{"id":218135,"date":"2025-11-03T20:04:36","date_gmt":"2025-11-03T23:04:36","guid":{"rendered":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/revolucoes-bancarias-por-milissegundo\/"},"modified":"2025-11-03T20:04:36","modified_gmt":"2025-11-03T23:04:36","slug":"revolucoes-bancarias-por-milissegundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/revolucoes-bancarias-por-milissegundo\/","title":{"rendered":"Revolu\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias por milissegundo"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"300\" src=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/woman-sitting-on-sofa-while-looking-at-phone-with-laptop-on-920382.jpg?fit=300%2C300&amp;quality=75&amp;strip=all\" class=\"attachment-medium size-medium wp-post-image\" alt=\"connected banking\" style=\"float:right;margin:0 0 10px 10px\" \/><\/p>\n<p>Uma revolu\u00e7\u00e3o acontece no mundo das finan\u00e7as. O avan\u00e7o tecnol\u00f3gico, novos conceitos e modelos de neg\u00f3cios v\u00eam obrigando o segmento a mudar aceleradamente.<\/p>\n<p>Seja por conta do surgimento de fintechs inovadoras que trazem servi\u00e7os rivais ou complementares aos dos bancos tradicionais, e que baseiam as suas ofertas em apps e em mobile banking.<\/p>\n<p>Seja pela tend\u00eancia mais geral de digital banking, que torna os canais digitais o principal ponto de contato com o cliente, em vez das ag\u00eancias f\u00edsicas. Seja pelo connected banking, que integra aplicativos e servi\u00e7os, inclusive de institui\u00e7\u00f5es diferentes, numa mesma base de oferta proativa, gra\u00e7as a toda uma nova arquitetura tecnol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Seja por conta do open banking, conceito que ser\u00e1 regulamentado este ano no Brasil e que prev\u00ea que os bancos sejam obrigados a liberar de forma padronizada os seus dados.<\/p>\n<p>Dessa forma, desde informa\u00e7\u00f5es como os detalhes de seus produtos financeiros at\u00e9 dados transacionais dos clientes, ficar\u00e3o dispon\u00edveis para serem compartilhados online entre institui\u00e7\u00f5es autorizadas, que podem inclusive ser fintechs, incentivando uma maior concorr\u00eancia no setor.<\/p>\n<p>Tudo isso s\u00f3 se tornou poss\u00edvel pela dissemina\u00e7\u00e3o dos smartphones, de conex\u00f5es m\u00f3veis mais r\u00e1pidas e de plataformas abertas (open source) de sistema operacional e de software, que s\u00e3o mais alinhadas com as novas necessidades das prestadoras de servi\u00e7os financeiros.<\/p>\n<p>Espectador privilegiado dessa revolu\u00e7\u00e3o e grande especialista em novas tecnologias banc\u00e1rias, Alessandro Petroni, diretor global de financial services da Red Hat, explica como esses conceitos se integram: \u201cH\u00e1 muitos termos circulando, mas todos eles de alguma forma se conectam e mostram diferentes aspectos da inova\u00e7\u00e3o no setor\u201d, diz.<\/p>\n<p>Fundada em 1993, a americana <a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/tudo-sobre\/red-hat\/\">Red Hat<\/a> \u00e9 a principal prestadora de software, servi\u00e7os e suporte para plataformas abertas Linux, e foi recentemente adquirida pela IBM.<\/p>\n<p>Mas como tudo isso funciona?<\/p>\n<p>No conceito de open banking, os dados abertos pelas institui\u00e7\u00f5es trafegam por meio de APIs (sigla para <em>application program interface<\/em>), a tecnologia utilizada para mover os dados.