{"id":218756,"date":"2025-11-03T20:04:55","date_gmt":"2025-11-03T23:04:55","guid":{"rendered":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/analistas-reforcam-compra-para-acoes-desses-dois-setores-mesmo-em-meio-ao-sell-off-com-coronavirus\/"},"modified":"2025-11-03T20:04:55","modified_gmt":"2025-11-03T23:04:55","slug":"analistas-reforcam-compra-para-acoes-desses-dois-setores-mesmo-em-meio-ao-sell-off-com-coronavirus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/analistas-reforcam-compra-para-acoes-desses-dois-setores-mesmo-em-meio-ao-sell-off-com-coronavirus\/","title":{"rendered":"Analistas refor\u00e7am compra para a\u00e7\u00f5es desses dois setores mesmo em meio ao sell-off com coronav\u00edrus"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"208\" src=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/binoculo-oportunidade-investimento.jpg?fit=300%2C208&amp;quality=75&amp;strip=all\" class=\"attachment-medium size-medium wp-post-image\" alt=\"\" style=\"float:right;margin:0 0 10px 10px\" \/><\/p>\n<p>S\u00c3O PAULO &#8211; A forte queda das bolsas pelo mundo est\u00e1 levando a um sell-off generalizado para as a\u00e7\u00f5es dos mais variados setores, impactados diretamente ou n\u00e3o-relacionados \u00e0 crise com o coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>Com isso, o <a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/mercados\/ibovespa-dispara-1391-no-dia-mas-nao-evita-pior-queda-semanal-desde-2008\/\">Ibovespa fechou a \u00faltima semana em forte queda de de 15,63%<\/a>, a pior queda para o per\u00edodo desde 2008. A segunda-feira (16) tamb\u00e9m foi ca\u00f3tica para os mercados, com a B3 acionando o quinto circuit breaker desde a semana passada e fazendo com que praticamente nenhuma a\u00e7\u00e3o do Ibovespa ficasse no azul.<\/p>\n<p>A recomenda\u00e7\u00e3o agora \u00e9 de cautela para os investidores, uma vez que o terreno \u00e9 desconhecido e ainda \u00e9 muito incerto o impacto da Covid-19 na economia global.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, em relat\u00f3rios recentes, analistas de grandes institui\u00e7\u00f5es financeiras destacaram que a sa\u00edda dos investidores de alguns pap\u00e9is da bolsa brasileira parece um tanto exagerado &#8211; o que abre oportunidade para compra de a\u00e7\u00f5es tendo em vista o aspecto de um prazo mais longo. Al\u00e9m disso, mesmo com a queda recente, esses ativos n\u00e3o foram t\u00e3o impactados na compara\u00e7\u00e3o com outros setores, como de petroleiras e a\u00e9reas.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dias, esses analistas reiteraram compras para a\u00e7\u00f5es de bancos, que sofreram no come\u00e7o do ano em meio \u00e0 maior concorr\u00eancia, e tamb\u00e9m para os ativos do setor el\u00e9trico, reconhecidamente conhecidos como defensivos e que, desde o in\u00edcio da avers\u00e3o ao risco com o coronav\u00edrus, eram vistos como pap\u00e9is mais resilientes a choques da economia mundial.<\/p>\n<p>Contudo, vale destacar que n\u00e3o quer dizer que essas a\u00e7\u00f5es n\u00e3o sofram mais na bolsa por conta da crise com o coronav\u00edrus, e sim que elas podem n\u00e3o sofrer tanto quanto as outras e\/ou podem representar uma oportunidade j\u00e1 que elas tamb\u00e9m registram queda e n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o impactadas pela crise causada pela pandemia. Confira abaixo as recomenda\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<h2><strong>Bancos: h\u00e1 lado bom na crise?<\/strong><\/h2>\n<p>Em relat\u00f3rio datado do \u00faltimo domingo (15), o Morgan Stanley reiterou a sua recomenda\u00e7\u00e3o overweight (exposi\u00e7\u00e3o acima da m\u00e9dia do mercado) para os American Depositary Receipts (ou ADRs) dos quatro maiores bancos brasileiros listados em bolsa &#8211; Ita\u00fa Unibanco (<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/itub4\">ITUB4<\/a>), Bradesco (<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/bbdc3\">BBDC3<\/a>;<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/bbdc4\">BBDC4<\/a>), Santander Brasil (<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/sanb11\">SANB11<\/a>) e Banco do Brasil (<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/bbas3\">BBAS3<\/a>).<\/p>\n<p>Os analistas reiteraram as recomenda\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o sem antes mensurar os impactos, ainda que indiretos, do coronav\u00edrus, nas a\u00e7\u00f5es, ao cortarem o pre\u00e7o-alvo dos ativos do Ita\u00fa de US$ 12 para US$ 9, do Bradesco de US$ 11,50 para US$ 8,50, do Santander de US$ 13 para US$ 9,80, e do BB de US$ 69 para US$ 55. Na avalia\u00e7\u00e3o da equipe de an\u00e1lise, esse corte ocorreu justamente por conta das expectativas mais pessimistas com o PIB e com a taxa de juros brasileira mais baixa.