{"id":214819,"date":"2025-11-03T20:02:54","date_gmt":"2025-11-03T23:02:54","guid":{"rendered":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/deficit-primario-do-governo-central-somou-r-951-bilhoes-em-2019\/"},"modified":"2025-11-03T20:02:54","modified_gmt":"2025-11-03T23:02:54","slug":"deficit-primario-do-governo-central-somou-r-951-bilhoes-em-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/deficit-primario-do-governo-central-somou-r-951-bilhoes-em-2019\/","title":{"rendered":"D\u00e9ficit prim\u00e1rio do Governo Central somou R$ 95,1 bilh\u00f5es em 2019"},"content":{"rendered":"<p>As receitas extras do pr\u00e9-sal e o empo\u00e7amento de recursos que n\u00e3o conseguiram ser gastos fizeram o Governo Central (Tesouro Nacional, Previd\u00eancia Social e Banco Central) cumprir a meta de d\u00e9ficit prim\u00e1rio, com folga, em 2019. Segundo n\u00fameros divulgados\u00a0hoje (29)\u00a0pelo Tesouro Nacional, o resultado ficou negativo em R$ 95,1 bilh\u00f5es no ano passado, contra d\u00e9ficit de R$ 120,3 bilh\u00f5es registrado em 2018.<\/p>\n<p>O d\u00e9ficit prim\u00e1rio representa o resultado negativo nas contas do governo desconsiderando o pagamento dos juros da d\u00edvida p\u00fablica. Esse foi o sexto ano seguido de resultado negativo nas contas p\u00fablicas. Mesmo assim, o resultado de 2019 foi o melhor desde 2014, quanto o d\u00e9ficit tinha chegado a R$ 23,482 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Apesar da queda no d\u00e9ficit, o resultado veio pior que o esperado pelas institui\u00e7\u00f5es financeiras. Segundo o Prisma Fiscal, pesquisa do Minist\u00e9rio da Economia divulgada todos os meses, as institui\u00e7\u00f5es financeiras esperavam d\u00e9ficit de R$ 86,533 bilh\u00f5es para o Governo Central no ano passado.<\/p>\n<p>Em novembro, o ministro da Economia,<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2019-11\/deficit-primario-encerrara-o-ano-abaixo-de-r-80-bilhoes-diz-guedes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> Paulo Guedes, tinha previsto que o d\u00e9ficit prim\u00e1rio fecharia 2019<\/a> em torno de R$ 80 bilh\u00f5es.<\/p>\n<h2>D\u00e9ficit maior<\/h2>\n<p>Segundo o secret\u00e1rio do Tesouro, Mansueto Almeida, o d\u00e9ficit prim\u00e1rio veio maior que o esperado por causa de capitaliza\u00e7\u00f5es de estatais, que consumiram R$ 10,1 bilh\u00f5es em 2019, dos quais R$ 9,6 bilh\u00f5es apenas em dezembro. Desse total, a maior despesa ocorreu com a Emgepron, empresa da Marinha que teve inje\u00e7\u00e3o de dinheiro do governo para a constru\u00e7\u00e3o de corvetas.<\/p>\n<p>Apenas em dezembro, o d\u00e9ficit prim\u00e1rio somou R$ 14,6 bilh\u00f5es, queda de 55,8%, descontada a infla\u00e7\u00e3o oficial pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), em rela\u00e7\u00e3o aos R$ 31,7 bilh\u00f5es registrados em dezembro de 2018.<\/p>\n<p>De acordo com o Tesouro Nacional, tr\u00eas fatores contribu\u00edram para a diminui\u00e7\u00e3o do d\u00e9ficit em 2019. O primeiro foi o fato de a receita l\u00edquida ter vindo R$ 2,4 bilh\u00f5es acima do projetado no ano passado. Isso ocorreu por causa do leil\u00e3o do excedente da cess\u00e3o onerosa do pr\u00e9-sal, que somou R$ 69,9 bilh\u00f5es, e pela nova pol\u00edtica de pagamentos de dividendos das estatais ao Tesouro Nacional, que totalizaram R$ 21,2\u00a0bilh\u00f5es no ano passado. O pagamento de Imposto de Renda e de Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido decorrente da venda de subsidi\u00e1rias de estatais tamb\u00e9m ajudou a refor\u00e7ar