{"id":21919,"date":"2019-04-25T16:17:14","date_gmt":"2019-04-25T19:17:14","guid":{"rendered":"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/mulheres-dedicam-mais-horas-aos-afazeres-domesticos-e-cuidado-de-pessoas-mesmo-em-situacoes-ocupacionais-iguais-a-dos-homens\/"},"modified":"2019-04-25T16:17:14","modified_gmt":"2019-04-25T19:17:14","slug":"mulheres-dedicam-mais-horas-aos-afazeres-domesticos-e-cuidado-de-pessoas-mesmo-em-situacoes-ocupacionais-iguais-a-dos-homens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/mulheres-dedicam-mais-horas-aos-afazeres-domesticos-e-cuidado-de-pessoas-mesmo-em-situacoes-ocupacionais-iguais-a-dos-homens\/","title":{"rendered":"Mulheres dedicam mais horas aos afazeres dom\u00e9sticos e cuidado de pessoas, mesmo em situa\u00e7\u00f5es ocupacionais iguais a dos homens"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/releases_2017\/PNADC-OutrasFormasTrab_Release.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"line-height: 1.5\"><big>Entre as pessoas de 14 anos ou mais, 87,0% (147,5 milh\u00f5es) realizaram afazeres dom\u00e9sticos e\/ou cuidado de pessoas em 2018. As mulheres n\u00e3o ocupadas no mercado de trabalho dedicavam 23,8 horas a essas atividades, enquanto os homens nessa mesma situa\u00e7\u00e3o, 12,0 horas. A diferen\u00e7a tamb\u00e9m era grande entre mulheres (18,5 horas) e homens (10,3 horas) ocupados.<\/big><\/p>\n<p style=\"line-height: 1.5\"><big>A taxa de realiza\u00e7\u00e3o de afazeres dom\u00e9sticos das mulheres (92,2%) continuou maior do que a dos homens (78,2%), mas essa diferen\u00e7a (14 pontos percentuais (p.p.)) j\u00e1 foi maior em 2016 (17,9 p.p.) e em 2017 (15,3 p.p.).\u00a0<\/big><\/p>\n<p style=\"line-height: 1.5\"><big>Cozinhar foi a atividade com a maior diferen\u00e7a entre os sexos (34,7 p.p.). A taxa de realiza\u00e7\u00e3o dessa atividade entre os homens (92,7%) e as mulheres que moram sozinhos foi pr\u00f3xima (97,1%). J\u00e1 entre os homens em coabita\u00e7\u00e3o na condi\u00e7\u00e3o de respons\u00e1veis (58,4%) ou de c\u00f4njuges (57,1%), esse percentual foi bem menor do que o das mulheres nas mesmas condi\u00e7\u00f5es (97,6% e 97,9% respectivamente).<\/big><\/p>\n<p style=\"line-height: 1.5\"><big>O percentual de mulheres (37,0%) que realizavam cuidado de pessoas tamb\u00e9m se manteve maior do que o dos homens (26,1%). Os homens sem instru\u00e7\u00e3o ou com fundamental incompleto tiveram a menor taxa de realiza\u00e7\u00e3o (22,0%). J\u00e1 a faixa et\u00e1ria de 25 a 49 anos apresentou o maior percentual tanto para homens (37,0%) quanto para mulheres (49,8%).<\/big><\/p>\n<p style=\"line-height: 1.5\"><big>Entre as pessoas com 14 anos ou mais, 7,2 milh\u00f5es (4,3%) fizeram trabalho volunt\u00e1rio na semana de refer\u00eancia da pesquisa. Desse total, 48,4% realizavam o voluntariado quatro ou mais vezes por m\u00eas, enquanto 15,6%, eventualmente ou sem frequ\u00eancia definida. O tempo m\u00e9dio dedicado era de 6,5 horas semanais.<\/big><\/p>\n<p style=\"line-height: 1.5\"><big>J\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3prio consumo era realizada por 13,0 milh\u00f5es de pessoas em idade de trabalhar (7,7%). Essa taxa vem crescendo desde 2016 (6,3%). Entre os que produzem para o pr\u00f3prio consumo, a maior parte (76,7%) realiza a atividade de cultivo, pesca, ca\u00e7a e cria\u00e7\u00e3o de animais.<\/big><\/p>\n<p style=\"line-height: 1.5\"><big>Esses s\u00e3o alguns dos destaques do suplemento Outras Formas de Trabalho, da PNAD Cont\u00ednua 2018. O material de apoio da pesquisa est\u00e1 nesta p\u00e1gina.