{"id":222872,"date":"2025-11-03T20:12:37","date_gmt":"2025-11-03T23:12:37","guid":{"rendered":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/setor-aereo-sofrera-impactos-da-crise-ao-menos-ate-2023\/"},"modified":"2025-11-03T20:12:37","modified_gmt":"2025-11-03T23:12:37","slug":"setor-aereo-sofrera-impactos-da-crise-ao-menos-ate-2023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/setor-aereo-sofrera-impactos-da-crise-ao-menos-ate-2023\/","title":{"rendered":"Setor a\u00e9reo sofrer\u00e1 impactos da crise ao menos at\u00e9 2023"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"200\" src=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/construcao-de-aviao-embraer-.jpg?fit=300%2C200&amp;quality=75&amp;strip=all\" class=\"attachment-medium size-medium wp-post-image\" alt=\"\" style=\"float:right;margin:0 0 10px 10px\" \/><\/p>\n<p>O setor a\u00e9reo, um dos mais afetados pela crise causada pela pandemia da covid-19, deve sofrer impactos negativos em sua cadeia pelo menos at\u00e9 o fim de 2023, segundo a consultoria Bain &amp; Company. Hoje, a maior parte da frota global de avi\u00f5es est\u00e1 parada por causa do fechamento de fronteiras e das medidas de distanciamento social.<\/p>\n<p>Segundo o estudo da Bain, fabricantes de aeronaves devem registrar uma queda significativa em suas produ\u00e7\u00f5es nos pr\u00f3ximos cinco anos. No caso das companhias a\u00e9reas, a demanda global s\u00f3 deve voltar ao patamar pr\u00e9-coronav\u00edrus em meados de 2022, isso considerando que a crise seja moderada.<\/p>\n<p>Para as fabricantes, a consultoria prev\u00ea uma situa\u00e7\u00e3o mais dif\u00edcil no segmento de aeronaves de grande porte (com dois corredores), que deve retomar o n\u00edvel pr\u00e9-crise em dezembro de 2023. Entre os avi\u00f5es menores (de um \u00fanico corredor), a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de recupera\u00e7\u00e3o a partir de novembro de 2021.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, a Airbus, por exemplo, reduziu sua produ\u00e7\u00e3o em um ter\u00e7o. Segundo a companhia, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar quando o n\u00edvel pr\u00e9-covid-19 ser\u00e1 retomado. A empresa reconhece que o segmento de avi\u00f5es de grande porte sofrer\u00e1 mais, mas lembra que modelos de um corredor e com alcance internacional, segmento em que \u00e9 l\u00edder, devem se recuperar mais r\u00e1pido.<\/p>\n<p>O estudo da consultoria aponta tamb\u00e9m que, com a crise, 35% da frota global de aeronaves ainda dever\u00e1 estar parada no fim deste ano, e que o cancelamento de encomendas de avi\u00f5es pode chegar a 20% mesmo com os governos ajudando as a\u00e9reas. A Gol, por exemplo, anunciou na semana passada que, em meio a uma negocia\u00e7\u00e3o com a Boeing para ser compensada pelo atraso na entrega de avi\u00f5es 737 MAX, reduziu suas encomendas de 129 jatos para 95.<\/p>\n<p>A Bain &amp; Company indica ainda que o novo cen\u00e1rio econ\u00f4mico favorecer\u00e1 a manuten\u00e7\u00e3o de aeronaves antigas no mercado, prejudicando empresas como Embraer, Boeing e Airbus. A fabricante brasileira de avi\u00f5es \u00e9 uma das que lan\u00e7ou recentemente uma nova fam\u00edlia de jatos, cuja principal vantagem \u00e9 gastar menos combust\u00edvel. O problema, segundo a Bain, \u00e9 que aeronaves mais econ\u00f4micas deixam de ser t\u00e3o atraentes para as empresas a\u00e9reas quando o pre\u00e7o do petr\u00f3leo est\u00e1 em baixa, como acontece agora.