{"id":215834,"date":"2025-11-03T20:03:25","date_gmt":"2025-11-03T23:03:25","guid":{"rendered":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/brasil-o-pais-das-fintechs-panorama-do-setor-para-2020\/"},"modified":"2025-11-03T20:03:25","modified_gmt":"2025-11-03T23:03:25","slug":"brasil-o-pais-das-fintechs-panorama-do-setor-para-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/brasil-o-pais-das-fintechs-panorama-do-setor-para-2020\/","title":{"rendered":"Brasil, o pa\u00eds das Fintechs: panorama do setor para 2020"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/computerworld.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Brasil-o-pa\u00eds-das-Fintechs-panorama-do-setor-para-2020.jpg\" class=\"webfeedsFeaturedVisual wp-post-image\" alt=\"\" style=\"margin-bottom: 5px;clear:both;max-width: 100%\" \/><\/p>\n<p>Enquanto o resto do mundo viveu uma diminui\u00e7\u00e3o de investimentos feitos por firmas de venture capital, a Am\u00e9rica Latina recebeu o maior fluxo de capital j\u00e1 visto na hist\u00f3ria: <a href=\"https:\/\/computerworld.com.br\/2018\/09\/14\/com-nova-rodada-de-investimento-rappi-passa-a-valer-us-1-bilhao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Rappi<\/a>, <a href=\"https:\/\/computerworld.com.br\/2019\/09\/10\/com-r-1-bilhao-do-softbank-quinto-andar-entra-na-lista-de-unicornios\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Quinto Andar<\/a>, <a href=\"https:\/\/computerworld.com.br\/2019\/10\/04\/apos-virar-unicornio-brasileira-loggi-se-prepara-para-expansao-internacional\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Loggi<\/a> e <a href=\"https:\/\/computerworld.com.br\/2019\/09\/10\/com-r-1-bilhao-do-softbank-quinto-andar-entra-na-lista-de-unicornios\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Buser<\/a> s\u00e3o exemplos de empresas que receberam aportes de investidores externos. E, dentre todos os setores investidos, o que mais se destaca \u00e9 o mercado de neg\u00f3cios voltados para finan\u00e7as, mais conhecidas como fintechs.&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com uma pesquisa da consultoria <strong>Finnovating<\/strong>, cresceu em 130% o fluxo de inje\u00e7\u00e3o de capital realizado em empresas desse segmento por toda a&nbsp;regi\u00e3o, alcan\u00e7ando US$ 2,6 bilh\u00f5es. De todo esse montante, o Brasil foi o pa\u00eds que recebeu mais recursos (US$ 1,3 bilh\u00e3o) e abrigou os aportes mais valiosos do setor de fintechs:<strong> <\/strong><strong>Nubank<\/strong> (US$ 400 milh\u00f5es), <strong>Inter<\/strong> (US$ 341 milh\u00f5es) e <strong>Creditas<\/strong> (US$ 231 milh\u00f5es).&nbsp;<\/p>\n<p>Sem d\u00favidas, 2019 foi um ano para ficar na mem\u00f3ria das companhias brasileiras. Mas e 2020?&nbsp;<\/p>\n<p>Para entender melhor as perspectivas reservadas para os pr\u00f3ximos meses, conversamos com entidades do setor, consultorias e profissionais do mercado para entender as expectativas, oportunidades e desafios que aguardam as fintechs.&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>Conhecendo o cen\u00e1rio<\/strong>&nbsp;<\/h2>\n<p>Segundo dados divulgados em agosto de 2019 pelo<strong> Instituto Locomotiva, <\/strong>o Brasil conta com 45 milh\u00f5es de pessoas desbancarizadas. Ou seja, uma popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o possui registro em nenhum dos bancos tradicionais ou que n\u00e3o fazem movimenta\u00e7\u00f5es na sua conta h\u00e1 mais de seis meses. P\u00fablico que, segundo o instituto, <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2019-08\/brasil-tem-45-milhoes-de-desbancarizados-diz-pesquisa\" target=\"_blank\">movimenta R$ 817 bilh\u00f5es<\/a> ao ano.&nbsp;<\/p>\n<p>Em paralelo, o brasileiro \u00e9 um povo altamente digitalizado. A edi\u00e7\u00e3o 2019 da <strong>TIC Domic\u00edlios<\/strong>, pesquisa que analisa anualmente o comportamento do usu\u00e1rio com a web, <a href=\"https:\/\/cetic.br\/noticia\/tic-domicilios-2018-revela-que-40-8-milhoes-de-usuarios-de-internet-utilizam-aplicativos-de-taxi-ou-transporte\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">identificou<\/a> que 70% de toda popula\u00e7\u00e3o (o equivalente a 126,9 milh\u00f5es de pessoas) acessa a internet com regularidade, realizando atividades como pesquisar pre\u00e7os, fazer encomendas ou solicitar servi\u00e7os de aplicativo.