{"id":223040,"date":"2025-11-03T20:12:45","date_gmt":"2025-11-03T23:12:45","guid":{"rendered":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/brasilia-60-anos-quem-sao-os-brasilienses-assista-a-videos\/"},"modified":"2025-11-03T20:12:45","modified_gmt":"2025-11-03T23:12:45","slug":"brasilia-60-anos-quem-sao-os-brasilienses-assista-a-videos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/brasilia-60-anos-quem-sao-os-brasilienses-assista-a-videos\/","title":{"rendered":"Bras\u00edlia, 60 anos: quem s\u00e3o os brasilienses; assista a v\u00eddeos"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;font-size: 16px\">Os monumentos, os caminhos, o centro pol\u00edtico, um cen\u00e1rio privilegiado. Assim \u00e9 conhecida\u00a0a capital do pa\u00eds,que chega aos 60 anos no pr\u00f3ximo dia\u00a0<span class=\"Object\" id=\"OBJ_PREFIX_DWT1997_com_zimbra_date\" role=\"link\" style=\"cursor: pointer\">21 de abril<\/span>, sem poder fazer festa esperada com a idade nova. Tamb\u00e9m nesse momento de isolamento social, por causa da pandemia do\u00a0coronav\u00edrus,\u00a0a popula\u00e7\u00e3o\u00a0demonstra\u00a0que Bras\u00edlia j\u00e1 pode ser\u00a0identificada\u00a0como um lugar que se tornou maduro. O Distrito Federal tem\u00a0<span class=\"Object\" id=\"OBJ_PREFIX_DWT1987_com_zimbra_date\" role=\"link\" style=\"cursor: pointer\">hoje<\/span>\u00a0uma popula\u00e7\u00e3o de mais de tr\u00eas milh\u00f5es de pessoas. A maioria j\u00e1 \u00e9 formada por nascidos na capital. Brasilienses que sabem que n\u00e3o s\u00e3o mais apenas os cart\u00f5es-postais que formam essa regi\u00e3o brasileira.\u00a0Mas seu povo. Com g\u00edrias, sotaques, gastronomia e identidade de caldeir\u00e3o cultural, que se revelam por entre as quadras do Plano Piloto e as ruas das regi\u00f5es administrativas que circundam o cora\u00e7\u00e3o do Brasil\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-atom-wrapper type-image context-sdl_editor_representation\">\n<div class=\"dnd-drop-wrapper\"><!-- scald=626522:sdl_editor_representation --><\/p>\n<div class='image'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.ebc.com.br\/sites\/_portalebc2014\/files\/styles\/full_colunm\/public\/atoms_image\/cinebrasilia.png?itok=E0x2PvLk\" width=\"644\" height=\"475\" alt=\"cinebrasilia.png\" title=\"cinebrasilia.png\" \/><\/div>\n<p><!-- END scald=626522 --><\/div>\n<div class=\"dnd-legend-wrapper\">\n<div class=\"meta\"><!--copyright=626522--><span class=\"licenca\">Copyright<\/span> &#8211; <span class=\"legenda\">cinebrasilia.png<\/span><\/p>\n<p class=\"credito\">Cinemateca Brasileira <!--END copyright=626522--><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p><strong>Confira a webs\u00e9rie &#8220;Quem s\u00e3o os brasilienses&#8221;<\/strong>\u00a0para conhecer essa capital por outra perspectiva. Essa sexagen\u00e1ria nasceu\u00a0para integrar o litoral ao centro. E se redescobre com\u00a0o tempo. Nasceu com o trabalho de migrantes do Brasil inteiro. Ainda t\u00e3o jovem, encara mais um desafio, uma complexa crise de sa\u00fade. E as dificuldades\u00a0tamb\u00e9m fazem parte da hist\u00f3ria.\u00a0N\u00e3o est\u00e3o \u00e0 frente dos monumentos, mas diante daqueles que ergueram e ainda\u00a0<span class=\"Object\" id=\"OBJ_PREFIX_DWT1989_com_zimbra_date\" role=\"link\" style=\"cursor: pointer\">hoje<\/span>\u00a0constroem a cidade. Mais de tr\u00eas milh\u00f5es\u00a0de sonhos fortes e reais desse povo com DNA e alma t\u00e3o candanga,\u00a0<em>v\u00e9io<\/em>.