{"id":215002,"date":"2025-11-03T20:03:03","date_gmt":"2025-11-03T23:03:03","guid":{"rendered":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/coronavirus-quais-setores-e-acoes-da-bolsa-brasileira-sao-os-mais-impactados-pela-nova-emergencia-global\/"},"modified":"2025-11-03T20:03:03","modified_gmt":"2025-11-03T23:03:03","slug":"coronavirus-quais-setores-e-acoes-da-bolsa-brasileira-sao-os-mais-impactados-pela-nova-emergencia-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/coronavirus-quais-setores-e-acoes-da-bolsa-brasileira-sao-os-mais-impactados-pela-nova-emergencia-global\/","title":{"rendered":"Coronav\u00edrus: quais setores e a\u00e7\u00f5es da bolsa brasileira s\u00e3o os mais impactados pela nova emerg\u00eancia global?"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"207\" src=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/coronavirus.png?fit=300%2C207&amp;quality=75&amp;strip=all\" class=\"attachment-medium size-medium wp-post-image\" alt=\"Chineses com m\u00e1scaras de prote\u00e7\u00e3o; coronav\u00edrus\" style=\"float:right;margin:0 0 10px 10px\" \/><\/p>\n<p>S\u00c3O PAULO &#8211; O temor sobre os efeitos do coronav\u00edrus vem impactando fortemente os mercados, inclusive o brasileiro, em meio \u00e0s indica\u00e7\u00f5es de que o surto da doen\u00e7a que se assemelha a uma pneumonia afete fortemente a economia chinesa e, consequentemente, a mundial.<\/p>\n<p>Conforme destacou Zhang Ming, economista do governo do gigante asi\u00e1tico, o crescimento econ\u00f4mico do pa\u00eds pode cair para 5% ou menos no primeiro trimestre por conta do surto, enquanto a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) anunciou nesta quinta-feira (30)\u00a0<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/mercados\/por-que-os-ceos-das-maiores-empresas-de-proteinas-do-brasil-nao-temem-o-efeito-coronavirus\/\">o coronav\u00edrus como emerg\u00eancia global<\/a>. O Brasil, por ser um dos maiores exportadores para a China, pode ver diversos setores da economia sendo impactados.<\/p>\n<p>O Ita\u00fa BBA, o Morgan Stanley, XP Investimentos e Bradesco BBI apontaram o impacto para diferentes setores da economia da Am\u00e9rica Latina e, especialmente, para a brasileira.<\/p>\n<p>A equipe de an\u00e1lise do Ita\u00fa BBA avalia que a China \u00e9 o parceiro comercial considerado chave para a economia latino-americana, sendo o principal parceiro de Peru, China e Brasil, com o gigante asi\u00e1tico sendo respons\u00e1vel por mais de 20% do total exportado desses pa\u00edses. Assim, dada a import\u00e2ncia dessa rela\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel um impacto direto para o PIB dessas na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Apesar de haver v\u00e1rios segmentos impactados, a mensagem \u00e9 de que n\u00e3o h\u00e1 motivos para p\u00e2nico, ainda mais quando se tra\u00e7am paralelos com outros surtos de doen\u00e7a ao longo dos \u00faltimos anos e o impacto para a economia e para os mercados no longo prazo. Contudo, no curto prazo, algumas empresas podem sofrer.<\/p>\n<p>Veja abaixo alguns dos setores que podem ser impactados de forma significativo pelo surto de coronav\u00edrus:<\/p>\n<h2><strong>Commodities<\/strong><\/h2>\n<h3><span style=\"color: #000000\">Minera\u00e7\u00e3o, siderurgia e celulose<\/span><\/h3>\n<p>Os analistas do Ita\u00fa BBA fizeram um paralelo entre o novo coronav\u00edrus e a crise com a S\u00edndrome Respirat\u00f3ria Aguda Grave (SARS, na sigla em ingl\u00eas), em 2003, que tamb\u00e9m levou a uma desacelera\u00e7\u00e3o da economia chinesa.