{"id":218794,"date":"2025-11-03T20:04:57","date_gmt":"2025-11-03T23:04:57","guid":{"rendered":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/financiamento-imobiliario-com-recursos-da-poupanca-mostra-recuperacao\/"},"modified":"2025-11-03T20:04:57","modified_gmt":"2025-11-03T23:04:57","slug":"financiamento-imobiliario-com-recursos-da-poupanca-mostra-recuperacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/financiamento-imobiliario-com-recursos-da-poupanca-mostra-recuperacao\/","title":{"rendered":"Financiamento imobili\u00e1rio com recursos da poupan\u00e7a mostra recupera\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Os novos financiamentos imobili\u00e1rios com recursos da poupan\u00e7a e do FGTS, que tiveram o pico em 2014 com o total de R$ 155 bilh\u00f5es e chegaram no fundo do po\u00e7o na recess\u00e3o em 2017, somando R$ 102 bilh\u00f5es, mostraram recupera\u00e7\u00e3o e em 2019 atingiu R$ 135 bilh\u00f5es. O diretor executivo da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Entidades de Cr\u00e9dito Imobili\u00e1rio e Poupan\u00e7a (Abecip), Filipe Pontual, disse que ap\u00f3s este desempenho, a expectativa para 2020 \u00e9 alcan\u00e7ar R$ 160 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Para o diretor, os n\u00fameros representam \u201cuma superboa recupera\u00e7\u00e3o\u201d, mas ele ponderou que a confirma\u00e7\u00e3o dessa expectativa depende do impacto que o coronav\u00edrus vai provocar na economia mundial e quais os reflexos na economia brasileira. \u201cSe n\u00e3o for um impacto muito grande e no resto do mundo o impacto for contido mais rapidamente de modo que influencie pouco o desenvolvimento da economia brasileira, esse n\u00famero vai se verificar. Se o impacto for prolongado no resto do mundo e mais amplo do que j\u00e1 foi no Brasil tamb\u00e9m, a gente n\u00e3o sabe. Por enquanto, est\u00e1 indo muito bem\u201d, completou.<\/p>\n<p>Embora tamb\u00e9m considere que ainda \u00e9 cedo para projetar os efeitos do coronav\u00edrus na economia brasileira, o professor do MBA em Gest\u00e3o de Neg\u00f3cios, de Incorpora\u00e7\u00e3o Imobili\u00e1ria e da Constru\u00e7\u00e3o Civil da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), S\u00e9rgio Cano, disse que em um primeiro momento, quando existe crise econ\u00f4mica que abala os mercados mundiais, as pessoas se sentem mais seguras em <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/tags\/financiamento-imobiliario\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">investir em um ativo real<\/a>, um ativo fixo que no caso \u00e9 o im\u00f3vel.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA pessoa sabe que aquele im\u00f3vel, por mais que possa ter uma desvaloriza\u00e7\u00e3o por algum tempo, se for o caso, elas t\u00eam um patrim\u00f4nio, t\u00eam um ativo garantido e fixo, diferentemente de quando se est\u00e1 no mercado financeiro que tem uma volatilidade muito grande e pode perder dinheiro. Em um primeiro momento diria que pode haver at\u00e9 um incremento na procura de im\u00f3veis por conta dessa crise\u201d, analisou, acrescentando que n\u00e3o se pode cravar a extens\u00e3o do impacto do coronav\u00edrus na economia mundial.<\/p>\n<h2>Otimismo<\/h2>\n<p>Apesar da indefini\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio futuro, o diretor da Abecip disse que atualmente o mercado de cr\u00e9dito imobili\u00e1rio poupan\u00e7a est\u00e1 otimista com o aumento de demanda por financiamentos e cr\u00e9ditos. Os bancos, tanto os privados, como os p\u00fablicos, veem o cr\u00e9dito imobili\u00e1rio como um neg\u00f3cio importante e a competi\u00e7\u00e3o dos cinco maiores est\u00e1 muito acirrada. O interesse vem se registrando tamb\u00e9m nos bancos regionais menores, especialmente os p\u00fablicos. \u201cH\u00e1 uma competi\u00e7\u00e3o ferrenha pelo cliente e consequentemente pela qualidade dos servi\u00e7os oferecidos e as taxas ofertadas\u201d, completou.