\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-atom-wrapper type-image context-sdl_editor_representation\">\n<div class=\"dnd-drop-wrapper\"><!-- scald=626521:sdl_editor_representation --><\/p>\n<div class='image'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.ebc.com.br\/sites\/_portalebc2014\/files\/styles\/full_colunm\/public\/atoms_image\/pilotis.png?itok=_wjA6Dz6\" width=\"693\" height=\"475\" alt=\"pilotis.png\" title=\"pilotis.png\" \/><\/div>\n<p><!-- END scald=626521 --><\/div>\n<div class=\"dnd-legend-wrapper\">\n<div class=\"meta\"><!--copyright=626521--><span class=\"licenca\">Copyright<\/span> &#8211; <span class=\"legenda\">pilotis.png<\/span><\/p>\n<p class=\"credito\">Cinemateca Brasileira <!--END copyright=626521--><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<h2><strong>Bras\u00edlia tem sotaque?<\/strong><\/h2>\n<p>Uma popula\u00e7\u00e3o unida h\u00e1 60 anos j\u00e1 viveu o suficiente para se expressar em um \u00fanico sotaque? Para o professor e sociolinguista Newton Lima Neto, sim; mas ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel dizer se h\u00e1 apenas um falar brasiliense, ou muitos falares.<\/p>\n<p>Ele explica que j\u00e1 d\u00e1 para identificar caracter\u00edsticas comuns no sotaque de diferentes indiv\u00edduos de Bras\u00edlia, o que n\u00e3o acontecia nas gera\u00e7\u00f5es anteriores, j\u00e1 que muitos ainda mantinham a forma de falar trazida por seus antecessores de outros estados.<\/p>\n<h2><strong>Assista \u00e0 webs\u00e9rie<\/strong><\/h2>\n<p>\u00a0\u201cQuando a gente pensa na primeira gera\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, voc\u00ea encontrava diversas formas, diversos falares. Na\u00a0<span id=\"OBJ_PREFIX_DWT215_com_zimbra_date\" role=\"link\"><span id=\"OBJ_PREFIX_DWT227_com_zimbra_date\" role=\"link\">segunda<\/span><\/span>, essas formas come\u00e7am a focalizar. E agora, se voc\u00ea for comparar isso tudo, gravar amostras de brasilienses voc\u00ea vai ver, por exemplo, que o \u2018e\u2019 tende a ser fechado, ent\u00e3o eu vou falar del\u00edcia e n\u00e3o \u2018d\u00e9licia\u2019, explica.<\/p>\n<p>Para a PHD em lingu\u00edstica, Stella Maris Bortoni, essas s\u00e3o apenas tend\u00eancias do que pode vir a ser o sotaque brasiliense. Mas por elas j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel perceber caracter\u00edsticas que devem permanecer no falar da popula\u00e7\u00e3o do Distrito Federal, como a aus\u00eancia de marcas que identificam o sotaque de outros estados e regi\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p>\u201cEssa aus\u00eancia dever\u00e1 ser a nossa identidade, na medida em que as novas gera\u00e7\u00f5es de brasilienses falem de modo que a sua fala n\u00e3o seja associada imediatamente a nenhuma outra regi\u00e3o, \u00e9 um falar muito pr\u00f3ximo do da m\u00eddia, dos modos de articular e de pronunciar que os locutores da grande m\u00eddia usam\u201d diz.<\/p>\n<div class=\"dnd-atom-wrapper type-image context-sdl_editor_representation\">\n<div class=\"dnd-drop-wrapper\"><!-- scald=626519:sdl_editor_representation --><\/p>\n<div class='image'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.ebc.com.br\/sites\/_portalebc2014\/files\/styles\/full_colunm\/public\/atoms_image\/linguistica_0.jpg?itok=S5WrwBGq\" width=\"727\" height=\"402\" alt=\"Professora Stella Maris Bortoni\" title=\"Professora Stella Maris Bortoni\" \/><\/div>\n<p><!-- END scald=626519 --><\/div>\n<div class=\"dnd-legend-wrapper\">\n<div class=\"meta\"><span class=\"legenda\">Professora Stella Maris Bortoni, em entrevista, explica o que seria o &#8220;candangu\u00eas&#8221;. Foto:\u00a0<\/span>Reprodu\u00e7\u00e3o<!