{"id":22933,"date":"2019-05-08T17:12:35","date_gmt":"2019-05-08T20:12:35","guid":{"rendered":"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/em-abril-ibge-preve-alta-de-22-na-safra-de-graos-de-2019\/"},"modified":"2019-05-08T17:12:35","modified_gmt":"2019-05-08T20:12:35","slug":"em-abril-ibge-preve-alta-de-22-na-safra-de-graos-de-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/em-abril-ibge-preve-alta-de-22-na-safra-de-graos-de-2019\/","title":{"rendered":"Em abril, IBGE prev\u00ea alta de 2,2% na safra de gr\u00e3os de 2019"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/releases_2017\/LSPA_release.jpg\" \/><\/p>\n<p><big>Em abril, a produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2019 foi estimada em 231,5 milh\u00f5es de toneladas, 2,2% superior \u00e0 safra de 2018 (mais 5,0 milh\u00f5es de toneladas) e 0,6% acima da divulgada em mar\u00e7o (mais 1,4 milh\u00e3o de toneladas). J\u00e1 a estimativa da \u00e1rea a ser colhida foi de 62,3 milh\u00f5es de hectares, 2,2% maior que a de 2018 (mais 1,4 milh\u00e3o de hectares) e 0,1% menor do que a do m\u00eas <\/big><big>anterior (menos 48,9 mil hectares).<\/big><\/p>\n<table width=\"561\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"319\"><strong>Estimativa de abril para 2019<\/strong><\/td>\n<td width=\"242\"><strong>231,5 milh\u00f5es de toneladas<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>Varia\u00e7\u00e3o safra 2019\/safra 2018<\/strong><\/td>\n<td><strong>2,2% (5,0 milh\u00f5es de toneladas)<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>Varia\u00e7\u00e3o safra 2019 \/ 3\u00aa estimativa 2019<\/strong><\/td>\n<td><strong>0,6% (1,4 milh\u00e3o de toneladas)<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"line-height: 1.5\"><big>O arroz, o milho e a soja representam 92,8% da estimativa da produ\u00e7\u00e3o e respondem por 87,3% da \u00e1rea a ser colhida. Em rela\u00e7\u00e3o a 2018, houve aumento de 4,8% na \u00e1rea do milho e de 2,0% na da soja, e queda de 10,0% na \u00e1rea de arroz. J\u00e1 na produ\u00e7\u00e3o, ocorreram quedas de 4,4% para a soja e de 10,6% para o arroz, e aumento de 12,6% para o milho. O material de apoio do Levantamento Sistem\u00e1tico da Produ\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola (LSPA) est\u00e1 dispon\u00edvel nesta p\u00e1gina.<\/big><\/p>\n<p style=\"line-height: 1.5;text-align: center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/estatisticas_economicas\/2019_05\/lspa_grafico.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribui\u00e7\u00e3o regional: Centro-Oeste (103,7 milh\u00f5es de toneladas), Sul (77,4 milh\u00f5es de toneladas), Sudeste (22,0 milh\u00f5es de toneladas), Nordeste (19,0 milh\u00f5es de toneladas) e Norte (9,3 milh\u00f5es de toneladas). Em rela\u00e7\u00e3o a 2018, ocorreram aumentos de 4,4% na Regi\u00e3o Norte, 2,7% na Regi\u00e3o Centro-Oeste e de 3,9% na Regi\u00e3o Sul, e quedas de 4,0% na Regi\u00e3o Sudeste e de 0,7% na Regi\u00e3o Nordeste.<\/p>\n<p><strong>Destaques na estimativa de abril de 2019 em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o <\/strong><\/p>\n<p>Em abril, destacaram-se as seguintes varia\u00e7\u00f5es percentuais de produ\u00e7\u00e3o: algod\u00e3o herb\u00e1ceo (1,8%), aveia (4,2%), cana-de-a\u00e7\u00facar (1,7%), castanha-de-caju (5,2%), cevada (14,9%),\u00a0 milho 1\u00aa safra (0,4%), milho 2\u00aa safra (0,7%), soja (0,1%), sorgo (11,0%) e trigo (7,1%).