{"id":221339,"date":"2025-11-03T20:11:13","date_gmt":"2025-11-03T23:11:13","guid":{"rendered":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/em-marco-ibge-preve-alta-de-15-na-safra-de-graos-de-2020\/"},"modified":"2025-11-03T20:11:13","modified_gmt":"2025-11-03T23:11:13","slug":"em-marco-ibge-preve-alta-de-15-na-safra-de-graos-de-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/em-marco-ibge-preve-alta-de-15-na-safra-de-graos-de-2020\/","title":{"rendered":"Em mar\u00e7o, IBGE prev\u00ea alta de 1,5% na safra de gr\u00e3os de 2020"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/novos_releases\/LSPA_Release.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"line-height: 1.5\"><big>A estimativa de mar\u00e7o de 2020 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas teve redu\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00faltima estimativa, mas se mant\u00e9m no patamar de recorde na s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE, alcan\u00e7ando <strong>245,2 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, sendo 1,5% superior \u00e0 obtida em 2019 (241,5 milh\u00f5es de toneladas). O decl\u00ednio de 3,9 milh\u00f5es de toneladas representa um decr\u00e9scimo de 1,6% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior.<\/big> <\/p>\n<table style=\"height: 89px\" width=\"540\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 285.7px\">Estimativa de Mar\u00e7o para 2020<\/td>\n<td style=\"width: 253.3px;text-align: right\">245,2 milh\u00f5es de toneladas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 285.7px\">Varia\u00e7\u00e3o safra 2020 \/ safra 2019<\/td>\n<td style=\"width: 253.3px;text-align: right\">1,5% (241,5 milh\u00f5es de toneladas)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 285.7px\">Varia\u00e7\u00e3o safra 2020 \/ 2\u00aa estimativa 2020<\/td>\n<td style=\"width: 253.3px;text-align: right\">-1,6% (-3,9 milh\u00f5es de toneladas)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"line-height: 1.5\"><big>A <strong>\u00e1rea a ser colhida<\/strong> foi de 64,3 milh\u00f5es de hectares, apresentando crescimento de 1,7% frente \u00e0 \u00e1rea colhida em 2019, aumento de 1,1 milh\u00e3o de hectares. Em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, a \u00e1rea a ser colhida \u00e9 de 57,9 mil hectares a menos (-0,1%). O arroz, o milho e a soja s\u00e3o os tr\u00eas principais produtos deste grupo, que, somados, representam 93,1% da estimativa da produ\u00e7\u00e3o e responderam por 87,3% da \u00e1rea a ser colhida. Em rela\u00e7\u00e3o a 2019, houve acr\u00e9scimos de 1,9% na \u00e1rea do milho (aumento de 4,4% na primeira safra e aumento de 1,0% na segunda), de 2,4% na da soja e de 1,1% na do algod\u00e3o herb\u00e1ceo, mas decl\u00ednio de 1,6% na do arroz.<\/big> <\/p>\n<p style=\"line-height: 1.5\"><big>Na <strong>produ\u00e7\u00e3o<\/strong>, s\u00e3o estimadas altas de 6,4% para a <strong>soja<\/strong> e de 3,6% para o <strong>arroz<\/strong>, mas quedas de 3,5% para o <strong>milho<\/strong> (+ 1,4% na primeira safra e -5,2% na segunda) e de 2,1% para o <strong>algod\u00e3o herb\u00e1ceo<\/strong>. Em n\u00fameros absolutos, s\u00e3o esperadas: 120,7 milh\u00f5es de toneladas de <strong>soja<\/strong>, 97,0 milh\u00f5es de toneladas de <strong>milho<\/strong>, 10,6 milh\u00f5es de toneladas de <strong>arroz<\/strong> e 6,7 milh\u00f5es de toneladas de <strong>algod\u00e3o<\/strong>.