{"id":215069,"date":"2025-11-03T20:03:04","date_gmt":"2025-11-03T23:03:04","guid":{"rendered":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/contas-publicas-tem-deficit-primario-de-r-61872-bi-em-2019\/"},"modified":"2025-11-03T20:03:04","modified_gmt":"2025-11-03T23:03:04","slug":"contas-publicas-tem-deficit-primario-de-r-61872-bi-em-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/contas-publicas-tem-deficit-primario-de-r-61872-bi-em-2019\/","title":{"rendered":"Contas p\u00fablicas t\u00eam d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 61,872 bi em 2019"},"content":{"rendered":"<p>O setor p\u00fablico consolidado, formado por Uni\u00e3o, estados, munic\u00edpios e empresas estatais, registrou d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 61,872 bilh\u00f5es no ano passado. Os dados foram divulgados hoje (31) pelo Banco Central.<\/p>\n<p>Esse foi o sexto ano seguido de resultado negativo nas contas p\u00fablicas. Mesmo assim, <a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2015-01\/setor-publico-consolidado-teve-deficit-primario-de-r-325-bilhoes-em-2014\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">n\u00fameros de 2019 s\u00e3o os melhores desde 2014<\/a>, quanto o d\u00e9ficit tinha chegado a R$ 32,536 bilh\u00f5es. O resultado representa ainda grande melhora em rela\u00e7\u00e3o a 2018, quando as contas ficaram negativas em R$ 108,258 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O saldo negativo de 2019 corresponde a 0,85% do Produto Interno Bruto (PIB), que \u00e9 a soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O <a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2020-01\/deficit-primario-do-governo-central-somou-r-951-bilhoes-em-2019\">d\u00e9ficit prim\u00e1rio<\/a> representa o resultado negativo das contas do setor p\u00fablico desconsiderando o pagamento dos juros da d\u00edvida p\u00fablica. O montante difere do resultado divulgado na quarta-feira (29) pelo Tesouro Nacional, de d\u00e9ficit de R$ 95,1 bilh\u00f5es, porque, al\u00e9m de considerar os governos locais e as estatais, o BC usa uma metodologia diferente, que considera a varia\u00e7\u00e3o da d\u00edvida dos entes p\u00fablicos.<\/p>\n<p>No ano passado, segundo o BC, o Governo Central (Tesouro Nacional, Previd\u00eancia Social e Banco Central) teve d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 88,899 bilh\u00f5es. O resultado negativo foi parcialmente compensado pelo super\u00e1vits de R$ 15,196 bilh\u00f5es registrado por estados e munic\u00edpios e de R$ 11,831 bilh\u00f5es das empresas estatais, exclu\u00eddas as dos grupos Petrobras e Eletrobras.<\/p>\n<p>O resultado do Banco Central \u00e9 levado em conta para o cumprimento da meta fiscal estabelecida na Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias e no Or\u00e7amento Geral da Uni\u00e3o, que era de at\u00e9 R$ 132 bilh\u00f5es de d\u00e9ficit prim\u00e1rio nos tr\u00eas n\u00edveis de governo e nas estatais para 2019.<\/p>\n<h2>Resultado do m\u00eas<\/h2>\n<p>Em dezembro de 2019, o setor p\u00fablico consolidado registrou d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 13,513 bilh\u00f5es, resultado menor do que de igual per\u00edodo de 2018, quando chegou a R$ 41,133 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>No m\u00eas passado, segundo o BC, o Governo Central teve d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 16,100 bilh\u00f5es. Os estados e os munic\u00edpios registraram d\u00e9ficit de R$ 7,136 bilh\u00f5es; e as estatais, exclu\u00eddas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, super\u00e1vit prim\u00e1rio de R$ 9,724 bilh\u00f5es<\/p>\n<h2>Gastos com juros<\/h2>\n<p>Os gastos com os juros da d\u00edvida p\u00fablica totalizaram R$ 24,920 bilh\u00f5es no m\u00eas passado, contra R$ 26,909 bilh\u00f5es em dezembro de 2018. No acumulado no ano, os juros nominais atingiram R$ 367,282 bilh\u00f5es (5,06% do PIB), resultado menor em rela\u00e7\u00e3o a 2018, que chegou a R$ 379,184 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O d\u00e9ficit nominal, representado pela soma do resultado prim\u00e1rio e dos juros, atingiu R$ 38,43 bilh\u00f5es em dezembro e R$ 429,154 bilh\u00f5es no acumulado de 2019 (5,91% do PIB)<\/p>\n<p>O resultado nominal \u00e9 levado em conta pelas ag\u00eancias de classifica\u00e7\u00e3o de risco ao analisar o endividamento de um pa\u00eds. Quanto maior o rombo nas contas p\u00fablicas, a recomenda\u00e7\u00e3o de investimento piora porque o pa\u00eds n\u00e3o est\u00e1 conseguindo economizar para pagar a d\u00edvida p\u00fablica.<\/p>\n<h2>D\u00edvida bruta<\/h2>\n<p>A d\u00edvida bruta do setor p\u00fablico recuou em 2019 para R$ 5,500 trilh\u00f5es, 75,8% do PIB. Em 2018, o indicador chegou a 76,5% do PIB (R$ 5,271 trilh\u00f5es). Assim como o resultado nominal, a d\u00edvida bruta \u00e9 usada pelas ag\u00eancias de classifica\u00e7\u00e3o de risco para tra\u00e7ar compara\u00e7\u00f5es internacionais.<br \/>\nFonte: EBC ECONOMIA<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Infoeconomico.com.br &#8211; Seu Portal de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O setor p\u00fablico consolidado, formado por Uni\u00e3o, estados, munic\u00edpios e empresas estatais, registrou d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 61,872 bilh\u00f5es no ano passado. Os dados foram divulgados hoje (31) pelo Banco Central. 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