<\/p>\n<p>Em n\u00fameros absolutos, os destaques foram para as varia\u00e7\u00f5es de: cana-de-a\u00e7\u00facar<br \/> (11 624 040 t), milho 2\u00aa safra (446 257 t), trigo (363 308 t), sorgo (233 809 t), algod\u00e3o herb\u00e1ceo (113 583 t), milho1\u00aasafra (108 368 t), soja (88 687 t), cevada (46 350 t), aveia (32 330 t) e castanha-de-caju (5 921 t).\u00a0<\/p>\n<p><strong>ALGOD\u00c3O HERB\u00c1CEO (em caro\u00e7o) \u2013 <\/strong>A estimativa da produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o foi de 6,4 milh\u00f5es de toneladas, alta de 1,8% em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o e recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE. A Bahia informou um crescimento de 5,7% na estimativa da produ\u00e7\u00e3o. As lavouras chegaram a ser prejudicadas pela falta de chuva, contudo, o retorno proporcionou uma recupera\u00e7\u00e3o da produtividade a partir de fevereiro. A produ\u00e7\u00e3o estimada do estado (1,5 milh\u00e3o toneladas) corresponde a 22,8% da safra a ser colhida pelo pa\u00eds este ano.<\/p>\n<p>No Mato Grosso, maior produtor nacional de algod\u00e3o, a estimativa encontra-se em 4,2 milh\u00f5es de toneladas, 29,0% maior que em 2018, devido ao crescimento de 36,3% na \u00e1rea plantada. Na Bahia e no Mato Grosso, a \u00e1rea plantada encontra-se 24,3% e 39,8% maior, respectivamente. O rendimento m\u00e9dio (4.065 kg\/ha) apresenta retra\u00e7\u00e3o de 5,3%, devido \u00e0s incertezas quanto ao clima. Em 2018, as lavouras de algod\u00e3o foram beneficiadas pelo clima chuvoso, o que repercutiu positivamente no rendimento m\u00e9dio obtido (4 293 kg\/ha).<\/p>\n<p><strong>CANA-DE-A\u00c7\u00daCAR \u2013 <\/strong>A estimativa da produ\u00e7\u00e3o foi de 688,6 milh\u00f5es de toneladas, alta de 1,7% em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o. O retorno das chuvas em algumas regi\u00f5es tem proporcionado a recupera\u00e7\u00e3o dos canaviais, principalmente aqueles que ser\u00e3o colhidos no ter\u00e7o final da safra. As principais altera\u00e7\u00f5es em abril ocorreram em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, que aumentaram suas produ\u00e7\u00f5es em 15,0% e 3,1%, respectivamente. O aumento da \u00e1rea plantada foi o principal motivo do crescimento da produ\u00e7\u00e3o nessas unidades da federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Minas Gerais passa a ser o segundo maior produtor de cana (11,3% do total produzido no pa\u00eds), seguido por Goi\u00e1s (11,1%). A produ\u00e7\u00e3o mineira (77,6 milh\u00f5es de toneladas), ainda a se confirmar at\u00e9 o final da safra, \u00e9 um recorde para o estado, que observou uma maior expans\u00e3o da cultura entre os anos de 2008 e 2012. Em rela\u00e7\u00e3o a 2018, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o apresenta crescimento de 2,1%, com aumento de 1,8% no rendimento m\u00e9dio. O clima mais favor\u00e1vel este ano e a ado\u00e7\u00e3o de novas t\u00e9cnicas, que protegem o solo e tendem a diminuir a falha de brota\u00e7\u00e3o, t\u00eam favorecido o desenvolvimento dos canaviais. S\u00e3o Paulo continua sendo o maior produtor nacional (51,8% da produ\u00e7\u00e3o nacional).