<\/big><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/estatisticas_economicas\/2020_04\/Graf_L-S-P-A_r7t8y9uqwe.png\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, houve alta nas estimativas do cacau (17,7% ou 42,4 mil toneladas), do caf\u00e9 canephora (4,0% ou 35,3 mil toneladas), do arroz (2,5% ou 259,7 mil toneladas), da cevada (2,5% ou 9,0 mil toneladas), do milho 2\u00aa safra (1,8% ou 1,2 milh\u00e3o de toneladas), da aveia (1,5% ou 13,6 mil toneladas) e do trigo (1,2% ou 57,7 mil toneladas).<\/p>\n<p>Mas houve decl\u00ednios nas da batata-inglesa 3\u00aa safra (-0,8% ou 7,2 mil toneladas), do sorgo (-1,2% ou 31,4 mil toneladas), do feij\u00e3o 2\u00aa safra (-1,4% ou 17,8 mil toneladas), da batata-inglesa 2\u00aa safra (-1,4% ou 16,7 mil toneladas), do feij\u00e3o 3\u00aa safra (-1,8% ou 8,5 mil toneladas), da batata-inglesa 1\u00aa safra (-2,0% ou 33,4 mil toneladas), do milho 1\u00aa safra (-2,7% ou 733,8 mil toneladas), da soja (-3,6% ou 4,5 milh\u00f5es de toneladas), do tomate (-3,7% ou 146,4 mil toneladas), do algod\u00e3o herb\u00e1ceo (-3,8% ou 268,7 mil toneladas), e da uva (-5,7% ou 87,8 mil toneladas); al\u00e9m do caf\u00e9 ar\u00e1bica (0,0% ou 354 toneladas) e do feij\u00e3o 1\u00aa safra (-0,3% ou 4,2 mil toneladas), que apresentaram certa estabilidade.<\/p>\n<p>O Mato Grosso continua a liderar como maior produtor nacional de gr\u00e3os, com uma participa\u00e7\u00e3o de 28,1%, seguido pelo Paran\u00e1 (15,4%), Rio Grande do Sul (11,5%), Goi\u00e1s (10,4%), Mato Grosso do Sul (8,1%) e Minas Gerais (6,0%), que, somados, representaram 79,5% do total nacional. Entre as Regi\u00f5es, a distribui\u00e7\u00e3o do volume da produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosas foi: Centro-Oeste, 115,1 milh\u00f5es de toneladas (46,9%); Sul, 75,0 milh\u00f5es de toneladas (30,6%); Sudeste, 24,1 milh\u00f5es de toneladas (9,8%); Nordeste, 20,7 milh\u00f5es de toneladas (8,5%) e Norte, 10,2 milh\u00f5es de toneladas (4,2%). Das Grandes Regi\u00f5es, a produ\u00e7\u00e3o cresceu no Centro-Oeste (3,2%), Norte (4,3%), Nordeste (8,1%) e no Sudeste (1,4%). A Regi\u00e3o Sul apresentou decl\u00ednio de 2,9%.<\/p>\n<p>As varia\u00e7\u00f5es positivas nas estimativas da produ\u00e7\u00e3o ocorreram em Mato Grosso (1 965 947 t), no Paran\u00e1 (560,8 mil toneladas), no Piau\u00ed (177,2 mil toneladas), em Goi\u00e1s (152,5 mil toneladas), no Par\u00e1 (86,9 mil toneladas), no Distrito Federal (77,5 mil toneladas), em Pernambuco (76,6 mil toneladas), no Cear\u00e1 (24,2 mil toneladas) e no Esp\u00edrito Santo (979 toneladas). J\u00e1 as negativas ocorreram no Rio Grande do Sul (6,9 milh\u00f5es de toneladas), na Bahia (85,4 mil toneladas), no Maranh\u00e3o (28,7 mil toneladas), em Santa Catarina (3,6 mil toneladas) e no Rio de Janeiro (1,1 mil toneladas).<!--nextpage--><\/p>\n<p><strong>Destaques na estimativa de mar\u00e7o de 2020<\/strong><\/p>\n<p><strong>ALGOD\u00c3O HERB\u00c1CEO (em caro\u00e7o) <\/strong>\u2013 A terceira estimativa da produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o foi de 6,7 milh\u00f5es de toneladas, 3,8% abaixo da previs\u00e3o de fevereiro. No Mato Grosso, maior produtor do Pa\u00eds, a estimativa de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 de 4,6 milh\u00f5es de toneladas (-2,4% que a \u00faltima estimativa). A Bahia, segundo maior produtor, estima produzir 1,4 milh\u00e3o de toneladas (-9,2% frente a fevereiro). Comparada a 2019, a produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o do Pa\u00eds recuou 2,1%. O Mato Grosso deve colher 0,6% menos e a Bahia, 7,6% menos.