a arrecada\u00e7\u00e3o em cerca de R$ 12 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O segundo fator foi a execu\u00e7\u00e3o da despesa ter ficado R$ 41,5 bilh\u00f5es abaixo do programado. Parte dessa diferen\u00e7a deve-se ao represamento de R$ 17,4 bilh\u00f5es de recursos em minist\u00e9rios. Chamado de empo\u00e7amento, esse processo ocorre quando a equipe econ\u00f4mica libera recursos, mas os minist\u00e9rios n\u00e3o conseguem gast\u00e1-los por problemas de gest\u00e3o ou de subvincula\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias que dificultam o remanejamento de verbas.<\/p>\n<p>Com a entrada dos recursos da cess\u00e3o onerosa, o governo descontingenciou (desbloqueou) a totalidade do Or\u00e7amento em novembro. Apesar do desbloqueio, os \u00f3rg\u00e3os federais n\u00e3o tiveram tempo de fazer licita\u00e7\u00f5es e executar\u00a0as despesas, resultando em R$ 7 bilh\u00f5es autorizados, mas n\u00e3o gastos pelo governo, al\u00e9m do empo\u00e7amento.<\/p>\n<h2>Despesas<\/h2>\n<p>Em 2019, as receitas l\u00edquidas acumulam alta de 5,6% acima da infla\u00e7\u00e3o oficial pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA). As despesas totais, em contrapartida, subiram em ritmo menor, 2,7% acima da infla\u00e7\u00e3o. Os gastos com a Previd\u00eancia Social subiram 3% al\u00e9m da infla\u00e7\u00e3o, contra alta de 1,3%, tamb\u00e9m acima da infla\u00e7\u00e3o, dos gastos com pessoal.<\/p>\n<p>As demais despesas obrigat\u00f3rias, no entanto, acumularam queda de 6,6% descontada a infla\u00e7\u00e3o, por causa principalmente da redu\u00e7\u00e3o de 42,6% dos gastos com os cr\u00e9ditos extraordin\u00e1rios do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) (-34,3%) e com subs\u00eddios e subven\u00e7\u00f5es (-30,6%). Todas as varia\u00e7\u00f5es negativas consideram o IPCA.<\/p>\n<p>As despesas de custeio (manuten\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina p\u00fablica) acumularam alta de 7,9% acima da infla\u00e7\u00e3o no ano passado, mas boa parte do aumento decorreu do pagamento de R$ 34,1 bilh\u00f5es do Tesouro \u00e0 Petrobras, por causa do acordo da cess\u00e3o onerosa.<\/p>\n<p>Os investimentos (obras p\u00fablicas e compra de equipamentos) somaram R$ 56,593 bilh\u00f5es, alta de 2,3% al\u00e9m da infla\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado. Em valores corrigidos pela infla\u00e7\u00e3o, os investimentos atingiram n\u00edveis semelhantes aos de 2008. Sem a capitaliza\u00e7\u00e3o das estatais, os investimentos teriam totalizado R$ 46,5 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Os gastos com o Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), programa de investimentos federais, somaram R$ 27,081 bilh\u00f5es em 2019, queda de 5,6% em rela\u00e7\u00e3o a 2018, descontada a infla\u00e7\u00e3o.<!--nextpage--><\/p>\n<p><em>Mat\u00e9ria alterada \u00e0s 16h20 para corre\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o no 2\u00b0 par\u00e1grafo. Diferentemente do informado, o resultado de 2019 foi o melhor desde 2014<\/em><br \/>\nFonte: EBC ECONOMIA<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Infoeconomico.com.br &#8211; Seu Portal de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As receitas extras do pr\u00e9-sal e o empo\u00e7amento de recursos que n\u00e3o conseguiram ser gastos fizeram o Governo Central (Tesouro Nacional, Previd\u00eancia Social e Banco Central) cumprir a meta de d\u00e9ficit prim\u00e1rio, com folga, em 2019. 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