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise sugere que a crise do SARS teve um impacto limitado nos pre\u00e7os de commodities em geral. Ap\u00f3s a crise no in\u00edcio daquele ano, na segunda metade de 2003 os pre\u00e7os das a\u00e7\u00f5es de companhias do setor recuperaram o valor de antes do surto da doen\u00e7a. Contudo, eles fazem a pondera\u00e7\u00e3o de que a China tem agora um papel mais forte como demandante de commodities do que h\u00e1 17 anos.<\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio, minera\u00e7\u00e3o e companhias de celulose aparecem como mais expostas \u00e0 China, com o Ebitda (lucro antes de juros, deprecia\u00e7\u00f5es e amortiza\u00e7\u00f5es) sendo mais diretamente afetados, o que \u00e9 negativo para Vale (<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/vale3\">VALE3<\/a>) e Suzano (<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/suzb3\">SUZB3<\/a>).<\/p>\n<p>A China responde diretamente por 72% e 49% da demanda global por min\u00e9rio de ferro e cobre por via mar\u00edtima, respectivamente, resultando em uma participa\u00e7\u00e3o significativa no Ebitda das mineradoras. Os analistas apontam que 48% do Ebitda da Vale e 31% do Ebitda da CSN (<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/csna3\">CSNA3<\/a>) est\u00e3o vinculados ao gigante chin\u00eas.<\/p>\n<p>Vale ressaltar que, durante o pico do surto de SARS, a produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7o bruto e as importa\u00e7\u00f5es de cobre cresceram a uma m\u00e9dia de 22% e 53% ao ano respectivamente, indicando n\u00e3o haver um impacto claro no mercado f\u00edsico do insumo.<\/p>\n<p>&#8220;Dito isso, o sentimento negativo do mercado fez com que os pre\u00e7os do cobre ca\u00edssem cerca de 11% entre fevereiro e abril de 2003 antes de retornaram rapidamente aos n\u00edveis anteriores no final de maio&#8221;, avaliam os analistas.<\/p>\n<p>Para eles, embora os pre\u00e7os mais baixos de min\u00e9rio de ferro e cobre possam pesar nas margens dos produtores, o efeito pode ser suavizado pelo fato das empresas de minera\u00e7\u00e3o estarem operando com custos baixos.<\/p>\n<p>A China tamb\u00e9m responde pela maior parte do crescimento da demanda global de <strong>celulose<\/strong> (36%). Contudo, o impacto nas empresas brasileiras \u00e9 diferente: ela \u00e9 respons\u00e1vel por uma participa\u00e7\u00e3o relativamente maior no Ebitda da Suzano (43%) do que da Klabin (15%).<\/p>\n<p>&#8220;Houve um impacto limitado nos mercados f\u00edsicos durante a crise da SARS, e os pre\u00e7os de celulose de fibra curta e longa permaneceram fortes e em alta, apoiados por um crescimento m\u00e9dio de 18% na produ\u00e7\u00e3o de papel chinesa. No entanto, considerando que a China deve impulsionar todo o crescimento estimado para o setor nos pr\u00f3ximos anos (entre 2020 e 2023), uma revis\u00e3o para baixo das taxas de crescimento da demanda por celulose do pa\u00eds pode adiar a t\u00e3o esperada recupera\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os da celulose&#8221;, avalia o Ita\u00fa BBA.<!--nextpage--><\/p>\n<p>Por outro lado, avaliam, os resultados dos produtores de papel dependem mais da demanda regional, sugerindo uma resili\u00eancia relativamente mais alta dos n\u00fameros operacionais da Klabin em rela\u00e7\u00e3o aos da Suzano. Enquanto isso, em meio ao surto (com as pessoas evitando sair de casa), o com\u00e9rcio eletr\u00f4nico pode ganhar relev\u00e2ncia na compara\u00e7\u00e3o com as lojas f\u00edsicas na China, dando suporte ao aumento da demanda por embalagens.<\/p>\n<p>Enquanto isso, as empresas sider\u00fargicas est\u00e3o menos expostas diretamente \u00e0 China, mas os pre\u00e7os globais podem impactar essas empresas. A maior parte das receitas e do Ebitda dessas companhias s\u00e3o provenientes de seus respectivos mercados dom\u00e9sticos, com a China tendo uma participa\u00e7\u00e3o direta de menos de 5% do Ebitda.