{"id":23260,"date":"2019-05-14T17:59:48","date_gmt":"2019-05-14T20:59:48","guid":{"rendered":"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/aprovacoes-de-agrotoxicos-no-governo-bolsonaro-beneficiam-empresas-estrangeiras\/"},"modified":"2019-05-14T17:59:48","modified_gmt":"2019-05-14T20:59:48","slug":"aprovacoes-de-agrotoxicos-no-governo-bolsonaro-beneficiam-empresas-estrangeiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/aprovacoes-de-agrotoxicos-no-governo-bolsonaro-beneficiam-empresas-estrangeiras\/","title":{"rendered":"Aprova\u00e7\u00f5es de agrot\u00f3xicos no governo Bolsonaro beneficiam empresas estrangeiras"},"content":{"rendered":"<p>Os agrot\u00f3xicos rec\u00e9m aprovados que chegar\u00e3o \u00e0 mesa do brasileiro vir\u00e3o de fora. Levantamento in\u00e9dito da <strong>Ag\u00eancia P\u00fablica<\/strong> e <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong> identificou que, dos 166 pesticidas com registros aprovados e publicados no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o neste ano, apenas 64 foram para empresas brasileiras. Mas a participa\u00e7\u00e3o nacional \u00e9 ainda menor na fabrica\u00e7\u00e3o dos produtos. S\u00f3 36 registros t\u00eam pelo menos uma cidade brasileira como endere\u00e7o de fabrica\u00e7\u00e3o do agrot\u00f3xico ou do ingrediente ativo. E somente nove \u2013 ou 5% \u2013 s\u00e3o totalmente produzidos no Brasil. Ou seja: o pa\u00eds continua a tend\u00eancia de importar pesticidas. <\/p>\n<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/twitter.com\/orobotox\">Siga o Robotox, o rob\u00f4 que tu\u00edta sempre que o Governo Federal libera registro de novo agrot\u00f3xico<\/a><\/p>\n<\/p>\n<p>Para garantir registro de comercializa\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xico no Brasil a empresa deve ter uma sede no pa\u00eds, segundo o Minist\u00e9rio da Agricultura. Al\u00e9m disso, tem que estar presente no Cadastro T\u00e9cnico Federal do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama). Mas ter um endere\u00e7o no Brasil n\u00e3o significa que o produto \u00e9 feito aqui. Por exemplo, a Syngenta, uma das l\u00edderes do mercado mundial de agrot\u00f3xicos, tem sede em S\u00e3o Paulo. Mas, como endere\u00e7o de fabrica\u00e7\u00e3o do fungicida Elatus Trio \u2014 um dos cinco produtos da multinacional aprovados neste ano \u2013 constam localidades na Alemanha, Reino Unido, Su\u00ed\u00e7a e China. Nenhuma no Brasil. <\/p>\n<p>Apenas cerca de 26% dos produtos ativos (mat\u00e9ria-prima para o agrot\u00f3xico) usados na agricultura brasileira s\u00e3o produzidos no pa\u00eds, segundo quadro de Produ\u00e7\u00e3o, Importa\u00e7\u00e3o, Exporta\u00e7\u00e3o e Vendas de Ingredientes Ativos de 2017 publicado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama). O quadro mostra que 199.375 toneladas foram importados pelo Brasil, enquanto apenas 71.669,34 toneladas foram produzidos aqui. Ainda n\u00e3o est\u00e3o dispon\u00edveis os dados de 2018. <\/p>\n<p>Empresas de pa\u00edses como China, \u00cdndia, Jap\u00e3o e Estados Unidos est\u00e3o entre as que garantiram novas permiss\u00f5es de comercializa\u00e7\u00e3o no Brasil em 2019. <\/p>\n<p>Segundo companhias brasileiras e especialistas ouvidos pela reportagem, a pouca participa\u00e7\u00e3o nacional no mercado \u00e9 resultado do menor custo para produ\u00e7\u00e3o dos produtos vindos de fora, da falta de tecnologia e de equipamentos para sintetizar os ingredientes ativos no Brasil.