{"id":221207,"date":"2025-11-03T20:11:06","date_gmt":"2025-11-03T23:11:06","guid":{"rendered":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/coronavirus-remedios-devem-ficar-mais-caros-mesmo-apos-bolsonaro-adiar-reajuste\/"},"modified":"2025-11-03T20:11:06","modified_gmt":"2025-11-03T23:11:06","slug":"coronavirus-remedios-devem-ficar-mais-caros-mesmo-apos-bolsonaro-adiar-reajuste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/coronavirus-remedios-devem-ficar-mais-caros-mesmo-apos-bolsonaro-adiar-reajuste\/","title":{"rendered":"Coronav\u00edrus: rem\u00e9dios devem ficar mais caros mesmo ap\u00f3s Bolsonaro adiar reajuste"},"content":{"rendered":"<p>Apesar de o presidente Jair Bolsonaro ter <a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/politica\/ultimas-noticias\/2020\/03\/31\/bolsonaro-adia-reajuste-de-precos-de-medicamentos-por-60-dias.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"postergado por 60 dias (abre numa nova aba)\">postergado por 60 dias<\/a> o reajuste dos medicamentos no Brasil, a pandemia global do novo coronav\u00edrus j\u00e1 est\u00e1 encarecendo a fabrica\u00e7\u00e3o de rem\u00e9dios no pa\u00eds, segundo empres\u00e1rios do setor ouvidos pela <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>. E o custo extra deve ser repassado a distribuidoras, farm\u00e1cias e consumidores antes do tempo previsto pelo presidente.&nbsp;<\/p>\n<p>A decis\u00e3o de Bolsonaro \u00e9 classificada como \u201cineficaz\u201d pela advogada Ana Navarrete, especialista em sa\u00fade do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). \u201cO reajuste n\u00e3o incide diretamente sobre os pre\u00e7os dos medicamentos, mas sim sobre o teto de pre\u00e7os. Como esse teto \u00e9 muito elevado, na pr\u00e1tica ele n\u00e3o limita os pre\u00e7os desses produtos. \u00c9 uma medida cosm\u00e9tica&#8221;, diz.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o m\u00e1ximo de rem\u00e9dios no Brasil \u00e9 definido pela C\u00e2mara de Regula\u00e7\u00e3o do Mercado de Medicamentos (CMED), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, com reajustes anuais em abril. Mesmo com o adiamento do aumento neste ano, as fabricantes j\u00e1 possuem margem para subir os pre\u00e7os dentro do atual limite legal. \u00c9 por isso que o medicamento refer\u00eancia contra a hepatite C <a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/2019\/11\/por-que-o-brasil-paga-ate-r$-1-400-por-remedio-que-custa-r$-34\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre numa nova aba)\">\u00e9 comercializado no pa\u00eds por valores entre R$ 65 e R$ 957<\/a>.&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cInd\u00fastrias, distribuidoras e farm\u00e1cias permanecem livres para aumentar o pre\u00e7o de um medicamento e ainda estar dentro do teto. E j\u00e1 estamos percebendo eleva\u00e7\u00e3o dos valores\u201d, diz Navarrete. Na quarta-feira (1\u00ba), o <a href=\"https:\/\/www.procon.sp.gov.br\/procon-sp-notifica-empresas-que-comercializam-insumos-relacionados-a-covid-19\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre numa nova aba)\">Procon-SP notificou<\/a> oito farmac\u00eauticas por \u201csignificativa altera\u00e7\u00e3o nos valores\u201d de medicamentos usados no tratamento da covid-19.<\/p>\n<p>O an\u00fancio de Bolsonaro recebeu cr\u00edticas tamb\u00e9m nos bastidores de associa\u00e7\u00f5es farmac\u00eauticas que ficaram de fora das negocia\u00e7\u00f5es. Segundo o presidente, a decis\u00e3o foi tomada \u201cem comum acordo com a ind\u00fastria farmac\u00eautica\u201d. Por\u00e9m, a reuni\u00e3o no Minist\u00e9rio da Sa\u00fade contou somente com representantes da ind\u00fastria estrangeira (Interfarma), da associa\u00e7\u00e3o de farm\u00e1cias (Abrafarma) e da Alanac \u2013 entidade com 53 associadas, que representa grandes produtoras de gen\u00e9ricos. Abifina, Pr\u00f3-Gen\u00e9ricos, Grupo Farma Brasil e Sindusfarma, que re\u00fanem as maiores empresas, ficaram de fora. Procurada pela <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>, a Anvisa n\u00e3o comentou.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/medicamentos-balcao-agencia-senado.