--END copyright=626519--><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p>Segundo Stella, esse comportamento j\u00e1 foi observado em outras regi\u00f5es no mundo onde houve uma converg\u00eancia de pessoas que trouxeram diferentes falares. \u201cQuem estuda essa tradi\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica vai ver o que aconteceu com a Alemanha. Por que na Alemanha? Porque l\u00e1 o pa\u00eds dividiu-se depois da\u00a0<span id=\"OBJ_PREFIX_DWT216_com_zimbra_date\" role=\"link\"><span id=\"OBJ_PREFIX_DWT228_com_zimbra_date\" role=\"link\">Segunda<\/span><\/span>\u00a0Guerra, em Alemanha Oriental e Alemanha Ocidental e nas \u00e1reas de converg\u00eancia de alem\u00e3es de diversas regi\u00f5es, o falar ficou n\u00e3o marcado\u201d, explica.<\/p>\n<p>Para Newton, essa converg\u00eancia se deu de forma diferente no Distrito Federal, j\u00e1 que as diferen\u00e7as sociais e culturais fizeram com que grupos de pessoas se organizassem em 31 regi\u00f5es administrativas, tamb\u00e9m chamadas de cidades sat\u00e9lites. \u201cEm Ceil\u00e2ndia, por exemplo, onde a gente tem o maior contingente de migrantes nordestinos, voc\u00ea vai encontrar a forma \u201cd\u00e9licia\u201d, mesmo na fala das novas gera\u00e7\u00f5es. Agora, o que n\u00e3o acontece \u00e9 voc\u00ea gravar indiv\u00edduos separados e\u00a0<span id=\"OBJ_PREFIX_DWT217_com_zimbra_date\" role=\"link\"><span id=\"OBJ_PREFIX_DWT229_com_zimbra_date\" role=\"link\">ter<\/span><\/span>\u00a0uma mistura incaracter\u00edstica\u201d, diz.<!--nextpage--><\/p>\n<p>Como as formas de pronunciar e entona\u00e7\u00e3o do brasiliense j\u00e1 permitem que outras pessoas, que n\u00e3o vivem em Bras\u00edlia, consigam identificar o sotaque de quem \u00e9 da Capital Federal, segundo Newton, agora resta apenas saber se permanecer\u00e1 apenas uma ou mais formas de falar. \u201cDaqui a umas duas gera\u00e7\u00f5es, a gente vai come\u00e7ar a entender se j\u00e1 existe um \u00fanico sotaque tipicamente do Distrito Federal ou se a desigualdade social entre essas regi\u00f5es \u00e9 tanta que cada uma est\u00e1 come\u00e7ando a\u00a0<span id=\"OBJ_PREFIX_DWT218_com_zimbra_date\" role=\"link\"><span id=\"OBJ_PREFIX_DWT230_com_zimbra_date\" role=\"link\">ter<\/span><\/span>\u00a0o seu pr\u00f3prio falar\u201d, conclui.<\/p>\n<h2><em>Pratos t\u00edpicos<\/em><\/h2>\n<p>Quem gosta de viajar geralmente tamb\u00e9m busca os diferentes sabores dos lugares que visita, mas quem chega em Bras\u00edlia, encontra um prato t\u00edpico da Capital Federal? Para o professor de gastronomia Marcos L\u00e9lis esse prato ainda n\u00e3o foi criado, e talvez nem seja.<\/p>\n<p>Assista abaixo ao v\u00eddeo da webs\u00e9rie<\/p>\n<p>Marcos explica que, hoje, a caracter\u00edstica da mesa de Bras\u00edlia \u00e9 reunir os diferentes sabores que existem no Brasil e no mundo.\u201cBras\u00edlia contempla tudo que ela quiser, que ela pode contemplar, se ela quiser. De restaurante tem\u00e1tico, \u00e0s festas das embaixadas. Por exemplo, a embaixada da \u00cdndia abre as portas e o que, que eles fazem? Comida. Da Espanha, a mesma coisa. Tail\u00e2ndia, a mesma coisa. Os CTGS ga\u00fachos, a mesma coisa. O pequi que floresce aqui, tamb\u00e9m vira comida\u201d, diz.