{"id":25337,"date":"2019-06-06T16:07:24","date_gmt":"2019-06-06T19:07:24","guid":{"rendered":"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/as-redes-sociais-no-mundo-das-fake-news\/"},"modified":"2019-06-06T16:07:24","modified_gmt":"2019-06-06T19:07:24","slug":"as-redes-sociais-no-mundo-das-fake-news","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/as-redes-sociais-no-mundo-das-fake-news\/","title":{"rendered":"As redes sociais no mundo das fake news"},"content":{"rendered":"<p>Cerca de 200 informa\u00e7\u00f5es falsas circulam hoje em dia em celulares e computadores no Brasil. Boa parte delas \u00e9 disseminada em redes sociais. <a href=\"http:\/\/www.secom.gov.br\/atuacao\/pesquisa\/lista-de-pesquisas-quantitativas-e-qualitativas-de-contratos-atuais\/pesquisa-brasileira-de-midia-pbm-2016.pdf\/view\">A Pesquisa Brasileira de M\u00eddia 2016<\/a>, realizada pela Secretaria Especial de Comunica\u00e7\u00e3o Social (Secom) da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, revelou que 49% das pessoas se informam pela internet. O cen\u00e1rio atual de prolifera\u00e7\u00e3o das not\u00edcias falsas exige mais educa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o e jornalismo de mais qualidade.<\/p>\n<p>Essas foram algumas das diretrizes destacadas na s\u00e9rie de oficinas \u201cForma\u00e7\u00e3o em redes sociais no mundo das fake news\u201d, realizado pela Rep\u00f3rter Brasil, em parceria com a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais (Contar), em 30 e 31 de maio, em S\u00e3o Paulo. O p\u00fablico foi formado por jornalistas e comunicadores que trabalham para organiza\u00e7\u00f5es sindicais.<\/p>\n<p>\u201cO novo ecossistema de not\u00edcias e informa\u00e7\u00f5es tem exigido que a gente aprofunde o conhecimento sobre como elas s\u00e3o produzidas para podermos nos prevenir. Isso tem ainda mais relev\u00e2ncia hoje com o governo eleito, em que h\u00e1 ministros que misturam religi\u00e3o, cren\u00e7as e conceitos. H\u00e1 mudan\u00e7as que podem ser aprovadas que ter\u00e3o grande impacto sobre a popula\u00e7\u00e3o e sobre os trabalhadores\u201d, afirmou Aristides Santos, presidente da Contag, que falou no primeiro dia do encontro.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/WhatsApp-Image-2019-06-04-at-15.18-1-800x450.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-40468\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<p>Uma das maiores preocupa\u00e7\u00f5es passa pela reforma da previd\u00eancia, diz ele. \u201cAo desmontar esse sistema de prote\u00e7\u00e3o, o governo vai criar um problema s\u00e9rio na sociedade\u201d. C\u00e1lculos da Contag apontam que, em 45% dos munic\u00edpios brasileiros, o montante da renda das aposentadorias rurais \u00e9 maior do que o valor recebido do governo federal via Fundo de Participa\u00e7\u00e3o dos Munic\u00edpios. <\/p>\n<p>Essas informa\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, custam a chegar para a popula\u00e7\u00e3o. Ao contr\u00e1rio, governo e grande m\u00eddia \u201cvendem\u201d a narrativa de que a reforma \u00e9 um passo inicial para a melhora da economia. A Rep\u00f3rter Brasil e a Contag ir\u00e3o preparar um manual de boas pr\u00e1ticas de comunica\u00e7\u00e3o nesse ambiente em que as pessoas cada vez mais obt\u00eam informa\u00e7\u00f5es pelas redes sociais e o n\u00famero de not\u00edcias falsas \u00e9 crescente. <\/p>\n<p>A ideia \u00e9 que a publica\u00e7\u00e3o contenha conceitos sobre o que s\u00e3o fake news e como elas s\u00e3o distribu\u00eddas, al\u00e9m de incorporar informa\u00e7\u00f5es sobre como as entidades podem combat\u00ea-las, por exemplo, melhorando a qualidade do jornalismo praticado e engajando seus dirigentes nessa estrat\u00e9gia de comunica\u00e7\u00e3o pelas redes sociais. <\/p>\n<p>\u201cJornalismo de qualidade \u00e9 uma das armas nesse ecossistema novo que estamos vendo. Hoje existem quase dois bilh\u00f5es de sites no mundo, e o n\u00famero de usu\u00e1rios do facebook \u00e9 1,7 bilh\u00e3o de pessoas. H\u00e1 uma baixa capacidade de pessoas distinguirem o que \u00e9 falso e verdadeiro, e um excesso de informa\u00e7\u00f5es\u201d, afirmou Rodrigo Ratier, diretor da Rep\u00f3rter Brasil e professor de jornalismo da faculdade C\u00e1sper L\u00edbero. <\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/WhatsApp-Image-2019-06-04-at-15.21-800x450.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-40469\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<p>Ratier apontou que existem duas motiva\u00e7\u00f5es para as fake news: a primeira \u00e9 pol\u00edtica. Grupos pol\u00edticos e de interesse que t\u00eam como objetivo, sobretudo, difamar os advers\u00e1rios. A outra motiva\u00e7\u00e3o \u00e9 a econ\u00f4mica, em que n\u00e3o h\u00e1 o lado ideol\u00f3gico t\u00e3o claro, mas se est\u00e1 interessado em pegar carona nos assuntos do momento para elevar o tr\u00e1fego de p\u00e1ginas. <\/p>\n<p>\u201cCria-se o refor\u00e7o de usar boas pr\u00e1ticas no consumo de not\u00edcias: n\u00e3o passar pra frente informa\u00e7\u00f5es de que a gente n\u00e3o conhece a proced\u00eancia, cruzar fontes. Se voc\u00ea l\u00ea uma coisa que parece esquisita, cruze com outra fonte, veja se essa fonte de informa\u00e7\u00e3o \u00e9 de um ve\u00edculo que voc\u00ea j\u00e1 conhece\u201d, explica.