{"id":217696,"date":"2025-11-03T20:04:23","date_gmt":"2025-11-03T23:04:23","guid":{"rendered":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/consumo-das-familias-e-grande-motor-da-economia-diz-ibge\/"},"modified":"2025-11-03T20:04:23","modified_gmt":"2025-11-03T23:04:23","slug":"consumo-das-familias-e-grande-motor-da-economia-diz-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/consumo-das-familias-e-grande-motor-da-economia-diz-ibge\/","title":{"rendered":"Consumo das fam\u00edlias \u00e9 grande motor da economia, diz IBGE"},"content":{"rendered":"<p>A economia brasileira nos \u00faltimos tr\u00eas anos permanece ancorada na demanda interna, principalmente, no consumo das fam\u00edlias. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 da coordenadora de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), Renata Palis. Em 2019, a demanda interna cresceu 1,7%, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB &#8211; a soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds), fechou o ano passado com<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2020-03\/pib-fecha-2019-com-crescimento-de-11-em-relacao-2018\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> crescimento de 1,1%<\/a>.\u00a0<\/p>\n<p>Do crescimento total da demanda interna, 1,2% se refere ao consumo das fam\u00edlias. J\u00e1 o setor externo contribuiu negativamente com 0,5% em consequ\u00eancia da queda de 2,5% das exporta\u00e7\u00f5es e bens e servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Para a coordenadora, o consumo das fam\u00edlias, que em 2019 subiu 1,8%, \u00e9 o grande motor da economia, porque representa 65% na composi\u00e7\u00e3o do PIB. Segundo ela, o que ocorre na economia \u00e9 extremamente relacionado ao desempenho do consumo das fam\u00edlias. De acordo Renata, o terceiro ano seguido de alta no consumo das fam\u00edlias tem muito a ver com a recupera\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho, apesar dela ser ancorada pela informalidade. Renata destacou ainda outros fatores que influenciaram o resultado de 2019.<\/p>\n<p>\u201cAno passado teve ainda a queda da Selic, a infla\u00e7\u00e3o ficou mais ou menos no mesmo patamar de 2018, porque sofreu um repique no final do ano. Teve ainda a libera\u00e7\u00e3o do FGTS, apesar de que parte desses recursos n\u00e3o foi direcionada ao consumo das fam\u00edlias e sim para abater d\u00edvida e o cr\u00e9dito, principalmente, direcionado \u00e0s pessoas f\u00edsicas favorecendo o consumo das fam\u00edlias e a constru\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<h2>Patamar<\/h2>\n<p>Embora o PIB tenha registrado crescimento de 1,1% em 2019, a terceira alta consecutiva, o percentual ficou abaixo de 2017 e 2018, quando ficou em 1,3%, depois de dois anos de quedas em 2015 (3,5%) e 2016 (3,3%). Renata informou que mesmo com o crescimento dos \u00faltimos tr\u00eas anos, a economia brasileira ainda n\u00e3o recuperou o pico p\u00f3s-crise econ\u00f4mica, que foi no primeiro trimestre de 2014.<\/p>\n<p>\u201cA gente ainda est\u00e1 3,1% abaixo, mas, ao mesmo tempo, j\u00e1 est\u00e1 acima do vale que foi o pior momento da crise, que foi no quarto trimestre de 2016 e a gente j\u00e1 est\u00e1 5,4% acima. Isso significa que a economia est\u00e1 no mesmo patamar do primeiro trimestre de 2013 e vale tamb\u00e9m para o PIB per capta, que \u00e9 o PIB dividido pela popula\u00e7\u00e3o residente\u201d.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=138527:cheio_8colunas --><img decoding=\"async\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/_BrG16dWpJQMIRKxz7J3Rupx0Bs=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/agenciabrasil260712_abr9917.jpg?itok=sjmB_aAN\" data-icon=\"\/sites\/all\/modules\/drupal\/lazyloader\/loader\/loader-8.gif\" src=\"https\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading.gif\" alt=\"Atraca\u00e7\u00e3o de navios no Ca\u00eds do Porto do Rio de Janeiro, guindaste, container.\" title=\"Atraca\u00e7\u00e3o de navios no Ca\u00eds do Porto do Rio de Janeiro, guindaste, container.\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/_BrG16dWpJQMIRKxz7J3Rupx0Bs=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/agenciabrasil260712_abr9917.jpg?itok=sjmB_aAN\" alt=\"Atraca\u00e7\u00e3o de navios no Ca\u00eds do Porto do Rio de Janeiro, guindaste, container.