<\/p>\n<p>&#8220;Dito isso, contudo, um potencial decl\u00ednio nos pre\u00e7os globais do a\u00e7o pode ter efeitos negativos sobre os pre\u00e7os no Brasil, Argentina e M\u00e9xico devido \u00e0s rela\u00e7\u00f5es de paridade de importa\u00e7\u00e3o. De fato, os pre\u00e7os dom\u00e9sticos de a\u00e7o tipo\u00a0<em>HRC<\/em> e vergalh\u00e3o da China ca\u00edram 19% e 4%, respectivamente, de fevereiro a maio de 2003, antes de se recuperar para n\u00edveis anteriores em outubro daquele ano. Pelo lado positivo, moedas locais mais depreciadas podem ajudar a compensar parcialmente o impacto da queda dos pre\u00e7os&#8221;, avaliam.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, aten\u00e7\u00e3o para as poss\u00edveis medidas de est\u00edmulo do governo chin\u00eas, que podem ser anunciadas para reverter o cen\u00e1rio de desacelera\u00e7\u00e3o da economia e impactar positivamente as sider\u00fargicas e mineradoras.<\/p>\n<h3>Petroleiras<\/h3>\n<p>O petr\u00f3leo do tipo brent registra uma queda de mais de 10% em apenas seis sess\u00f5es, com o barril abaixo de US$ 58 o barril, uma vez que a preocupa\u00e7\u00e3o sobre a demanda aumenta.<\/p>\n<p>Conforme destacam os analistas do Morgan Stanley, as preocupa\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o infundadas, uma vez que h\u00e1 um n\u00famero crescente dos voos para a China est\u00e1 sendo cancelado, as restri\u00e7\u00f5es de viagens est\u00e3o aumentando entre as cidades chinesas e o v\u00edrus est\u00e1 se espalhando para outros pa\u00edses. Levando em conta que tudo isso afeta as expectativas de crescimento econ\u00f4mico do maior importador de petr\u00f3leo do mundo, h\u00e1 justificativas para a forte queda do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>As vendas de cargas da commodity da Am\u00e9rica Latina para a China foram interrompidas esta semana, com a crise do coronav\u00edrus paralisando um per\u00edodo de feriado j\u00e1 tranquilo, aponta a Bloomberg. Desde a semana passada, nenhuma venda de cargas para entrega em mar\u00e7o do Brasil e da Col\u00f4mbia foi registrada e cargas sem vender est\u00e3o se acumulando, apontaram fontes \u00e0 publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As refinarias na China &#8211; que recebem 30% dos embarques do Brasil, Col\u00f4mbia e de outros grandes exportadores da Am\u00e9rica Latina &#8211; dever\u00e3o cortar a produ\u00e7\u00e3o em meio a especula\u00e7\u00f5es de que restri\u00e7\u00f5es de viagem para conter a propaga\u00e7\u00e3o do coronav\u00edrus reduzir\u00e3o a demanda por gasolina, diesel e combust\u00edvel de avia\u00e7\u00e3o, aponta a ag\u00eancia.<\/p>\n<p>Um relat\u00f3rio da Platts Analytics calcula que, se o surto do coronav\u00edrus for t\u00e3o grave como a epidemia da SARS, a demanda por petr\u00f3leo poder\u00e1 cair entre 700 mil e 800 mil barris di\u00e1rios no mundo, que s\u00e3o equivalentes a mais da metade do crescimento da demanda projetado para este ano. Segundo o ministro da Energia da Arg\u00e9lia, Mohamed Arkab, os membros da OPEP + est\u00e3o considerando uma reuni\u00e3o de emerg\u00eancia em fevereiro devido a preocupa\u00e7\u00f5es relacionadas ao coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, aponta o Morgan Stanley, caso a situa\u00e7\u00e3o se estabilize, h\u00e1 espa\u00e7o para os pre\u00e7os do petr\u00f3leo voltarem para a casa dos US$ 65,00. Enquanto isso n\u00e3o acontece, as a\u00e7\u00f5es de petroleiras, como \u00e9 o caso da Petrobras (<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/petr3\">PETR3<\/a>;<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/petr4\">PETR4<\/a>), podem repercutir a queda da cota\u00e7\u00e3o da commodity negativamente na bolsa.