<\/big><\/p>\n<p>Em 2018, 147,5 milh\u00f5es de pessoas de 14 anos ou mais realizaram afazeres dom\u00e9sticos e\/ou cuidado de pessoas, seja no pr\u00f3prio domic\u00edlio, seja em domic\u00edlio de parente. Esse n\u00famero corresponde a 87,0% da popula\u00e7\u00e3o em idade de trabalhar. Em rela\u00e7\u00e3o a 2017, quando a taxa de realiza\u00e7\u00e3o era de 86,0%, houve um acr\u00e9scimo de 3,1 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>A taxa de realiza\u00e7\u00e3o de afazeres dom\u00e9sticos e\/ou cuidado de pessoas era bem maior entre as mulheres (93,0%) do que entre os homens (80,4%). Al\u00e9m disso, as horas semanais gastas pelas mulheres (21,3 horas) nessas atividades eram, em m\u00e9dia, quase o dobro das gastas pelos homens (10,9 horas).<\/p>\n<p>Mesmo em situa\u00e7\u00f5es ocupacionais iguais, as mulheres dedicavam mais horas a afazeres dom\u00e9sticos e cuidado de pessoas do que os homens. Com isso, elas acabaram tendo menos tempo dispon\u00edvel para o trabalho remunerado.<\/p>\n<table style=\"width: 532px\">\n<tbody>\n<tr>\n<th style=\"width: 531px;text-align: center;vertical-align: middle\" colspan=\"2\"><strong>M\u00e9dia de horas dedicadas a afazeres e\/ou cuidados<\/strong><\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 485px\">Homem ocupado<\/td>\n<td style=\"text-align: right;width: 46px\">10,3<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 485px\">Mulher ocupada<\/td>\n<td style=\"text-align: right;width: 46px\">18,5<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 485px\">Homem n\u00e3o ocupado<\/td>\n<td style=\"text-align: right;width: 46px\">12,0<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 485px\">Mulher n\u00e3o ocupada<\/td>\n<td style=\"text-align: right;width: 46px\">23,8<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<th style=\"width: 531px;text-align: center;vertical-align: middle\" colspan=\"2\"><strong>M\u00e9dia de horas efetivamente trabalhadas em todos os trabalhos<\/strong><\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 485px\">Homem que fez afazer e\/ou cuidado<\/td>\n<td style=\"text-align: right;width: 46px\">39,9<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 485px\">Mulher que fez afazer e\/ou cuidado<\/td>\n<td style=\"text-align: right;width: 46px\">34,8<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 485px\">Homem que n\u00e3o fez afazer e\/ou cuidado<\/td>\n<td style=\"text-align: right;width: 46px\">39,0<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 485px\">Mulher que n\u00e3o fez afazer e\/ou cuidado<\/td>\n<td style=\"text-align: right;width: 46px\">36,0<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>Afazeres dom\u00e9sticos: percentual de realiza\u00e7\u00e3o das mulheres continua maior que dos homens, mas diferen\u00e7a diminui<\/strong><\/p>\n<p>Em 2018, 85,6% das pessoas de 14 anos ou mais realizaram afazeres dom\u00e9sticos, em seu pr\u00f3prio domic\u00edlio ou em domic\u00edlio de parente. Esse percentual corresponde a 145,1 milh\u00f5es de pessoas, um acr\u00e9scimo de 3,3 milh\u00f5es em compara\u00e7\u00e3o a 2017 (84,4%).<\/p>\n<p>O aumento da taxa foi maior para os homens (1,8 p.p.) do que para as mulheres (0,5 p.p), mas o percentual de mulheres (92,2%) continuou maior do que o de homens (78,2%). Por\u00e9m essa diferen\u00e7a (14 p.p.) era ainda maior em 2016 (17,9 p.p.) e em 2017 (15,3 p.p.), o que indica uma tend\u00eancia de redu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A taxa de realiza\u00e7\u00e3o das mulheres foi bastante elevada, sobretudo nas condi\u00e7\u00f5es de c\u00f4njuge (97,3%) ou respons\u00e1vel pelo domic\u00edlio (95,3%). Entre os homens, a maior taxa foi a dos respons\u00e1veis pelo domic\u00edlio (86,5%), seguida pela dos c\u00f4njuges (82,4%). A condi\u00e7\u00e3o de filho apresentou as menores taxas, tanto para homens (65,0%) quanto para mulheres (84,4%), mas a taxa dos homens nessa condi\u00e7\u00e3o foi a que mais aumentou (2,6 p.p.).