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, h\u00e1 a dificuldade de competir com gigantes do mercado de agrot\u00f3xicos, atra\u00eddas por incentivos fiscais. &nbsp;Desde 2004, a Lei n\u00ba 10.925 reduziu a zero as al\u00edquotas do PIS\/PASEP e da COFINS para  importa\u00e7\u00e3o e  comercializa\u00e7\u00e3o de fertilizantes e agrot\u00f3xicos. <\/p>\n<p>Os pesticidas t\u00eam, ainda, redu\u00e7\u00e3o de 60% da base de c\u00e1lculo do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Presta\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os (ICMS).<\/p>\n<h1>Fatia estrangeira at\u00e9 mesmo nas empresas brasileiras<\/h1>\n<p>Apenas neste ano, 48 empresas conseguiram novos registros de comercializa\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos aprovados pelo Minist\u00e9rio da Agricultura, Ibama e Anvisa. Dessas companhias, 29 s\u00e3o estrangeiras. At\u00e9 o momento, a companhia chinesa Adama \u00e9 a que mais obteve permiss\u00f5es: 13. A empresa nasceu no Paran\u00e1 em 1970, mas em 2001 foi vendida para uma companhia israelense, e em 2011 incorporada ao ChemChina, uma das maiores companhias de produtos qu\u00edmicos da China e do mundo. Embora a sede da Adama ainda seja em em Londrina, no Paran\u00e1, os produtos s\u00e3o fabricados em sua maioria na prov\u00edncia de Jiangsu, na China, segundo os registros de comercializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dentre as empresas registrantes, 19 se definem como brasileiras, o que n\u00e3o impede a participa\u00e7\u00e3o de estrangeiros no quadro de acionistas e na produ\u00e7\u00e3o dos agrot\u00f3xicos. Como \u00e9 o caso da Companhia das Cooperativas Agr\u00edcolas do Brasil, a CCAB Agro. A empresa, que tem pouco mais 10 anos de vida, \u00e9 formada por agricultores brasileiros. Em 2016, come\u00e7ou a ter participa\u00e7\u00e3o francesa, quando o grupo InVivo passou a integrar o grupo de acionistas da companhia. <\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/agrotoxico24_foto-monsanto-800x450.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-40088\" \/><figcaption>Desde 2012, o Brasil \u00e9 o maior importador de agrot\u00f3xico do mundo (Foto: Monsanto)<br \/>\n<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>\u201cA CCAB entende que a compet\u00eancia e aptid\u00e3o (do Brasil) \u00e9 produzir alimentos e n\u00e3o fabricar produtos para controlar as pragas\u201d, afirmou \u00e0 reportagem Jones Yasuda, CEO da CCAB Agro. Os sete agrot\u00f3xicos da CCAB Agro aprovados neste ano s\u00e3o produzidos em f\u00e1bricas da China, segundo informa\u00e7\u00f5es do registro de comercializa\u00e7\u00e3o. \u201cA China teve como pol\u00edtica de pa\u00eds o desenvolvimento do parque industrial qu\u00edmico\u201d, completa. <\/p>\n<p>O empres\u00e1rio destaca tamb\u00e9m que o mercado dos pesticidas \u00e9 \u201caltamente concentrado\u201d. \u201cParte das empresas que o dominam s\u00e3o centen\u00e1rias, que estiveram na base da pr\u00f3pria revolu\u00e7\u00e3o industrial\u201d, pontua. <\/p>\n<h1>Mercado de poucos l\u00edderes<\/h1>\n<p>Desde 2012, o Brasil \u00e9 o maior importador de agrot\u00f3xico do mundo, conta Victor Pelaez, doutor em Sciences Economiques pela Universit\u00e9 de Montpellier, na Fran\u00e7a, e professor do departamento de Economia da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR). \u201cComo