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/novaescola.org.br\/\">Coordenadora de marketing da revista Nova Escola<\/a>, Elaine Iorio apontou em sua palestra que a gest\u00e3o das m\u00eddias sociais tem sido uma prioridade das empresas que buscam maior visibilidade e credibilidade nesse momento. Um dos passos importantes \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica de atua\u00e7\u00e3o no segmento, definindo reuni\u00f5es peri\u00f3dicas, nomeando pessoas para a equipe, elaborando relat\u00f3rios de monitoramento e planejando os objetivos e as a\u00e7\u00f5es a serem feitas. <\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/IMG_20190530_100952757-800x450.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-40470\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<p>\u201c62% da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 ativa nas redes sociais, 92% das pessoas acessam o facebook pelo celular, ent\u00e3o \u00e9 preciso ter um site que seja responsivo\u201d, destacou. \u00c9 preciso um alinhamento entre a equipe de comunica\u00e7\u00e3o e os dirigentes da empresa ou da entidade. \u201cAs redes sociais s\u00e3o um cart\u00e3o postal, \u00e9 preciso saber o que vai se comunicar.\u201d<\/p>\n<p>Gestor de m\u00eddias sociais com servi\u00e7os prestados \u00e0 Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes (UNE) e ao site <a href=\"https:\/\/vazafalsiane.com\/\">Vaza Falsiane<\/a>, Alexandre de Melo aponta que \u00e9 preciso informar sempre o leitor e saber quando se inserem not\u00edcias na rede para ampliar o alcance da mensagem. <\/p>\n<p>\u201cFotos de reuni\u00e3o podem conter legendas ilustrativas com informa\u00e7\u00f5es sobre aquele encontro, saindo do lugar comum. E \u00e9 preciso ter em mente que existem dias e hor\u00e1rios melhores para publicar uma not\u00edcia, h\u00e1 estudos sobre isso. Divulgar em outra data \u00e9 falar para poucos e n\u00e3o alcan\u00e7ar impacto algum\u201d, apontou. <\/p>\n<p>Esse ambiente de mudan\u00e7as coincide com um momento de descren\u00e7a na m\u00eddia e de fragilidade de grandes publica\u00e7\u00f5es no Brasil e no exterior. A circula\u00e7\u00e3o dos di\u00e1rios nos Estados Unidos caiu para menos da metade em trinta anos, do pico de 63,3 milh\u00f5es em 1984 para estimados 30,9 milh\u00f5es em 2017, segundo o Pew Research Center, organiza\u00e7\u00e3o de pesquisa sediada em Washington.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/IMG_20190530_103815576-800x450.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-40471\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<p>A receita publicit\u00e1ria dos jornais, que somou US$ 49,9 bilh\u00f5es em 2005 \u2013 seu mais alto patamar hist\u00f3rico \u2013 caiu para US$ 16,6 bilh\u00f5es em 2017. J\u00e1 o n\u00famero de jornalistas caiu de 72 mil para 40 mil. No Brasil, a Editora Abril, que chegou a ter duas publica\u00e7\u00f5es com mais de um milh\u00e3o de exemplares impressos, ingressou em recupera\u00e7\u00e3o judicial, e os principais jornais do pa\u00eds t\u00eam reduzido suas reda\u00e7\u00f5es diante da queda da circula\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Um levantamento feito pelo Poder360, com informa\u00e7\u00f5es do VoltLab e Meio&amp;Mensagem, constatou que, em 2018, tr\u00eas jornais foram fechados: Di\u00e1rio de S\u00e3o Paulo, A Cidade e Gazeta de Alagoas. Neste ano, em maio, o Com\u00e9rcio do Jahu, que circulou por mais de 100 anos na regi\u00e3o de Ja\u00fa, interior paulista, fechou as portas. <\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, 28 revistas foram encerradas, principalmente diante da crise do Grupo Abril. \u201cA m\u00eddia est\u00e1 passando por um momento dif\u00edcil. Para se diferenciar, \u00e9 preciso fazer um bom jornalismo\u201d, observou Ratier. <\/p>\n<\/p>\n<p><em>Esta reportagem foi realizada com o apoio da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.dgb.de\/\">DGB Bildungswerk<\/a><\/em><\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/DGB_BW_Logo_RGB-800x280-300x105.jpg\" alt=\"O atributo alt desta imagem est\u00c3\u0083\u00c2\u00a1 vazio. O nome do arquivo \u00c3\u0083\u00c2\u00a9 DGB_BW_Logo_RGB-800x280-300x105.jpg\" \/><figcaption>\n<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p><\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/2019\/06\/as-redes-sociais-no-mundo-das-fake-news\/\">As redes sociais no mundo das fake news<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\">Rep\u00f3rter Brasil<\/a>.<\/p>\n<p>Fonte: Reporter Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerca de 200 informa\u00e7\u00f5es falsas circulam hoje em dia em celulares e computadores no Brasil. Boa parte delas \u00e9 disseminada em redes sociais. A Pesquisa Brasileira de M\u00eddia 2016, realizada pela Secretaria Especial de Comunica\u00e7\u00e3o Social (Secom) da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, revelou que 49% das pessoas se informam pela internet. 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