{"id":24651,"date":"2019-05-30T18:31:17","date_gmt":"2019-05-30T21:31:17","guid":{"rendered":"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/para-cientistas-influencia-do-homem-no-aquecimento-global-e-consenso\/"},"modified":"2019-05-30T18:31:17","modified_gmt":"2019-05-30T21:31:17","slug":"para-cientistas-influencia-do-homem-no-aquecimento-global-e-consenso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/para-cientistas-influencia-do-homem-no-aquecimento-global-e-consenso\/","title":{"rendered":"Para cientistas, influ\u00eancia do homem no aquecimento global \u00e9 consenso"},"content":{"rendered":"<p>A pesquisa cient\u00edfica relacionada \u00e0 influ\u00eancia das atividades humanas no aumento da concentra\u00e7\u00e3o de CO<sub>2 <\/sub>na atmosfera \u00e9 &#8220;robusta&#8221; mundialmente, permitindo proje\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas em n\u00edvel regional e global. Esta foi a t\u00f4nica da fala de alguns cientistas brasileiros vinculados a organismos que se debru\u00e7am em pesquisas sobre o fen\u00f4meno do aquecimento global, durante audi\u00eancia conjunta das Comiss\u00f5es de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores (CRE) e do Meio Ambiente (CMA), nesta quinta-feira (30).<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9 importante ressaltarmos que esta \u00e9 uma \u00e1rea de investiga\u00e7\u00e3o muito ativa mundialmente. A cada semana s\u00e3o publicados pelo menos quatro ou cinhco\u00a0<i>papers<\/i> de impacto internacional. S\u00f3 nos \u00faltimos seis meses, foram divulgados trabalhos de pesquisas coletando esfor\u00e7os de quase tr\u00eas mil cientistas, todos apontando quest\u00f5es preocupantes quanto \u00e0 sustentabilidade ambiental no que tange \u00e0s atividades humanas. A experi\u00eancia indica que \u00e9 improv\u00e1vel que tr\u00eas mil cientistas estejam equivocados em suas investiga\u00e7\u00f5es, e apenas dois ou tr\u00eas estejam corretos \u2014 afirmou Paulo Artaxo, f\u00edsico do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que tamb\u00e9m colabora junto ao Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC), da ONU.<\/p>\n<p>A manifesta\u00e7\u00e3o de Artaxo se deu devido a indaga\u00e7\u00f5es de internautas, e tamb\u00e9m de alguns senadores, quanto a posi\u00e7\u00f5es manifestadas por grupos de cientistas de diversos pa\u00edses que renegam a interpreta\u00e7\u00e3o de que as atividades humanas possam colaborar para altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas profundas no planeta. Chamados de &#8220;negacionistas&#8221; durante a audi\u00eancia desta quinta-feira, dois deles, o <a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/28\/tese-do-aquecimento-global-e-fragil-afirma-meteorologista-luiz-molion\" class=\"external-link\">climatologista Luiz Carlos Molion<\/a> e o <a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/28\/desenvolvimento-corre-risco-ao-se-submeter-a-pauta-ambiental-diz-geografo\" class=\"external-link\">ge\u00f3grafo Ricardo Fel\u00edcio<\/a>, participaram de audi\u00eancia conjunta da CRE e da CMA na ter\u00e7a-feira (28).<\/p>\n<p><strong>Cr\u00edticas aos negacionistas<\/strong><\/p>\n<p>O astrogeof\u00edsico Gylvan Meira, que colaborou com o IPCC at\u00e9 2015, alertou que especialmente nos EUA \u2014 pa\u00eds que mais abriga negacionistas no mundo \u2014 esta vertente de cientistas tradicionalmente \u00e9 ligada ao <i>lobby<\/i> de poderosos setores industriais, como o do petr\u00f3leo. O que n\u00e3o impede os EUA de serem, por outro lado, a na\u00e7\u00e3o mais avan\u00e7ada nas pesquisas cient\u00edficas tratando do impacto humano para o ac\u00famulo de <span>CO<\/span><sub>2 <\/sub>na atmosfera, e de ser onde mais organiza\u00e7\u00f5es e empresas j\u00e1 adotam medidas mitigadoras concretas, aliadas a um pujante engajamento social, de acordo com Meira.