&nbsp;<\/p>\n<p>Juntando esses dois fatores, fica mais f\u00e1cil entender como oferecer um servi\u00e7o financeiro por um meio digital \u00e9 um mercado com grande potencial por aqui.<\/p>\n<p>E, de fato, o setor de fintechs presenciou um aumento significativo de empresas durante o per\u00edodo de 2018 e 2019: as 377 startups existentes no primeiro ano se tornaram 504 empresas na an\u00e1lise seguinte, salto de 34%, de acordo <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/computerworld.com.br\/2019\/09\/27\/brasil-registra-crescimento-no-setor-de-fintechs\/\" target=\"_blank\">com levantamento<\/a> da <strong>Finnovation<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>A pergunta que n\u00e3o quer calar: bolha ou boom?<\/strong>&nbsp;<\/h2>\n<p>Um crescimento t\u00e3o expressivo dentro de um espa\u00e7o de tempo t\u00e3o pequeno poderia ser o in\u00edcio de um movimento de satura\u00e7\u00e3o, ao concentrar um n\u00famero elevado de companhias fornecendo servi\u00e7os similares. Mas n\u00e3o \u00e9 essa a percep\u00e7\u00e3o do mercado.&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEu n\u00e3o acredito que a gente esteja vivendo uma bolha. Acredito que estamos vivendo uma movimenta\u00e7\u00e3o da parte bancarizada do setor financeiro. Quem tinha conta em banco grande est\u00e1 indo para uma fintech\u201d, afirma Cl\u00e1udio Sert\u00f3rio, s\u00f3cio-l\u00edder de servi\u00e7os financeiros da <strong>KPMG<\/strong> no Brasil.&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com Sert\u00f3rio, o crescimento deste setor acontece por meio de uma s\u00e9rie de fatores, como redu\u00e7\u00e3o de custos (pela inexist\u00eancia de espa\u00e7o f\u00edsico e sistema legado), produto criado para uso por smartphone e um atendimento mais centrado no usu\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u201cTudo isso come\u00e7ou a combinar e abriu portas importantes para ind\u00fastria financeira, com a possibilidade de redu\u00e7\u00e3o de custos combinada com uma gera\u00e7\u00e3o de novos consumidores que queriam ter um experiencia melhor com os bancos e a ind\u00fastria financeiras como um todo\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n<p>Todo esse movimento de digitaliza\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia banc\u00e1ria aumentou a confian\u00e7a e uso de produtos comercializados pelas fintechs. De acordo com estudo <em>Brasileiro e o dinheiro<\/em>, da <strong>MindMiners<\/strong>, entre 2017 e 2019 mais do que dobrou o n\u00famero de brasileiros que utilizam algum servi\u00e7o dessas novas empresas &#8211; de 25% para 55%.&nbsp;<\/p>\n<p>As fintechs se consolidaram como grupo de startups que mais chama a aten\u00e7\u00e3o por ao menos um dos seguintes fatores: incluir pessoas que antes n\u00e3o tinham acesso a itens como um cart\u00e3o de cr\u00e9dito e tamb\u00e9m apresentar um cuidado maior com a experi\u00eancia do usu\u00e1rio. &nbsp;<\/p>\n<p>Mas, apesar do bom momento, as empresas do setor j\u00e1 sabem que precisar\u00e3o se adaptar \u00e0 uma nova realidade&nbsp;ao longo de 2020 para se manterem relevantes.&nbsp;<!--nextpage--><\/p>\n<h2><strong>Procurando seu lugar ao sol<\/strong>&nbsp;<\/h2>\n<p>A edi\u00e7\u00e3o 2019 da <em>Pesquisa Fintech Deep Dive<\/em>, feita pela consultoria <strong>PwC <\/strong>em parceria com a <strong>Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Fintechs (ABFintechs)<\/strong> utilizou o perfil de 205 empresas pesquisadas para definir o cen\u00e1rio geral desse ramo no Brasil. E, pela an\u00e1lise, \u00e9 poss\u00edvel ver como a grande maioria das startups envolvidas nesse cen\u00e1rio passa pelas mesmas dificuldades que as enfrentadas por qualquer empresa de outro segmento.