<\/p>\n<p><strong>ARROZ (em casca)<\/strong> \u2013 A estimativa da produ\u00e7\u00e3o, de 10,6 milh\u00f5es de toneladas, aumentou 2,5% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. As reavalia\u00e7\u00f5es da produ\u00e7\u00e3o mais importantes foram verificadas no Rio Grande do Sul (+2,5% ou 185,1 mil toneladas) e Santa Catarina (+5,8% ou 62,1 mil toneladas), que respondem por mais de 80% da produ\u00e7\u00e3o, e devem alcan\u00e7ar 7,5 e 1,1 milh\u00e3o de toneladas, respectivamente. A estimativa da produ\u00e7\u00e3o do Tocantins n\u00e3o mudou em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior: 653,7 mil toneladas. J\u00e1 a do Mato Grosso deve alcan\u00e7ar 377,7 mil toneladas (+3,1% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior). As produ\u00e7\u00f5es maranhense e paranaense devem alcan\u00e7ar 157,8 e 140,6 mil toneladas, respectivamente, com a primeira crescendo 2,4% e a segunda decrescendo 8,4%.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a 2019, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o de arroz encontra-se 3,6% maior, apesar dos decl\u00ednios de 2,5% na \u00e1rea plantada e de 1,6% na \u00e1rea a ser colhida.<\/p>\n<p><strong>BATATA-INGLESA <\/strong>\u2013 A produ\u00e7\u00e3o brasileira deve alcan\u00e7ar 3,8 milh\u00f5es de toneladas, decl\u00ednio de 1,5% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Em rela\u00e7\u00e3o a 2019, a produ\u00e7\u00e3o recuou 2,1%.<\/p>\n<p>A 1\u00aa safra, com uma produ\u00e7\u00e3o de 1,7 milh\u00e3o de toneladas, apresenta decl\u00ednio de 2,0% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. A produ\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Sul foi de 334,1 mil toneladas, decl\u00ednio de 9,6% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, devido a uma prolongada estiagem.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o estimada para a 2\u00aa safra foi de 1,2 milh\u00e3o de toneladas, decl\u00ednio de 1,4% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. No Paran\u00e1, a produ\u00e7\u00e3o estimada recuou 4,5%.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 3\u00aa safra, a estimativa encontra-se em 937,8 mil toneladas, decl\u00ednio de 0,8%. A maior varia\u00e7\u00e3o negativa foi informada por Goi\u00e1s (-3,5%), que deve produzir 201,9 mil toneladas, decl\u00ednio de 3,5%.<\/p>\n<p><strong>CACAU (em am\u00eandoa)<\/strong> \u2013 A estimativa de produ\u00e7\u00e3o encontra-se em 281,2 mil toneladas, crescimento de 17,7% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. O rendimento m\u00e9dio encontra-se 12,5% maior. No Par\u00e1 e na Bahia, maiores produtores (94,0% do total), houve reavalia\u00e7\u00e3o da estimativa da produ\u00e7\u00e3o, com aumento de 27,1% e de 10,9%, respectivamente. No Par\u00e1, a \u00e1rea a ser colhida apresenta crescimento de 16,6%, enquanto que o rendimento m\u00e9dio aumentou 9,0%. Na Bahia, houve crescimento de 1,2% na \u00e1rea a ser colhida e de 9,5% no rendimento m\u00e9dio. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o de cacau encontra-se 11,4% acima, havendo incrementos de 2,0% na \u00e1rea a ser colhida e de 9,1% no rendimento m\u00e9dio.