{"id":221032,"date":"2025-11-03T20:10:55","date_gmt":"2025-11-03T23:10:55","guid":{"rendered":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/informalidade-cai-mas-atinge-38-milhoes-de-trabalhadores\/"},"modified":"2025-11-03T20:10:55","modified_gmt":"2025-11-03T23:10:55","slug":"informalidade-cai-mas-atinge-38-milhoes-de-trabalhadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/informalidade-cai-mas-atinge-38-milhoes-de-trabalhadores\/","title":{"rendered":"Informalidade cai, mas atinge 38 milh\u00f5es de trabalhadores"},"content":{"rendered":"<p>A taxa de informalidade no mercado de trabalho caiu de 41,1% no trimestre m\u00f3vel encerrado em novembro de 2019 para 40,6% no trimestre encerrado em fevereiro, somando 38 milh\u00f5es de trabalhadores informais. No trimestre encerrado em fevereiro do ano passado, a taxa estava em 40,7%. O recorde da taxa de informalidade foi alcan\u00e7ado em agosto de 2019, com 41,4% da popula\u00e7\u00e3o ocupada nesta situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os dados foram divulgados hoje (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), na Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNAD Cont\u00ednua). A taxa de <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2020-03\/desemprego-sobe-para-116-em-fevereiro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">desocupa\u00e7\u00e3o ficou em 11,6%<\/a>, com 12,3 milh\u00f5es de desempregados no Brasil.<\/p>\n<p>A informalidade inclui trabalhadores sem carteira assinada, que somam 11,6 milh\u00f5es, trabalhadores dom\u00e9sticos sem carteira, num total de 4,5 milh\u00f5es, empregadores sem CNPJ (810 mil), por conta pr\u00f3pria sem CNPJ (24,5 milh\u00f5es) e trabalhadores familiares auxiliares (1,97 milh\u00e3o).<\/p>\n<p>Segundo a analista da pesquisa, Adriana Beringuy, a queda se concentra na redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de trabalhadores por conta pr\u00f3pria sem CNPJ (-2,1%) e nos empregados sem carteira no setor privado (-1,4%), refletindo a influ\u00eancia do m\u00eas de dezembro, quando houve aumento nas contrata\u00e7\u00f5es com carteira de trabalho.<\/p>\n<h2>Renda<\/h2>\n<p>Adriana diz que a queda na informalidade influenciou tamb\u00e9m o aumento de 1,8% no rendimento na compara\u00e7\u00e3o trimestral. A m\u00e9dia subiu para R$ 2.375.<\/p>\n<p>\u201cNa medida em que se tem um contingente menor de trabalhadores na informalidade, permanecem no mercado pessoas em atividades mais formalizadas e com melhores remunera\u00e7\u00f5es, em setores como a ind\u00fastria e alguns segmentos do com\u00e9rcio. N\u00e3o vimos isso nas \u00faltimas PNADs, at\u00e9 porque a informalidade estava em trajet\u00f3ria de crescimento\u201d.<\/p>\n<p>A massa de rendimento real habitual somou R$ 217,6 bilh\u00f5es, est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre encerrado em novembro e crescimento de 6,2% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo trimestre de 2019.<\/p>\n<h2>Dados gerais<\/h2>\n<p>A Popula\u00e7\u00e3o em Idade de Trabalhar, com 14 anos ou mais, soma 172 milh\u00f5es de pessoas e 106,1 milh\u00f5es comp\u00f5em a For\u00e7a de Trabalho. Desse total, 93,7 milh\u00f5es est\u00e3o ocupadas e 12,3 milh\u00f5es desocupadas. O n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o ficou em 54,5% no trimestre encerrado em fevereiro.<\/p>\n<p>O total de pessoas fora da for\u00e7a de trabalho ficou em 65,9 milh\u00f5es no trimestre encerrado em fevereiro, um recorde na s\u00e9rie hist\u00f3rica da pesquisa, iniciada no primeiro trimestre de 2012. O grupo se caracteriza por pessoas que n\u00e3o procuram trabalho, mas tamb\u00e9m n\u00e3o se enquadram no desalento, que s\u00e3o aquelas que desistiram de procurar emprego. Este grupo soma 4,7 milh\u00f5es, o que representa 4,2% da for\u00e7a de trabalho do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o subutilizada somou 26,8 milh\u00f5es de pessoas, n\u00famero est\u00e1vel na compara\u00e7\u00e3o trimestral e queda de 3,6% frente ao mesmo trimestre de 2019. Os subocupados por insufici\u00eancia de horas trabalhadas somam 6,5 milh\u00f5es, uma queda de 6,7% em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre m\u00f3vel anterior e est\u00e1vel na compara\u00e7\u00e3o anual.<\/p>\n<p>O setor privado emprega 33,6 milh\u00f5es de pessoas com carteira assinada e mais 11,6 milh\u00f5es s\u00e3o ocupadas sem carteira. J\u00e1 os empregados no setor p\u00fablico s\u00e3o 11,4 milh\u00f5es de pessoas, incluindo servidores estatut\u00e1rios e militares, uma queda de 2,7% na compara\u00e7\u00e3o trimestral e est\u00e1vel na compara\u00e7\u00e3o anual.<\/p>\n<p>As pessoas que contribuem para o Instituto Nacional de Previd\u00eancia Social (INSS) s\u00e3o 58,97 milh\u00f5es, o que representa 62,9% do total de ocupados no trimestre de refer\u00eancia.<\/p>\n<h2>Coronav\u00edrus<\/h2>\n<p>O IBGE informa que a coleta de dados da PNAD Cont\u00ednua est\u00e1 sendo feita por telefone, enquanto permanecer a recomenda\u00e7\u00e3o de isolamento social pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade por causa da emerg\u00eancia de sa\u00fade p\u00fablica provocada pelo novo coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>Source: EBC ECONOMIA<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Infoeconomico.com.br &#8211; Seu Portal de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa de informalidade no mercado de trabalho caiu de 41,1% no trimestre m\u00f3vel encerrado em novembro de 2019 para 40,6% no trimestre encerrado em fevereiro, somando 38 milh\u00f5es de trabalhadores informais. 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