{"id":218667,"date":"2025-11-03T20:04:52","date_gmt":"2025-11-03T23:04:52","guid":{"rendered":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/coronavirus-ou-737-max-o-que-prejudica-mais-a-boeing\/"},"modified":"2025-11-03T20:04:52","modified_gmt":"2025-11-03T23:04:52","slug":"coronavirus-ou-737-max-o-que-prejudica-mais-a-boeing","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/coronavirus-ou-737-max-o-que-prejudica-mais-a-boeing\/","title":{"rendered":"Coronav\u00edrus ou 737 Max: o que prejudica mais a Boeing?"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"199\" src=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/boeing-737-max.jpg?fit=300%2C199&amp;quality=75&amp;strip=all\" class=\"attachment-medium size-medium wp-post-image\" alt=\"\" style=\"float:right;margin:0 0 10px 10px\" \/><\/p>\n<p>S\u00c3O PAULO &#8211; Mesmo em meio ao surto do coronav\u00edrus e o derretimento dos mercados ao redor do mundo, a crise do 737 Max foi o pior evento da hist\u00f3ria da Boeing &#8211; at\u00e9 agora.<\/p>\n<p>Os problemas com o jato custaram 346 vidas, pelo menos US$ 20 bilh\u00f5es em preju\u00edzos e a reputa\u00e7\u00e3o outrora popular da empresa.<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas semanas, a ind\u00fastria a\u00e9rea vem sofrendo com cancelamento de voos e o receio das pessoas de viajar. A combina\u00e7\u00e3o entre restri\u00e7\u00f5es de viagens do governo americano, mudan\u00e7as nas pr\u00e1ticas comerciais e medo dos passageiros em rela\u00e7\u00e3o ao v\u00edrus resultou em quedas de receita e cancelamentos em massa nos hor\u00e1rios dos voos para empresas que formam toda a cadeia do setor.<\/p>\n<p>&#8220;Voc\u00ea ver\u00e1 algumas mudan\u00e7as na maneira como as companhias a\u00e9reas planejam avi\u00f5es pelos pr\u00f3ximos dois ou tr\u00eas anos&#8221;, disse Michael Boyd, presidente do Boyd Group, consultoria especializada em avia\u00e7\u00e3o, em entrevista ao site da CNN.<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Transporte A\u00e9reo (Iata, na sigla em ingl\u00eas) estimou na semana passada que o v\u00edrus poderia custar US$ 113 bilh\u00f5es \u00e0 ind\u00fastria. Essa estimativa j\u00e1 pode ser considerada baixa, dadas as novas restri\u00e7\u00f5es de viagens anunciadas desde ent\u00e3o, incluindo a proibi\u00e7\u00e3o americana da maioria dos voos vindos da Europa.<\/p>\n<h2>Qual o impacto do coronav\u00edrus?<\/h2>\n<p>Para Arthur Siqueira, s\u00f3cio e analista de investimento da Geo Capital, o efeito do surto seria no longo prazo. Mas, para a Boeing ser realmente impactada, alguns fatores precisam se concretizar.<\/p>\n<p>&#8220;O primeiro deles \u00e9 se daqui tr\u00eas ou cinco anos houver uma mudan\u00e7a de h\u00e1bitos dos consumidores e eles pararem de viajar. Se isso n\u00e3o acontecer, o problema \u00e9 passageiro. Por exemplo, analisando o 11 de setembro, hoje \u00e9 mais chato viajar porque a revista \u00e9 mais r\u00edgida, tem que tirar os sapatos, mudaram alguns procedimentos. Mas as pessoas deixam de viajar por isso? O impacto no longo prazo n\u00e3o foi t\u00e3o significativo&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Segundo ele, no &#8220;olho do furac\u00e3o&#8221; o vi\u00e9s da an\u00e1lise fica negativo, mas a verdade \u00e9 que ainda n\u00e3o d\u00e1 para saber os impactos concretos do coronav\u00edrus na Boeing. &#8220;Eu acredito que daqui dois ou tr\u00eas anos a Boeing ter\u00e1 um volume de viagens parecido com o de hoje. A empresa j\u00e1 tem cerca de 4.500 aeronaves encomendadas para serem entregues nos pr\u00f3ximo 5 anos. Ou seja, o volume de pedidos \u00e9 grande&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria Gol tem um pedido de 100 aeronaves que a Boeing ainda vai produzir ao longo de alguns anos.