&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com o levantamento, 62% das companhias est\u00e3o em in\u00edcio de opera\u00e7\u00e3o, com clientes e faturamento abaixo de R$ 5 milh\u00f5es. Do total de empresas pesquisadas, quase metade conta com, no m\u00e1ximo, 10 funcion\u00e1rios, sendo que 47% n\u00e3o receberam investimento e 43% apontam a dificuldade de obter recursos como principal barreira \u00e0 gest\u00e3o de neg\u00f3cio. Ou seja: um cen\u00e1rio n\u00e3o muito desigual do enfrentado por outras startups.&nbsp;<\/p>\n<p>Quando se fala de modelos de neg\u00f3cio dentro do mercado fintech, mais da metade das firmas atua apenas em tr\u00eas segmentos: <strong>meios de pagamento<\/strong>, <strong>cr\u00e9dito<\/strong><strong> (que contempla<\/strong><strong> financiamentos e negocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvida<\/strong><strong>)<\/strong> e <strong>bancos digitais<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n<p>E esses servi\u00e7os s\u00e3o os que mais recebem capital externo. De acordo com as informa\u00e7\u00f5es do estudo feito pela<strong> <\/strong><strong>Finnovating<\/strong>, 51,7% de todo o dinheiro investido em fintechs na Am\u00e9rica Latina foi direcionado para a cria\u00e7\u00e3o dos chamados \u201cneobanks\u201d; j\u00e1 as fintechs concentradas em cr\u00e9dito ficaram com 29,68% desse total e a divis\u00e3o de pagamentos recebeu 8,68%;&nbsp;<\/p>\n<p>Por\u00e9m, seguir por esse mesmo caminho n\u00e3o \u00e9 uma aposta segura. Todos os especialistas que conversaram com a <strong>Computerworld<\/strong> acreditam que as fintechs de pequeno porte s\u00f3 conseguir\u00e3o se destacar no mercado caso apresentem um servi\u00e7o diferente do que j\u00e1 \u00e9 oferecido pelas empresas mais conhecidas e bom o suficiente para chamar a aten\u00e7\u00e3o dos clientes. E, por consequ\u00eancia, das firmas de venture capital.&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>Ser diferente \u00e9 essencial<\/strong>&nbsp;<\/h2>\n<p>\u201cSe a empresa n\u00e3o tem um valor agregado real para o cliente ela n\u00e3o se sustenta\u201d, afirma Luis Ruivo, s\u00f3cio da PwC e um dos respons\u00e1veis pela pesquisa em parceria com a ABFintech, \u201cA marca pode ser atraente em um primeiro momento, mas o cliente precisa ver esse valor.\u201d&nbsp;<\/p>\n<p>E de qual forma as novas startups podem se firmar? Um caminho pode estar na segmenta\u00e7\u00e3o de seu produto para determinado p\u00fablico-alvo.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEu vejo [esse momento] como uma quest\u00e3o de onda. A primeira onda foram as fintechs prestando um servi\u00e7o de qualidade para o p\u00fablico insatisfeito com os bancos tradicionais. Agora estamos na segunda onda, na qual as empresas precisam se nichar para atender a um p\u00fablico mais fora do radar\u201d, acredita Bruno Diniz, cofundador da consultoria financeira <strong>Spiralem<\/strong> e fundador do livro <em>O fen\u00f4meno Fintech<\/em>, que explora a expans\u00e3o desse mercado no Brasil.&nbsp;<\/p>\n<p>Como exemplo de empresas que est\u00e3o indo por esse caminho, Diniz menciona as fintechs <strong>Linker<\/strong> e <strong>Cora<\/strong>, com servi\u00e7os especializados para atender pequenas e m\u00e9dias empresas, e o <strong>Target<\/strong>, banco digital voltado para caminhoneiros.&nbsp;<\/p>\n<p>E dentro desse cen\u00e1rio no qual personaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 a palavra-chave, as novas tecnologias ganham um espa\u00e7o cada vez maior para aumentar a competitividade dessas empresas.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo <em>Fintech Deep Dive<\/em><strong>, <\/strong>o investimento em <strong>intelig\u00eancia artificial <\/strong>e modelos de<strong> machine learning<\/strong> s\u00e3o vistos como prioridade entre os neg\u00f3cios, por conta da capacidade dessas ferramentas de entregar o servi\u00e7o mais indicado para cada as necessidades de cada cliente.&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cAs empresas podem us\u00e1-los para acompanhar indicadores econ\u00f4micos e regular a carteira do cliente\u201d, explica Ruivo, da PwC. \u201cE, na parte de marketing, [o machine learning] pode criar modelos preditivos para entender se o cliente tem uma propens\u00e3o a comprar determinado produto e direcionar campanhas para incentiv\u00e1-lo. S\u00e3o exemplos que geram valor\u201d.