<\/p>\n<p><strong>CAF\u00c9 (em gr\u00e3o) <\/strong>\u2013 A estimativa da produ\u00e7\u00e3o brasileira de caf\u00e9 foi de 3,5 milh\u00f5es de toneladas, ou 57,6 milh\u00f5es de sacas de 60 kg, crescimento de 1,0% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o foi 15,4% maior.<\/p>\n<p>Para o caf\u00e9 ar\u00e1bica, a produ\u00e7\u00e3o estimada foi de 2,5 milh\u00f5es de toneladas, ou 42,3 milh\u00f5es de sacas de 60 kg, n\u00e3o havendo varia\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Em rela\u00e7\u00e3o a 2019, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 ar\u00e1bica cresceu 22,3%. Em Minas Gerais, principal produtor (74,0% do total), a estimativa da produ\u00e7\u00e3o apresenta crescimento de 26,4%, devendo o rendimento m\u00e9dio aumentar 20,2% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. A produ\u00e7\u00e3o foi estimada em 1,9 milh\u00e3o de toneladas, ou 31,2 milh\u00f5es de sacas de 60 kg. Em S\u00e3o Paulo, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o cresceu 6,6% em rela\u00e7\u00e3o a 2019, devendo ser colhida uma safra de 282,5 mil toneladas, ou 4,7 milh\u00f5es de sacas de 60 kg. O rendimento m\u00e9dio deve crescer 4,8%.<\/p>\n<p>Para o caf\u00e9 canephora, mais conhecido como conillon, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o, de 920,5 mil toneladas, ou 15,3 milh\u00f5es de sacas de 60 kg, apresenta crescimento de 4,0% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. A estimativa da produ\u00e7\u00e3o encontra-se 5,9% maior no Esp\u00edrito Santo (68,8% do total nacional), em decorr\u00eancia de igual aumento no rendimento m\u00e9dio. A produ\u00e7\u00e3o estimada para Rond\u00f4nia foi de 150,9 mil toneladas, e para a Bahia, 106,6 mil toneladas, ambas mantendo as previs\u00f5es de fevereiro.<!--nextpage--><\/p>\n<p><strong>CEREAIS DE INVERNO (em gr\u00e3o)<\/strong> \u2013 Os principais cereais de inverno produzidos no Brasil s\u00e3o o trigo, a aveia branca e a cevada. A estimativa da produ\u00e7\u00e3o do trigo foi de 4,9 milh\u00f5es de toneladas, crescimento de 1,2% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a presente estimativa encontra-se 6,5% menor.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o Sul responde por 85,6% da produ\u00e7\u00e3o trit\u00edcola nacional. A produ\u00e7\u00e3o ga\u00facha, de 1,9 milh\u00e3o de toneladas, apresenta crescimento de 3,3% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, com o rendimento m\u00e9dio aumentando nesse mesmo valor. No Paran\u00e1, a produ\u00e7\u00e3o foi estimada em 2,1 milh\u00f5es de toneladas e, em Santa Catarina, em 155,1 mil toneladas, mantendo as estimativas do m\u00eas anterior. No Sudeste, de 460,0 mil toneladas (MG com 190,7 mil toneladas e SP com 269,3 mil toneladas). No Centro-Oeste, as maiores produ\u00e7\u00f5es s\u00e3o de Goi\u00e1s, com 171,1 mil toneladas e Mato Grosso do Sul, com 51,4 mil toneladas.<\/p>\n<p>A estimativa da produ\u00e7\u00e3o da aveia foi de 917,3 mil toneladas, 1,5% acima do m\u00eas anterior. Os maiores produtores do cereal s\u00e3o Rio Grande do Sul, com 632,6 mil toneladas, e Paran\u00e1, com 176,7 mil toneladas. Em rela\u00e7\u00e3o a 2019, a produ\u00e7\u00e3o da aveia deve crescer 0,6%.