{"id":216445,"date":"2025-11-03T20:03:45","date_gmt":"2025-11-03T23:03:45","guid":{"rendered":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/movimentacao-portuaria-cai-16-em-2019\/"},"modified":"2025-11-03T20:03:45","modified_gmt":"2025-11-03T23:03:45","slug":"movimentacao-portuaria-cai-16-em-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/movimentacao-portuaria-cai-16-em-2019\/","title":{"rendered":"Movimenta\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria cai 1,6% em 2019"},"content":{"rendered":"<p>A movimenta\u00e7\u00e3o de cargas nos portos brasileiros caiu 1,6% em 2019, na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior. Segundo a Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios (Antaq), o resultado negativo deve-se principalmente \u00e0 queda na movimenta\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio de ferro, em decorr\u00eancia do problema gerado pelo rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, e devido ao grande volume de chuvas em algumas minas onde a empresa Vale opera.<\/p>\n<p>De acordo com o anu\u00e1rio estat\u00edstico referente ao ano passado, divulgado hoje (13) pela Antaq, o setor portu\u00e1rio nacional movimentou 1,104 bilh\u00e3o de toneladas em 2019. Os terminais de uso privados (TUPs) foram respons\u00e1veis por 66% do total movimentado, e os p\u00fablicos (portos organizados), por 34%.<\/p>\n<p>\u201cSe o min\u00e9rio de ferro tivesse repetido o resultado de 2018, a situa\u00e7\u00e3o seria outra, e ter\u00edamos crescimento de 1,9% no total movimentado\u201d, disse o diretor-geral da Antaq, M\u00e1rio Povia. Ele informou que o min\u00e9rio de ferro representa 33% de toda a movimenta\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria do pa\u00eds. Em 2019, a movimenta\u00e7\u00e3o desse min\u00e9rio diminuiu em 39,2 milh\u00f5es de toneladas, na compara\u00e7\u00e3o com 2018, quando chegou a 367,8 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>O transporte de soja pelos portos caiu 10% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, registrando movimenta\u00e7\u00e3o de 92,4 milh\u00f5es de toneladas nos terminais do pa\u00eds. Outro fator que prejudicou a movimenta\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria foi a queda no Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos em um pa\u00eds) da China, um dos maiores compradores das <em>commodities <\/em>(produtos prim\u00e1rios com cota\u00e7\u00e3o internacional) brasileiras.<\/p>\n<p>Por outro lado, petr\u00f3leo e derivados tiveram aumento de 11% no mesmo per\u00edodo, chegando a 224,7 milh\u00f5es de toneladas. O milho, <em>commoditiy<\/em> que tomou o lugar da soja em muitas regi\u00f5es, tamb\u00e9m aumentou significativamente no uso do sistema portu\u00e1rio para exporta\u00e7\u00e3o, atingindo 55,7 milh\u00f5es de toneladas, n\u00famero 75% maior do que o registrado em 2018.<\/p>\n<h2>Ranking<\/h2>\n<p>O porto mais movimentado entre os organizados (p\u00fablicos) foi o de Santos, em S\u00e3o Paulo, com 106,2 milh\u00f5es de toneladas movimentadas. Paranagu\u00e1, no Paran\u00e1, ficou em segundo lugar, com 47,5 milh\u00f5es de toneladas, seguido de Itagua\u00ed, no Rio de Janeiro, com 43,2 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>Entre os portos privados, a lideran\u00e7a foi do terminal Ponta da Madeira, no Maranh\u00e3o, que movimentou 190,1 milh\u00f5es de toneladas, seguido de Tubar\u00e3o, no Esp\u00edrito Santo, com 76,4 milh\u00f5es de toneladas, e do Terminal da Ba\u00eda da Ilha Grande, no Rio de Janeiro, que movimentou 51,9 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<h2>Arco Norte<\/h2>\n<p>Entre os destaques apontados pelo diretor-geral da Antaq