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44466\" \/><figcaption>Fabricantes de rem\u00e9dios e farm\u00e1cias possuem margem para aumentar o pre\u00e7o dos rem\u00e9dios e ainda continuar dentro do teto da CMED (Foto: Pillar Pedreira\/Ag\u00eancia Senado)<br \/><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>As empresas do setor est\u00e3o divididas quanto ao reajuste. N\u00e3o se sabe, por exemplo, se o impacto econ\u00f4mico da crise nos pr\u00f3ximos dois meses ser\u00e1 calculado no reajuste adiado para junho. De acordo com <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/2003\/L10.742.htm\">a lei<\/a>, o \u00edndice de abril \u00e9 o que deve valer em junho. Mas, segundo a Anvisa, \u201cos percentuais ainda n\u00e3o est\u00e3o definidos\u201d. <\/p>\n<p>Para a economista Julia Paranhos, da UFRJ, \u00e9 \u201cpositivo\u201d adiar o reajuste, mas a indefini\u00e7\u00e3o sobre o \u00edndice e a falta de detalhes sobre a decis\u00e3o \u201ccriam inseguran\u00e7a sobre o que vai acontecer depois\u201d. \u201cO aumento do custo de produ\u00e7\u00e3o, a redu\u00e7\u00e3o dos estoques nacionais, o efeito do c\u00e2mbio e os demais problemas causados pela pandemia podem gerar um efeito maior no reajuste de pre\u00e7os at\u00e9 junho do que agora em abril\u201d, diz. A redu\u00e7\u00e3o dos descontos das drogarias e uma eventual correria da popula\u00e7\u00e3o atr\u00e1s de medicamentos tamb\u00e9m podem gerar efeito sobre os pre\u00e7os. Na semana passada, o senador Randolfe Rodrigues apresentou um projeto de lei <a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/141185\">para congelar o pre\u00e7o<\/a> dos medicamentos durante a pandemia.<\/p>\n<h1>Custo de produ\u00e7\u00e3o<\/h1>\n<p>As fabricantes nacionais de rem\u00e9dios avaliam subir o pre\u00e7o dos produtos em raz\u00e3o de gastos extras na produ\u00e7\u00e3o provocados pela pandemia. O maior entrave \u00e9 a dificuldade de importar produtos da China e da \u00cdndia, que fornecem para a ind\u00fastria nacional a maior parte da mat\u00e9ria-prima usada na fabrica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Brasil <a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/publicacoes\/suplementos\/noticia\/2019\/09\/27\/dependencia-de-materia-prima-importada-chega-a-90.ghtml\">importa atualmente 90% desses ingredientes b\u00e1sicos<\/a>, principalmente dos gigantes asi\u00e1ticos. Com a suspens\u00e3o de voos, o isolamento social e a redu\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica nos dois pa\u00edses, a importa\u00e7\u00e3o desses produtos est\u00e1 comprometida. H\u00e1 empresas brasileiras que j\u00e1 pagaram pelos insumos, mas os lotes n\u00e3o foram enviados.&nbsp;<\/p>\n<p>Na semana passada, a <a href=\"https:\/\/punemirror.indiatimes.com\/covid-19-india-bans-export-of-key-malaria-drug-hydroxychloroquine\/articleshow\/74804374.cms\">\u00cdndia proibiu a venda<\/a> de insumos para cloroquina, hidroxicloroquina e azitromicina, medicamentos em teste contra a covid-19. Ao menos 31 toneladas de insumos que deveriam chegar ao Brasil para a fabrica\u00e7\u00e3o de 23 medicamentos est\u00e3o travadas no pa\u00eds asi\u00e1tico, <a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/sociedade\/pandemia-dificulta-importacao-de-insumos-para-medicamentos-india-ja-travou-entrega-de-31-toneladas-1-24346365\">segundo o jornal O Globo<\/a>.&nbsp;<br \/><!--nextpage--><\/p>\n<p>Outro motivo para a redu\u00e7\u00e3o da importa\u00e7\u00e3o s\u00e3o as dificuldades log\u00edsticas para despachar os produtos, afirma Nelson Mussolini, presidente do Sindicato da Ind\u00fastria de Produtos Farmac\u00eauticos (Sindusfarma). \u201cO maior problema \u00e9 a paralisa\u00e7\u00e3o dos voos de passageiros, que s\u00e3o usados para o transporte de cargas\u201d. A disparada de 30% na cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar em 2020 tamb\u00e9m vem pressionando os custos das empresas.