o pa\u00eds produz muita soja, o parque industrial n\u00e3o conseguiu &nbsp;atender toda a demanda por agrot\u00f3xico\u201d, diz ele. <\/p>\n<p>BASF, Bayer, Dow AgroSciences, Du Pont e Syngenta s\u00e3o as l\u00edderes no mercado brasileiro. Juntas, as cinco s\u00e3o donas de cerca de um quarto dos agrot\u00f3xicos aprovados no Brasil, segundo o <a href=\"https:\/\/br.boell.org\/pt-br\/2018\/09\/04\/atlas-do-agronegocio-fatos-e-numeros-sobre-corporacoes-que-controlam-o-que-comemos\">Atlas do Agroneg\u00f3cio<\/a>, uma iniciativa das funda\u00e7\u00f5es alem\u00e3s Heinrich Boll e Rosa Luxemburgo lan\u00e7ada em setembro de 2018. <\/p>\n<p>\u201cO mercado \u00e9 controlado por um grupo pequeno de empresas multinacionais. Elas fazem um com\u00e9rcio intra-empresarial. Uma tem alguns ingredientes ativos especializados em uma planta, e eles repassam para plantas de outros pa\u00edses. H\u00e1 uma din\u00e2mica, e assim um grupo restrito define o mercado mundial\u201d, explica o professor da UFPR Victor Pelaez. Em n\u00edvel mundial, a companhia alem\u00e3 Bayer \u00e9 dona de um quarto de todo mercado, segundo o Atlas do Agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Para a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Defensivos Gen\u00e9ricos (Aenda), que representa empresas de agrot\u00f3xico no Brasil, a crise da participa\u00e7\u00e3o nacional na fabrica\u00e7\u00e3o dos pesticidas data da d\u00e9cada de 90. \u201cFoi o efeito da redu\u00e7\u00e3o de impostos de importa\u00e7\u00e3o promovida pelo Presidente Fernando Collor\u201d, conta o engenheiro agr\u00f4nomo e diretor-executivo da Aenda, Tulio Teixeira. <\/p>\n<p>A importa\u00e7\u00e3o ficou livre de impostos a partir da Lei N\u00ba 8.032\/90, e regulamentada pelo decreto n\u00ba 6.759 de 2009. A legisla\u00e7\u00e3o, para Tulio, fez o mercado nacional \u201cdesmoronar\u201d. \u201cOs agrot\u00f3xicos eram fabricados ou formulados aqui em torno de 80%. A ind\u00fastria aqui instalada desmoronou. Mas, mostrou que nossa produ\u00e7\u00e3o tinha custo mais elevado que l\u00e1 fora, e, at\u00e9 o momento isso n\u00e3o foi revertido\u201d, diz. <\/p>\n<p>Tulio diz que hoje no Brasil s\u00f3 se faz a formula\u00e7\u00e3o dos agrot\u00f3xicos. \u201c\u00c9 a tecnologia mais simples, de juntar ingredientes ativos importados com solventes, suspensores, etc. N\u00e3o \u00e9 tecnologia de s\u00edntese que envolve rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas. Neste contexto, o Brasil regrediu\u201d. <\/p>\n<p>A professora da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterin\u00e1ria da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) Cristina Schetino acrescenta que o Brasil ficou para tr\u00e1s no mercado tamb\u00e9m devido \u00e0 falta da \u201cqu\u00edmica fina\u201d \u2014 que \u00e9 a s\u00edntese e a produ\u00e7\u00e3o industrial de produtos qu\u00edmicos. \u201cA parte da formula\u00e7\u00e3o se consegue fazer no Brasil, mas a s\u00edntese do ingrediente ativo n\u00e3o. E a grande maioria dos agrot\u00f3xicos utilizados s\u00e3o sintetizados. Ent\u00e3o, por aqui, s\u00f3 conseguimos produzir os produtos que n\u00e3o requerem esse ato\u201d, explica. <\/p>\n<h1>S\u00f3 10% s\u00e3o pouco t\u00f3xicos<\/h1>\n<p>Dos nove agrot\u00f3xicos rec\u00e9m aprovados e inteiramente produzidos no Brasil, apenas oito foram classificados como de baixa toxicidade. S\u00e3o tr\u00eas da Biovalens (Bio-Imune, BT-Turbo Max e Bio-Hulk), tr\u00eas da TZ Biotech (Trychonyd FR 25, Purpureonyd FR 25 e Metarhryd FR 25), um da Excellence (Excellence Mig-66), um da Ballagro (BF30.001). O outro produto nacional, o Bio Zenon da Simbiose, recebeu classifica\u00e7\u00e3o de Medianamente T\u00f3xico.