{"id":215446,"date":"2025-11-03T20:03:15","date_gmt":"2025-11-03T23:03:15","guid":{"rendered":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/cresce-numero-de-trabalhadores-que-ganham-no-maximo-um-salario-minimo\/"},"modified":"2025-11-03T20:03:15","modified_gmt":"2025-11-03T23:03:15","slug":"cresce-numero-de-trabalhadores-que-ganham-no-maximo-um-salario-minimo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/cresce-numero-de-trabalhadores-que-ganham-no-maximo-um-salario-minimo\/","title":{"rendered":"Cresce n\u00famero de trabalhadores que ganham no m\u00e1ximo um sal\u00e1rio m\u00ednimo"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"200\" src=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/salario-dinheiro.jpg?fit=300%2C200&amp;quality=75&amp;strip=all\" class=\"attachment-medium size-medium wp-post-image\" alt=\"\" style=\"float:right;margin:0 0 10px 10px\" \/><\/p>\n<p>Com a retomada lenta do emprego, que vem sobretudo por meio de vagas de baixa remunera\u00e7\u00e3o, e o n\u00famero ainda expressivo de desempregados, o sal\u00e1rio m\u00ednimo se tornou praticamente um teto para muitos trabalhadores. Entre o terceiro trimestre de 2014, in\u00edcio da recess\u00e3o, e o mesmo per\u00edodo do ano passado, meio milh\u00e3o de trabalhadores passaram a ganhar o m\u00ednimo. Quando se compara o ano passado com 2015, no auge da crise, essa diferen\u00e7a chega a 1,8 milh\u00e3o de pessoas.<\/p>\n<p>No trimestre encerrado em setembro do ano passado, eram 27,3 milh\u00f5es recebendo at\u00e9 um sal\u00e1rio, um ter\u00e7o do total de trabalhadores do Pa\u00eds. Os dados s\u00e3o da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua, do IBGE, compilados pela consultoria Idados.<\/p>\n<p>Eles mostram que muito desse aumento ocorreu pela explos\u00e3o da informalidade. Sem a estrutura que os empregos com carteira assinada oferecem, os informais s\u00e3o expostos a condi\u00e7\u00f5es piores e \u00e0 baixa remunera\u00e7\u00e3o. No terceiro trimestre de 2019, eram 20,9 milh\u00f5es de informais ganhando at\u00e9 R$ 998 por m\u00eas &#8212; ante 6,2 milh\u00f5es de trabalhadores com carteira assinada que tinham essa remunera\u00e7\u00e3o no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>A partir deste m\u00eas, o m\u00ednimo passa a ser de R$ 1.045. O novo piso, por\u00e9m, \u00e9 insuficiente para as despesas b\u00e1sicas do trabalhador, de acordo com especialistas.<\/p>\n<p>&#8220;O aumento da informalidade realmente levou mais trabalhadores no mercado a ganhar menos. As pessoas perderam a prote\u00e7\u00e3o que o m\u00ednimo representa e, por sobreviv\u00eancia, aceitaram qualquer oportunidade&#8221;, avalia Ana Tereza Pires, pesquisadora da IDados. Al\u00e9m disso, a diferen\u00e7a salarial entre demitidos e admitidos aumentou nos \u00faltimos meses do ano passado, o que aponta que o aquecimento do mercado ainda n\u00e3o recuperou o vigor de antes.<\/p>\n<p>Ela lembra que a crise tamb\u00e9m fez crescer o n\u00famero de trabalhadores com mais anos de estudo que ca\u00edram na informalidade ou aceitaram uma remunera\u00e7\u00e3o menor no mercado formal. De 2014 a 2019, houve um forte crescimento entre os trabalhadores que t\u00eam o ensino m\u00e9dio completo ou a partir do ensino superior que ganham at\u00e9 um sal\u00e1rio m\u00ednimo. Eles ocuparam vagas que antes eram destinadas a pessoas menos qualificadas.<\/p>\n<p>A assistente comunit\u00e1ria Valdelice Lima, de 44 anos, \u00e9 um exemplo disso. Ela se formou em administra\u00e7\u00e3o de empresas, em 2010. Hoje, trabalha para a Prefeitura do Rio, por cerca de um sal\u00e1rio m\u00ednimo &#8211; quase a metade do que ganhava. &#8220;L\u00e1 em casa, somos tr\u00eas. Estamos gastando s\u00f3 no que \u00e9 essencial.&#8221;<\/p>\n<p><b>Mais desigual<\/b><\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio da crise, mais pessoas passaram a ganhar at\u00e9 um sal\u00e1rio nas regi\u00f5es Sudeste (com mais 859,4 mil pessoas nessa situa\u00e7\u00e3o) e Norte, com aumento de 306,1 mil. Apesar de ter ca\u00eddo o n\u00famero de trabalhadores no Nordeste com essa remunera\u00e7\u00e3o, cerca de 55% dos trabalhadores de l\u00e1 recebem at\u00e9 um sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/p>\n<p>Para o diretor t\u00e9cnico do Dieese, Clemente Ganz L\u00facio, embora mais pessoas tenham voltado ao mercado formal em 2019, houve uma precariza\u00e7\u00e3o. &#8220;Sem um compromisso com o crescimento do Pa\u00eds e pol\u00edticas de inser\u00e7\u00e3o, o engenheiro vai continuar dirigindo Uber.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Turbine seu patrim\u00f4nio investindo. <a href=\"https:\/\/cadastro.xpi.com.br\/passo\/default\/step1?utm_source=infomoney&amp;utm_campaign=materia-redacao&amp;utm_medium=link&amp;utm_content=paula-zogbi&amp;utm_term=1393817\">Abra uma conta gratuita na XP.\u00a0<\/a><\/strong><\/p>\n<p>The post <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/minhas-financas\/cresce-numero-de-trabalhadores-que-ganham-no-maximo-um-salario-minimo\/\">Cresce n\u00famero de trabalhadores que ganham no m\u00e1ximo um sal\u00e1rio m\u00ednimo<\/a> appeared first on <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\">InfoMoney<\/a>.<\/p>\n<p>Fonte: Infomoney Blog Epolitica<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Infoeconomico.com.br &#8211; Seu Portal de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a retomada lenta do emprego, que vem sobretudo por meio de vagas de baixa remunera\u00e7\u00e3o, e o n\u00famero ainda expressivo de desempregados, o sal\u00e1rio m\u00ednimo se tornou praticamente um teto para muitos trabalhadores. Entre o terceiro trimestre de 2014, in\u00edcio da recess\u00e3o, e o mesmo per\u00edodo do ano passado, meio milh\u00e3o de trabalhadores passaram [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[37,286],"class_list":["post-215446","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","tag-politica","tag-post_tag"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/215446","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=215446"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/215446\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=215446"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=215446"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=215446"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}