{"id":218052,"date":"2025-11-03T20:04:33","date_gmt":"2025-11-03T23:04:33","guid":{"rendered":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/licenciamento-de-veiculos-novos-recua-1-no-primeiro-bimestre\/"},"modified":"2025-11-03T20:04:33","modified_gmt":"2025-11-03T23:04:33","slug":"licenciamento-de-veiculos-novos-recua-1-no-primeiro-bimestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/licenciamento-de-veiculos-novos-recua-1-no-primeiro-bimestre\/","title":{"rendered":"Licenciamento de ve\u00edculos novos recua 1% no primeiro bimestre"},"content":{"rendered":"<p>A Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Ve\u00edculos Automotores (Anfavea) informou, hoje (6), que o licenciamento de autom\u00f3veis nos dois primeiros meses do ano recuou 1% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2019. Foram licenciadas 394,5 mil unidades, ante 398,4 mil em 2019.<\/p>\n<p>O presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, explicou que o padr\u00e3o que se verifica h\u00e1 tempos \u00e9 o de resultados menos expressivos nos primeiros meses do ano. &#8220;Quero dizer que o primeiro bimestre est\u00e1 dentro das nossas expectativas, aquele padr\u00e3o que a gente imaginava que poderia acontecer&#8221;, disse.<\/p>\n<p>No per\u00edodo, tamb\u00e9m diminu\u00edram as exporta\u00e7\u00f5es e a produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos. As redu\u00e7\u00f5es foram de 11,2% e 13,4%, respectivamente. O Brasil fechou fevereiro somando 58,2 mil autom\u00f3veis exportados e 395,9 mil produzidos pelas montadoras.<\/p>\n<p>&#8220;Com a exporta\u00e7\u00e3o, a gente continua passando dificuldades. N\u00e3o teve nenhum fato que mudou o cen\u00e1rio&#8221;, disse, destacando os decr\u00e9scimos de exporta\u00e7\u00f5es feitas ao M\u00e9xico, Col\u00f4mbia, Argentina e Chile. &#8220;A exporta\u00e7\u00e3o continua sendo um desafio para o setor&#8221;.<\/p>\n<h2>Caminh\u00f5es<\/h2>\n<p>As vendas e a produ\u00e7\u00e3o de caminh\u00f5es tamb\u00e9m apresentaram quedas de 1,2% e 0,9%, respectivamente. Em 2020, foram 13,7 mil unidades emplacadas, ante as 13,9 mil de 2019. Quanto \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, o total passou de 16,4 mil para 16,3 mil.<\/p>\n<p>J\u00e1 o \u00edndice de exporta\u00e7\u00f5es atingiu um bom desempenho, com aumento de 35% ao final de fevereiro. A varia\u00e7\u00e3o que se deu pela diferen\u00e7a entre os resultados do primeiro bimestre de 2019 e de 2020, quando foram exportadas 1.326 e 1.790 unidades, respectivamente.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com a Anfavea, o bimestre transcorrido foi encerrado com uma piora nos tr\u00eas \u00edndices das vendas internas de m\u00e1quinas agr\u00edcolas e rodovi\u00e1rias. As vendas internas tiveram uma oscila\u00e7\u00e3o de menos 3,8%, a exporta\u00e7\u00e3o de menos 13,2% e a produ\u00e7\u00e3o de menos 4,3%.<\/p>\n<h2>Empregos<\/h2>\n<p>A Anfavea informou ainda que a empregabilidade da ind\u00fastria automobil\u00edstica encolheu, na compara\u00e7\u00e3o com janeiro e fevereiro de 2019. O total de postos caiu de 261,5 mil para 251,9 mil.<\/p>\n<h2>Coronav\u00edrus<\/h2>\n<p>Luiz Carlos Moraes tamb\u00e9m tratou do impacto do coronav\u00edrus para o setor automobil\u00edstico, lembrando que a China \u00e9 principal fornecedor de autope\u00e7as para o Brasil. Ele disse, de modo enf\u00e1tico, que h\u00e1 risco de as montadoras paralisarem as atividades em decorr\u00eancia do surto, j\u00e1 no final de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>&#8220;Em tese, n\u00f3s temos estoque para continuar produzindo pelas pr\u00f3ximas semanas, mas tamb\u00e9m quero dizer que temos risco&#8221;, disse Moraes, acrescentando que n\u00e3o adota um &#8220;tom alarmista&#8221;, mas um &#8220;tom de realidade&#8221;, para estimular as montadoras a se prepararem para tomar medidas, caso seja necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>&#8220;Todas as alternativas est\u00e3o sendo consideradas. Ent\u00e3o, a mensagem \u00e9 a seguinte, o risco existe. Por enquanto, n\u00e3o vamos ter nenhum problema, agora, mas existe um risco n\u00e3o generalizado que pode afetar montadoras, umas com um risco um pouco maior do que outras, pelas suas caracter\u00edsticas. Em fun\u00e7\u00e3o de seu fluxo de importa\u00e7\u00e3o, [o grau de risco e efetivo impacto] pode ser diferente. Ent\u00e3o, a mensagem \u00e9 a seguinte: existe risco, sim, e estamos monitorando.&#8221;<\/p>\n<h2>D\u00f3lar<\/h2>\n<p>Moraes defendeu que o governo federal adote medidas para estimular o crescimento da ind\u00fastria automobil\u00edstica. Uma das sugest\u00f5es \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o da incid\u00eancia da carga tribut\u00e1ria sobre o financiamento de ve\u00edculos. &#8220;O sistema tribut\u00e1rio do Brasil destr\u00f3i neg\u00f3cios&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Moraes apresentou um c\u00e1lculo que mostra que, com o d\u00f3lar em torno de R$ 4,60, o custo adicional estimado para o setor automobil\u00edstico, este ano, ser\u00e1 de R$ 8 bilh\u00f5es. Segundo ele, nesse cen\u00e1rio, para cobrir a quantia, a ind\u00fastria acrescenta R$ 2,6 mil ao valor de cada ve\u00edculo produzido, o que pesa ainda mais no bolso do consumidor.<\/p>\n<p>&#8220;A volatilidade no c\u00e2mbio \u00e9 uma coisa que a Anfavea acredita que tem que ser administrada. Alguma coisa precisa ser feita&#8221;, defendeu o presidente da Anfavea.<\/p>\n<p>Fonte: EBC ECONOMIA<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Infoeconomico.com.br &#8211; Seu Portal de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Ve\u00edculos Automotores (Anfavea) informou, hoje (6), que o licenciamento de autom\u00f3veis nos dois primeiros meses do ano recuou 1% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2019. Foram licenciadas 394,5 mil unidades, ante 398,4 mil em 2019. 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