<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas semanas, representantes da ind\u00fastria t\u00eam participado de diversas reuni\u00f5es em Bras\u00edlia para buscar solu\u00e7\u00f5es. Eles j\u00e1 convenceram a Anvisa, por exemplo, a facilitar a substitui\u00e7\u00e3o de fornecedores de mat\u00e9ria-prima \u2013 uma libera\u00e7\u00e3o como essa costuma demorar de um a dois anos, mas tem sido autorizada em alguns dias. Tamb\u00e9m conseguiram zerar a tarifa de importa\u00e7\u00e3o de itens relacionados \u00e0 covid-19.<\/p>\n<p>Com estoques dispon\u00edveis at\u00e9 maio ou junho, dependendo da empresa, a ind\u00fastria nacional busca novos fornecedores na Europa e nos Estados Unidos, onde os ingredientes farmac\u00eauticos s\u00e3o mais caros. A alta demanda e a baixa oferta ditam as negocia\u00e7\u00f5es da \u00c1sia ao Ocidente. \u201cLeva quem pagar mais\u201d, diz um representante do setor. <\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, o Brasil tem comprado menos. Em fevereiro deste ano, o volume total de rem\u00e9dios e produtos farmac\u00eauticos importados caiu 30% na compara\u00e7\u00e3o com janeiro, puxado pela redu\u00e7\u00e3o de 40% dos neg\u00f3cios com a China, segundo dados do Minist\u00e9rio da Economia. O pa\u00eds asi\u00e1tico parou em fevereiro e <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/www.ft.com\/content\/96eba8ff-3b99-4e71-8df4-7e4ea70c6869\" target=\"_blank\">ainda enfrenta dificuldades para retomar<\/a> as atividades econ\u00f4micas.<\/p>\n<p>\u201cA China produz mais da metade dos insumos farmac\u00eauticos do mundo. Se tiver um agravamento da crise internacional, haver\u00e1 risco na produ\u00e7\u00e3o de medicamentos n\u00e3o apenas no Brasil, mas tamb\u00e9m na Europa e nos Estados Unidos\u201d, afirma Paulo Henrique de Almeida Rodrigues, professor do Instituto de Medicina Social da UERJ.&nbsp;<\/p>\n<p>Na farmac\u00eautica Blanver, por exemplo, que produz rem\u00e9dios para o programa de HIV do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, fornecedores asi\u00e1ticos foram substitu\u00eddos por europeus para manter o ritmo de produ\u00e7\u00e3o na f\u00e1brica de Tabo\u00e3o da Serra, na Grande S\u00e3o Paulo. &#8220;O que vem da Europa custa mais. Mas \u00e9 melhor faltar medicamentos ou ter eles mais caros? N\u00e3o podemos ter tudo neste momento&#8221;, diz S\u00e9rgio Frangioni, presidente da empresa.<\/p>\n<p>O alerta acendeu tamb\u00e9m em Farmanguinhos, laborat\u00f3rio p\u00fablico da Fiocruz vinculado ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, que fabrica desde rem\u00e9dios para hipertens\u00e3o, diabetes e HIV a medicamentos de alto custo. \u201cAinda temos insumos dispon\u00edveis. Contudo, estamos em tratativas para manter o fluxo de entregas com nossos diversos fornecedores mundo afora. E j\u00e1 come\u00e7aram a aparecer muitas dificuldades para os pr\u00f3ximos embarques, em especial da China e da \u00cdndia, que j\u00e1 deveriam estar sendo feitos&#8221;, afirma Jorge Mendon\u00e7a, diretor do laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>No ano passado, o Brasil importou 71,5 mil toneladas de rem\u00e9dios e produtos farmac\u00eauticos, sendo 19,4 mil toneladas (27%) da China, e 5,4 mil toneladas (7,5%) da \u00cdndia. A maior parte dos produtos asi\u00e1ticos refere-se a Insumos Farmac\u00eauticos Ativos (IFAs), que \u00e9 a mat\u00e9ria-prima dos medicamentos.&nbsp;<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/china-fabricacao.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44475\" \/><figcaption> Farmac\u00eauticas chinesas est\u00e3o retomando as linhas de produ\u00e7\u00e3o, mas a quarentena em fevereiro amea\u00e7a os estoques de medicamentos no mundo (Foto: Wang Jianwei\/Xinhua) <\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Nos EUA, que tamb\u00e9m dependem de fornecedores asi\u00e1ticos, o governo anunciou que a pandemia <a href=\"https:\/\/www.fda.gov\/news-events\/press-announcements\/coronavirus-covid-19-supply-chain-update\">reduziu o estoque<\/a> de um medicamento, mas n\u00e3o citou qual. Um <a href=\"http:\/\/www.cidrap.umn.edu\/news-perspective\/2020\/03\/experts-say-covid-19-will-likely-lead-us-drug-shortages\">estudo da Universidade de Minnesota aponta<\/a> grandes chances de o pa\u00eds registrar \u201cescassez de medicamentos cr\u00edticos\u201d. Os pesquisadores citam antibi\u00f3ticos, salbutamol (asma) e epinefrina (adrenalina) na lista de preocupa\u00e7\u00f5es e pedem aos fabricantes para revelar seus estoques.