<\/p>\n<p><strong>CASTANHA-DE-CAJU (am\u00eandoa) \u2013 <\/strong>A estimativa da produ\u00e7\u00e3o foi de 120,4 mil toneladas, alta de 5,2% em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o. No Cear\u00e1, maior produtor (53,8% do total), a produ\u00e7\u00e3o foi reavaliada com 6,7% de crescimento, em decorr\u00eancia do rendimento m\u00e9dio que cresceu nesse mesmo valor. Outros importantes produtores de castanha-de-caju s\u00e3o Piau\u00ed, com 24,7 mil toneladas (20,5% do total nacional) e Rio Grande do Norte, com 16,8 mil toneladas (13,9% do total). Pernambuco reavaliou suas estimativas este m\u00eas, prevendo alta de 70,4%, devido ao aumento da produtividade dos cajueiros, efeito das chuvas que favoreceram o desenvolvimento das plantas. Em rela\u00e7\u00e3o a 2018, a produ\u00e7\u00e3o de castanha-de-caju caiu 14,8%. A \u00e1rea plantada (439,0 mil hectares) reduziu 4,6% e o rendimento m\u00e9dio (280 kg\/ha) caiu 12,8%. No Cear\u00e1, a produ\u00e7\u00e3o em 2019 teve queda de 21,9%.<\/p>\n<p><strong>CEREAIS DE INVERNO (em gr\u00e3o) \u2013<\/strong> Embora a \u00e1rea plantada apresente queda de 2,8%, a produ\u00e7\u00e3o de <strong>trigo<\/strong> foi estimada em 5,5 milh\u00f5es de toneladas, crescimento de 7,1% em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o. O rendimento m\u00e9dio (2.801 kg\/ha) foi estimado com alta de 10,1% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Para o Paran\u00e1, maior produtor brasileiro (59,8% do total), foi\u00a0<\/p>\n<p>estimada uma produ\u00e7\u00e3o de 3,3 milh\u00f5es de toneladas. A produ\u00e7\u00e3o (12,8%) e o rendimento m\u00e9dio (19,1%) aumentaram em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o. Para o Rio Grande do Sul, segundo maior produtor brasileiro (25,9% da produ\u00e7\u00e3o), foi estimada uma produ\u00e7\u00e3o de 1,4 milh\u00e3o de toneladas. A estimativa da produ\u00e7\u00e3o de 2019 est\u00e1 3,9% maior quando comparada a 2018.<\/p>\n<p>A estimativa para a produ\u00e7\u00e3o de <strong>aveia<\/strong> foi de 795,5 mil toneladas, alta de 4,2% em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o. A \u00e1rea a ser plantada cresce 1,9%, devendo alcan\u00e7ar 412,4 mil hectares. O rendimento m\u00e9dio (1.929 kg\/ha) aumenta 2,3%. No Paran\u00e1, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o sobe 16,6%, enquanto que no Mato Grosso do Sul, terceiro maior produtor do cereal, deve crescer 13,2%. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o de aveia cai 10,6%.<\/p>\n<p>Para a <strong>cevada<\/strong>, a produ\u00e7\u00e3o estimada foi de 357,4 mil toneladas, alta de 14,9% em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o. A \u00e1rea plantada alcan\u00e7a 100,6 mil hectares e o rendimento m\u00e9dio (3.551 kg\/ha) cresce 13,9%. O Paran\u00e1, maior produtor brasileiro do cereal, elevou a estimativa em 22,7% em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o. A produ\u00e7\u00e3o deve ficar pr\u00f3xima a 250 mil toneladas. Em rela\u00e7\u00e3o a 2018, a produ\u00e7\u00e3o sobe 9,9%, embora a \u00e1rea plantada esteja com crescimento de apenas 0,2%.