<\/p>\n<p>Do total de 166 agrot\u00f3xicos aprovados em 2019, apenas 16 receberam a classifica\u00e7\u00e3o de \u201cPouco T\u00f3xico\u201d segundo classifica\u00e7\u00e3o da Anvisa. Enquanto isso, 33 foram avaliados como \u201cExtremamente T\u00f3xico\u201d, o n\u00edvel mais alto de toxicidade \u2014 todos s\u00e3o parcialmente ou totalmente produzidos fora do Brasil. <\/p>\n<p>Segundo Cristina Schetino, \u201cn\u00e3o temos a tecnologia, n\u00e3o temos os equipamentos para fazer a s\u00edntese. E isso \u00e9 negativo, fragiliza a principal fonte de renda da economia brasileira, que \u00e9 a agricultura. Nos torna dependentes\u201d. <\/p>\n<p>Para o diretor da AENDA, Tulio Teixeira, o n\u00famero de empresas brasileiras que conseguiram registros neste ano pode ainda ser menor do que o apontado pelo levantamento da <strong>Ag\u00eancia P\u00fablica<\/strong> e <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong> devido \u00e0 participa\u00e7\u00e3o de empres\u00e1rios de outros pa\u00edses nas companhias nacionais. \u201c[Ter] um nome brasileiro n\u00e3o significa que a empresa \u00e9 brasileira. Posso afirmar que nem 40 registros [dos 166] foram para empresas realmente nacionais. Com a expans\u00e3o da agricultura brasileira, todas as internacionais vieram com for\u00e7a para c\u00e1, compraram diversas brasileiras fizeram fus\u00f5es entre elas, e ocuparam os espa\u00e7os do mercado com um poderoso servi\u00e7o de marketing\u201d, explica. <\/p>\n<h1>Pol\u00eamica na ind\u00fastria brasileira<\/h1>\n<p>A empresa brasileira a mais garantir permiss\u00f5es de comercializa\u00e7\u00e3o em 2019 \u00e9 a Nortox, fundada em 1954 pelo empres\u00e1rio Osmar Amaral no munic\u00edpio de Arapoanga, no Paran\u00e1. Foram 10 registros, incluindo o Flutriafol Nortox, indicados para culturas de algod\u00e3o, aveia, banana, batata, caf\u00e9, feij\u00e3o, mam\u00e3o, mel\u00e3o, soja e tomate. O grupo est\u00e1 em expans\u00e3o, tendo a Am\u00e9rica Latina como foco. Em 2018 iniciou opera\u00e7\u00f5es no Paraguai e neste ano quer chegar ao Chile. <\/p>\n<p>A companhia tamb\u00e9m est\u00e1 envolvida em esc\u00e2ndalos e investiga\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a do Paran\u00e1. Em 2015, o ent\u00e3o diretor da Nortox, Humberto Amaral, foi denunciado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Paran\u00e1 no \u00e2mbito da Opera\u00e7\u00e3o Publicano, que investiga esquema de corrup\u00e7\u00e3o na Receita Estadual do Paran\u00e1. Ele e outras 124 pessoas (entre empres\u00e1rios, funcion\u00e1rios p\u00fablicos e pol\u00edticos) foram denunciados por fazer parte de um esquema de pagamento de propina em troca de sonega\u00e7\u00e3o fiscal e redu\u00e7\u00e3o da imposi\u00e7\u00e3o de penalidades tribut\u00e1rias. <\/p>\n<p>A reportagem teve acesso \u00e0 a\u00e7\u00e3o que a empresa responde na Justi\u00e7a do Paran\u00e1. Humberto e a Nortox s\u00e3o r\u00e9us em a\u00e7\u00e3o civil de improbidade administrativa por enriquecimento il\u00edcito que tramita na 2\u00aa Vara de Fazenda P\u00fablica da Comarca de Londrina. <\/p>\n<p>Na den\u00fancia, o MP\/PR afirma que entre os