proporcionou uma recupera\u00e7\u00e3o da produtividade a partir de fevereiro. A produ\u00e7\u00e3o estimada do Estado foi de 1,5 milh\u00e3o toneladas, correspondendo a 22,6% da safra a ser colhida pelo Pa\u00eds este ano. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o encontra-se 31,4% maior. No Mato Grosso e na Bahia, a \u00e1rea plantada encontra-se 40,4% e 24,3% maior, respectivamente. Apesar das preocupa\u00e7\u00f5es com o clima em 2019, as lavouras, at\u00e9 o presente momento, encontram-se em desenvolvimento dentro da normalidade para a \u00e9poca.<\/p>\n<p><strong>CAF\u00c9 (em gr\u00e3o)<\/strong> \u2013 A estimativa da produ\u00e7\u00e3o brasileira de caf\u00e9 foi de 3,2 milh\u00f5es de toneladas, ou 52,6 milh\u00f5es de sacas de 60 kg, redu\u00e7\u00e3o de 12,1% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 2018. Por\u00e9m, apesar da queda, essa produ\u00e7\u00e3o pode ser considerada boa, considerando que 2019 \u00e9 ano de bienalidade negativa para o caf\u00e9 ar\u00e1bica. Em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, a produ\u00e7\u00e3o encontra-se 2,4% menor. Para o <strong>caf\u00e9 ar\u00e1bica<\/strong>, a produ\u00e7\u00e3o estimada foi de 2,3 milh\u00f5es de toneladas, ou 37,7 milh\u00f5es de sacas de 60 kg, queda de 2,6% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 ar\u00e1bica apresentou queda de 16,0%.<\/p>\n<p>A Bahia reduziu sua estimativa de produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 ar\u00e1bica em 26,9% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Minas Gerais tamb\u00e9m reduziu sua estimativa de produ\u00e7\u00e3o em 1,9%, redu\u00e7\u00e3o de 31,5 mil toneladas frente ao informado no m\u00eas anterior. Minas \u00e9 o maior produtor de ar\u00e1bica do Pa\u00eds, participando com 71,3% do total a ser colhido. A produ\u00e7\u00e3o mineira deve alcan\u00e7ar 1,6 milh\u00e3o de toneladas, ou 26,9 milh\u00f5es de sacas de 60 kg.\u00a0<\/p>\n<p>Para o<strong> caf\u00e9 canephora<\/strong>, mais conhecido como conillon, a produ\u00e7\u00e3o estimada, de 893,7 mil toneladas, ou 14,9 milh\u00f5es de sacas de 60 kg, queda de 1,9% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Na Bahia, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o declinou 16,7%, devendo alcan\u00e7ar 108,0 mil toneladas ou 1,8 milh\u00e3o de sacas de 60 kg. A estimativa da produ\u00e7\u00e3o capixaba foi de 607,7 mil toneladas, ou 10,1 milh\u00f5es de sacas de 60 kg. O Estado \u00e9 respons\u00e1vel por 68,0% da produ\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p><strong>CEREAIS DE INVERNO (em gr\u00e3o)<\/strong> \u2013 A produ\u00e7\u00e3o de <strong>trigo<\/strong> foi estimada em 6,1 milh\u00f5es de toneladas, crescimento de 10,1% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Para o Paran\u00e1, maior produtor brasileiro, foi estimada uma produ\u00e7\u00e3o de 3,2 milh\u00f5es de toneladas, crescimento de 2,0%. Para o Rio Grande do Sul, segundo maior produtor brasileiro, representando 33,9% da produ\u00e7\u00e3o nacional, foi estimada uma produ\u00e7\u00e3o de 2,1 milh\u00f5es de toneladas, um crescimento de 44,2%. Pre\u00e7os pouco atrativos, baixa liquidez e problemas clim\u00e1ticos t\u00eam frequentemente afetado a produ\u00e7\u00e3o nacional de trigo. Apesar desses problemas, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o de 2019 encontra-se 14,4% maior quando comparada \u00e0 safra de 2018.<\/p>\n<p>A estimativa para a produ\u00e7\u00e3o de <strong>aveia<\/strong> foi de 939,1 mil toneladas, crescimento de 18,0% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o de aveia apresenta um aumento de 5,5%, apesar de retra\u00e7\u00e3o de 2,3% na \u00e1rea plantada.<\/p>\n<p>Para a<strong> cevada<\/strong>, a produ\u00e7\u00e3o estimada foi de 398,4 mil toneladas, crescimento de 11,5% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o da cevada apresenta crescimento de 22,5%, com a \u00e1rea plantada devendo crescer 2,5%.