<\/p>\n<p>Os pesquisadores presentes \u00e0 audi\u00eancia desta quinta-feira ainda reiteraram que os trabalhos dos negacionistas apresentam fortes lacunas em rela\u00e7\u00e3o ao rigor cientifico. Pediram aos internautas que consultem a <a class=\"external-link\" href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/\">Plataforma Lattes<\/a>, onde, segundo eles, torna-se claro que a produ\u00e7\u00e3o desta vertente no Brasil \u00e9 &#8220;muito inferior&#8221; \u00e0 tese predominante. Por fim, ainda afirmaram ser &#8220;p\u00fablico e not\u00f3rio&#8221; o v\u00ednculo de alguns negacionistas no pa\u00eds com o <i>lobby<\/i> do agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p><strong>Consenso mundial<\/strong><\/p>\n<p>Meira ressaltou ser um consenso mundial j\u00e1 h\u00e1 d\u00e9cadas, por meio de investiga\u00e7\u00f5es em laborat\u00f3rio no \u00e2mbito da mec\u00e2nica qu\u00e2ntica, que as part\u00edculas de <span>CO<\/span><sub>2 <\/sub>absorvem os raios infravermelhos. E \u00e9 justamente a concentra\u00e7\u00e3o destes gases na atmosfera, em grande medida emitidos por atividades humanas, um dos respons\u00e1veis pelo agravamento do efeito estufa, impedindo que o calor seja devolvido ao espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Artaxo informou que hoje o homem j\u00e1 emite cerca de 40 bilh\u00f5es de toneladas por ano de di\u00f3xido de carbono (<span>CO<\/span><sub>2)<\/sub>. Meira ainda enfatizou que estes gases permanecem na atmosfera, gerando efeitos por d\u00e9cadas. Os pesquisadores tamb\u00e9m mostraram in\u00fameros gr\u00e1ficos e tabelas atestando que a concentra\u00e7\u00e3o do <span>CO<\/span><sub>2 <\/sub>tem crescido de forma consistente desde a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial (s\u00e9culo 18), com sazonais per\u00edodos de decl\u00ednio, e apresenta hoje seus \u00edndices mais altos. E seria justamente o recrudescimento da polui\u00e7\u00e3o ambiental, a partir da d\u00e9cada de 1960, o principal respons\u00e1vel por um franco per\u00edodo de aquecimento global verificado desde ent\u00e3o, segundo Artaxo.<\/p>\n<p><strong>Inclus\u00e3o social<\/strong><\/p>\n<p>O bi\u00f3logo Gustavo Luedemann, <span>doutor em Ecofisiologia Vegetal pela Universidade T\u00e9cnica de Munique (Alemanha) e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), lembrou que o IPCC controla um fundo de U$ 100 bilh\u00f5es voltado ao financiamento de a\u00e7\u00f5es de mitiga\u00e7\u00e3o aos danos ambientais. Para ele, esta apresenta-se como uma oportunidade para que o Brasil incremente seu modelo econ\u00f4mico visando uma l\u00f3gica mais sustent\u00e1vel, fomentando por exemplo a\u00e7\u00f5es de manejo florestal, que no seu entender, podem incluir s\u00f3cio-economicamente regi\u00f5es inteiras do pa\u00eds ainda marcadas por alarmantes \u00edndices de mis\u00e9ria e pobreza.<\/span><\/p>\n<p><span>J\u00e1 o <\/span>senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) criticou algumas diretrizes que percebe como &#8220;preocupantes&#8221; do governo, sobre a gest\u00e3o do Fundo Amaz\u00f4nia. Este fundo, mantido principalmente pela Noruega, destina cerca de R$ 2 bilh\u00f5es por ano para programas voltados \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o ambiental na regi\u00e3o. O senador lembrou que centenas de a\u00e7\u00f5es com esta finalidade est\u00e3o paralisadas na Amaz\u00f4nia, enquanto o governo manifesta sua inten\u00e7\u00e3o de utilizar estes recursos para pagar indeniza\u00e7\u00f5es a fazendeiros, &#8220;em sua maioria grileiros de terra&#8221;, segundo Randolfe.<\/p>\n<p>A geobot\u00e2nica Mercedes Bustamante tamb\u00e9m criticou o governo de Jair Bolsonaro. Para ela, tem sido adotada uma pol\u00edtica de desmonte na \u00e1rea da gest\u00e3o ambiental. Por fim, o presidente da CMA, senador Fabiano Contarato (Rede-ES), elogiou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por n\u00e3o colocar em vota\u00e7\u00e3o MP 867\/2018, que, no seu entender, descaracteriza o C\u00f3digo Florestal (Lei 12.651, de 2012).<\/p>\n<p>Fonte: Senado Noticias Gerais<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pesquisa cient\u00edfica relacionada \u00e0 influ\u00eancia das atividades humanas no aumento da concentra\u00e7\u00e3o de CO2 na atmosfera \u00e9 &#8220;robusta&#8221; mundialmente, permitindo proje\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas em n\u00edvel regional e global. 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