{"id":23408,"date":"2019-05-16T17:24:45","date_gmt":"2019-05-16T20:24:45","guid":{"rendered":"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/relatorio-mensal-da-ifi-aponta-pib-menor-em-2019\/"},"modified":"2019-05-16T17:24:45","modified_gmt":"2019-05-16T20:24:45","slug":"relatorio-mensal-da-ifi-aponta-pib-menor-em-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/relatorio-mensal-da-ifi-aponta-pib-menor-em-2019\/","title":{"rendered":"Relat\u00f3rio mensal da IFI aponta PIB menor em 2019"},"content":{"rendered":"<p>A Institui\u00e7\u00e3o Fiscal Independente (IFI) divulgou, nesta quinta-feira (16), o <a href=\"http:\/\/www2.senado.leg.br\/bdsf\/bitstream\/handle\/id\/557346\/RAF28_MAIO2019.pdf\">Relat\u00f3rio de Acompanhamento Fiscal<\/a> (RAF) do m\u00eas de maio. Segundo o relat\u00f3rio, a crise fiscal e a fragilidade do crescimento do produto interno bruto (PIB) est\u00e3o produzindo cen\u00e1rios piores do que os apresentados no final do ano passado.<\/p>\n<p>Conforme o documento, a proje\u00e7\u00e3o de crescimento do PIB foi revisada de 2,3% para 1,8% em 2019. No curto prazo, a infla\u00e7\u00e3o m\u00e9dia e os juros b\u00e1sicos dever\u00e3o ser menores, e a taxa de c\u00e2mbio ficar\u00e1 mais depreciada (o d\u00f3lar ficar\u00e1 mais caro diante do real). A IFI aponta, no entanto, que o crescimento do PIB pode ser maior com a\u00e7\u00f5es para equilibrar as contas p\u00fablicas e medidas para incentivar a produtividade nacional.<\/p>\n<p>A d\u00edvida p\u00fablica segue em trajet\u00f3ria de alta. J\u00e1 atingiu 78,4% do PIB, em mar\u00e7o e dever\u00e1 chegar a 85,5%, em 2025, conforme a proje\u00e7\u00e3o feita. O relat\u00f3rio destaca, em um cen\u00e1rio chamado de pessimista, que o n\u00edvel de 100% do PIB para a d\u00edvida bruta j\u00e1 seria atingido em 2026, e n\u00e3o mais em 2030, conforme havia sido previsto no final do ano passado.<\/p>\n<p>O IFI tamb\u00e9m alerta para o risco do descumprimento do teto de gastos em tr\u00eas anos. A emenda do teto (<a class=\"external-link\" href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/emendas\/emc\/emc95.htm\">Emenda Constitucional 95, de 2017<\/a>) congelou os gastos do governo por 20 anos. A principal consequ\u00eancia seria o acionamento dos gatilhos previstos na emenda. O resultado pr\u00e1tico, para a IFI, \u00e9 o congelamento dos gastos com pessoal, que dever\u00e3o passar de 4,2% do PIB para 2,5% do PIB em uma d\u00e9cada. A medida poderia dificultar a execu\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas e o funcionamento da m\u00e1quina do Estado.<\/p>\n<h3><strong>Investimentos <\/strong><\/h3>\n<p>Segundo a IFI, a discuss\u00e3o sobre os gastos obrigat\u00f3rios \u00e9 essencial para o ajuste fiscal. A institui\u00e7\u00e3o aponta que certos gastos tendem a exercer press\u00e3o sobre as despesas totais nos pr\u00f3ximos anos, em raz\u00e3o do efeito do envelhecimento populacional sobre as contas da Previd\u00eancia. Entre 2014 e 2019, enquanto as despesas obrigat\u00f3rias aumentaram de R$ 1,17 bilh\u00e3o para R$ 1,26 bilh\u00e3o, as despesas discricion\u00e1rias passaram de R$ 194 bilh\u00f5es para R$ 128 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio alerta que, sem alterar as despesas obrigat\u00f3rias, o ajuste fiscal continuar\u00e1 penalizando os investimentos. O abono salarial, o Seguro-Desemprego, o Benef\u00edcio de Presta\u00e7\u00e3o Continuada (BPC), as despesas previdenci\u00e1rias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os gastos com pessoal (ativos e inativos) respondem por cerca de 75% das despesas prim\u00e1rias do governo central. As despesas do INSS, por exemplo, cresceram quase R$ 250 bilh\u00f5es entre 2007 e 2019, enquanto investimentos e invers\u00f5es financeiras aumentaram R$ 10 bilh\u00f5es.<\/p>\n<h3><strong>RAF<\/strong><\/h3>\n<p>O RAF traz, mensalmente, avalia\u00e7\u00f5es conjunturais e atualiza\u00e7\u00f5es para os cen\u00e1rios base, um otimista e outro pessimista. Esses cen\u00e1rios s\u00e3o simulados pela IFI com base em pressupostos para os par\u00e2metros or\u00e7ament\u00e1rios, como PIB, infla\u00e7\u00e3o e taxa de juros. Como resultado, s\u00e3o apresentadas trajet\u00f3rias para os indicadores fiscais, como o resultado prim\u00e1rio e a d\u00edvida bruta. O relat\u00f3rio pode ajudar na apresenta\u00e7\u00e3o de projetos e colaborar com estudos do governo e da iniciativa privada.<\/p>\n<h3><strong>IFI<\/strong><\/h3>\n<p>A IFI foi criada pelo Senado no final de 2016 com o objetivo de ampliar a transpar\u00eancia nas contas p\u00fablicas, com as fun\u00e7\u00f5es de divulgar estimativas de par\u00e2metros e vari\u00e1veis relevantes para a constru\u00e7\u00e3o de cen\u00e1rios fiscais e or\u00e7ament\u00e1rios e de analisar a ader\u00eancia do desempenho de indicadores fiscais e or\u00e7ament\u00e1rios \u00e0s metas definidas na legisla\u00e7\u00e3o. A IFI tamb\u00e9m deve mensurar o impacto de eventos fiscais relevantes e projetar a evolu\u00e7\u00e3o de vari\u00e1veis fiscais determinantes para o equil\u00edbrio de longo prazo do setor p\u00fablico. A IFI \u00e9 dirigida pelo economista Felipe Scudeler Salto.<\/p>\n<p>Fonte: Senado Noticias Gerais<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Institui\u00e7\u00e3o Fiscal Independente (IFI) divulgou, nesta quinta-feira (16), o Relat\u00f3rio de Acompanhamento Fiscal (RAF) do m\u00eas de maio. Segundo o relat\u00f3rio, a crise fiscal e a fragilidade do crescimento do produto interno bruto (PIB) est\u00e3o produzindo cen\u00e1rios piores do que os apresentados no final do ano passado. 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