{"id":215803,"date":"2025-11-03T20:03:25","date_gmt":"2025-11-03T23:03:25","guid":{"rendered":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/netflix-ainda-e-imbativel-mas-resultados-das-concorrentes-comecam-a-preocupar\/"},"modified":"2025-11-03T20:03:25","modified_gmt":"2025-11-03T23:03:25","slug":"netflix-ainda-e-imbativel-mas-resultados-das-concorrentes-comecam-a-preocupar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/netflix-ainda-e-imbativel-mas-resultados-das-concorrentes-comecam-a-preocupar\/","title":{"rendered":"Netflix ainda \u00e9 imbat\u00edvel, mas resultados das concorrentes come\u00e7am a preocupar"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"199\" src=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/shutterstock_557073697.jpg?fit=300%2C199&amp;quality=75&amp;strip=all\" class=\"attachment-medium size-medium wp-post-image\" alt=\"streaming v\u00eddeo tv controle remoto\" style=\"float:right;margin:0 0 10px 10px\" \/><\/p>\n<p>S\u00c3O PAULO &#8211; Dois an\u00fancios de resultados da \u00faltima semana deixaram claro que a Netflix pode ter sa\u00eddo na frente, mas a disputa pela supremacia do nascente mercado do streaming ainda est\u00e1 longe de ter um vencedor.<\/p>\n<p>Primeiro, o Google ofereceu pela primeira vez uma espiadela nos n\u00fameros do YouTube, algo que at\u00e9 ent\u00e3o era mantido em segredo. Depois, a Disney revelou o crescimento espetacular de seu servi\u00e7o de assinatura Disney+, lan\u00e7ado em novembro passado nos Estados Unidos (os brasileiros devem ter acesso ainda este ano). As duas not\u00edcias, mais o iminente lan\u00e7amento do HBO Max, certamente foram examinadas com aten\u00e7\u00e3o em Los Gatos, a sede da Netflix.<\/p>\n<p>Quando o Google adquiriu o YouTube, em outubro de 2006, a <em>startup<\/em> estava somente come\u00e7ando a fazer sucesso fora do c\u00edrculo das pessoas ligadas nas \u00faltimas novidades. Muita gente ficou perplexa com o valor pago pelo Google: US$ 1,65 bilh\u00e3o. Hoje, est\u00e1 claro que foi uma das maiores pechinchas da hist\u00f3ria da internet.<\/p>\n<p>O YouTube gerou US$ 15,1 bilh\u00f5es em receitas no ano passado. A imensa maioria desse total corresponde a an\u00fancios, e uma parte importante \u00e9 repassada aos criadores de conte\u00fado.<\/p>\n<p>Como o Google n\u00e3o discriminava o faturamento do YouTube em seus resultados financeiros, alguns analistas suspeitavam que o neg\u00f3cio fosse ainda maior. De qualquer modo, o YouTube \u00e9 o terceiro maior neg\u00f3cio de m\u00eddia online do mundo, atr\u00e1s apenas do Facebook (US$ 69,7 bi) e do pr\u00f3prio Google (119,7 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>YouTube e Netflix t\u00eam modelos de neg\u00f3cios muito diferentes. A Netflix investe na produ\u00e7\u00e3o de s\u00e9ries e filmes pr\u00f3prios, al\u00e9m do licenciamento, e suas receitas v\u00eam das assinaturas. O YouTube depende da programa\u00e7\u00e3o criada por seus usu\u00e1rios, e as receitas v\u00eam basicamente da publicidade. Mas ambas as empresas concorrem diretamente pela aten\u00e7\u00e3o dos consumidores \u2013 o dia tem apenas 24 horas, afinal de contas.<\/p>\n<p>Apesar de YouTubers celebridades terem audi\u00eancias cativas, em geral elas s\u00e3o muito focadas (ao contr\u00e1rio de s\u00e9ries que viram fen\u00f4menos culturais, como \u201cGuerra dos Tronos\u201d ou \u201cStranger Things\u201d). Mas a popularidade desses criadores entre millennials e a gera\u00e7\u00e3o Y sem d\u00favida aponta para um novo modelo de consumo de m\u00eddia: conte\u00fados \u201camadores\u201d cada vez mais dividem espa\u00e7o com produ\u00e7\u00f5es profissionais de alta qualidade (e alto custo).<\/p>\n<h2>Concorrentes se aproximam<\/h2>\n<p>E, quando se fala de qualidade, um dos nomes mais confi\u00e1veis de Hollywood \u00e9 a Disney. Nos primeiros resultados financeiros divulgados desde o lan\u00e7amento do servi\u00e7o Disney+, a empresa afirmou que o n\u00famero de assinantes mais que dobrou nos tr\u00eas primeiros meses de opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Disney+ atingiu 28,6 milh\u00f5es de usu\u00e1rios pagantes desde a estreia, em novembro passado. E por enquanto o servi\u00e7o est\u00e1 dispon\u00edvel apenas em cinco pa\u00edses (EUA, Canad\u00e1, Austr\u00e1lia, Nova Zel\u00e2ndia e Holanda). O lan\u00e7amento nos maiores mercados europeus est\u00e1 previsto para o final de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>\u201cO lan\u00e7amento do Disney+ foi um enorme sucesso e superou nossas expectativas mais otimistas\u201d, disse o CEO da Disney, Bob Iger, na teleconfer\u00eancia com os analistas de Wall Street. N\u00e3o \u00e9 exagero. O Disney+ j\u00e1 \u00e9 maior que o servi\u00e7o HBO Now (a assinatura de streaming da HBO, que n\u00e3o inclui quem assina o canal por meio das operadoras de TV paga).