{"id":225062,"date":"2025-11-03T20:14:22","date_gmt":"2025-11-03T23:14:22","guid":{"rendered":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/estudo-ve-paises-emergentes-ainda-mais-fragilizados\/"},"modified":"2025-11-03T20:14:22","modified_gmt":"2025-11-03T23:14:22","slug":"estudo-ve-paises-emergentes-ainda-mais-fragilizados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/estudo-ve-paises-emergentes-ainda-mais-fragilizados\/","title":{"rendered":"Estudo v\u00ea pa\u00edses emergentes ainda mais fragilizados"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"192\" src=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/homem-passa-por-indices-em-toquio-cotacoes-crise.jpg?fit=300%2C192&amp;quality=75&amp;strip=all\" class=\"attachment-medium size-medium wp-post-image\" alt=\"\" style=\"float:right;margin:0 0 10px 10px\" \/><\/p>\n<p>Impulsionada pela for\u00e7a da economia chinesa na crise de 2009, a maioria dos pa\u00edses emergentes n\u00e3o vai conseguir escapar da recess\u00e3o desta vez. Enquanto, na crise financeira, 38% dessas economias viram seu Produto Interno Bruto (PIB) recuar, em 2020, dever\u00e3o ser 75%, segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre\/FGV) com base em dados do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI).<\/p>\n<p>H\u00e1 11 anos, com a propuls\u00e3o da China, os emergentes, juntos, conseguiram inclusive ter uma alta de 2,8% no PIB. Para este ano, no entanto, a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de retra\u00e7\u00e3o de 1,1%. &#8220;Quem puxou essas economias em 2008 e 2009 foi a China, que agora est\u00e1 no centro da crise. Ainda que ela cres\u00e7a 1% ou 2% (a estimativa do FMI \u00e9 de 1,2%), \u00e9 um baque muito grande&#8221;, diz o economista Marcel Balassiano, respons\u00e1vel pelo levantamento. Em 2009, o pa\u00eds avan\u00e7ou 9,4%, criando demanda por commodities e beneficiando economias como a brasileira.<\/p>\n<p>Mesmo que seu PIB aumente neste ano, a China n\u00e3o tem mais o mesmo potencial para impulsionar tantos pa\u00edses, dado que seu modelo econ\u00f4mico tamb\u00e9m vem mudando em dire\u00e7\u00e3o ao consumo dom\u00e9stico, e n\u00e3o mais em investimentos em infraestrutura. &#8220;O consumo interno ganhou peso nos \u00faltimos anos e os chineses tamb\u00e9m devem estar inseguros agora para sair de casa, o que vai causar impactos&#8221;, diz o economista Silvio Campos Neto, da consultoria Tend\u00eancias.<\/p>\n<p>Outra diferen\u00e7a que prejudica os emergentes desta vez \u00e9 que esses pa\u00edses j\u00e1 n\u00e3o v\u00eam crescendo de forma acelerada como nos anos 2000. \u00c0quela \u00e9poca, com o ciclo de alta das commodities, os emergentes estavam mais bem posicionados para enfrentar a crise, com espa\u00e7o para pol\u00edticas fiscais mais agressivas.<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 justamente um dos que vai encarar mais de perto essa mudan\u00e7a de cen\u00e1rio. &#8220;O Pa\u00eds est\u00e1 em uma situa\u00e7\u00e3o pior quando se compara com a \u00faltima crise global porque vem de uma recupera\u00e7\u00e3o fraca ap\u00f3s uma recess\u00e3o&#8221;, acrescenta Balassiano.<\/p>\n<p>Em 2009, o PIB brasileiro retrocedeu 0,1%, o mesmo n\u00famero da economia global. Para este ano, no entanto, o FMI projeta uma queda de 5,3% para o Pa\u00eds, o que significar\u00e1 um recuo mais acentuado do que o da m\u00e9dia global.<\/p>\n<p><b>Situa\u00e7\u00e3o mundial<\/b><\/p>\n<p>A natureza desta crise, decorrente de uma quest\u00e3o de sa\u00fade, a tornar\u00e1 muito mais global e profunda, de acordo com o estudo do Ibre\/FGV. Em todo o mundo, 80% dos pa\u00edses dever\u00e3o sofrer uma queda no PIB neste ano &#8212; China e \u00cdndia estar\u00e3o entre os poucos que ter\u00e3o n\u00fameros positivos, ainda que modestos. Em 2009, foram 47% os que registraram recuo.<\/p>\n<p>&#8220;A crise atual ser\u00e1 pior que a anterior. Se olharmos o PIB global, a queda passar\u00e1 de 0,1% em 2009 para 3% neste ano&#8221;, diz Marcel Balassiano.<\/p>\n<p>Entre os pa\u00edses avan\u00e7ados, o alcance da crise tamb\u00e9m ser\u00e1 maior, mostra o levantamento de Balassiano. Em 2009, 85% deles registraram retra\u00e7\u00e3o no PIB. Neste ano, dever\u00e3o ser 100%. Apesar de mais atingidas, algumas dessas economias poder\u00e3o ter uma retomada mais r\u00e1pida, diz o economista \u00c1lvaro Frasson, do BTG Pactual Digital. &#8220;\u00c9 dif\u00edcil saber como ser\u00e1 a recupera\u00e7\u00e3o, mas, dado que a pol\u00edtica monet\u00e1ria tem feito pouco efeito, \u00e9 de se esperar que os Estados Unidos, por exemplo, se recuperem mais r\u00e1pido, pois t\u00eam mais espa\u00e7o para fazer pol\u00edtica fiscal.&#8221;<\/p>\n<p>Campos Neto lembra que emergentes como Brasil, M\u00e9xico e R\u00fassia dever\u00e3o sofrer ainda com a queda do pre\u00e7o do petr\u00f3leo. Para Fabio Silveira, economista da Macrosector, em uma hip\u00f3tese otimista, sem uma segunda onda da pandemia, a recupera\u00e7\u00e3o global pode vir a partir do fim deste ano. &#8220;Por enquanto, o que podemos dizer com seguran\u00e7a \u00e9 que a crise ser\u00e1 muito mais profunda do que a de 2009.&#8221;<\/p>\n<p>Silveira lembra que, enquanto em 2008 e 2009, a crise era sobretudo financeira, mas com potencial de se expandir para a economia real, hoje a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 a inversa. &#8220;Agora, h\u00e1 uma paralisa\u00e7\u00e3o na economia real que pode contaminar o lado financeiro, reeditando, na sequ\u00eancia, a crise de 2009.&#8221;<\/p>\n<p>The post <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/mercados\/estudo-ve-paises-emergentes-ainda-mais-fragilizados\/\">Estudo v\u00ea pa\u00edses emergentes ainda mais fragilizados<\/a> appeared first on <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\">InfoMoney<\/a>.<\/p>\n<p>Infoeconomico informou<br \/>\nFonte: Infomoney Blog Epolitica<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Infoeconomico.com.br &#8211; Seu Portal de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impulsionada pela for\u00e7a da economia chinesa na crise de 2009, a maioria dos pa\u00edses emergentes n\u00e3o vai conseguir escapar da recess\u00e3o desta vez. 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