<\/p>\n<p>A leitura que cada um faz sobre o que \u00e9 um prato t\u00edpico tamb\u00e9m \u00e9 importante para entender se Bras\u00edlia j\u00e1 produz uma culin\u00e1ria com identidade pr\u00f3pria, segundo Marcos. \u201cComo Bras\u00edlia est\u00e1 geopoliticamente localizada dentro de Goi\u00e1s, a gente pode pensar que a cozinha brasiliense \u00e9 uma cozinha goiana. Tamb\u00e9m podemos pensar que ela \u00e9 composta por um trip\u00e9 nordestino, mineiro e goiano, que s\u00e3o a maioria dos imigrantes que chegaram aqui, mas que t\u00eam caracter\u00edsticas distintas\u201d, diz.<\/p>\n<p>A auxiliar administrativa\u00a0Danielle Paiva, que nasceu no Rio de Janeiro e vive em Bras\u00edlia desde pequena, acredita que a galinha preparada com o pequi, fruto do Cerrado, j\u00e1 pode ser considerado um prato t\u00edpico de Bras\u00edlia. \u201c\u00c9 de Goi\u00e1s, mas a gente aderiu\u201d, diz.<\/p>\n<p>Para Marcos, o que torna um prato t\u00edpico vai al\u00e9m de ser consumido naquele lugar, \u00e9 uma conjun\u00e7\u00e3o de fatores. \u201cPorque que a feijoada \u00e9 um prato nacional? Por que todo mundo consegue ter acesso a todos esses cortes, diferente do tacac\u00e1 nortista, que nem todo mundo tem acesso ao tucupi, apesar da mandioca ser plantada no pa\u00eds inteiro\u201d, explica.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da disponibilidade dos ingredientes, da receita ser acess\u00edvel a grande parte da popula\u00e7\u00e3o local e das pessoas consumirem aquele prato, a constru\u00e7\u00e3o de um prato t\u00edpico tamb\u00e9m \u00e9 um processo hist\u00f3rico e cultural que leva muito tempo. Para Marcos, seis d\u00e9cadas ainda \u00e9 pouco para observar esse processo. \u201c\u00c9 injusto comparar com qualquer outro estado do Brasil\u201d, diz.<\/p>\n<p>Com tantas possibilidades para a culin\u00e1ria brasiliense, o surgimento de um prato t\u00edpico \u00e9 incerto, mas os ingredientes locais j\u00e1 s\u00e3o amplamente consumidos em Bras\u00edlia, e esse consumo pode ser um primeiro passo para a consolida\u00e7\u00e3o de uma comida regional. \u201cA gente tem uma identidade que precisa se valorizar, se supervalorizar, para depois achar o equil\u00edbrio. A pr\u00f3pria cozinha regional brasileira est\u00e1 recebendo uma s\u00e9rie de holofotes hoje Bras\u00edlia deveria tamb\u00e9m ter isso. Deveria valorizar os produtos que s\u00e3o locais, valorizar, nem que seja, esse trip\u00e9 de forma\u00e7\u00e3o gastron\u00f4mica, para da\u00ed criar alguma coisa, que seja nosso\u201d<font color=\"#000000\"><span style=\"text-decoration: none\"><font face=\"Liberation Serif, serif\"><font size=\"3\"><span style=\"font-style: normal\"><span style=\"font-weight: normal\"><span style=\"text-decoration: none\">.<\/span><\/span><\/span><\/font><\/font><\/span><\/font><\/p>\n<h2><em>Gera\u00e7\u00f5es<\/em><\/h2>\n<p>Foram necess\u00e1rios quase 60 anos para que, finalmente, o \u201cplanalto interior, centro geogr\u00e1fico do pa\u00eds, deserto\u201d, como citou Juscelino Kubitschek no discurso de inaugura\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, passasse a ter, na sua maioria, filhos da Capital Federal. O economista da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), Ju\u00e7\u00e2nio Umbelinio de Souza, explica que passaram\u00a0tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es para que isso acontecesse.<\/p>\n<p>Atualmente, a Pesquisa Distrital por Amostra de Domic\u00edlio (2018) aponta que pouco mais que 1,5 milh\u00e3o de residentes s\u00e3o naturais do Distrito Federal e eles representam 55% da popula\u00e7\u00e3o. Eu poderia me colocar como um exemplo, nascido aqui em Bras\u00edlia no m\u00eas da inaugura\u00e7\u00e3o, eu j\u00e1 tenho netos\u201d, diz.