&nbsp;<\/p>\n<p>Apesar do consider\u00e1vel desafio de se destacar em um mercado disputado e com empresas consolidadas, as companhias que atuam no setor t\u00eam como vantagem estarem na ativa durante um momento no qual o governo est\u00e1 prestes a liberar servi\u00e7os que ir\u00e3o promover grandes mudan\u00e7as.&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>Novidades a caminho<\/strong>&nbsp;<\/h2>\n<p>Dentre os novos servi\u00e7os que chegar\u00e3o ao mercado financeiro est\u00e1 o <strong>Sistema de Pagamento Instant\u00e2neo (SPI)<\/strong>, cuja implementa\u00e7\u00e3o come\u00e7ar\u00e1 <a href=\"https:\/\/computerworld.com.br\/2020\/01\/31\/fintechs-poderao-realizar-parcerias-para-oferecer-pagamento-instantaneo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">no final deste ano<\/a> e que permitir\u00e1 a transfer\u00eancia de valores entre contas durante sete dias da semana, 24 horas por dia.&nbsp;<\/p>\n<p>Outra novidade \u00e9 a autoriza\u00e7\u00e3o para a pr\u00e1tica de Sanbox Regulat\u00f3rio, que permitir\u00e1 a experimenta\u00e7\u00e3o de novos produtos dentro de um ambiente regulado e com menos restri\u00e7\u00f5es legais, de forma a <a href=\"https:\/\/computerworld.com.br\/2020\/02\/06\/sandbox-regulatorio-o-que-esperar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">fomentar a inova\u00e7\u00e3o<\/a> no mercado.&nbsp;<!--nextpage--><\/p>\n<p>Por\u00e9m, \u00e9 ineg\u00e1vel que a atualiza\u00e7\u00e3o mais comentada atende pelo nome de <strong>Open Banking<\/strong> (tamb\u00e9m conhecido como <strong>Sistema Financeiro Aberto<\/strong>), cujo uso mais consistente ser\u00e1 vis\u00edvel a partir de 2021.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;Como o nome j\u00e1 indica, o Open Banking permitir\u00e1 que o consumidor tenha mobilidade sobre suas informa\u00e7\u00f5es financeiras, podendo utiliz\u00e1-las em outras institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias al\u00e9m da que ele \u00e9 cliente e tem conta \u2013 e cada troca de dados entre bancos s\u00f3 acontece com o consentimento do usu\u00e1rio em quest\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n<p>Esse \u201ctransporte\u201d de dados ocorrer\u00e1 por meio da padroniza\u00e7\u00e3o das APIs (sigla para <em>application programming interface<\/em>) interfaces que conversam com outros sistemas para compartilhar dados. Com todas as institui\u00e7\u00f5es utilizando uma tecnologia similar o cliente poder\u00e1, por exemplo, contratar um produto de um banco e permitir que essa institui\u00e7\u00e3o acesse a base de dados que ele j\u00e1 tem em outra empresa.&nbsp;<\/p>\n<p>Para Chen Wei Chi, s\u00f3cio de consultoria em Servi\u00e7os Financeiros para Transforma\u00e7\u00e3o Digital e Inova\u00e7\u00e3o da <strong>EY<\/strong>, a implementa\u00e7\u00e3o do Open Banking tem potencial para aprimorar bastante a rela\u00e7\u00e3o do banco com seus clientes, j\u00e1 que n\u00e3o haver\u00e1 necessidade imperativa de troca de institui\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria para se obter um benef\u00edcio em particular&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cCom o open banking o banco consegue atender o cliente em tudo. Tanto no fornecimento de servi\u00e7os para uma parte [do sistema] na qual ele \u00e9 dono de toda de receita e mesmo naquela parte em que ele n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o bom.\u201d&nbsp;<\/p>\n<p>Lan\u00e7ado no final de 2015 na Europa, o conceito de Open Banking j\u00e1 \u00e9 aplicado em alguns pa\u00edses. O relat\u00f3rio<em> Global Fintech Adoption Index,<\/em> produzido pela EY, traz como o exemplo o caso do Yolt, servi\u00e7o criando na Holanda e tamb\u00e9m usado por usu\u00e1rios do Reino Unido, It\u00e1lia e Fran\u00e7a, que permite aos usu\u00e1rios conferir em um \u00fanico app suas informa\u00e7\u00f5es financeiras unificadas, como saldo em cada um dos bancos em que possui conta e faturas dos cart\u00f5es de cr\u00e9dito.