{"id":214419,"date":"2025-11-03T20:02:43","date_gmt":"2025-11-03T23:02:43","guid":{"rendered":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/epe-brasil-tem-potencial-tecnico-de-energia-eolica-no-mar-de-700-gw\/"},"modified":"2025-11-03T20:02:43","modified_gmt":"2025-11-03T23:02:43","slug":"epe-brasil-tem-potencial-tecnico-de-energia-eolica-no-mar-de-700-gw","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/epe-brasil-tem-potencial-tecnico-de-energia-eolica-no-mar-de-700-gw\/","title":{"rendered":"EPE: Brasil tem potencial t\u00e9cnico de energia e\u00f3lica no mar de 700 GW"},"content":{"rendered":"<p>O potencial t\u00e9cnico de gera\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica do Brasil no mar \u00e9 de 700 GW, segundo um estudo da Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE), vinculada ao Minist\u00e9rio de Minas e Energia. O documento foi elaborado ap\u00f3s seis processos de licenciamento ambiental para a constru\u00e7\u00e3o de usinas e\u00f3licas no mar (e\u00f3licas <em>offshore<\/em>) terem sido abertos no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama), todos em fase de licenciamento pr\u00e9vio.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo o presidente da EPE, Thiago Barral, o estudo Roadmap E\u00f3lica <em>Offshore <\/em>Brasil, publicado ontem (23), \u00e9 o \u201cdocumento mais completo, sob o ponto de vista de planejamento\u201d, sobre essa fonte de energia produzida no mar feito no Brasil.<\/p>\n<p>Segundo Barral, a EPE percebeu que havia lacunas de informa\u00e7\u00e3o sobre as e\u00f3licas <em>offshore <\/em>e barreiras para que essa fonte de energia se apresentasse de forma competitiva no Brasil. O mapa se baseia em experi\u00eancias no exterior, em especial na Alemanha, Reino Unido e China e aponta onde est\u00e3o as barreiras e as poss\u00edveis linhas de a\u00e7\u00f5es para remover essas dificuldades. \u201cUm raio X de onde estamos e para onde podemos ir\u201d, disse Barral. O pr\u00f3ximo passo ser\u00e1 identificar os investidores p\u00fablicos e privados que podem desenvolver essas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h2>Potencial<\/h2>\n<p>O estudo da EPE apurou que quanto mais distante e mais profundo, maior \u00e9 o potencial t\u00e9cnico de gera\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica no mar e maior tamb\u00e9m o custo associado. Embora alguns pa\u00edses estejam explorando energia e\u00f3lica a profundidades maiores, o mapa indica que a tend\u00eancia \u00e9 por profundidade da l\u00e2mina d\u2019\u00e1gua de 50 metros. Nesses locais, o potencial t\u00e9cnico \u00e9 de 700 GW.\u00a0<\/p>\n<p>O principal local para a instala\u00e7\u00e3o de e\u00f3licas no mar no Brasil \u00e9 o Nordeste, com 68% de potencial de aproveitamento dos ventos no mar. A Regi\u00e3o Sul tamb\u00e9m apresenta potenciais positivos, bem como o Sudeste, disse Barral.\u00a0<\/p>\n<p>Dos seis projetos com pedido de licenciamento pr\u00e9vio no Ibama, tr\u00eas mostram potencial de gera\u00e7\u00e3o de 3 GW cada. S\u00e3o o Complexo E\u00f3lico Mar\u00edtimo Jangadas, no Cear\u00e1; o Complexo E\u00f3lico Maravilha, no Rio de Janeiro; e o Complexo E\u00f3lico Mar\u00edtimo \u00c1guas Claras, no Rio Grande do Sul, todos da empresa Neoenergia.<\/p>\n<h2>Fontes renov\u00e1veis<\/h2>\n<p>Barral explicou que, da mesma forma que ocorreu na Europa, o interesse pela energia e\u00f3licas no mar est\u00e1 relacionado \u00e0 busca de fontes renov\u00e1veis para substituir os combust\u00edveis f\u00f3sseis, al\u00e9m da cadeia produtiva e da demanda crescente de energia. \u201cA busca por fontes que n\u00e3o agravem problemas de polui\u00e7\u00e3o\u201d, disse.