<\/p>\n<p><strong>MILHO (em gr\u00e3o) \u2013 <\/strong>Em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o cresceu 0,6%, totalizado 91,6 milh\u00f5es de toneladas (mais 554,6 mil toneladas). E em rela\u00e7\u00e3o a 2018, encontra-se 12,6% maior. Na <strong>1\u00aa safra de milho<\/strong>, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ou 25,8 milh\u00f5es de toneladas, alta de 0,4% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. A \u00e1rea a ser colhida caiu 0,4% e o rendimento subiu 0,9%. O Paran\u00e1 foi a Unidade da Federa\u00e7\u00e3o que mais contribuiu para esse aumento. A produ\u00e7\u00e3o paranaense deve alcan\u00e7ar 3,2 milh\u00f5es de toneladas, aumento de 2,0%. Em Minas Gerais, a produ\u00e7\u00e3o estimada caiu 1,1%, devendo alcan\u00e7ar 4,4 milh\u00f5es de toneladas. Em rela\u00e7\u00e3o a 2018, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o do milho 1\u00aa safra foi 0,1% maior. A \u00e1rea plantada, de 4,9 milh\u00f5es de hectares, caiu 1,0%.<\/p>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o do plantio antecipado da soja em 2019, aguarda-se um maior per\u00edodo para a \u201cjanela de plantio\u201d para o <strong>milho 2\u00aa safra<\/strong>, o que deve repercutir positivamente no rendimento m\u00e9dio, estimado para a atual safra com alta de 10,7%, devendo alcan\u00e7ar 5.365 kg\/ha. A estimativa da produ\u00e7\u00e3o encontra-se em 65,8 milh\u00f5es de toneladas, aumento de 0,7% em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o e de 18,3% em rela\u00e7\u00e3o a 2018. Os aumentos mais expressivos em volume de produ\u00e7\u00e3o, em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, foram estimados para Rond\u00f4nia (18,9%, ou 126,0 mil toneladas), Mato Grosso do Sul (2,0% ou 190,0 mil toneladas), Distrito Federal (28,8% ou 54,0 mil toneladas) e Goi\u00e1s (0,3% ou 21,8 mil toneladas).<\/p>\n<p><strong>SOJA (em gr\u00e3o) \u2013 <\/strong>Em abril, a produ\u00e7\u00e3o de soja foi estimada em 112,6 milh\u00f5es de toneladas, alta de 0,1% em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o. As principais quedas foram: Paran\u00e1 (-0,5%), Minas Gerais (-1,1%) e Mato Grosso do Sul (-1,1%). Goi\u00e1s (0,7%), Tocantins (2,1%) e Rond\u00f4nia (18,0%) informaram aumentos. Com exce\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o que engloba o \u201cMATOPIBA\u201d, formada pelo Bioma Cerrado do Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Maranh\u00e3o, nos demais estados produtores a colheita da soja encontra-se na fase final. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, apesar do aumento de 2,0% na \u00e1rea plantada, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o encontra-se 4,4% menor, em decorr\u00eancia do rendimento m\u00e9dio, que apresentou queda de 6,3%.<\/p>\n<p><strong>SORGO (em gr\u00e3o) &#8211;<\/strong> A estimativa da produ\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ou 2,4 milh\u00f5es de toneladas, alta de 11,0% em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o. O maior aumento em termos de volume foi informado por Minas Gerais (207.303 toneladas ou 34,3%), que representa 34,3% do total nacional nesta safra. Em Goi\u00e1s, maior produtor do Pa\u00eds (43,2% de participa\u00e7\u00e3o), a estimativa cresceu 0,7%, devendo alcan\u00e7ar 1,0 milh\u00e3o de toneladas. Em rela\u00e7\u00e3o a 2018, h\u00e1 alta de 5,0%, embora a \u00e1rea plantada esteja com redu\u00e7\u00e3o de 7,0%.<\/p>\n<p>Fonte: IBGE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em abril, a produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2019 foi estimada em 231,5 milh\u00f5es de toneladas, 2,2% superior \u00e0 safra de 2018 (mais 5,0 milh\u00f5es de toneladas) e 0,6% acima da divulgada em mar\u00e7o (mais 1,4 milh\u00e3o de toneladas). 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