<\/p>\n<p>Pontual lembrou que no ano passado, com a perspectiva e a aprova\u00e7\u00e3o da reforma da previd\u00eancia, infla\u00e7\u00e3o sob controle, juros caindo para patamares mais civilizados e a sensa\u00e7\u00e3o de que outras reformas necess\u00e1rias viriam logo a seguir, foi criado um ambiente muito positivo entre os diversos agentes da economia entre consumidores, incorporadores e os bancos financiadores. Para o diretor, esse clima foi refor\u00e7ado pela pequena melhora do mercado de trabalho e em mais confian\u00e7a de quem estava empregado de que n\u00e3o perderia a sua vaga. \u201cAssumindo que as reformas tribut\u00e1ria e todas as outras em discuss\u00e3o, privatiza\u00e7\u00f5es, tudo que tem a ver com controle fiscal do governo, com marcos regulat\u00f3rios e tudo que deixe a economia mais \u00e1gil e melhore o ambiente de neg\u00f3cios do pa\u00eds, se tudo isso progredir, como a gente acha que vai, a gente tem tudo para ter um ano muito bom de cr\u00e9dito imobili\u00e1rio e de lan\u00e7amentos imobili\u00e1rios\u201d, estimou.<\/p>\n<h2>Taxa de longo prazo<\/h2>\n<p>O diretor executivo da Abecip observou que as perspectivas de diversas entidades ligadas ao mercado imobili\u00e1rio apontam uma clara acelera\u00e7\u00e3o de lan\u00e7amentos de im\u00f3veis, em particular em S\u00e3o Paulo e ainda no Rio de Janeiro, onde havia excesso de im\u00f3veis parados e atualmente passa por uma recupera\u00e7\u00e3o gradual. Pontual chamou aten\u00e7\u00e3o ainda para a queda da taxa de juros de m\u00e9dio e longo prazos, que \u00e9 o que mais interessa nos financiamentos habitacionais. \u201cEssa \u00e9 a taxa importante e para onde os bancos est\u00e3o olhando, porque como o banco est\u00e1 emprestando por um longo prazo ele tem que olhar pelo menos para essa taxa de cinco anos, que \u00e9 um mercado bastante l\u00edquido ainda\u201d, afirmou,<\/p>\n<p>Segundo o diretor, a taxa de cinco anos em fevereiro de 2018 estava em 9,10%, em mar\u00e7o de 2019 era 8,4%, agosto do mesmo ano 6,9%, em dezembro 6,2%, chegando em fevereiro de 2020 em 6%. A explica\u00e7\u00e3o para ele, \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o de melhoras com reformas da economia. Com os efeitos da pandemia do novo coronav\u00edrus, a taxa teve pequena eleva\u00e7\u00e3o neste m\u00eas de mar\u00e7o chegando a 6,3%.<!--nextpage--><\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 um bom sinal, mas n\u00e3o foi um aumento muito grande e mostra que estamos pr\u00f3ximos ao patamar. Para conseguir manter em taxas menores nesse mercado de cinco anos depende de que o mercado tenha confian\u00e7a de que as reformas v\u00e3o acontecer\u201d, disse.<\/p>\n<p>Esse mercado funciona com algumas vari\u00e1veis. O incorporador precisa ter confian\u00e7a de que vai poder investir na constru\u00e7\u00e3o que leva de dois a tr\u00eas anos e o comprador necessita de um horizonte com a garantia de que poder\u00e1 pagar. \u201cA pessoa f\u00edsica que vai comprar tem que ter confian\u00e7a no futuro. Tem que acreditar que a economia vai bem e que vai ter emprego durante 20, 30 anos para poder pagar a d\u00edvida. A mesma coisa do banco que vai financiar\u201d, observou.