<\/p>\n<p>Contudo, eles apontam que, comparado ao resto da Am\u00e9rica Latina, o Brasil \u00e9 uma economia relativamente fechada &#8211; o que pode ser ironicamente positivo neste momento j\u00e1 que sua atividade pode ser menos impactada pela desacelera\u00e7\u00e3o mundial com o coronav\u00edrus. Ainda que seja grande o impacto, ele ser\u00e1 bem menor na compara\u00e7\u00e3o com outros pa\u00edses vizinhos.<\/p>\n<p>Mesmo com o corte no pre\u00e7o-alvo, o potencial de valoriza\u00e7\u00e3o dos ativos \u00e9 significativo de, respectivamente, 64%, 63%, 55% e 51% para os ativos do Ita\u00fa, Bradesco, Santander Brasil e Banco do Brasil, upside este que aumenta ainda mais em meio \u00e0 forte queda dos ativos na sess\u00e3o desta segunda-feira.<\/p>\n<p>O principal risco negativo seria uma poss\u00edvel recess\u00e3o; mesmo assim, avaliam, a rela\u00e7\u00e3o risco-retorno parece atrativa. &#8220;Uma recess\u00e3o impacta o lucro por a\u00e7\u00e3o do banco por meio de maior inadimpl\u00eancia e menor crescimento de volume, mas provavelmente n\u00e3o atrav\u00e9s de menor margem financeira, pois nossa equipe n\u00e3o acredita que h\u00e1 espa\u00e7o para reduzir as taxas de juros para menos de 3,5% devido \u00e0s din\u00e2micas desafiadoras de c\u00e2mbio e infla\u00e7\u00e3o&#8221;, destacam.<\/p>\n<p>J\u00e1 do lado da inadimpl\u00eancia, a boa not\u00edcia \u00e9 que os bancos criaram uma grande quantidade de<br \/>excesso de provis\u00e3o para devedores duvidosos no quarto trimestre de 2019, aproveitando ganhos fiscais \u00fanicos, o que oferece um bom colch\u00e3o para o ano, afirma o Morgan.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m com uma vis\u00e3o positiva, o Bradesco BBI elevou a recomenda\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es do Ita\u00fa Unibanco e do Santander Brasil de neutra para compra em relat\u00f3rio de sexta-feira, apontando ver risco de queda limitado para a estimativas do cen\u00e1rio de deteriora\u00e7\u00e3o. J\u00e1 o Banco do Brasil segue com recomenda\u00e7\u00e3o neutra, pois o balan\u00e7o de risco parece menos atraente. O pre\u00e7o-alvo para os ativos \u00e9 de R$ 52 para o BB, R$ 38 para o Ita\u00fa e R$ 49 para as units do Santander Brasil.<\/p>\n<p>Segundo a equipe de analistas, os bancos de grande porte devem continuar enfrentando condi\u00e7\u00f5es bastante desafiadoras nos pr\u00f3ximos anos, com margens mais baixas de intermedia\u00e7\u00e3o financeira com a taxa de juros tamb\u00e9m baixa, e receita com tarifas desafiada pelo cen\u00e1rio de maior concorr\u00eancia.<\/p>\n<p>&#8220;Entretanto, por mais surpreendente que possa parecer, os grandes players est\u00e3o sendo salvos e podem agora serem os melhores candidatos para os investidores terem em seus portf\u00f3lios nessas turbul\u00eancias do mercado&#8221;, afirma o Bradesco BBI. Isso porque a pior visibilidade e as incertezas econ\u00f4micas crescentes devem reduzir o apetite ao risco das institui\u00e7\u00f5es, fazendo com que as margens diminuam de forma mais gradativa, atenuando uma poss\u00edvel deteriora\u00e7\u00e3o da qualidade dos ativos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, ao realizarem uma an\u00e1lise de sensibilidade, apontam que os lucros dos bancos n\u00e3o devem ser impactados de forma material pelas perspectivas econ\u00f4micas. &#8220;Em situa\u00e7\u00f5es de perigo, os bancos do setor privado s\u00e3o vistos como &#8216;portos mais seguros&#8217;&#8221;. Soma-se a isso o fato de que, na avalia\u00e7\u00e3o dos analistas, &#8220;os ativos est\u00e3o baratos demais para serem ignorados&#8221;.<\/p>\n<p>Os analistas do Bradesco BBI e do Morgan Stanley tamb\u00e9m avaliam que, com a turbul\u00eancia do mercado, o Banco Central pode definir outras prioridades ao inv\u00e9s da agenda intensificada no come\u00e7o do ano para aumentar a concorr\u00eancia no setor. &#8220;Embora consideremos positiva para o desenvolvimento do sistema como um todo, esta agenda naturalmente apresenta desafios para os grandes players&#8221;, afirma o Bradesco BBI.<\/p>\n<p>De acordo com os analistas, isso n\u00e3o significa que o BC colocar\u00e1 a agenda em segundo plano, mas dever\u00e1 avan\u00e7ar de forma mais gradual e cuidadosa, de forma a reduzir os efeitos colaterais em um cen\u00e1rio de deteriora\u00e7\u00e3o para diversas classes de ativos. E isso pode dar mais tempo para os grandes bancos.