<\/p>\n<p>Para a cevada, a produ\u00e7\u00e3o estimada encontra-se em 376,0 mil toneladas, crescimento de 2,5% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Os maiores produtores do cereal s\u00e3o Paran\u00e1, com 244,0 mil toneladas, e Rio Grande do Sul, com 117,0 mil toneladas. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o de cevada deve apresentar decl\u00ednio de 6,1%.<\/p>\n<p><strong>FEIJ\u00c3O (em gr\u00e3o) \u2013 <\/strong>A estimativa da produ\u00e7\u00e3o nacional total foi de 3,1 milh\u00f5es de toneladas, decl\u00ednio de 1,0% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Os maiores produtores, somadas as tr\u00eas safras, s\u00e3o Paran\u00e1 (24,7% do total nacional), Minas Gerais (16,2%) e Goi\u00e1s (10,9%). Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 varia\u00e7\u00e3o anual, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o aumentou 0,5%.<\/p>\n<p>A 1\u00aa safra de feij\u00e3o est\u00e1 estimada em 1,3 milh\u00e3o de toneladas, decl\u00ednio de 0,3% frente a fevereiro, o que representa 4,2 mil toneladas. Destaques positivos para Pernambuco, com alta de 43,1%, e Cear\u00e1, com 8,0%. Os resultados s\u00e3o baseados no aumento do rendimento m\u00e9dio, que foi de 45,4% para Pernambuco e de 10,4% para o Cear\u00e1. Os destaques negativos ficaram com Santa Catarina (-14,0%) e Rio Grande do Sul (-10,3%), os dois com previs\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o para o rendimento m\u00e9dio de 15,1% e 11,0%, respectivamente. Houve aumentos de 4,1% na estimativa de produ\u00e7\u00e3o, em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n<p>A 2\u00aa safra de feij\u00e3o foi estimada em 1,3 milh\u00e3o de toneladas, com uma redu\u00e7\u00e3o de 1,4% frente \u00e0 estimativa de fevereiro. Mato Grosso teve destaque este m\u00eas com decl\u00ednio de 8,4% na estimativa de produ\u00e7\u00e3o. Rio Grande do Sul e Paran\u00e1 tamb\u00e9m aguardam uma diminui\u00e7\u00e3o de 6,7% e 2,1% na produ\u00e7\u00e3o, respectivamente. Destaque positivo para Santa Catarina que prev\u00ea um aumento de 6,7% em sua estimativa de produ\u00e7\u00e3o. Quanto \u00e0 varia\u00e7\u00e3o anual, a estimativa de produ\u00e7\u00e3o indica aumento de 7,7% em rela\u00e7\u00e3o a 2019.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 3\u00aa safra de feij\u00e3o, a estimativa de produ\u00e7\u00e3o foi de 461,4 mil toneladas, decl\u00ednio de 1,8% frente a fevereiro. A \u00e1rea plantada tamb\u00e9m teve sua estimativa reduzida em 1,7%. Mato Grosso \u00e9 a unidade da federa\u00e7\u00e3o com maior influ\u00eancia nesse resultado, pois as estimativas indicam diminui\u00e7\u00e3o de 6,7% na \u00e1rea plantada, de 0,2% no rendimento m\u00e9dio e de 6,9% na produ\u00e7\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a estimativa de produ\u00e7\u00e3o recuou 21,6%.<\/p>\n<p><strong>FUMO (em folhas) <\/strong>&#8211; A produ\u00e7\u00e3o nacional de fumo em folhas foi estimada em 699,4 mil toneladas, uma redu\u00e7\u00e3o de 6,1% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, com queda de 5,7% na produtividade. A falta de chuvas que atingiu o Rio Grande do Sul, maior produtor nacional, foi o principal motivo para essa redu\u00e7\u00e3o. O rendimento m\u00e9dio declinou 14,9% em rela\u00e7\u00e3o aos dados divulgados em fevereiro. A estimativa da produ\u00e7\u00e3o ga\u00facha foi de 291,4 mil toneladas, redu\u00e7\u00e3o de 15,5%, ainda assim sendo respons\u00e1vel por cerca de 41,7% da safra nacional de fumo. A Regi\u00e3o Sul, \u00e9 respons\u00e1vel por cerca de 96,5% da produ\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p><strong>MILHO (em gr\u00e3o) <\/strong>\u2013 Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00faltima informa\u00e7\u00e3o, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o cresceu 0,5%, totalizando 97,0 milh\u00f5es de toneladas. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o encontra-se 3,6 milh\u00f5es de toneladas menor.<!--nextpage--><\/p>\n<p>A primeira safra participa com 27,2% da produ\u00e7\u00e3o brasileira de 2020, e a segunda safra com 72,8%. Na 1\u00aa safra de milho, a produ\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ou 26,3 milh\u00f5es de toneladas, decr\u00e9scimo de 2,7% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Em rela\u00e7\u00e3o a 2019, a produ\u00e7\u00e3o foi 1,4% maior.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o informada pelo Rio Grande do Sul, de 4,6 milh\u00f5es de toneladas, declinou 21,3% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o ga\u00facha encontra-se 19,3% menor. No Paran\u00e1, a produ\u00e7\u00e3o de 3,5 milh\u00f5es de toneladas, aumentou 4,4% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior.<\/p>\n<p>No Nordeste, houve alta de 6,2% na produ\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, com destaque para o Piau\u00ed, onde a estimativa cresceu 12,9%, devendo produzir 2,1 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>Para a 2\u00aa safra, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o foi de 70,7 milh\u00f5es de toneladas, 1,8% superior ao m\u00eas anterior. Os maiores crescimentos nas estimativas de produ\u00e7\u00e3o, em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, foram verificados no Mato Grosso (4,0% ou 1 171 015 toneladas), no Paran\u00e1 (0,7% ou 81 500 toneladas), no Distrito Federal (13,4% ou 31 488 toneladas) e em Pernambuco (51,2% ou 9 974 toneladas). Para as Unidades da Federa\u00e7\u00e3o que integram o \u201cMATOPIBA\u201d, apenas o Piau\u00ed renovou suas estimativas de produ\u00e7\u00e3o, informando uma redu\u00e7\u00e3o de 10,9%.<\/p>\n<p><strong>SOJA (em gr\u00e3o) <\/strong>\u2013 A terceira estimativa de produ\u00e7\u00e3o de soja para 2020 totalizou 120,7 milh\u00f5es de toneladas, o que representa um aumento de 6,4% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra anterior. Na atualiza\u00e7\u00e3o mensal, verificou-se uma redu\u00e7\u00e3o de 3,6% no volume a ser colhido, resultado da forte influ\u00eancia dos dados levantados no Rio Grande do Sul em mar\u00e7o, que registrou uma retra\u00e7\u00e3o de 5,9 milh\u00f5es de toneladas. Ainda assim, a produ\u00e7\u00e3o nacional estimada para o ano \u00e9 superior ao recorde registrado em 2018 que foi de 117,9 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o ga\u00facha deve ter participa\u00e7\u00e3o de 11,1% do total no Pa\u00eds, com forte impacto na produ\u00e7\u00e3o nacional. As chuvas irregulares no sul do Brasil tamb\u00e9m afetaram Santa Catarina, ocasionando retra\u00e7\u00e3o de 3,6% no rendimento m\u00e9dio, e de 3,5% na produ\u00e7\u00e3o estadual.<\/p>\n<p>Em contrapartida, Mato Grosso, que em 2020 deve responder por 28,8% do volume de soja a ser produzido pelo Pa\u00eds, estima colher 34,7 milh\u00f5es de toneladas, acr\u00e9scimo de 2,6% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. A expectativa \u00e9 de aumento de 7,6% na produ\u00e7\u00e3o da safra 2020, comparativamente ao ano anterior.