<\/p>\n<p><strong>FEIJ\u00c3O (em gr\u00e3o)<\/strong> \u2013 A estimativa da produ\u00e7\u00e3o foi de 3,0 milh\u00f5es de toneladas, queda de 0,7% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra de 2018, a produ\u00e7\u00e3o total de feij\u00e3o dever\u00e1 ser 2,5% maior. A <strong>1\u00aa safra<\/strong> de feij\u00e3o est\u00e1 estimada em 1,3 milh\u00e3o de toneladas, uma diminui\u00e7\u00e3o de 2,0% na produ\u00e7\u00e3o frente \u00e0 estimativa de abril, o que representa 26.884 toneladas. Destaques para o Piau\u00ed, que teve a produ\u00e7\u00e3o reduzida em 10,3% (10.370 toneladas). Em Pernambuco, ocorreram decl\u00ednios de 2,3% na \u00e1rea plantada, de 35,9% da produ\u00e7\u00e3o e de 19,8% do rendimento m\u00e9dio. A falta de chuva em determinadas regi\u00f5es afetou o desenvolvimento das lavouras. A compara\u00e7\u00e3o anual para a 1\u00aa safra mostra uma redu\u00e7\u00e3o de 11,4% na estimativa de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A <strong>2\u00aa safra<\/strong> de feij\u00e3o foi estimada com uma diminui\u00e7\u00e3o de 0,4% frente a abril. O Mato Grosso estimou um crescimento de 14,3% na produ\u00e7\u00e3o (19.001 toneladas). O Paran\u00e1, maior produtor dessa safra, com participa\u00e7\u00e3o de 32,6% do total, teve um decl\u00ednio de 6,3% na estimativa de produ\u00e7\u00e3o. As constantes chuvas que tem ocorrido no decorrer dos \u00faltimos dias, n\u00e3o t\u00eam beneficiado as lavouras, pois, al\u00e9m de dificultar e retardar os trabalhos de colheita, est\u00e1 proporcionando um produto de qualidade inferior. Contudo, a produ\u00e7\u00e3o paranaense ainda apresenta crescimento de 48,6% frente ao ano anterior, devido ao aumento da \u00e1rea plantada (15,4%) e do maior rendimento m\u00e9dio (28,8%), visto que, em 2018, as lavouras paranaenses de segunda safra enfrentaram uma forte seca.\u00a0<\/p>\n<p>Para a <strong>3\u00aa safra<\/strong> de feij\u00e3o, a previs\u00e3o \u00e9 um aumento de 2,1% na produ\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 estimativa de abril, o que representa 9.420 toneladas. O Mato Grosso foi o estado com maior influ\u00eancia nesse resultado, com as estimativas indicando aumento de 19,2% na produ\u00e7\u00e3o, o que representou 14.127 toneladas. Goi\u00e1s informou redu\u00e7\u00f5es de 1,9% na estimativa de produ\u00e7\u00e3o e de 1,4% na \u00e1rea plantada. A estimativa para a 3\u00aa safra de feij\u00e3o encontra-se 0,8% inferior \u00e0 de 2018. O principal respons\u00e1vel por esse decl\u00ednio foi S\u00e3o Paulo com uma redu\u00e7\u00e3o de 61,2% produ\u00e7\u00e3o, ou seja, menos 46.300 toneladas, sendo, contudo, compensado, em parte, pelo aumento da produ\u00e7\u00e3o de Mato Grosso, que alcan\u00e7ou 28,0%, ou 14.127 toneladas a mais.<\/p>\n<p><strong>MANDIOCA (raiz)<\/strong> \u2013 A estimativa da produ\u00e7\u00e3o de mandioca foi de 19,8 milh\u00f5es de toneladas, decl\u00ednio de 3,1% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. As quedas mais expressivas foram verificadas em Minas Gerais (35,4% ou 293,6 mil toneladas) e Paran\u00e1 (7,9% ou 297,5 mil toneladas). A baixa rentabilidade da cultura e o clima seco mantiveram a maior parte dos agricultores afastada da comercializa\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, alguns produtores aumentaram as entregas, devido \u00e0 necessidade de se capitalizar para o plantio da safra 2019\/20, para saldar compromissos financeiros. Ao mesmo tempo, devido \u00e0 baixa liquidez nos mercados dos derivados, especialmente no da f\u00e9cula, a demanda por mandioca se enfraqueceu, e parte da ind\u00fastria diminuiu a moagem, chegando at\u00e9 a interromper a atividade por alguns dias. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o apresenta crescimento de 2,4%. A \u00e1rea plantada apresenta retra\u00e7\u00e3o de 27,0%, o que pode limitar as produ\u00e7\u00f5es de ra\u00edzes para os pr\u00f3ximos anos. Pre\u00e7os pouco compensadores t\u00eam desestimulado o plantio bem como a colheita das ra\u00edzes, permanecendo as mesmas mais tempo no campo.<\/p>\n<p><strong>MILHO (em gr\u00e3o)<\/strong> \u2013 Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00faltima informa\u00e7\u00e3o, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o cresceu 2,8%, totalizado 94,1 milh\u00f5es de toneladas. Ao todo, foram acrescidas 2,5 milh\u00f5es de toneladas. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o encontra-se 15,7% maior. Na <strong>1\u00aa safra<\/strong> de milho, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ou 25,9 milh\u00f5es de toneladas, acr\u00e9scimo de 0,6% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00faltima informa\u00e7\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o do milho 1\u00aa safra foi 0,7% maior.<\/p>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o do plantio antecipado da soja, no presente ano agr\u00edcola, houve um maior per\u00edodo para a \u201cjanela de plantio\u201d para o milho <strong>2\u00aa safra<\/strong>. Isto possibilitou menor risco para as lavouras no campo, uma vez que reduziu a probabilidade da ocorr\u00eancia de per\u00edodos secos, durante o ciclo, o que est\u00e1 repercutindo positivamente no rendimento m\u00e9dio, estimado para a atual safra com crescimento de 12,4%, devendo alcan\u00e7ar 5.445 kg\/ha. A estimativa da produ\u00e7\u00e3o encontra-se em 68,2 milh\u00f5es de toneladas, aumento de 3,6% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior e aumento de 22,6% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Esse volume de produ\u00e7\u00e3o de milho 2\u00aa safra \u00e9 recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE, tendo suplantado o da safra de 2017, at\u00e9 ent\u00e3o, o maior obtido pelo Pa\u00eds, marcando 67,6 milh\u00f5es de toneladas. Os aumentos mais expressivos em volume de produ\u00e7\u00e3o, em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, foram estimados para Mato Grosso (8,3% ou 2,2 milh\u00f5es de toneladas) e Sergipe (39,2% ou 203,9 mil toneladas).\u00a0<\/p>\n<p><strong>SORGO (em gr\u00e3o)<\/strong> \u2013 A estimativa da produ\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ou 2,5 milh\u00f5es de toneladas, crescimento de 4,0% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Apesar de mais tolerante ao clima que o milho, as lavouras de sorgo tamb\u00e9m t\u00eam sido favorecidas pela maior ocorr\u00eancia de chuvas nos principais estados produtores. O maior aumento de produ\u00e7\u00e3o, em termos de volume, foi informado por Minas Gerais, 130.929 toneladas, ou 16,1% a mais, em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. A produ\u00e7\u00e3o mineira, de 942,8 mil toneladas, representa 38,3% do total nacional nesta safra. Em Goi\u00e1s, maior produtor do Pa\u00eds, com 41,8% de participa\u00e7\u00e3o no total, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o cresceu 0,6%, devendo a mesma ser superior a 1,0 milh\u00e3o de toneladas. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o apresenta crescimento de 9,2%, embora a \u00e1rea plantada com esse cereal esteja com redu\u00e7\u00e3o de 5,5%. O sorgo \u00e9 muito cultivado em \u00e9poca de segunda safra nas \u00e1reas de Cerrado e, devido sua maior toler\u00e2ncia ao clima, possui uma \u201cjanela de plantio\u201d mais estendida que o milho, nesse bioma. Contudo, como em alguns estados a colheita da soja foi antecipada, aumentando a \u201cjanela de plantio\u201d para o milho 2\u00aa safra, os produtores deram prefer\u00eancia ao plantio desse cereal, uma vez que apresenta maior liquidez e pre\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>TOMATE<\/strong> \u2013 A produ\u00e7\u00e3o brasileira deve alcan\u00e7ar 4,0 milh\u00f5es de toneladas, redu\u00e7\u00e3o de 3,2% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. No presente m\u00eas, Minas Gerais informou decl\u00ednio de 28,4% na produ\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o de tomate apresenta decl\u00ednio de 2,5%. Com uma produ\u00e7\u00e3o dividida em dois grandes grupos, para fins de levantamentos da produ\u00e7\u00e3o, \u201ctomate rasteiro\u201d para ind\u00fastria e \u201ctomate estaqueado\u201d, mais consumido na forma in natura, este \u00faltimo, frequentemente, destaca-se pela grande varia\u00e7\u00e3o de seus pre\u00e7os, que s\u00e3o muito sens\u00edveis aos desequil\u00edbrios moment\u00e2neos entre oferta e procura no mercado.<\/p>\n<p>Fonte: IBGE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em maio, a produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2019 foi estimada em 234,7 milh\u00f5es de toneladas, 3,6% superior \u00e0 safra de 2018 (mais 8,2 milh\u00f5es de toneladas) e 1,4% acima da divulgada em abril (mais 3,2 milh\u00f5es de toneladas). 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