est\u00e3o os portos localizados no chamado Arco Norte, respons\u00e1veis pela movimenta\u00e7\u00e3o da soja e do milho produzidos principalmente no Centro-Oeste. Este grupo \u00e9 formado por seis portos da Regi\u00e3o Norte e um do Nordeste: Porto Velho, em Rond\u00f4nia, Miritituba, Barbacena e Santar\u00e9m, no Par\u00e1; Itacoatiara e Manaus, no Amazonas; e Itaqui, no Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEm apenas nove anos, esses portos aumentaram em 491% a movimenta\u00e7\u00e3o de soja e milho para o exterior\u201d, informou o superintendente de Estat\u00edstica da Antaq, Fernando Serra. Segundo a ag\u00eancia, em 2010, os portos do Arco Norte eram respons\u00e1veis por 14,4% dos 42,5 milh\u00f5es de toneladas de milho e soja exportados via portos. Serra ressaltou que, em 2019, o percentual mais que dobrou, subindo para 31,9%, de um total de 113,8 milh\u00f5es de toneladas desses dois produtos.<\/p>\n<p>De acordo com M\u00e1rio Povia, alguns fatores explicam o aumento de movimenta\u00e7\u00e3o no Arco Norte. \u201cEstamos colhendo frutos de investimentos feitos em infraestrutura desde o Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), com o objetivo de facilitar o acesso a portos localizados ao Norte\u201d, explicou Povia, referindo-se tanto ao modal rodovi\u00e1rio (BR-163), quanto ao ferrovi\u00e1rio (Ferrovia Caraj\u00e1s) e hidrovi\u00e1rio (novos terminais portu\u00e1rios, dragagens).<\/p>\n<p>\u201cBoa parte da produ\u00e7\u00e3o do Centro-Oeste, em especial de Mato Grosso e de Rond\u00f4nia, mudou seu eixo de escoamento, do Sudeste para o Arco Norte, que \u00e9 favorecido pela localiza\u00e7\u00e3o da sa\u00edda do Rio Amazonas, muito mais perto do Canal do Panam\u00e1 [por meio do qual as embarca\u00e7\u00f5es t\u00eam acesso ao Oceano Pac\u00edfico] e dos mercados europeu e norte-americano\u201d, acrescentou.<\/p>\n<h2>BR do Mar<\/h2>\n<p>Os diretores da Antaq manifestaram otimismo com o futuro da cabotagem (navega\u00e7\u00e3o entre portos de um mesmo pa\u00eds) brasileira. Um dos motivos para o otimismo \u00e9 o projeto denominado BR do Mar, uma das frentes de a\u00e7\u00e3o previstas no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).<\/p>\n<p>O BR do Mar \u00e9 uma pol\u00edtica de est\u00edmulo \u00e0 cabotagem, a ser feita por meio de ajustes na legisla\u00e7\u00e3o visando a aumentar a oferta, incentivar a concorr\u00eancia, criar mais rotas e reduzir custos desse tipo de navega\u00e7\u00e3o, de forma a fazer dela uma alternativa log\u00edstica \u00e0 rodovia.<\/p>\n<p>\u201cClaro que a greve dos caminhoneiros foi um grande contribuinte para isso\u201d, disse Povia. \u201cH\u00e1 muito espa\u00e7o para a cabotagem crescer no Brasil, pa\u00eds que tem 8,5 mil quil\u00f4metros de costa. Vale lembrar que produ\u00e7\u00e3o e consumo est\u00e3o muito perto da costa brasileira. Temos de azeitar isso\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>O anu\u00e1rio estat\u00edstico referente a 2019 abrange 215 instala\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias, sendo 34 portos organizados; 147 TUPs, 32 esta\u00e7\u00f5es de transbordo de carga e duas instala\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias de turismo.<br \/>\n\u00a0<\/p>\n<p>\n\u00a0<\/p>\n<p>\n\u00a0<\/p>\n<p>\n\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Fonte: EBC ECONOMIA<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Infoeconomico.com.br &#8211; Seu Portal de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A movimenta\u00e7\u00e3o de cargas nos portos brasileiros caiu 1,6% em 2019, na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior. 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