<\/p>\n<h2>Estoque<\/h2>\n<p>O setor enfrentou ainda um outro problema: os grandes estoques de im\u00f3veis pa\u00eds \u00e0 fora. Pontual observou que com a recess\u00e3o severa e as altas da infla\u00e7\u00e3o e dos juros, surgiu a inseguran\u00e7a para quem ia entrar em uma atividade de mais longo prazo como a constru\u00e7\u00e3o e financiamento. \u201cO consumidor primeiro sumiu. Quem n\u00e3o tinha d\u00edvida compromissada parou de querer fazer d\u00edvida. Um monte de im\u00f3vel ficou encalhado. Muitos que estavam em constru\u00e7\u00e3o, as construtoras terminaram e ficou aquele estoque grande para vender\u201d, explicou.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio, no entanto, est\u00e1 diferente. \u201cO que a gente observou pelos dados, inclusive das associa\u00e7\u00f5es ligadas \u00e0 constru\u00e7\u00e3o civil, \u00e9 que esses estoques j\u00e1 diminu\u00edram muito, praticamente n\u00e3o tem mais estoques. A zona oeste do Rio talvez tenha alguma coisa, mas cada vez tem menos. Se v\u00ea retomando os lan\u00e7amentos. Em S\u00e3o Paulo \u00e9 impressionante. A quantidade de im\u00f3veis novos sendo lan\u00e7ados este ano e em 2019 foi enorme e o apetite continua agora. A pr\u00f3pria abertura de capital, em lan\u00e7amento de a\u00e7\u00f5es de empresas do setor de constru\u00e7\u00e3o foi tamb\u00e9m impressionante. \u00c9 um sinal da pujan\u00e7a do setor e \u00e9 um setor muito puxador de emprego e renda\u201d, contou.<\/p>\n<p>Para o professor S\u00e9rgio Cano, os estoques elevados tamb\u00e9m permitiram que os pre\u00e7os n\u00e3o avan\u00e7assem. \u201cDurante muito tempo a gente ficou com um estoque muito elevado e agora come\u00e7a, por ter esse movimento que vem desde o ano passado, uma redu\u00e7\u00e3o um pouco mais acentuada de estoque. Como ainda estava elevado, os pre\u00e7os n\u00e3o subiram, ou quando subiram, pontualmente em algumas regi\u00f5es como S\u00e3o Paulo, n\u00e3o foi um aumento t\u00e3o expressivo no valor do im\u00f3vel\u201d, avaliou.<\/p>\n<h2>Gera\u00e7\u00e3o de empregos<\/h2>\n<p>Pontual destacou que quando come\u00e7arem as obras dos lan\u00e7amentos que ocorreram em S\u00e3o Paulo e no Rio, al\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o de empregos, haver\u00e1 o impacto em toda a cadeia produtiva, que \u00e9 imensa. \u201cA\u00ed vira uma espiral muito positiva. Quanto mais pessoas empregadas na constru\u00e7\u00e3o civil, maior consumo, mais gente empregada nas ind\u00fastrias fornecedoras da constru\u00e7\u00e3o civil\u201d, disse.<\/p>\n<h2>Cadeia produtiva<\/h2>\n<p>\u201c\u00c9 um setor muito importante na gera\u00e7\u00e3o de empregos e a cadeia da constru\u00e7\u00e3o civil \u00e9 muito ampla, muito extensa. Vai desde fornecedores de mat\u00e9ria-prima, passando pelas construtoras e mais adiante os prestadores de servi\u00e7os, como o pessoal que trabalha na venda dos im\u00f3veis, as lojas de eletroeletr\u00f4nica, a ind\u00fastria moveleira. Tudo isso \u00e9 movimentado pela cadeia da constru\u00e7\u00e3o civil. Um segmento da constru\u00e7\u00e3o civil forte no pa\u00eds, isso, com certeza, traz efeitos muito positivos para a economia\u201d, completou o professor S\u00e9rgio Cano.