<\/p>\n<p>A estatal tem reiterado sua pol\u00edtica de seguir o princ\u00edpio da paridade de importa\u00e7\u00e3o &#8211; levando em conta pre\u00e7os no mercado internacional mais os custos de importadores, como transporte e taxas portu\u00e1rias, com impacto tamb\u00e9m do c\u00e2mbio &#8211; e j\u00e1 cortou tr\u00eas vezes o pre\u00e7o dos combust\u00edveis no m\u00eas. Em 14 de janeiro, a companhia promoveu um corte de 3% no diesel e gasolina. Na semana passada, a empresa diminuiu o pre\u00e7o m\u00e9dio da gasolina e do diesel nas refinarias em 1,5% e 4,1%, respectivamente. Nesta quinta, houve um novo corte dos pre\u00e7os de combust\u00edveis, tamb\u00e9m de 3%.<\/p>\n<h3>Frigor\u00edficos<\/h3>\n<p>J\u00e1 para os frigor\u00edficos, que at\u00e9 ent\u00e3o tinham registrado um forte rali por conta de uma outra doen\u00e7a que estava afetando a China, no caso a gripe su\u00edna africana, a expectativa \u00e9 de um impacto negativo no primeiro trimestre de 2020 (principalmente para as exportadoras) por conta do coronav\u00edrus, mas um impacto mais limitado no ano cheio.<!--nextpage--><\/p>\n<p>H\u00e1 dois poss\u00edveis efeitos no radar, avalia a equipe de an\u00e1lise: i) a redu\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica, o que deve reduzir a acessibilidade em um contexto em que a carne j\u00e1 \u00e9 cara e ii) o cancelamento de eventos do Ano Novo Chin\u00eas, que poderia guiar altos estoques de produtos no come\u00e7o deste ano. &#8220;Vamos mais risco neste segundo ponto e n\u00e3o esperamos nenhuma mudan\u00e7a significativa nas estimativas para a oferta e demanda da China para 2020&#8221;, avaliam os analistas ao citar que, no surto de SARS, tamb\u00e9m n\u00e3o houve mudan\u00e7as expressivas na demanda por prote\u00edna.<\/p>\n<p>Para eles, o consumo de prote\u00ednas, assim como de produtos do varejo, sofrer\u00e3o menos do que as commodities diretamente impactadas com investimentos ou atividade econ\u00f4mica. Em 2003, ali\u00e1s, houve um aumento na demanda pelas tr\u00eas principais prote\u00ednas (de frango, de boi e de porco) em 3,1% na base de compara\u00e7\u00e3o anual, marcando uma acelera\u00e7\u00e3o frente os dois anos anteriores.<\/p>\n<p>De qualquer forma, a expectativa \u00e9 de um primeiro trimestre de 2020 mais fraco depois que todos os efeitos do coronav\u00edrus forem contabilizados, tamb\u00e9m levando em conta que o momento \u00e9 pior do que o SARS, uma vez que houve uma explos\u00e3o dos casos na v\u00e9spera do Ano Novo Chin\u00eas.<\/p>\n<p>H\u00e1 evid\u00eancias de que v\u00e1rios eventos do ano novo chin\u00eas foram cancelados mesmo fora da \u00e1rea em que os focos estavam concentrados. Entre os mais importantes, estavam eventos em Pequim e Hong Kong. O feriado come\u00e7ou em 24 de janeiro, sendo geralmente este o per\u00edodo de maior consumo de prote\u00edna no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Um aumento no estoque de prote\u00ednas devido ao consumo mais fraco, na avalia\u00e7\u00e3o deles, pode sim prejudicar os exportadores brasileiros de prote\u00ednas no curto prazo.\u00a0&#8220;Desta vez, esperamos que as importa\u00e7\u00f5es se recuperem menos rapidamente se houver um estoque restante por conta do Ano Novo Chin\u00eas&#8221;, avaliam.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, n\u00e3o espera-se que o coronav\u00edrus mude o quadro geral do d\u00e9ficit de prote\u00edna na China no contexto da febre su\u00edna africana (ASF), uma vez que a queda no consumo devido ao cancelamento dos eventos do Ano Novo deve ser 14 vezes menor do que a queda na produ\u00e7\u00e3o na China causada pelo ASF.