<\/p>\n<p><em>Assista ao v\u00eddeo<\/em><\/p>\n<div>\n<p>Ao longo dessas seis d\u00e9cadas, o comum era ver pessoas de diferentes lugares pela cidade, com diferentes culturas, sotaques e identidades, como a fam\u00edlia dos pais da professora de ensino Waldorf, Vanessa Dias Madeira. \u201cA minha av\u00f3, por parte de m\u00e3e, \u00e9 cuiabana e o meu av\u00f4, o pai da minha m\u00e3e \u00e9 portugu\u00eas. A minha av\u00f3 paterna \u00e9 carioca e o meu av\u00f4 \u00e9 paulista. Ent\u00e3o, sempre tive uma mistura bem forte, n\u00e9? E eles tiveram os seus filhos aqui em Bras\u00edlia, nasceram todos aqui em Bras\u00edlia, e eu tamb\u00e9m nasci aqui\u201d.<!--nextpage--><\/p>\n<div class=\"dnd-atom-wrapper type-image context-sdl_editor_representation\">\n<div class=\"dnd-drop-wrapper\"><!-- scald=626531:sdl_editor_representation --><\/p>\n<div class='image'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.ebc.com.br\/sites\/_portalebc2014\/files\/styles\/full_colunm\/public\/atoms_image\/familia_4.jpg?itok=E5rNRnEb\" width=\"727\" height=\"384\" alt=\"Gera\u00e7\u00f5es Bras\u00edlia\" title=\"Gera\u00e7\u00f5es Bras\u00edlia\" \/><\/div>\n<p><!-- END scald=626531 --><\/div>\n<div class=\"dnd-legend-wrapper\">\n<div class=\"meta\">Fam\u00edlia Madeira adotou Bras\u00edlia para viver. &#8220;Acho que Bras\u00edlia tem um poder de atra\u00e7\u00e3o muito grande&#8221;. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<!--END copyright=626531--><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p>Segunda gera\u00e7\u00e3o de brasiliense, ela lembra que era exce\u00e7\u00e3o entre os amigos, que na maioria tinham pais nascidos em outros estados, mas j\u00e1 percebe um aumento dessa popula\u00e7\u00e3o entre as crian\u00e7as que convivem com seus dois filhos, Manuela e Otto, tamb\u00e9m nascidos em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Luiz Madeira, pai de Vanessa, conta que os pais se conheceram j\u00e1 em Bras\u00edlia e que todos chegaram na cidade por causa de trabalho na constru\u00e7\u00e3o da nova capital \u201cEra o grande acontecimento da \u00e9poca e muito carente de m\u00e3o de obra a\u00ed todo mundo veio para c\u00e1\u201d.<\/p>\n<p>E foi pela for\u00e7a de trabalho que tantos outros chegaram, mas n\u00e3o foi apenas o trabalho que fez com que ficassem, segundo Ju\u00e7\u00e2nio. \u201cA perspectiva era de que finalizada essa etapa de constru\u00e7\u00e3o da Bras\u00edlia central, esses trabalhadores retornassem para os seus estados de origem, o que realmente n\u00e3o aconteceu. Acho que Bras\u00edlia tem um poder de atra\u00e7\u00e3o muito grande e os trabalhadores se encantaram com a regi\u00e3o central, o c\u00e9u azul, conhecido como o c\u00e9u de brigadeiro e, realmente, Bras\u00edlia encanta\u201d, conclui. <\/p><\/div>\n<h2><em>As g\u00edrias, v\u00e9i&#8230;<\/em><\/h2>\n<p>Como a pr\u00f3pria l\u00edngua portuguesa, as g\u00edrias tamb\u00e9m s\u00e3o vivas e mudam com o passar do tempo; e em 60 anos, as gera\u00e7\u00f5es de Bras\u00edlia j\u00e1 usaram muitas delas, mas quais s\u00e3o genu\u00ednas da capital federal? Segundo o professor e sociolinguista Newton Lima Neto, mais importante que saber se nasceram aqui, ou vieram de outro lugar, \u00e9 entender se h\u00e1 consist\u00eancia no uso delas.<\/p>\n<p><em>Assista ao\u00a0v\u00eddeo abaixo<\/em><\/p>\n<p>\u201cA gente dificilmente chegar\u00e1 a uma resposta se \u201cv\u00e9i\u201d \u00e9 uma g\u00edria tipicamente brasiliense. Voc\u00ea pode ir no interior de S\u00e3o Paulo e encontrar tamb\u00e9m essa g\u00edria, mas como que ela \u00e9 falada l\u00e1? Em Bras\u00edlia, voc\u00ea altera a entona\u00e7\u00e3o e voc\u00ea pode mudar completamente o sentido da frase\u201d, explica.