<\/p>\n<p>Com essas informa\u00e7\u00f5es sobre o pr\u00f3prio banco e os seus clientes dispon\u00edveis para terceiros, torna-se poss\u00edvel, por exemplo, a cria\u00e7\u00e3o de um aplicativo que unifique no mesmo local todas as informa\u00e7\u00f5es sobre as diferentes contas banc\u00e1rias de um consumidor.<\/p>\n<p>Outra possibilidade ser\u00e1 permitir que, num \u00fanico aplicativo, o cliente escolha entre produtos de bancos diferentes. \u201cNo passado, se desejasse fazer um empr\u00e9stimo para comprar uma casa, o cliente teria de entrar no site de cada banco. Agora, poder\u00e1 acessar um s\u00f3 local com informa\u00e7\u00f5es completas de prazos e taxas de diferentes institui\u00e7\u00f5es\u201d, explica Petroni. \u201cN\u00e3o importa de onde vem o empr\u00e9stimo, mas que exista uma boa experi\u00eancia de compra e de ofertas de servi\u00e7os\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 a mesma l\u00f3gica do cliente que prefere comprar um bilhete a\u00e9reo de uma plataforma como a Expedia, em vez de entrar em site por site de companhias de avia\u00e7\u00e3o, para escolher a melhor oferta.<\/p>\n<p>Um exemplo do potencial dessa nova abordagem foi dado pela Quiken Loans, uma empresa de Detroit, que criou em 2016 o site Rocket Mortgage, combinando ofertas de diversas institui\u00e7\u00f5es. Em menos de dois anos, a inova\u00e7\u00e3o tornou a Quiken na maior companhia do varejo de cr\u00e9dito imobili\u00e1rio dos EUA.<\/p>\n<p>Paulo Bonucci, general manager LATAM da Red Hat, refor\u00e7a que as movimenta\u00e7\u00f5es digitais dos servi\u00e7os financeiros s\u00e3o extremamente positivas para a Am\u00e9rica Latina. \u201cDe acordo com dados do Banco Mundial, 205 milh\u00f5es de pessoas na regi\u00e3o (43% da popula\u00e7\u00e3o adulta) est\u00e3o exclu\u00eddas da economia formal. Deste total, 54 milh\u00f5es n\u00e3o podem utilizar a economia formal porque precisam de identidade financeira, algo muito complexo de ser atendido com a tecnologia legada. Conectividade, intera\u00e7\u00e3o e tecnologias emergentes abrem um universo sem precedentes que permite inserir todas essas pessoas na economia de uma maneira sustent\u00e1vel para elas e para todo o ecossistema\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Como o open banking vem sendo requerido por lei na Uni\u00e3o Europeia e no Reino Unido e a partir deste ano no Brasil, o connected banking surgiu como uma resposta proativa de empresas americanas a essas exig\u00eancias regulat\u00f3rias.<\/p>\n<p>J\u00e1 que existe uma tend\u00eancia global de obriga\u00e7\u00e3o de compartilhamento de dados, as institui\u00e7\u00f5es americanas consideraram que deveriam promover uma revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica para aproveitar as oportunidades que surgir\u00e3o disso.<\/p>\n<p>Dessa forma, elas passam por uma migra\u00e7\u00e3o de plataformas antigas de infraestrutura de tecnologias legadas para arquiteturas novas baseadas em cloud computing, big data, analytics, redes sociais e mobile banking.<\/p>\n<p>Tudo mais descentralizado e mais aberto.<\/p>\n<p>O uso de APIs para trafegar os dados permite que essa nova infraestrutura suporte o desenvolvimento de novos produtos e ofertas, num mundo em que o cliente possa aderir a servi\u00e7os banc\u00e1rios de institui\u00e7\u00f5es diferentes como se fossem uma utilidade b\u00e1sica, como \u00e1gua ou energia.<\/p>\n<p>Dessa forma, ele n\u00e3o precisar\u00e1 ser correntista para ter acesso ao que deseja de cada banco tradicional ou fintech.