<\/p>\n<p>Os eventos do Ano Novo Chin\u00eas aumentam a demanda em cerca de 3% do consumo anual de prote\u00edna em compara\u00e7\u00e3o com a m\u00e9dia mensal regular. Isso significa que um decl\u00ednio pela metade nos eventos do ano novo chin\u00eas levaria a uma redu\u00e7\u00e3o de 1,5% na previs\u00e3o de consumo para o ano de 2020, o que equivale a cerca de 1 milh\u00e3o de toneladas para as tr\u00eas prote\u00ednas combinadas.<\/p>\n<p>Como lembrete, a gripe su\u00edna africana levou a uma redu\u00e7\u00e3o de 14 milh\u00f5es de toneladas na produ\u00e7\u00e3o de prote\u00edna chinesa. &#8220;Apesar do potencial aumento de curto prazo para as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de prote\u00ednas, esperamos que o ASF continue sendo o principal impulsionador do mercado global de prote\u00ednas&#8221;, avaliam.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, durante painel realizado pelo Credit Suisse na \u00faltima quarta-feira (29), os principais produtores de prote\u00edna do Brasil disseram que a epidemia de coronav\u00edrus <a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/mercados\/por-que-os-ceos-das-maiores-empresas-de-proteinas-do-brasil-nao-temem-o-efeito-coronavirus\/\">poderia at\u00e9 aumentar a demanda por alimentos produzidos no Brasil,<\/a> especialmente nos pa\u00edses asi\u00e1ticos. O CEO da BRF, Lorival Luz, disse que isso pode estar relacionado a uma maior demanda por seguran\u00e7a alimentar. J\u00e1 o CEO da JBS, Gilberto Tomazoni, disse que uma compara\u00e7\u00e3o com o surto de SARS em 2003 n\u00e3o pode ser feita, pois, naquela \u00e9poca, o governo chin\u00eas restringia as vendas de animais vivos e o pa\u00eds importava mais. Por\u00e9m, de acordo com o Bradesco BBI, no saldo final, n\u00e3o haver\u00e1 impacto do coronav\u00edrus dentro das empresas do setor. Os analistas seguem com recomenda\u00e7\u00e3o outperform (desempenho acima da m\u00e9dia) para as a\u00e7\u00f5es da BRF (<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/brfs3\">BRFS3<\/a>) e JBS (<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/jbss3\">JBSS3<\/a>), com pre\u00e7os-alvos respectivos de R$ 47 e R$ 37.<\/p>\n<h2><strong>Bens de capital e transportes<\/strong><\/h2>\n<p>Dentro do setor de bens de capital, o Ita\u00fa BBA lembra que Iochpe Maxion (<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/mypk3\">MYPK3<\/a>), WEG (<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wege3\">WEGE3<\/a>) and Tupy (<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/tupy3\">TUPY3<\/a>) possuem exposi\u00e7\u00e3o na \u00c1sia, correspondendo entre 5% e 9% das receitas.<\/p>\n<p>A WEG, por sinal, \u00e9 uma das empresas do Brasil com maior presen\u00e7a na China, atuando desde 2004 no gigante asi\u00e1tico. Em 2019, a companhia inaugurou a sua quarta unidade no pa\u00eds. Por enquanto, a fabricante de materiais el\u00e9tricos orientou que suas viagens sejam feitas apenas depois de 8 de fevereiro. As unidades da WEG est\u00e3o paradas, com a atividade sendo retomada apenas depois daquela data, conforme orienta\u00e7\u00e3o das autoridades do pa\u00eds.<!--nextpage--><\/p>\n<p>J\u00e1 a Marcopolo (<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/pomo4\">POMO4<\/a>), que \u00e9 sediada em Caxias do Sul (RS) e produz carrocerias de \u00f4nibus, comunicou que a sua f\u00e1brica na China s\u00f3 volta a funcionar a partir do dia 10, se n\u00e3o surgirem novos problemas por conta do coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0s a\u00e9reas brasileiras, a exposi\u00e7\u00e3o direta em China \u00e9 vista como pouco significativa.