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>O lugar dos bancos nesse novo momento<\/strong>&nbsp;<\/h2>\n<p>Assim como as fintechs, os bancos tradicionais tamb\u00e9m ser\u00e3o beneficiados pela implementa\u00e7\u00e3o das novas tecnologias. Por\u00e9m, precisar\u00e3o investir em inova\u00e7\u00f5es para n\u00e3o perderem competitividade, especialmente ap\u00f3s a libera\u00e7\u00e3o do open banking. \u201cO que pode acontecer \u00e9 dos bancos se tornarem um servi\u00e7o de infraestrutura, da mesma forma que voc\u00ea compra infraestrutura de saneamento ou de telefonia\u201d, explica Rafael Pereira, presidente da <strong>Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Cr\u00e9dito Digital (ABCD<\/strong><strong>)<\/strong>. &nbsp;<\/p>\n<p>De acordo o executivo, o desafio presente dentro dessas institui\u00e7\u00f5es est\u00e1 em fomentar uma cultura de incentivos que fomente a cria\u00e7\u00e3o de novos produtos. Fus\u00f5es e parcerias tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e3o descartadas.&nbsp; \u201cO mercado j\u00e1 viu, em outros casos, empresas se agrupando e isso vai acontecer de v\u00e1rias formas: de fintech para fintech, de banco para banco e entre fintechs e bancos.\u201d&nbsp;<\/p>\n<p>Chi, da EY, concorda que o momento \u00e9 de reinven\u00e7\u00e3o para as institui\u00e7\u00f5es, mas acredita que elas ainda t\u00eam um espa\u00e7o importante dentro de determinados setores da popula\u00e7\u00e3o. \u201cAinda h\u00e1 um p\u00fablico, especialmente o que tem mais dinheiro e que gosta de manter sua presen\u00e7a em um banco mais tradicional.\u201d&nbsp;<\/p>\n<p>Ele ainda ressalta os esfor\u00e7os das institui\u00e7\u00f5es mais consolidadas para incorporar as melhoras pr\u00e1ticas criadas dentro do ambiente te fintechs.<\/p>\n<p>\u201cOs bancos tradicionais est\u00e3o adotando cada vez mais [o sistema de] squads para desenvolver novas fun\u00e7\u00f5es e utilizando metodologias de design pra criar produtos. Diferente de um tempo atr\u00e1s, em que os bancos crivam um produto e j\u00e1 lan\u00e7avam, agora eles t\u00eam a preocupa\u00e7\u00e3o de entender o consumidor antes de fazer essa apresenta\u00e7\u00e3o.\u201d&nbsp;<\/p>\n<p>Recentemente, a ag\u00eancia de classifica\u00e7\u00e3o de risco <strong>Standard &amp; <\/strong><strong>Poor\u2019s<\/strong> <a href=\"https:\/\/computerworld.com.br\/2020\/02\/06\/para-sp-bancos-brasileiros-tem-condicoes-para-competir-com-fintechs\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">apresentou<\/a> um estudo que analisou a possibilidade de os bancos brasileiros tradicionais perderem mercado para as fintechs. E, de acordo com a percep\u00e7\u00e3o da ag\u00eancia, ambos os lados t\u00eam for\u00e7as consistentes o bastante para se manterem atraentes ao consumidor local.&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cNovos concorrentes ter\u00e3o vantagem competitiva pelos pr\u00f3ximos anos, em virtude de seus ssitemas leves e \u00e1geis. Entretanto, os grandes bancos s\u00e3o mais experientes em lidar com risco de fraude e seguran\u00e7a cibern\u00e9tica que as startups e fintechs\u201d, explica um trecho do relat\u00f3rio.&nbsp;<\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/computerworld.com.br\/2020\/02\/10\/brasil-o-pais-das-fintechs-panorama-do-setor-para-2020\/\">Brasil, o pa\u00eds das Fintechs: panorama do setor para 2020<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/computerworld.com.br\">Computerworld<\/a>.<br \/>\nFonte: Computer Word<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Infoeconomico.com.br &#8211; Seu Portal de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto o resto do mundo viveu uma diminui\u00e7\u00e3o de investimentos feitos por firmas de venture capital, a Am\u00e9rica Latina recebeu o maior fluxo de capital j\u00e1 visto na hist\u00f3ria: Rappi, Quinto Andar, Loggi e Buser s\u00e3o exemplos de empresas que receberam aportes de investidores externos. 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