<\/p>\n<p>A Netflix, que hoje conta com 167 milh\u00f5es de assinantes, levou cinco anos para atingir o mesmo n\u00famero obtido pelo Disney+ em pouco mais de um trimestre.<\/p>\n<p>Um dos motivos para o sucesso imediato da Disney no mundo do streaming \u00e9 o cat\u00e1logo. O Disney+ re\u00fane anima\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas (de \u201cBranca de Neve e os Sete An\u00f5es\u201d e \u201cFantasia\u201d aos recentes \u201cRei Le\u00e3o\u201d e \u201cDumbo\u201d, da era da computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica), todos os universos Marvel e Star Wars e tamb\u00e9m 30 anos de \u201cOs Simpsons\u201d, sitcom animada que \u00e9 um dos maiores sucessos da hist\u00f3ria da televis\u00e3o.<\/p>\n<p>E o pre\u00e7o agressivo &#8212; 7 d\u00f3lares mensais, contra os 13 do plano mais popular da Netflix &#8212; tamb\u00e9m ajudou, \u00e9 claro (ainda n\u00e3o foi divulgado o pre\u00e7o da assinatura no Brasil).<\/p>\n<h2>Competi\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A realidade \u00e9 que o mercado de streaming est\u00e1 ficando mais cada vez mais concorrido, e a Netflix ter\u00e1 uma tarefa cada vez mais complicada para defender a lideran\u00e7a no mercado que inventou.<\/p>\n<p>Apesar das produ\u00e7\u00f5es cada vez mais prestigiadas e estreladas \u2013 \u201cO Irland\u00eas\u201d, com Robert De Niro e Al Pacino e dire\u00e7\u00e3o de Martin Scorsese, concorre a 10 Oscars no domingo) &#8211;, competidores com hist\u00f3ria, como a Disney, e com experi\u00eancia em TV de prest\u00edgio, como a HBO, v\u00eam com apetite.<!--nextpage--><\/p>\n<p>David Einhorn, do fundo de hedge Greenlight Capital, costuma apostar contra empresas na bolsa. Seu alvo da vez? A Netflix. \u201cEstamos pessimistas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s perspectivas da Netflix h\u00e1 muito tempo, e usamos o salto da a\u00e7\u00e3o no final de 2019 para fazer um investimento mais substancial\u201d, escreveu ele numa carta para seus clientes.<\/p>\n<p>Einhorn menciona os custos crescentes para produzir conte\u00fado original, al\u00e9m do aumento da concorr\u00eancia, principalmente nos Estados Unidos. Al\u00e9m do Disney+ e do Amazon Prime Video, a Apple lan\u00e7ou seu servi\u00e7o de streaming no fim de 2019.<\/p>\n<p>Em abril, a NBCUniversal vai lan\u00e7ar o Peacock; em maio, deve entrar no ar a vers\u00e3o reformulada da HBO por assinatura, batizada de HBO Max. \u201cNem todo cliente vai assinar todos os servi\u00e7os\u201d, escreve Einhorn.<\/p>\n<p>Por enquanto, a presen\u00e7a global da Netflix \u2013 tanto em alcance geogr\u00e1fico como em produ\u00e7\u00f5es originais de diversos pa\u00edses, em v\u00e1rias l\u00ednguas \u2013 \u00e9 imbat\u00edvel.<\/p>\n<p>Segundo os resultados financeiros mais recentes, a companhia amealhou 8,3 milh\u00f5es de novos assinantes fora dos Estados Unidos no \u00faltimo trimestre do ano passado. Mas \u00e9 inevit\u00e1vel que a concorr\u00eancia tamb\u00e9m v\u00e1 atr\u00e1s do mercado global. Aguarde as cenas do pr\u00f3ximo cap\u00edtulo.<\/p>\n<p><strong>Quer investir melhor o seu dinheiro? <a href=\"https:\/\/cadastro.xpi.com.br\/desktop\/step\/1?utm_source=infomoney&amp;utm_campaign=materia-redacao&amp;utm_medium=link&amp;utm_content=ricardo-bomfim&amp;utm_term=8101359\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Clique aqui e abra a sua conta na XP Investimentos<\/a><\/strong><\/p>\n<p>The post <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/negocios\/netflix-ainda-e-imbativel-mas-resultados-das-concorrentes-comecam-a-preocupar\/\">Netflix ainda \u00e9 imbat\u00edvel, mas resultados das concorrentes come\u00e7am a preocupar<\/a> appeared first on <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\">InfoMoney<\/a>.<br \/>\nFonte: Infomoney Mercados rss<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Infoeconomico.com.br &#8211; Seu Portal de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00c3O PAULO &#8211; Dois an\u00fancios de resultados da \u00faltima semana deixaram claro que a Netflix pode ter sa\u00eddo na frente, mas a disputa pela supremacia do nascente mercado do streaming ainda est\u00e1 longe de ter um vencedor. 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