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo o presidente da EPE, os custos para instala\u00e7\u00e3o de usinas e\u00f3licas no mar s\u00e3o mais elevados. Envolvendo dist\u00e2ncia, profundidade e tipo de funda\u00e7\u00e3o, entre outros fatores, no exterior, esses custos variam entre US$ 2 mil e US$ 6 mil por quilowatt (kw). Em moeda nacional, o investimento oscila entre R$ 8,7 mil e R$ 15,8 mil por kw, baseado na refer\u00eancia internacional. Em terra, o custo de implanta\u00e7\u00e3o de uma usina e\u00f3lica \u00e9 de R$ 4 mil por kw. A capacidade instalada hoje das e\u00f3licas em terra \u00e9 de 15 GW, informou o presidente da EPE.<\/p>\n<h2>Problemas<\/h2>\n<p>Barral explicou que um fator que eleva o custo \u00e9 a conex\u00e3o com o sistema na costa e sua integra\u00e7\u00e3o com o sistema interligado. Outros problemas envolvem a adapta\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria nacional para atender \u00e0 e\u00f3lica <em>offshore <\/em>em termos de escala, ou seja, da maior dimens\u00e3o para os equipamentos atualmente usados nas usinas em terra, a infraestrutura dos portos e embarca\u00e7\u00f5es para atender \u00e0 demanda das e\u00f3licas <em>offshore<\/em>, assunto que poder\u00e1 envolver a Marinha.\u00a0<\/p>\n<p>O presidente da EPE enxergou como positiva a abertura de consulta p\u00fablica pelo Ibama sobre o licenciamento ambiental para essas usinas, tendo em vista o ineditismo no Brasil desse tipo de investimento. Ele avaliou que o fato de estarem no mar, a princ\u00edpio, n\u00e3o traz nenhuma quest\u00e3o que n\u00e3o possa ser superada, mas admitiu que, como se trata de zonas costeiras que s\u00e3o mais populosas, poder\u00e1 haver conflitos com outras \u00e1reas, como o turismo, mas que devem ser superados.<\/p>\n<h2>Seguran\u00e7a jur\u00eddica<\/h2>\n<p>Para Barral o ideal \u00e9 que as e\u00f3licas no mar se integrem aos mecanismos aplicados \u00e0s demais fontes de energia. Em rela\u00e7\u00e3o ao arcabou\u00e7o regulat\u00f3rio para dar seguran\u00e7a jur\u00eddica para o desenvolvimento de projetos <em>offshore<\/em>, ele indicou a necessidade de se trabalhar para aperfei\u00e7oar a legisla\u00e7\u00e3o. O modelo deve privilegiar a livre iniciativa.\u00a0<!--nextpage--><\/p>\n<p>Em raz\u00e3o do complexo log\u00edstico, o tempo de constru\u00e7\u00e3o dessas usinas e\u00f3licas no mar pode se estender de dois a tr\u00eas anos e meio, com base na experi\u00eancia internacional. Nas e\u00f3licas <em>onshore <\/em>(em terra), o prazo de conclus\u00e3o \u00e9 de um ano. Barral acentuou que a inten\u00e7\u00e3o do estudo \u00e9 iniciar a discuss\u00e3o sobre o tema. \u201cA ideia \u00e9 dar uma contribui\u00e7\u00e3o, mostrando que \u00e9 vi\u00e1vel, apesar da complexidade\u201d. Ele acredita que as e\u00f3licas no mar s\u00e3o uma \u201cpossibilidade que pode surgir em um horizonte n\u00e3o muito distante\u201d.<\/p>\n<p>O trabalho contou com parceria da Marinha, do Ibama e da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel), e teve apoio do Banco Mundial (Bird), da ag\u00eancia de coopera\u00e7\u00e3o alem\u00e3 e da Embaixada Brit\u00e2nica.<br \/>\nFonte: EBC ECONOMIA<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Infoeconomico.com.br &#8211; Seu Portal de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O potencial t\u00e9cnico de gera\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica do Brasil no mar \u00e9 de 700 GW, segundo um estudo da Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE), vinculada ao Minist\u00e9rio de Minas e Energia. 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