<\/p>\n<p>A regi\u00e3o Centro-Oeste (88,6%) registrou o maior percentual de realiza\u00e7\u00e3o de afazeres dom\u00e9sticos e o Nordeste (81,0%), o menor. A maior diferen\u00e7a entre as taxas de realiza\u00e7\u00e3o de homens e mulheres estava no Nordeste (20,9 p.p.) e a menor, no Sul (10,1 p.p.).<\/p>\n<p><strong>Taxa de realiza\u00e7\u00e3o de afazeres dom\u00e9sticos aumenta com a escolaridade<\/strong><\/p>\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o de afazeres dom\u00e9sticos continuou maior entre os adultos de 25 e 49 anos (89,4%), apesar do maior aumento ter ocorrido no grupo et\u00e1rio de 14 a 24 anos (2,4 p.p.).\u00a0 A taxa tamb\u00e9m permaneceu maior entre as pessoas ocupadas (88,0%), do que entre as n\u00e3o ocupadas (82,8%). Entre as mulheres, essa diferen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o relevante (5 p.p.) quanto \u00e9 para os homens (11,9 p.p.), mostrando um tra\u00e7o da dupla jornada feminina.<\/p>\n<p>Entre as pessoas com ensino superior completo, 90,1% realizaram afazeres, enquanto entre aquelas sem instru\u00e7\u00e3o ou com ensino fundamental incompleto a taxa foi de 82,2%. A realiza\u00e7\u00e3o de afazeres dom\u00e9sticos cresce com o aumento da escolaridade, no entanto, o maior aumento no per\u00edodo foi no ensino m\u00e9dio completo e superior incompleto: de 86,3% (2017) para 88,0% (2018).<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a na realiza\u00e7\u00e3o de afazeres por n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o \u00e9 menor entre as mulheres: 90,1% (sem instru\u00e7\u00e3o ou com fundamental incompleto) e 93,4% (ensino superior completo). J\u00e1 entre os homens, a diferen\u00e7a \u00e9 mais relevante: 74,3% (sem instru\u00e7\u00e3o ou com fundamental incompleto) e 85,4% (superior completo).<\/p>\n<p><strong>Homens em coabita\u00e7\u00e3o nas condi\u00e7\u00f5es de respons\u00e1veis ou c\u00f4njuges realizam menos afazeres do que as mulheres nessas mesmas condi\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa mostra tamb\u00e9m o percentual de pessoas que realizaram afazeres dom\u00e9sticos no pr\u00f3prio domic\u00edlio pelo tipo de atividade. \u201cFazer pequenos reparos ou manuten\u00e7\u00e3o do domic\u00edlio, autom\u00f3vel, de eletrodom\u00e9sticos etc.\u201d foi a \u00fanica em que as mulheres (30,6%) tiveram a taxa de realiza\u00e7\u00e3o menor do que a dos homens (59,2%).<\/p>\n<p>Entre as atividades em que a taxa das mulheres foi maior, cozinhar (34,7 p.p.), lavar roupas e cal\u00e7ados (36,9 p.p.) e limpar o domic\u00edlio (13,9 p.p.) foram as tr\u00eas com as maiores diferen\u00e7as entre os sexos. Em cada uma delas, a taxa dos homens respons\u00e1veis pelo domic\u00edlio que moram sozinhos foi bem pr\u00f3xima \u00e0 das mulheres. J\u00e1 entre os homens em coabita\u00e7\u00e3o nas condi\u00e7\u00f5es de respons\u00e1veis ou c\u00f4njuges, o percentual foi bem menor do que o das mulheres nessas mesmas condi\u00e7\u00f5es, mostrando, possivelmente, a divis\u00e3o sexual do trabalho em casa.