<\/p>\n<p>O que pode prejudicar de fato a fabricante de aeronaves \u00e9 a cadeia terci\u00e1ria. &#8220;Se companhias a\u00e9reas quebrarem em meio ao esse caos no setor, a\u00ed sim a Boeing sente os efeitos, porque pode perder clientes ou enfrentar diminui\u00e7\u00e3o no pedidos. E \u00e9 poss\u00edvel as a\u00e9reas passarem por problemas, seis meses de receita baixa e alavancagem alta mudam os balan\u00e7os&#8221;, afirma Siqueira.<\/p>\n<p>Ainda, ele explica que podemos interpretar a produ\u00e7\u00e3o da Boeing sob dois aspectos: parte dela simplesmente vai repor aeronaves do mercado e outra parte vai fazer a ind\u00fastria a\u00e9rea crescer. &#8220;Certamente, a segunda parte preocupa mais. Esse impacto [devido ao coronav\u00edrus] pode existir no futuro, ainda mais se as pessoas viajarem menos, impactando as companhias a\u00e9reas, que em ultima inst\u00e2ncia v\u00e3o pedir menos aeronaves para a Boeing&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Por isso, ele acredita que a Covid-19 pode afetar a Boeing mais que a crise do 737 Max apenas se o conjunto de fatores se concretizar.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 verdade que o setor de turismo ser\u00e1 afetado, incluindo a\u00e9reas, hoteleiras, cruzeiros, entre outros. E a Boeing pode sofrer se esses players estiverem muito machucados. S\u00e3o n\u00edveis diferentes da cadeia. Depois que essa crise passar, os impactos ser\u00e3o provados a partir da percep\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de retomar a vida normal &#8211; e se haver\u00e1 mudan\u00e7a de h\u00e1bitos depois da pandemia&#8221;, afirma.<\/p>\n<h2>No curto prazo, o problema \u00e9 o 737 Max<\/h2>\n<p>Apesar dos receios do longo prazo, o curto prazo segue preocupante com a crise do 737 Max ainda se desenrolando.<\/p>\n<p>&#8220;Por ora, o 737 Max estar parado afeta muito mais a empresa, que dependia bastante desse modelo de aeronave. A Boeing mant\u00e9m a estrutura de produ\u00e7\u00e3o, tem que ajudar os fornecedores que dependem do 737 pra ter fluxo de caixa e tem que negociar concess\u00f5es com a companhias \u00e1reas que n\u00e3o est\u00e3o recebendo as aeronaves e esperavam por isso&#8221;, afirma Siqueira.<!--nextpage--><\/p>\n<p>Agora, a demanda por novas aeronaves est\u00e1 em cheque, pelo menos no curto prazo.\u00a0A Boeing anunciou, na \u00faltima quarta-feira (11), que recebeu um pedido de 17 avi\u00f5es modelo 787 <em>Dreamliner<\/em> e uma unidade do 767 em fevereiro, um de seus melhores meses de vendas desde que a crise do Max come\u00e7ou.<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m informou que foram cancelados pedidos de 41 jatos 737 Max, al\u00e9m de um 777 e quatro outros Dreamliners durante o mesmo m\u00eas.<\/p>\n<p>Enquanto o modelo est\u00e1 sob escrut\u00ednio, a empresa gasta mais do que ganha, acumula d\u00edvidas e fragiliza o bala\u00e7o: ou seja, est\u00e1 ficando mais alavancada e est\u00e1 consumindo mais caixa. Esse processo continua at\u00e9 que a produ\u00e7\u00e3o normalize.