<\/p>\n<p>O Paran\u00e1, segundo maior produtor nacional, tamb\u00e9m registrou aumento do rendimento m\u00e9dio de 1,7%, na compara\u00e7\u00e3o com o m\u00eas de fevereiro. Este ajuste impactou diretamente no volume de produ\u00e7\u00e3o estadual, que deve totalizar 20,8 milh\u00f5es de toneladas, aumento de 28,7% no comparativo com a safra anterior.<\/p>\n<p><strong>SORGO (gr\u00e3o) \u2013 <\/strong>A estimativa da produ\u00e7\u00e3o foi de 2,7 milh\u00f5es de toneladas, decl\u00ednio de 1,2% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Na Regi\u00e3o Centro-Oeste, Goi\u00e1s reduziu sua estimativa de produ\u00e7\u00e3o em 2,2%. Com uma produ\u00e7\u00e3o de 1,3 milh\u00e3o de toneladas, \u00e9 o maior produtor brasileiro do cereal, devendo participar com 46,6% do total nacional.<\/p>\n<p>Destaque positivo para a Regi\u00e3o Nordeste com aumento de 8,0% na estimativa de produ\u00e7\u00e3o, influenciado, principalmente, por Piau\u00ed (+36,5%), Cear\u00e1 (+83,6%) e Pernambuco (+102,0%). A estimativa de produ\u00e7\u00e3o do sorgo foi 3,7% superior a de 2019, influenciada pelo aumento do rendimento m\u00e9dio, estimado em 4,0%.<\/p>\n<p>Diversas Unidades da Federa\u00e7\u00e3o aumentaram as estimativas de produ\u00e7\u00e3o, em rela\u00e7\u00e3o a 2019, dentre eles: Cear\u00e1 (150,0%), Pernambuco (104,9%), Bahia (22,7%), Mato Grosso (15,2%) e Goi\u00e1s (14,4%).<\/p>\n<p><strong>TOMATE <\/strong>&#8211; A produ\u00e7\u00e3o deve atingir 3,8 milh\u00f5es de toneladas, uma redu\u00e7\u00e3o de 3,7 % em rela\u00e7\u00e3o ao divulgado em fevereiro. A queda na produ\u00e7\u00e3o ocorreu em v\u00e1rias Unidades da Federa\u00e7\u00e3o, como Goi\u00e1s (-9,6%), Rio Grande do Sul (-1,7%), Pernambuco (-2,0%), Cear\u00e1 (-1,7%), Paran\u00e1 (-10,4%) e Rio de janeiro (-2,6%). Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a queda na produ\u00e7\u00e3o chega a 6,9%, com redu\u00e7\u00e3o de 6,5% na \u00e1rea plantada.<\/p>\n<p><strong>UVA <\/strong>\u2013 A estimativa da produ\u00e7\u00e3o foi de 1 452,1 mil toneladas, decl\u00ednio de 5,7% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. No Rio Grande do Sul, houve decl\u00ednio de 10,5% na estimativa de produ\u00e7\u00e3o da fruta, tendo o rendimento m\u00e9dio ca\u00eddo 10,8%. A produ\u00e7\u00e3o ga\u00facha responde por 51,5% da nacional. As videiras foram prejudicadas com a estiagem prolongada ocorrida na serra ga\u00facha, tendo como resultado a colheita de muitos frutos secos, menores e cachos menos fartos, al\u00e9m de poss\u00edvel perdas de parreirais nas propriedades mais atingidas.<br \/>\nSource: IBGE<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Infoeconomico.com.br &#8211; Seu Portal de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A estimativa de mar\u00e7o de 2020 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas teve redu\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00faltima estimativa, mas se mant\u00e9m no patamar de recorde na s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE, alcan\u00e7ando 245,2 milh\u00f5es de toneladas, sendo 1,5% superior \u00e0 obtida em 2019 (241,5 milh\u00f5es de toneladas). 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