\u00a0<\/p>\n<p> As g\u00edrias s\u00e3o palavras que ganham novos sentidos entre um grupo de pessoas. Segundo Newton, elas fazem parte do dialeto, que inclui sotaque, ritmo e palavras.Algumas surgem em fun\u00e7\u00e3o de comportamentos, lugares e at\u00e9 caracter\u00edsticas arquitet\u00f4nicas de uma cidade. \u201cNa parte central de Bras\u00edlia, no Plano Piloto, v\u00e1rios termos t\u00eam entrado na fala do jovem, como tesourinha, fazer um bal\u00e3o, ou ent\u00e3o, brincar debaixo do bloco, n\u00e3o necessariamente isso \u00e9 a verdade em outros estados, outras cidades\u201d, explica.<\/p>\n<div class=\"dnd-atom-wrapper type-image context-sdl_editor_representation\">\n<div class=\"dnd-drop-wrapper\"><!-- scald=626518:sdl_editor_representation --><\/p>\n<div class='image'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.ebc.com.br\/sites\/_portalebc2014\/files\/styles\/full_colunm\/public\/atoms_image\/linguistica.jpg?itok=Dfw0B3T1\" width=\"727\" height=\"408\" alt=\"Professor de Lingu\u00edstica\" title=\"Professor de Lingu\u00edstica\" \/><\/div>\n<p><!-- END scald=626518 --><\/div>\n<div class=\"dnd-legend-wrapper\">\n<div class=\"meta\"><span class=\"legenda\">Professor de Lingu\u00edstica explica que as g\u00edrias est\u00e3o presentes em todos os idiomas e dialetos<\/span><\/p>\n<p class=\"credito\">\u00a0 <!--END copyright=626518--><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p> Muitas g\u00edrias s\u00e3o lan\u00e7adas entre grupos de pessoas que vivem em uma cidade, mas nem todas v\u00e3o realmente compor o repert\u00f3rio de express\u00f5es daquele lugar. Newton lembra do exemplo da g\u00edria \u201ccamelo\u201d empregada para identificar a bicicleta, que ganhou fama em m\u00fasica da banda Legi\u00e3o Urbana. \u201cTalvez aquele pequeno grupo de jovens usava camelo, mas um deles ficou famoso. Ent\u00e3o, a gente n\u00e3o pode atribuir necessariamente camelo como uma express\u00e3o tipicamente brasiliense, porque se voc\u00ea escuta a fala dos jovens hoje, quem \u00e9 que est\u00e1 usando isso?\u201d, diz.<\/p>\n<p> Assim como o sotaque, as g\u00edrias contam partes da hist\u00f3ria e constituem uma importante ferramenta na constru\u00e7\u00e3o cultural de Bras\u00edlia. \u201cSe uma comunidade est\u00e1 escolhendo determinadas express\u00f5es para compor o seu repert\u00f3rio lingu\u00edstico, isso aponta, sim, para uma constitui\u00e7\u00e3o de identidade\u201d, diz Newton.<\/p>\n<h2><em>Cidade planejada<\/em><\/h2>\n<p>Mesmo sonhada e planejada antes de ser constru\u00edda, nem criadores e arquitetos de Bras\u00edlia poderiam imaginar como a vida funcionaria na cidade. Quadras, blocos, setores tesourinhas e grandes vias parecem simples e \u201cde f\u00e1cil apreens\u00e3o\u201d, nas palavras de L\u00facio Costa, apresentadas no projeto vencedor para a constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia; mas na pr\u00e1tica s\u00e3o mesmo solu\u00e7\u00f5es claras para que a cidade flua melhor?<\/p>\n<p><em>Assista ao v\u00eddeo abaixo<\/em><\/p>\n<p>Para o estudante de arquitetura Tomas dos Santos, que nasceu em Planaltina, Goi\u00e1s, e vive em Bras\u00edlia \u00e9 tudo muito f\u00e1cil. \u201cPara quem n\u00e3o tem o costume talvez seja mais dif\u00edcil. Eu costumo ver o povo falar muito das tesourinhas. Tem gente que faz at\u00e9 piada de que a pessoa entra l\u00e1 e se perde, mas para a gente \u00e9 mais f\u00e1cil\u201d, diz.