meses de mar\u00e7o e maio de 2011 auditores fiscais ligados \u00e0 Receita Estadual do Paran\u00e1 solicitaram ao diretor e ao contador da Nortox um pagamento de aproximado de R$ 750 mil para que multassem a empresa \u201cem valor irris\u00f3rio, cobrando apenas parcialmente o tributo devido, de modo a encobrir a omiss\u00e3o de recolhimento de tributos efetivamente devidos ao FISCO e ao mesmo tempo conferir apar\u00eancia de legalidade \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o j\u00e1 iniciada pela Receita Estadual de Londrina\u201d.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/agrotoxico23_foto-monsanto-800x450.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-40089\" \/><figcaption>Cerca de 26% da mat\u00e9ria-prima para o agrot\u00f3xico usados na agricultura brasileira s\u00e3o produzidos no pa\u00eds (Foto: Monsanto)<br \/>\n<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Em nota, a Nortox garante que o nome da empresa, do seu ent\u00e3o diretor superintendente e do contador foram inseridos indevidamente na fase II da Opera\u00e7\u00e3o Publicano. <\/p>\n<p>A Nortox questiona o Acordo de Colabora\u00e7\u00e3o Premiada feito &nbsp;entre o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Paran\u00e1 e o ent\u00e3o auditor fiscal Luiz Ant\u00f4nio de Souza. Segundo a nota, o acordo \u201cresultou em uma precipitada den\u00fancia com base apenas nas falsas declara\u00e7\u00f5es do Colaborador Premiado\u201d. <\/p>\n<p>A Nortox destaca que o ac\u00f3rd\u00e3o da 6\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ)julgou procedente\u201cos Recursos em Habeas Corpus impetrados com o objetivo de trancamento da respectiva A\u00e7\u00e3o Penal\u201d. E que a A\u00e7\u00e3o Civil de Improbidade Administrativa, \u201cque foi ajuizada sem qualquer prova do il\u00edcito imputado ao diretor e ao contador da companhia\u201d, ter\u00e1 o mesmo destino. \u201cDever\u00e1 ser julgado extinto\u201d, finaliza. <a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/2019\/05\/integra-da-resposta-da-nortox\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Leia a nota na \u00edntegra (abre numa nova aba)\">Leia a nota na \u00edntegra<\/a>. <\/p>\n<p>Questionada sobre a baixa participa\u00e7\u00e3o de empresas brasileiras no mercado de agrot\u00f3xicos e dificuldades do setor, a Nortox n\u00e3o respondeu. <\/p>\n<h1>Gigantes asi\u00e1ticos<\/h1>\n<p>No Brasil as empresas chinesas e indianas representam grande fatia do mercado de agrot\u00f3xicos. Dos registros emitidos neste ano, 41 foram para empresas lideradas por empres\u00e1rios de um dos dois pa\u00edses. E 145 produtos s\u00e3o totalmente produzidos na China ou na \u00cdndia ou tem pelo menos o ingrediente ativo vindo de l\u00e1. <\/p>\n<p>Al\u00e9m de serem os maiores fabricantes de defensivos agr\u00edcolas do mundo, a China \u00e9 tamb\u00e9m o maior consumidor por volume. Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (<strong>FAO<\/strong>) a m\u00e9dia anual de consumo do pa\u00eds entre 1990 e 2016 foi de 1,3 milh\u00e3o de toneladas, deixando Estados Unidos em segundo (406.603) e Brasil em terceiro (210.057). <\/p>\n<p>Na m\u00e9dia por pessoa, o Brasil assume o primeiro lugar, segundo levantamento de 2015 da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Sa\u00fade Coletiva (Abrasco) publicado no <a href=\"https:\/\/www.abrasco.org.br\/dossieagrotoxicos\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/DossieAbrasco_2015_web.pdf\">&#8220;Dossi\u00ea Abrasco: um alerta sobre os impactos dos agrot\u00f3xicos na sa\u00fade&#8221;<\/a>. Usando dados de associa\u00e7\u00f5es de empresas agr\u00edcolas e do Minist\u00e9rio da Agricultura, o estudo afirma que, por aqui, s\u00e3o consumidos 7,3 litros de agrot\u00f3xico por pessoa a cada ano.