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/estatisticas_sociais\/2019_04\/Outras_Formas89445123.jpg\" alt=\"#praCegoVer Gr\u00e1fico com os afazeres dom\u00e9sticos no pr\u00f3prio domic\u00edlio pelo tipo de atividade\" width=\"870\" height=\"420\" \/><\/p>\n<p><strong>Cuidado de pessoas: Taxa de realiza\u00e7\u00e3o \u00e9 de 37% para as mulheres e <br \/> de 26,1% para os homens<\/strong><\/p>\n<p>Em 2018, 54,0 milh\u00f5es de pessoas de 14 anos ou mais realizaram cuidados de crian\u00e7as, idosos ou pessoas enfermas &#8211; moradores do domic\u00edlio ou parentes n\u00e3o moradores -, o que corresponde a uma taxa de 31,8%. Em rela\u00e7\u00e3o a 2017 (31,5%), houve um aumento de 974 mil pessoas. A realiza\u00e7\u00e3o de cuidados foi maior no Norte (38,0%) e menor no Sul (30,7%).<\/p>\n<p>De 2017 para 2018, a taxa das mulheres permaneceu em 37,0% e a dos homens passou de 25,6% para 26,1%. No entanto, continua expressiva a diferen\u00e7a entre os sexos (10,9 p.p.). As mulheres da regi\u00e3o Norte tiveram a maior taxa (44,9%) e os homens do Nordeste, a menor (24,3%).<\/p>\n<p>Entre os grupos de idade analisados, a maior taxa de realiza\u00e7\u00e3o foi a de pessoas de 25 a 49 anos (43,7%), faixa et\u00e1ria em que \u00e9 mais prov\u00e1vel a presen\u00e7a de filhos no domic\u00edlio. Entre os jovens de 14 a 24 anos, a taxa foi de 26,5%, enquanto entre os maiores de 49 anos, 19,6%. As mulheres de 25 a 49 anos tinham a maior taxa de realiza\u00e7\u00e3o (49,8%) e os homens 50 anos ou mais, a menor (15,8%).<\/p>\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o de cuidados era maior entre aqueles que se declararam pardos (33,7%), seguida pelos pretos (32,4%) e brancos (29,7%). A diferen\u00e7a na taxa dos homens pardos em rela\u00e7\u00e3o aos homens brancos foi de 1,6 p.p., enquanto entre mulheres pardas e brancas, 6,5 p.p..<\/p>\n<p><strong>Homens sem instru\u00e7\u00e3o ou com fundamental incompleto t\u00eam a menor <br \/> taxa de realiza\u00e7\u00e3o de cuidados<\/strong><\/p>\n<p>Entre as pessoas sem instru\u00e7\u00e3o ou com fundamental incompleto, 27,0% realizaram cuidados, enquanto entre aquelas com superior completo esse percentual foi de 34,0%. Essa tend\u00eancia da taxa aumentar com o n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o \u00e9 marcada pelo comportamento dos homens. Entre os com superior completo, a taxa foi de 30,6% e entre os sem instru\u00e7\u00e3o ou com fundamental incompleto, 22,0%.<\/p>\n<p>No caso das mulheres, o maior percentual ocorreu entre aquelas com ensino fundamental completo e m\u00e9dio incompleto (41,1%), seguida pelas mulheres com m\u00e9dio completo e superior incompleto (40,6%) e caindo para 36,4% entre as com n\u00edvel superior completo.<\/p>\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o de cuidados foi maior entre as pessoas ocupadas (34,0%) do que entre os n\u00e3o ocupados (29,3%). A diferen\u00e7a \u00e9 bem maior para homens (11,7 p.p.) do que para as mulheres (3,2 p.p.).<\/p>\n<p>Os cuidados de moradores do domic\u00edlio foram destinados, predominantemente, para crian\u00e7as e adolescentes de at\u00e9 14 anos: 50,7% para morador de 0 a 5 anos e 51,1%, 6 a 14 anos.<\/p>\n<p>A atividade mais frequente foi o monitoramento dentro do domic\u00edlio, tanto entre os homens (87,9%) quanto entre as mulheres (91,6%). J\u00e1 a com menor percentual foi o aux\u00edlio nas atividades educacionais: 60,7% para homens e 72,0% para mulheres. As maiores diferen\u00e7as de percentual entre homens e mulheres foram no aux\u00edlio nos cuidados pessoais (18,6 p.p.) e aux\u00edlio nas atividades educacionais (11,3 p.p.).