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>No Brasil, o ministro da sa\u00fade Luiz Henrique Mandetta <a href=\"https:\/\/www.ictq.com.br\/politica-farmaceutica\/1335-pandemia-pode-faltar-medicamento-para-pressao-e-diabetes-diz-mandetta\">disse esta semana<\/a> que \u201cem 30, 40 ou 60 dias pode haver falta de medicamentos para diabetes e press\u00e3o no Brasil\u201d, porque \u201co mundo est\u00e1 procurando outros fornecedores, mas isso tem um tempo para acontecer\u201d.<\/p>\n<p>A Anvisa afirma que n\u00e3o h\u00e1 registro de desabastecimento no pa\u00eds e que convocou as empresas a informarem seus n\u00edveis de estoque tanto de <a href=\"http:\/\/www.in.gov.br\/web\/dou\/-\/edital-de-chamamento-n-5-de-13-de-marco-de-2020-248152680\">medicamentos em geral<\/a> como dos <a href=\"http:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/edital-de-chamamento-n-3-de-27-de-fevereiro-de-2020-245275686\">produtos relacionados ao combate da covid-19<\/a>. \u201cPor meio da an\u00e1lise dos dados fornecidos, a Anvisa analisa poss\u00edveis situa\u00e7\u00f5es de desabastecimento, podendo agir em anteced\u00eancia a elas\u201d, diz a ag\u00eancia, em nota enviada \u00e0 <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>.<\/p>\n<blockquote style=\"text-align:center\" class=\"wp-block-quote is-style-default\">\n<p>\u201c A pandemia mostra que depender de um \u00fanico centro produtivo \u00e9 um risco muito grande, principalmente em produtos de alta complexidade. Vamos aprender com essa crise que o barato pode sair caro\u201d, diz S\u00e9rgio Frangioni, presidente da Blanver e da Abifina<cite> <\/cite><\/p><\/blockquote>\n<p><!--nextpage--><\/p>\n<p>Questionado especificamente sobre o repasse do custo extra, Frangioni disse que h\u00e1 negocia\u00e7\u00f5es com o governo para buscar medidas para \u201camenizar\u201d os efeitos da crise. \u201cNeste momento todos temos que ser solid\u00e1rios\u201d.<\/p>\n<p>A depend\u00eancia externa do Brasil \u00e9 criticada por diversos especialistas, como o m\u00e9dico Dr\u00e1uzio Varella: \u201cDependemos de importa\u00e7\u00f5es de rem\u00e9dios de outros pa\u00edses. A China e a \u00cdndia s\u00e3o os que mais vendem gen\u00e9ricos para o mundo inteiro. Tem cabimento o Brasil, com tanta gente preparada, ter que importar esses medicamentos de outros pa\u00edses? Isso \u00e9 rid\u00edculo\u201d, afirmou <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/podcasts\/2020\/02\/drauzio-varella-explica-o-que-esperar-da-chegada-do-coronavirus-ao-brasil-ouca.shtml\">em entrevista ao podcast Caf\u00e9 da Manh\u00e3, da Folha de S. Paulo<\/a>.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cUma crise como essa explica por que precisamos de pol\u00edticas p\u00fablicas de investimento [na ind\u00fastria nacional]. A justificativa em \u00faltima inst\u00e2ncia \u00e9 termos capacidade interna diante de momentos de dificuldades externas, como o atual, para n\u00e3o ficarmos completamente vulner\u00e1veis\u201d, afirma Paranhos, da UFRJ.<\/p>\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n<p><\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/2020\/04\/coronavirus-remedios-devem-ficar-mais-caros-mesmo-apos-bolsonaro-adiar-reajuste\/\">Coronav\u00edrus: rem\u00e9dios devem ficar mais caros mesmo ap\u00f3s Bolsonaro adiar reajuste<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\">Rep\u00f3rter Brasil<\/a>.<br \/>\nSource: Reporter Brasil<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Infoeconomico.com.br &#8211; Seu Portal de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de o presidente Jair Bolsonaro ter postergado por 60 dias o reajuste dos medicamentos no Brasil, a pandemia global do novo coronav\u00edrus j\u00e1 est\u00e1 encarecendo a fabrica\u00e7\u00e3o de rem\u00e9dios no pa\u00eds, segundo empres\u00e1rios do setor ouvidos pela Rep\u00f3rter Brasil. 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