<\/p>\n<p>Outro fator que n\u00e3o favorece as fabricantes no momento \u00e9 que deve crescer o n\u00famero de avi\u00f5es dispon\u00edveis no mercado secund\u00e1rio. Isso far\u00e1 com que os pre\u00e7os dos jatos usados sejam mais vantajosos quando comparados com os novos.<\/p>\n<p>Menos pessimista que a Bain, o banco UBS prev\u00ea neste ano uma queda de 16% na produ\u00e7\u00e3o da Boeing e da Airbus. A americana deve fabricar 490 unidades, enquanto a europeia, 860, aponta relat\u00f3rio do banco. O UBS, por\u00e9m, prev\u00ea que as antigas estimativas de produ\u00e7\u00e3o que tinha para o setor sejam atingidas apenas em 2023.<\/p>\n<p><b>Demanda por voo.<\/b> Para as companhias a\u00e9reas, a Bain projeta um cen\u00e1rio t\u00e3o complexo quanto para as fabricantes. A queda na demanda global por voos deve atingir 70% em junho e ficar entre 40% e 55% neste ano. O n\u00famero est\u00e1 em linha com estimativas da Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Transportes A\u00e9reos (Iata), que prev\u00ea recuo de 55% na receita com passageiros.<\/p>\n<p>No caso das empresas a\u00e9reas que operam na Am\u00e9rica Latina, a Bain espera que a demanda por voos dom\u00e9sticos retorne ao n\u00edvel que se tinha antes da crise apenas no in\u00edcio do segundo semestre de 2022. Para voos internacionais, isso n\u00e3o ocorrer\u00e1 antes de junho de 2024.<\/p>\n<p>Segundo Andr\u00e9 Castellini, s\u00f3cio da consultoria, al\u00e9m dos impactos da crise econ\u00f4mica e do fechamento de fronteiras, mudan\u00e7as nos h\u00e1bitos do consumidor devem reduzir a procura por voos no futuro. &#8220;O segmento corporativo deve ficar mais restritivo para viagens ap\u00f3s experimentar um uso maior das videoconfer\u00eancias&#8221;, explica.<\/p>\n<p>O consultor d\u00e1 a pr\u00f3pria empresa como exemplo. Hoje, quando profissionais s\u00e3o recrutados no exterior, um funcion\u00e1rio vai at\u00e9 o local para fazer a sele\u00e7\u00e3o. &#8220;Isso deve mudar. Talvez, a primeira fase passe a ser por v\u00eddeo.&#8221;<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio de recupera\u00e7\u00e3o a partir do segundo semestre de 2022 considera que a crise vai ser moderada. Caso ela se prolongue e as mudan\u00e7as no h\u00e1bito do consumidor sejam muito profundas, a retomada se daria ainda mais tarde.<\/p>\n<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas A\u00e9reas (Abear), Eduardo Sanovicz, diz, no entanto, n\u00e3o ser poss\u00edvel prever quando a recupera\u00e7\u00e3o deve ocorrer, dado que d\u00f3lar e combust\u00edvel est\u00e3o muito vol\u00e1teis. Ele afirma tamb\u00e9m n\u00e3o ser poss\u00edvel saber qual ser\u00e1 o comportamento das pessoas quando o pior da crise passar. &#8220;S\u00f3 posso dizer que o setor vai se recuperar, como e em quanto tempo s\u00e3o especula\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, a demanda dom\u00e9stica no Brasil recuou 90%, enquanto a internacional, perto de 100%.<\/p>\n<p>The post <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/mercados\/setor-aereo-sofrera-impactos-da-crise-ao-menos-ate-2023\/\">Setor a\u00e9reo sofrer\u00e1 impactos da crise ao menos at\u00e9 2023<\/a> appeared first on <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\">InfoMoney<\/a>.<\/p>\n<p>Infoeconomico.com.br<br \/>\nFonte: Infomoney Mercados rss<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Infoeconomico.com.br &#8211; Seu Portal de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O setor a\u00e9reo, um dos mais afetados pela crise causada pela pandemia da covid-19, deve sofrer impactos negativos em sua cadeia pelo menos at\u00e9 o fim de 2023, segundo a consultoria Bain &amp; Company. 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