\" title=\"Atraca\u00e7\u00e3o de navios no Ca\u00eds do Porto do Rio de Janeiro, guindaste, container.\" \/><!-- END scald=138527 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<h6 class=\"meta\"><!--copyright=138527-->Exporta\u00e7\u00f5es tiveram queda no ano passado\u00a0em rela\u00e7\u00e3o a 2018\u00a0&#8211; <strong>T\u00e2nia R\u00eago\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><!--END copyright=138527--><\/h6>\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<h2>Conjuntura<\/h2>\n<p>Conforme a coordenadora, a varia\u00e7\u00e3o um pouco abaixo em 2019 na compara\u00e7\u00e3o com os dois anos anteriores pode ser explicada pela conjuntura diferente de 2018, quando a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o e as exporta\u00e7\u00f5es cresceram, mas no ano passado sofreram influ\u00eancia da baixa da demanda mundial, principalmente, pela crise da Argentina, principal parceiro comercial dos produtos industrializados do Brasil.<\/p>\n<p>\u201cIsso prejudicou a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, que ficou praticamente est\u00e1vel no ano passado, contra um crescimento de 2018, mas por outro lado, isso afetou outros servi\u00e7os tamb\u00e9m. A ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o afeta diretamente o transporte, especialmente, o de carga e o com\u00e9rcio. Essas duas atividades econ\u00f4micas, que pesam muito dentro dos servi\u00e7os, que correspondem mais ou menos por \u00be da economia brasileira como um todo, tamb\u00e9m foram afetados por esse problema de desaquecimento da demanda mundial\u201d, disse, acrescentando, que, em 2018, as exporta\u00e7\u00f5es tinham crescido 4% em volume e ca\u00edram 2,5% em 2019. Isso n\u00e3o se restringe a crise da Argentina, mas est\u00e1 bem relacionado a este fator.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com a coordenadora, apesar de em termos estat\u00edsticos n\u00e3o ser t\u00e3o significativa a diferen\u00e7a entre 2018 e 2019, passando de 1,3% para 1,1% de crescimento, h\u00e1 que se considerar a pequena desacelera\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, com influ\u00eancia tamb\u00e9m para a redu\u00e7\u00e3o de gastos do governo. \u201cSe olhar os componentes dos servi\u00e7os, o que puxou para baixo? Exatamente a parte de administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. O governo est\u00e1 passando por uma restri\u00e7\u00e3o fiscal\u201d. Em 2019, despesas de consumo do governo ca\u00edram 0,4%.<!--nextpage--><\/p>\n<p>Renata destacou ainda que o rompimento da barragem em Brumadinho (MG) provocou impacto na atividade extrativa mineral, que vinha colaborando com crescimento do PIB. Ano passado o setor registrou queda de 1,1%.<\/p>\n<h2>Revers\u00e3o<\/h2>\n<p>A coordenadora destacou a acelera\u00e7\u00e3o na economia entre o primeiro e o segundo semestres do ano passado. Enquanto na compara\u00e7\u00e3o com 2018, o primeiro trimestre de 2019 teve um crescimento na ponta de 0,0%, os seguintes subiram 0,5%, 0,6% e 0,5%, respectivamente, mantendo o crescimento. Isso permitiu fechar o ano com varia\u00e7\u00e3o positiva de 1,1%. Parte dessa varia\u00e7\u00e3o foi decorr\u00eancia da constru\u00e7\u00e3o, que se refletiu em outras atividades.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA constru\u00e7\u00e3o melhorou no ano passado o que afetou positivamente tamb\u00e9m os investimentos. Depois de cinco anos seguidos de queda, a constru\u00e7\u00e3o teve crescimento de 1,6%, puxado, principalmente, pela constru\u00e7\u00e3o residencial, pelos im\u00f3veis residenciais, j\u00e1 que a infraestrutura est\u00e1 bastante reprimida, pela queda dos gastos do governo\u201d, disse.<br \/>\nFonte: EBC ECONOMIA<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Infoeconomico.com.br &#8211; Seu Portal de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A economia brasileira nos \u00faltimos tr\u00eas anos permanece ancorada na demanda interna, principalmente, no consumo das fam\u00edlias. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 da coordenadora de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), Renata Palis. 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