<\/p>\n<p>E, melhor do que isso, poder\u00e1 receber ofertas proativas. Petroni exemplifica com o caso do passageiro que tem uma passagem para voar de S\u00e3o Paulo para Nova York.<\/p>\n<p>O seu celular, ent\u00e3o, avisa que o hor\u00e1rio do embarque est\u00e1 se aproximando e que, devido ao tr\u00e2nsito na cidade, precisar\u00e1 tomar um carro nos pr\u00f3ximos minutos.<\/p>\n<p>Um aplicativo sugere chamar um carro. Ao chegar no aeroporto e passar pelo controle de passaporte, um outro aplicativo avisa que h\u00e1 tempo para comer num bom restaurante no local e oferece um desconto.<\/p>\n<p>No mundo das finan\u00e7as, isso pode ser traduzido por um aplicativo que sabe que o cliente est\u00e1 mudando de pa\u00eds ou de cidade e que o ajuda na busca por um apartamento, d\u00e1 op\u00e7\u00f5es de financiamento e at\u00e9 de escola para os filhos.<\/p>\n<p>\u201cO servi\u00e7o antecipa o pr\u00f3ximo passo de consumo e oferece uma op\u00e7\u00e3o. Se o banco fizer isso, ele coleta tarifas, ganhando neg\u00f3cios\u201d, afirma Petroni. \u201cMas ele precisa estar aberto para um mundo de, ao mesmo tempo, coopera\u00e7\u00e3o e competi\u00e7\u00e3o entre empresas, um ambiente mais complexo do que os modelos econ\u00f4micos do passado. E tudo isso por causa da sofistica\u00e7\u00e3o das expectativas do usu\u00e1rio final.\u201d<\/p>\n<p>Com o connected banking, os bancos mais tradicionais poder\u00e3o ficar mais prontos para enfrentar a concorr\u00eancia das grandes empresas de tecnologia, como Apple, Google, Facebook e Amazon.<\/p>\n<p>Por meio de redes sociais, elas dominam o tempo de tela dos consumidores, e v\u00eam buscando entrar no mundo das finan\u00e7as por meio de moedas digitais, como o projeto Libra, do Facebook, e de contas de pagamentos inteligentes, conforme a anunciada pelo Google, no fim de 2019.<\/p>\n<p>Ao migrar para plataformas mais abertas, os servi\u00e7os financeiros podem tomar parte do espa\u00e7o e tempo dedicado a essas empresas, desde que os clientes encontrem nos aplicativos do setor ofertas interessantes para as suas experi\u00eancias de consumo.<\/p>\n<p>Petroni lembra que as institui\u00e7\u00f5es financeiras tradicionais n\u00e3o concedem pagamentos digitais para o multibilion\u00e1rio mercado de games sociais, como o popular Fortnite, que permite a aquisi\u00e7\u00e3o de vestimentas e armas virtuais.<\/p>\n<p>Com isso, desperdi\u00e7am um potencial gigantesco de neg\u00f3cios em pequenas transa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>As inova\u00e7\u00f5es que surgir\u00e3o com a aplica\u00e7\u00e3o dos novos conceitos s\u00f3 cabem ao futuro.<\/p>\n<p>Foi apenas depois que o Google abriu os dados de seus mapas a desenvolvedores independentes que surgiu o Uber, oferecendo a localiza\u00e7\u00e3o de motoristas pr\u00f3ximos que poderiam pegar passageiros.<\/p>\n<p>Ou seja, um novo mundo de inova\u00e7\u00f5es se encontra pela frente, e ele pode mudar toda a forma de se escolher produtos financeiros e de fazer transa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Mas quem deseja embarcar nessa revolu\u00e7\u00e3o precisar\u00e1 estar tecnologicamente bem preparado para isso.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.redhat.com\/pt-br\/solutions\/financial-services?sc_cid=7013a000002DMmiAAG\">Quer aproveitar essa revolu\u00e7\u00e3o e acelerar a evolu\u00e7\u00e3o de seus neg\u00f3cios? 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