<\/p>\n<p> As tesourinhas, acessos circulares \u00e0s vias expressas, eliminam cruzamentos e tornam o tr\u00e2nsito mais fluido, mas causam estranhamento a quem chega de outras cidades onde o uso dessa solu\u00e7\u00e3o \u00e9 inexistente. \u201cN\u00e3o entendo as tesourinhas ainda e acho que vai ser dif\u00edcil entender\u201d, diz a perita B\u00e1rbara Coloniese, que \u00e9 de Florian\u00f3polis e mora em Bras\u00edlia desde novembro de 2019.<\/p>\n<p> B\u00e1rbara conta que viveu na cidade por dois anos anteriormente e recorda que na \u00e9poca o endere\u00e7o tamb\u00e9m causava estranheza nos parentes que queriam enviar alguma encomenda. \u201cEles perguntavam: mas como \u00e9 o nome da rua? como assim? vai achar voc\u00ea nesse monte de letra?\u201d.<\/p>\n<p> Entendendo ou n\u00e3o a cidade, o IBGE estima que vivem em todo o Distrito Federal mais de 3 milh\u00f5es de pessoas segundo levantamento de 2019. Cerca de 45% nasceu em outros estados, mas escolheu morar em uma cidade planejada e com solu\u00e7\u00f5es n\u00e3o t\u00e3o comuns, mas que fazem com que essa popula\u00e7\u00e3o cres\u00e7a cada vez mais.<\/p>\n<p> O superintendente do Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico (Iphan), Saulo Diniz, explica que essas solu\u00e7\u00f5es urban\u00edsticas, somadas aos monumentos e a ideia de organizar a cidade na forma de um avi\u00e3o fazem de Bras\u00edlia uma cidade \u00fanica, reconhecida h\u00e1 mais de 30 anos como Patrim\u00f4nio Cultural da Humanidade, pela Unesco, e Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico Art\u00edstico Nacional. \u201cH\u00e1 60 anos as pessoas quando viam o esbo\u00e7o no papel j\u00e1 se espantavam por ser um avi\u00e3o, e esse avi\u00e3o est\u00e1 voando at\u00e9 hoje e vai voar muito mais, ent\u00e3o, a gente tem que realmente preservar essa maravilha que \u00e9 Bras\u00edlia\u201d, conclui.<!--nextpage--><\/p>\n<p>______________________________________<\/p>\n<p><em><strong>Equipe de reportagem<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Texto e produ\u00e7\u00e3o: Fab\u00edola Sinimbu<br \/>\nImagens: Jorge Monforte<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o: Edgard Matsuki e Alessandra Esteves<\/em><br \/>\nColabora\u00e7\u00e3o: Luiz Claudio Ferreira<br \/><em>Arte: Bruno Godinho<br \/>\nFinaliza\u00e7\u00e3o: Daniel Dresch<\/em><br \/>\nInfoeconomico.com.br<br \/>\nFonte: Ag\u00eancia de Not\u00edcias<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Infoeconomico.com.br &#8211; Seu Portal de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os monumentos, os caminhos, o centro pol\u00edtico, um cen\u00e1rio privilegiado. Assim \u00e9 conhecida\u00a0a capital do pa\u00eds,que chega aos 60 anos no pr\u00f3ximo dia\u00a021 de abril, sem poder fazer festa esperada com a idade nova. Tamb\u00e9m nesse momento de isolamento social, por causa da pandemia do\u00a0coronav\u00edrus,\u00a0a popula\u00e7\u00e3o\u00a0demonstra\u00a0que Bras\u00edlia j\u00e1 pode ser\u00a0identificada\u00a0como um lugar que se tornou [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[111,288],"class_list":["post-223040","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","tag-agro","tag-economiabrasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/223040","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=223040"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/223040\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=223040"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=223040"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=223040"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}