<\/p>\n<p>J\u00e1 no mercado global de agrot\u00f3xicos a participa\u00e7\u00e3o chinesa \u00e9 cada vez maior. \u201cChina e \u00cdndia se especializaram em sintetizar os produtos. Com uma \u00e1rea qu\u00edmica de grande qualifica\u00e7\u00e3o eles conseguiram gerar os ingredientes ativos utilizados na formula\u00e7\u00e3o dos agrot\u00f3xicos e fornecem para o mercado\u201d, explica Victor Pelaez, doutor em Sciences Economiques pela Universit\u00e9 de Montpellier e professor do departamento de Economia da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR).<\/p>\n<p>O crescimento \u00e9 tamanho que hoje companhias dos dois pa\u00edses asi\u00e1ticos est\u00e3o comprando diversas empresas de agrot\u00f3xicos pelo mundo. No ano passado, a americana Arysta LifeScience foi vendida por US$ 4,2 bilh\u00f5es para a indiana UPL Corporation \u2014 que atua agora em 124 pa\u00edses, sendo a quinta maior companhia do setor global. Um ano antes, em 2017, a ChemChina (a mesma que adquiriu \u00a0a Adama Brasil), comprou por US$ 43 bilh\u00f5es o grupo su\u00ed\u00e7o Syngenta. <\/p>\n<\/p>\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n<div class=\"wp-block-button aligncenter is-style-outline\"><a class=\"wp-block-button__link\" href=\"https:\/\/portrasdoalimento.info\/\">Por tr\u00e1s do alimento<\/a><\/div>\n<p>Esta reportagem faz parte do projeto Por Tr\u00e1s do Alimento, uma parceria da Ag\u00eancia P\u00fablica e Rep\u00f3rter Brasil para investigar o uso de agrot\u00f3xicos. Clique para ler a cobertura completa no site do projeto.     <\/p>\n<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/2019\/05\/aprovacoes-de-agrotoxicos-no-governo-bolsonaro-beneficiam-empresas-estrangeiras\/\">Aprova\u00e7\u00f5es de agrot\u00f3xicos no governo Bolsonaro beneficiam empresas estrangeiras<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\">Rep\u00f3rter Brasil<\/a>.<\/p>\n<p>Fonte: Reporter Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os agrot\u00f3xicos rec\u00e9m aprovados que chegar\u00e3o \u00e0 mesa do brasileiro vir\u00e3o de fora. Levantamento in\u00e9dito da Ag\u00eancia P\u00fablica e Rep\u00f3rter Brasil identificou que, dos 166 pesticidas com registros aprovados e publicados no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o neste ano, apenas 64 foram para empresas brasileiras. Mas a participa\u00e7\u00e3o nacional \u00e9 ainda menor na fabrica\u00e7\u00e3o dos produtos. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":23261,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[43],"class_list":["post-23260","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-central-noticias","tag-infoeconomico-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23260","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23260"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23260\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23260"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23260"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23260"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}