<\/p>\n<h2>Atrativo<\/h2>\n<p>Ainda conforme o diretor, a rela\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito imobili\u00e1rio sobre o PIB chegou em 2019 a 9,3%, por volta de 2004 era abaixo de 1%. Na vis\u00e3o dele, \u00e9 uma evolu\u00e7\u00e3o importante, mas no Chile \u00e9 24%, na \u00c1frica do Sul 21% e nos pa\u00edses desenvolvidos supera os 43%, 50%. \u201cIsso \u00e9 um exemplo de porque estamos otimistas e os bancos est\u00e3o interessados. O Brasil tem muito o que crescer em financiamento de cr\u00e9dito imobili\u00e1rio. \u00c9 um pa\u00eds que tem muita habita\u00e7\u00e3o a ser feita ainda, seja no Minha Casa, Minha Vida, seja na m\u00e9dia e na alta renda. \u00c9 um mercado muito grande. Por isso estamos otimistas e os bancos t\u00eam feito essa guerra de taxas atr\u00e1s do cliente\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>De acordo com o professor da FGV, a redu\u00e7\u00e3o das taxas de juros nos financiamentos t\u00eam um impacto significativo no mercado, porque coloca mais gente em condi\u00e7\u00f5es de comprar um im\u00f3vel. \u201cIsso demonstra que a taxa de juros \u00e9 um fator preponderante para que as pessoas possam adquirir um im\u00f3vel, tendo um financiamento que cabe no seu bolso e dentro do seu or\u00e7amento\u201d, informou.<!--nextpage--><\/p>\n<h2>Bancos<\/h2>\n<p>O Ita\u00fa informou \u00e0 Ag\u00eancia Brasil que em 2019 aumentou em 30% as concess\u00f5es de cr\u00e9dito para pessoas f\u00edsicas nos financiamentos de im\u00f3veis com recursos da poupan\u00e7a, na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior. A \u00faltima redu\u00e7\u00e3o de taxa de financiamento imobili\u00e1rio ocorreu em outubro do ano passado, quando a taxa m\u00ednima caiu de 8,1% ao ano + Taxa Referencial (TR) para 7,45% ao ano (a.a) + TR. O total do financiamento do im\u00f3vel varia de acordo com o valor do im\u00f3vel e o percentual de financiamento vai at\u00e9 82% do valor do bem. O tempo m\u00e1ximo de parcelamento \u00e9 de 360 meses.<\/p>\n<p>No Banco do Brasil, as opera\u00e7\u00f5es indexadas \u00e0 TR t\u00eam taxas a partir de 6,99% a.a. e pelo IPCA a partir de 3,45% a.a.. O financiamento \u00e9 de at\u00e9 80% para im\u00f3veis residenciais e comerciais, com valor m\u00ednimo de R$ 20 mil.<\/p>\n<p>O Santander Brasil opera com financiamentos parcel\u00e1veis em at\u00e9 420 meses e taxa m\u00ednima de juros que pode chegar a 7,99% a.a., mais a TR. As condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o v\u00e1lidas para a aquisi\u00e7\u00e3o de unidades a partir de R$ 90 mil.<\/p>\n<p>No Bradesco os clientes encontram as taxas na banda m\u00ednima de TR + 7,30 % a.a. O banco informou que est\u00e1 desenvolvendo uma taxa com base no IPCA, que deve estar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos clientes ainda este ano.<\/p>\n<p>Na <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2020-02\/caixa-anuncia-financiamento-imobiliario-com-juros-fixos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Caixa<\/a>, para o cr\u00e9dito imobili\u00e1rio baseado na TR, a taxa m\u00ednima praticada \u00e9 de 6,50% ao ano e a m\u00e1xima para 8,5% a.a..J\u00e1 na que varia conforme o IPCA, a taxa m\u00ednima para im\u00f3veis residenciais enquadrados nos Sistema Financeiro de Habita\u00e7\u00e3o (SFH) e Sistema Financeiro Imobili\u00e1rio (SFI) \u00e9 de IPCA+2,95% a.a. e taxa m\u00e1xima de IPCA+4,95% a.a.<br \/>\nFonte: EBC ECONOMIA<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Infoeconomico.com.br &#8211; Seu Portal de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os novos financiamentos imobili\u00e1rios com recursos da poupan\u00e7a e do FGTS, que tiveram o pico em 2014 com o total de R$ 155 bilh\u00f5es e chegaram no fundo do po\u00e7o na recess\u00e3o em 2017, somando R$ 102 bilh\u00f5es, mostraram recupera\u00e7\u00e3o e em 2019 atingiu R$ 135 bilh\u00f5es. 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