<\/p>\n<p>O Morgan Stanley aponta que, diferentemente da Europa, a Am\u00e9rica Latina tem uma exposi\u00e7\u00e3o pequena ao turismo chin\u00eas (cerca de 0,2% dos voos diretos).<\/p>\n<p>Para tra\u00e7ar um paralelo, os analistas lembram ainda o caso de H1N1 em 2009 e o impacto na Am\u00e9rica Latina, principalmente no M\u00e9xico, que foi o pa\u00eds que mais sofreu. No pa\u00eds, tamb\u00e9m impactado pela crise econ\u00f4mica global, onde uma queda no tr\u00e1fego a\u00e9reo de 20% no terceiro trimestre na base anual (quando a pandemia atingiu o pico) e 11% no ano como um todo. No Brasil, em contraste, as a\u00e9reas locais expandiram a sua capacidade dom\u00e9stica e internacional em 15% e 2%, respectivamente.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, conforme aponta a XP Investimentos, apesar de n\u00e3o ser muito significativo, caso os impactos do surto se prolonguem no m\u00e9dio prazo, poderemos continuar vendo press\u00e3o nos pre\u00e7os de a\u00e7\u00f5es brasileiras ligadas \u00e0 demanda chinesa, o que incluiria tamb\u00e9m as a\u00e9reas e as empresas de turismo como Gol (<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/goll4\">GOLL4<\/a>), Azul (<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/azul4\">AZUL4<\/a>) e CVC (<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/cvcb3\">CVCB3<\/a>).<\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px\"><strong>Leia tamb\u00e9m<br \/><\/strong><a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/minhas-financas\/coronavirus-brasileiro-com-passagem-para-a-china-nao-tem-atendimento-diferenciado\/\">\u2022 Coronav\u00edrus: brasileiro com passagem para a China n\u00e3o tem atendimento diferenciado<\/a><\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio, a queda dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo, com o tipo brent indo para menos de US$ 58 pode ser um mitigador da baixa das a\u00e7\u00f5es das a\u00e9reas, uma vez que o petr\u00f3leo mais baixo diminui os custos &#8211; grande parte deles vem do combust\u00edvel querosene, que \u00e9 derivado do petr\u00f3leo, para o avi\u00e3o. Por outro lado, a alta do d\u00f3lar neste momento de avers\u00e3o ao risco pode afetar negativamente empresas como a Gol, que possui endividamento em d\u00f3lar.<\/p>\n<p><strong>Seja s\u00f3cio das melhores empresas da Bolsa:\u00a0<a href=\"https:\/\/cadastro.clear.com.br\/passo\/default\/step1?utm_source=infomoney&amp;utm_campaign=materia-redacao&amp;utm_medium=link&amp;utm_content=lara-rizerio&amp;utm_term=1391219&amp;cid=596997403.1550490425\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">abra uma conta na Clear com taxa ZERO para corretagem de a\u00e7\u00f5es<\/a><\/strong><\/p>\n<p>The post <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/mercados\/coronavirus-quais-setores-e-acoes-da-bolsa-brasileira-sao-os-mais-impactados-pela-nova-emergencia-global\/\">Coronav\u00edrus: quais setores e a\u00e7\u00f5es da bolsa brasileira s\u00e3o os mais impactados pela nova emerg\u00eancia global?<\/a> appeared first on <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\">InfoMoney<\/a>.<br \/>\nFonte: Infomoney Mercados rss<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Infoeconomico.com.br &#8211; Seu Portal de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00c3O PAULO &#8211; O temor sobre os efeitos do coronav\u00edrus vem impactando fortemente os mercados, inclusive o brasileiro, em meio \u00e0s indica\u00e7\u00f5es de que o surto da doen\u00e7a que se assemelha a uma pneumonia afete fortemente a economia chinesa e, consequentemente, a mundial. 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