<\/p>\n<p><strong>Trabalho volunt\u00e1rio: taxa de realiza\u00e7\u00e3o aumenta com a escolaridade<\/strong><\/p>\n<p>Em 2018, 7,2 milh\u00f5es de pessoas de 14 anos ou mais realizaram trabalho volunt\u00e1rio na semana de refer\u00eancia da pesquisa, o que corresponde a 4,3% dessa popula\u00e7\u00e3o. Esse percentual foi maior entre as mulheres (5,0%) e entre as pessoas ocupadas (4,6%). Em 2017, a taxa de realiza\u00e7\u00e3o de trabalho volunt\u00e1rio era de 4,4%.<\/p>\n<p>O trabalho volunt\u00e1rio, em geral, cresce com a idade, exceto nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, onde a maior taxa ocorreu entre as pessoas de 25 a 49 anos (5,5% e 3,5%, respectivamente). As pessoas de 50 anos ou mais da regi\u00e3o Sul apresentaram a taxa de realiza\u00e7\u00e3o mais elevada (6,0%), enquanto os jovens de 14 a 24 anos da regi\u00e3o Nordeste apresentaram a menos elevada (2,3%).<\/p>\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o de trabalho volunt\u00e1rio aumenta com a escolaridade. A taxa era de 2,9% para as pessoas sem instru\u00e7\u00e3o ou com ensino fundamental incompleto e de 8,0% para aquelas com ensino superior completo.<\/p>\n<p><strong>Tempo m\u00e9dio dedicado ao trabalho volunt\u00e1rio \u00e9 de 6,5 horas semanais<\/strong><\/p>\n<p>O trabalho volunt\u00e1rio pode ser feito individualmente ou atrav\u00e9s de empresa, organiza\u00e7\u00e3o ou institui\u00e7\u00e3o. A propor\u00e7\u00e3o de pessoas que o realizam de forma individual foi pequena, mas vem crescendo a cada ano: 8,4% em 2016; 9,0% em 2017 e 9,8% em 2018.<\/p>\n<p>Entre as pessoas que fizeram trabalho volunt\u00e1rio, 79,9% o realizaram em congrega\u00e7\u00e3o religiosa, sindicato, condom\u00ednio, partido pol\u00edtico, escola, hospital ou asilo e 13,0% em associa\u00e7\u00e3o de moradores, associa\u00e7\u00e3o esportiva, ONG, grupo de apoio ou outra organiza\u00e7\u00e3o, sendo que a pessoa pode ter feito em mais de um local.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 frequ\u00eancia, 48,4% responderam realizar quatro ou mais vezes por m\u00eas, enquanto 15,6%, eventualmente ou sem frequ\u00eancia definida. J\u00e1 o tempo m\u00e9dio dedicado era de 6,5 horas semanais.<\/p>\n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3prio consumo: taxa vem crescendo a cada ano<\/strong><\/p>\n<p>Em 2018, 13,0 milh\u00f5es de pessoas de 14 anos ou mais realizaram produ\u00e7\u00e3o para pr\u00f3prio consumo. A taxa vem crescendo desde 2016, quando foi de 6,3%, passando para 7,3% em 2017 e chegando a 7,7% em 2018.<\/p>\n<p>Essa taxa era maior entre os homens (8,4%) e entre as pessoas n\u00e3o ocupadas (8,7%), que foram as categorias com maior aumento entre 2017 e 2018 (0,5 p.p.).<\/p>\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3prio consumo aumenta com a idade. Entre os jovens de 14 a 24 anos o percentual era de 3,4% e entre os com 50 anos ou mais, de 11,0%. As Regi\u00f5es Nordeste (14,8%) e Sul (14,7%) tiveram as maiores taxas de realiza\u00e7\u00e3o para as pessoas com 50 anos ou mais. Esse grupo de idade tamb\u00e9m teve o maior aumento de um ano para o outro, sobretudo entre os homens (0,9 p.p.).<\/p>\n<p>A taxa de realiza\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3prio consumo tem rela\u00e7\u00e3o inversa com a escolaridade: 13,2% entre as pessoas sem instru\u00e7\u00e3o ou com ensino fundamental incompleto e 3,1% entre as com ensino superior completo.<\/p>\n<p>De um ano para o outro, houve aumento da taxa em todos os n\u00edveis de instru\u00e7\u00e3o (0,4 p.p. em cada n\u00edvel). No entanto, separando por sexo, o maior aumento ocorreu entre os homens sem instru\u00e7\u00e3o ou com ensino fundamental incompleto (0,9 p.p.).