<\/p>\n<h2><strong>El\u00e9tricas: porto seguro &#8211; apesar da queda expressiva<\/strong><\/h2>\n<p>Setor j\u00e1 citado como mais seguro desde que a crise do coronav\u00edrus come\u00e7ou a impactar mais fortemente o mercado, o setor el\u00e9trico continua chamando a aten\u00e7\u00e3o dos analistas, uma vez que segue em queda (ainda que menor), apesar de ser visto como um setor pouco impactado durante crises internacionais, j\u00e1 que grande parte das empresas j\u00e1 tem contrato para fornecimento de energia, levando a um fluxo de caixa mais est\u00e1vel para essas companhias.<\/p>\n<p>Em relat\u00f3rio, o Credit Suisse destacou o sell-off do setor, com baixa de 23% desde a volta do Carnaval (26 de fevereiro) at\u00e9 a sess\u00e3o da \u00faltima sexta-feira, enquanto o Ibovespa caiu 27%.<\/p>\n<p>Nesse contexto, a equipe de analistas destacou enxergar oportunidade de compra em alguns nomes com dividend yield (indicador calculado pelo dividendo pago por a\u00e7\u00e3o dividido pela cota\u00e7\u00e3o do papel) altos e n\u00edveis atrativos de retorno.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, as companhias de transmiss\u00e3o aparecem como primeira op\u00e7\u00e3o como players defensivos, com destaque para Alupar (<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/alup11\">ALUP11<\/a>) e Taesa (<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/taee11\">TAEE11<\/a>) com alto n\u00edvel de retorno. Al\u00e9m disso, s\u00e3o empresas que n\u00e3o seriam afetadas pelo PIB e uma maior infla\u00e7\u00e3o poderia levar a maior receita, compensando o impacto de maiores taxas no lucro.<\/p>\n<p>Entre as distribuidoras, Neoenergia (<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/neoe3\">NEOE3<\/a>) e Energisa (<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/engi11\">ENGI11<\/a>) s\u00e3o destacadas como as melhores op\u00e7\u00f5es e, em gera\u00e7\u00e3o e renov\u00e1veis, Cesp (<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/cesp6\">CESP6<\/a>) e \u00d4mega Gera\u00e7\u00e3o (<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/omge3\">OMGE3<\/a>) possuem um alto retorno, com energia contratada totalmente pelos pr\u00f3ximos quatro anos.<\/p>\n<p>Novamente, o Bradesco BBI destaca o <a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/mercados\/acoes-de-petrobras-e-sao-martinho-cortadas-eletricas-no-foco-as-recomendacoes-alteradas-apos-a-derrocada-da-bolsa\/\">setor el\u00e9trico como atrativo<\/a> no atual cen\u00e1rio. Entre as empresas de menor risco, eles tamb\u00e9m apontam a Taesa como uma a\u00e7\u00e3o muito defensiva e valuation atrativo, citando tamb\u00e9m a Alupar e a Cesp que, na avalia\u00e7\u00e3o da equipe de an\u00e1lise, est\u00e3o sendo excessivamente punidas pelo mercado por seus baixos dividendos.<\/p>\n<p>J\u00e1 com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s estatais Eletrobras (<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/elet3\">ELET3<\/a>;<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/elet6\">ELET6<\/a>) e Cemig (<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/cmig4\">CMIG4<\/a>), a primeira \u00e0s voltas com o dif\u00edcil processo de privatiza\u00e7\u00e3o, os analistas avaliam ver uma excelente rela\u00e7\u00e3o entre risco e recompensa nos atuais patamares de negocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Aproveite as oportunidades para fazer seu dinheiro render mais:\u00a0<a href=\"https:\/\/cadastro.clear.com.br\/passo\/default\/step1?utm_source=infomoney&amp;utm_campaign=materia-redacao&amp;utm_medium=link&amp;cid=596997403.1550490425\">abra uma conta na Clear com taxa ZERO para corretagem de a\u00e7\u00f5es!<\/a><\/b><\/p>\n<p>The post <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/mercados\/analistas-reforcam-compra-para-acoes-desses-dois-setores-mesmo-em-meio-ao-sell-off-com-coronavirus\/\">Analistas refor\u00e7am compra para a\u00e7\u00f5es desses dois setores mesmo em meio ao sell-off com coronav\u00edrus<\/a> appeared first on <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\">InfoMoney<\/a>.<\/p>\n<p>Fonte: Infomoney Mercados rss<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Infoeconomico.com.br &#8211; Seu Portal de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00c3O PAULO &#8211; A forte queda das bolsas pelo mundo est\u00e1 levando a um sell-off generalizado para as a\u00e7\u00f5es dos mais variados setores, impactados diretamente ou n\u00e3o-relacionados \u00e0 crise com o coronav\u00edrus. 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