{"id":214001,"date":"2025-11-03T20:02:33","date_gmt":"2025-11-03T23:02:33","guid":{"rendered":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/china-e-estados-unidos-assinam-acordo-considerado-fragil\/"},"modified":"2025-11-03T20:02:33","modified_gmt":"2025-11-03T23:02:33","slug":"china-e-estados-unidos-assinam-acordo-considerado-fragil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/china-e-estados-unidos-assinam-acordo-considerado-fragil\/","title":{"rendered":"China e Estados Unidos assinam acordo considerado fr\u00e1gil"},"content":{"rendered":"<p>A China e os Estados Unidos (EUA) assinam nesta quarta-feira (15) um acordo parcial para ultrapassar as disputas comerciais entre os dois pa\u00edses, mas que analistas consideram uma tr\u00e9gua fr\u00e1gil, ap\u00f3s meses de uma crise que abalou a economia mundial.<\/p>\n<p>O documento, chamado de &#8220;acordo de primeira fase&#8221;, dever\u00e1 ser assinado durante cerim\u00f4nia na Casa Branca e \u00e9 o resultado de um compromisso limitado entre Washington e Pequim, no momento em que os dois pa\u00edses temem as consequ\u00eancias econ\u00f4micas e financeiras de uma prolongada guerra comercial.<\/p>\n<p>Segundo o acordo, a China se compromete a importar um total de US$ 200 bilh\u00f5es (180 bilh\u00f5es de euros) em bens dos Estados Unidos, incluindo produtos agr\u00edcolas, para reduzir o d\u00e9ficit comercial entre os dois pa\u00edses.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, Pequim se compromete a n\u00e3o manipular o valor da moeda ou a proteger a propriedade intelectual das empresas norte-americanas, em troca de uma suspens\u00e3o parcial das taxas alfandeg\u00e1rias impostas por Washington sobre bens importados da China.<\/p>\n<p>No entanto, o acordo n\u00e3o anula a maior parte das taxas punitivas impostas pelos EUA sobre US$ 360 bilh\u00f5es (323 bilh\u00f5es de euros) de produtos importados da China e exclui reformas profundas no sistema econ\u00f4mico chin\u00eas, incluindo a atribui\u00e7\u00e3o de subs\u00eddios \u00e0s empresas dom\u00e9sticas, enquanto as protege da competi\u00e7\u00e3o externa.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos v\u00e3o assim manter taxas alfandeg\u00e1rias adicionais de 25% sobre US$ 250 bilh\u00f5es (quase 225 bilh\u00f5es de euros) de bens importados da China e de 7,5% sobre mais US$ 120 bilh\u00f5es (quase 110 bilh\u00f5es de euros).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 improv\u00e1vel que a assinatura do documento suspenda a rivalidade estrat\u00e9gica entre as duas pot\u00eancias, que aumentou durante a presid\u00eancia de Donald Trump e se estendeu a assuntos de defesa e de alta tecnologia, incluindo redes de telecomunica\u00e7\u00f5es de quinta gera\u00e7\u00e3o (5G) ou a intelig\u00eancia artificial.<\/p>\n<p>&#8220;A assinatura dessa tr\u00e9gua, apesar de ser bem-vinda, n\u00e3o muda a realidade de que os dois pa\u00edses est\u00e3o em posi\u00e7\u00f5es cada vez mais antag\u00f4nicas&#8221;, observou a analista da unidade de investiga\u00e7\u00e3o Rand Corporation Ali Wyne, citada pelo jornal <em>Financial Times<\/em>.<\/p>\n<p>&#8220;Washington considera a ascens\u00e3o econ\u00f4mica de Pequim uma amea\u00e7a \u00e0 seguran\u00e7a do pa\u00eds e \u00e0 dos aliados e parceiros. Enquanto isso, Pequim considera como fundamentais a acelera\u00e7\u00e3o da inova\u00e7\u00e3o local e a abertura de mercados de exporta\u00e7\u00e3o alternativos&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Na pauta est\u00e1 o plano &#8220;Made in China 2025&#8221;, que visa a transformar as empresas estatais chinesas em pot\u00eancias tecnol\u00f3gicas, com capacidade em setores de alto valor agregado, como intelig\u00eancia artificial, energia renov\u00e1vel, rob\u00f3tica e carros el\u00e9tricos. Washington considera que o plano viola os compromissos assumidos por Pequim na abertura do mercado.<\/p>\n<p>O governo chin\u00eas quer uma elimina\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida das taxas alfandeg\u00e1rias ap\u00f3s o acordo, mas a administra\u00e7\u00e3o norte-americana resistiu, numa tentativa de garantir que a China respeitar\u00e1 os compromissos. Trump sugeriu que uma segunda fase das negocia\u00e7\u00f5es seja deixada para depois das elei\u00e7\u00f5es presidenciais nos EUA, em novembro de 2020.<\/p>\n<p>Na v\u00e9spera da assinatura do acordo, o Departamento do Tesouro norte-americano retirou a designa\u00e7\u00e3o da China como pa\u00eds manipulador de moeda, implementada quando as tens\u00f5es aumentaram em agosto passado.<\/p>\n<p>O an\u00fancio foi feito exatamente quando o vice-primeiro-ministro, chin\u00eas Liu He, encarregado dos assuntos econ\u00f4micos, desembarcou em Washington.<\/p>\n<p>As autoridades norte-americanas t\u00eam ainda alterado a ret\u00f3rica sobre a China, adotando um tom mais conciliador.<\/p>\n<p>O encarregado de negociar o acordo com a China, Robert Lighthizer, disse, em entrevista, que o objetivo n\u00e3o \u00e9 dissociar as duas economias, mas reescrever &#8220;as regras&#8221;, para que funcionem para ambos os pa\u00edses.<\/p>\n<p>&#8220;As pessoas podem falar \u00e0 vontade, que n\u00e3o me incomodam. Eu acho que o presidente tem uma vis\u00e3o. Ele nos fez trabalhar arduamente e demos um grande passo&#8221;, garantiu.<\/p>\n<p><em>*Emissora p\u00fablica de televis\u00e3o de Portugal<\/em><br \/>\nFonte: EBC ECONOMIA<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Infoeconomico.com.br &#8211; Seu Portal de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A China e os Estados Unidos (EUA) assinam nesta quarta-feira (15) um acordo parcial para ultrapassar as disputas comerciais entre os dois pa\u00edses, mas que analistas consideram uma tr\u00e9gua fr\u00e1gil, ap\u00f3s meses de uma crise que abalou a economia mundial. 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