<\/p>\n<p><strong>Cultivo, pesca, ca\u00e7a e pecu\u00e1ria \u00e9 a atividade de pr\u00f3prio consumo predominante<\/strong><\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s atividades de pr\u00f3prio consumo, 76,7% afirmaram realizar cultivo, pesca, ca\u00e7a e cria\u00e7\u00e3o de animais; 14,5%, produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o, corte ou coleta de lenha, palha ou outro material; 13,7%, fabrica\u00e7\u00e3o de cal\u00e7ados, roupas, m\u00f3veis, cer\u00e2micas, alimentos ou outros produtos e 8,0%, constru\u00e7\u00e3o de pr\u00e9dio, c\u00f4modo, po\u00e7o ou outras obras para pr\u00f3prio uso. Uma pessoa pode ter realizado mais de um tipo de atividade. Em rela\u00e7\u00e3o a 2017, houve redu\u00e7\u00e3o do percentual apenas no grupo de atividades \u201cprodu\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o, corte e coleta de lenha, palha ou outro material\u201d (- 2,3 p. p.).<\/p>\n<p>O \u00fanico grupo em que as mulheres (27,5%) tinham percentual maior que o dos homens (1,0%) foi fabrica\u00e7\u00e3o de cal\u00e7ados, roupas, m\u00f3veis, cer\u00e2micas, alimentos ou outros produtos, que tamb\u00e9m foi o que apresentou a maior diferen\u00e7a de percentual entre os sexos (26,5 p.p.).<\/p>\n<p>O percentual de produ\u00e7\u00e3o do grupo cultivo, pesca, ca\u00e7a e cria\u00e7\u00e3o de animais, que foi maior em todas as regi\u00f5es, variou de 66,3% (Sudeste) a 82,2% (Norte). O grupo de produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o, corte ou coleta de lenha, palha ou outro material era mais presente no Nordeste (20,2%) e menos no Centro-Oeste (7,8%).<\/p>\n<p>J\u00e1 o grupo de fabrica\u00e7\u00e3o de cal\u00e7ados, roupas, m\u00f3veis, cer\u00e2micas, alimentos ou outros produtos teve percentual menor no Norte (8,5%) e no Nordeste (7,1%) e maior na regi\u00e3o sudeste (20,7%). O Sudeste teve o maior percentual de pessoas realizando constru\u00e7\u00e3o de pr\u00e9dio, c\u00f4modo, po\u00e7o ou outras obras (13,0%) e a regi\u00e3o Nordeste, o menor (4,3%).<\/p>\n<p>Na constru\u00e7\u00e3o, a m\u00e9dia de horas trabalhadas foi de 13,4 horas e na produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o, corte ou coleta de lenha, palha ou outro material, 4,3 horas semanais. O grupo de atividades, com a maior diferen\u00e7a de tempo trabalhado entre homens e mulheres foi cultivo, pesca, ca\u00e7a e cria\u00e7\u00e3o de animais (3,2 horas a mais para os homens).<\/p>\n<p>Fonte: IBGE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre as pessoas de 14 anos ou mais, 87,0% (147,5 milh\u00f5es) realizaram afazeres dom\u00e9sticos e\/ou cuidado de pessoas em 2018. As mulheres n\u00e3o ocupadas no mercado de trabalho dedicavam 23,8 horas a essas atividades, enquanto os homens nessa mesma situa\u00e7\u00e3o, 12,0 horas. A diferen\u00e7a tamb\u00e9m era grande entre mulheres (18,5 horas) e homens (10,3 horas) [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":21920,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[43],"class_list":["post-21919","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-central-noticias","tag-infoeconomico-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21919","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21919"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21919\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21919"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21919"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21919"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}