<\/p>\n<p>&#8220;Acredito que isso leva pelo menos mais esse ano. Se tudo der certo, a empresa vai entregar as 400 aeronaves em estoque e conseguir\u00e1 gerir o balan\u00e7o&#8221;, diz.<\/p>\n<h2>&#8220;Estrela do setor&#8221;<\/h2>\n<p>&#8220;A Boeing \u00e9 uma empresa indispens\u00e1vel pra cadeia a\u00e9rea. Sem ela n\u00e3o tem avi\u00e3o pra voar porque a Airbus n\u00e3o supre toda a demanda. E tamb\u00e9m \u00e9 empresa estrela dos EUA, sendo fornecedora de produtos militares&#8221;, resume o analista. &#8220;Por isso, ela vai atravessar o momento turbulento&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Ser\u00e1 um ano dif\u00edcil, mas a normaliza\u00e7\u00e3o do processo far\u00e1 com que a Boeing saia desse momento bem r\u00e1pido. Eu vejo duas empresas diferentes: a de 2020 fr\u00e1gil e a de 2022 recuperada. Hoje, a quest\u00e3o do Max \u00e9 ex\u00f3gena, depende da aprova\u00e7\u00e3o da autoridade americana para voltar a operar e esse \u00e9 o desafio&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Os problemas com a aprova\u00e7\u00e3o do 737 Max e de definir um cronograma de entrega das unidades s\u00e3o outra parte do motivo pelo qual a Boeing enfrenta um desafio maior contra o v\u00edrus do que a rival Airbus.<\/p>\n<p>&#8220;J\u00e1 ia levar tempo para voltar ao normal. E o coronav\u00edrus dificulta o momento dessa recupera\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmou Ron Epstein, analista do Bank of America Merrill Lynch.<\/p>\n<h2><strong>Crise \u00e9 passageira<\/strong><\/h2>\n<p>Os executivos da Boeing sugeriram que o impacto do v\u00edrus sobre os pedidos e entregas \u00e9 de curto prazo.<\/p>\n<p>&#8220;Acreditamos que o efeito coronav\u00edrus \u00e9 de curto prazo e passamos muito tempo com nossos clientes na China procurando oportunidades de como ajud\u00e1-los. \u00c9 algo que todos n\u00f3s vamos nos concentrar e certamente posso ver isso impactando resultado de tr\u00e1fego e algumas entregas no primeiro trimestre&#8221;, afirmou Greg Smith, diretor financeiro da Boeing, segundo o site da CNN.<\/p>\n<p><em><strong>Invista melhor seu dinheiro. <a href=\"https:\/\/cadastro.xpi.com.br\/desktop\/step\/1?utm_source=infomoney&amp;utm_campaign=materia-redacao&amp;utm_medium=link&amp;utm_content=giovanna-sutto&amp;utm_term=1413473&amp;cid=831352574.1569700581&amp;_ga=2.86310621.47917133.1584101122-M9BgRTC2\">Abra uma conta na XP &#8211; \u00e9 de gra\u00e7a.\u00a0<\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<p>The post <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/negocios\/coronavirus-ou-737-max-o-que-prejudica-mais-a-boeing\/\">Coronav\u00edrus ou 737 Max: o que prejudica mais a Boeing?<\/a> appeared first on <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\">InfoMoney<\/a>.<br \/>\nFonte: Infomoney Blog Epolitica<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Infoeconomico.com.br &#8211; Seu Portal de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00c3O PAULO &#8211; Mesmo em meio ao surto do coronav\u00edrus e o derretimento dos mercados ao redor do mundo, a crise do 737 Max foi o pior evento da hist\u00f3ria da Boeing &#8211; at\u00e9 agora. 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