{"id":213859,"date":"2025-11-03T20:02:29","date_gmt":"2025-11-03T23:02:29","guid":{"rendered":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/ibge-preve-safra-recorde-de-graos-em-2020\/"},"modified":"2025-11-03T20:02:29","modified_gmt":"2025-11-03T23:02:29","slug":"ibge-preve-safra-recorde-de-graos-em-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/ibge-preve-safra-recorde-de-graos-em-2020\/","title":{"rendered":"IBGE prev\u00ea safra recorde de gr\u00e3os em 2020"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/releases_2017\/LSPA_release.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"line-height: 1.5\"><big>O terceiro progn\u00f3stico para a safra 2020 mostra que a produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosas aponta um recorde de 243,2 milh\u00f5es de toneladas, 0,7% acima da safra de 2019, o que representa 1,7 milh\u00e3o de toneladas a mais. As estimativas iniciais apontam uma redu\u00e7\u00e3o de 7,2% na produ\u00e7\u00e3o do milho e um crescimento de 7,8% na produ\u00e7\u00e3o da soja. <\/big><\/p>\n<table width=\"590\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"5\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"310\" height=\"7\">Estimativa de DEZEMBRO para 2019<\/td>\n<td width=\"258\">241,5 milh\u00f5es de toneladas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"310\" height=\"10\">Varia\u00e7\u00e3o dezembro 2019\/ novembro 2019<\/td>\n<td width=\"258\">(0,2%) 582,4 mil toneladas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"310\" height=\"10\">Varia\u00e7\u00e3o safra 2019\/ safra 2018<\/td>\n<td width=\"258\">(6,6%) 15 milh\u00f5es de toneladas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"310\" height=\"10\">Estimativa de DEZEMBRO para 2020<\/td>\n<td width=\"258\">243,2 milh\u00f5es de toneladas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"310\" height=\"9\">Varia\u00e7\u00e3o safra 2020\/ safra 2019<\/td>\n<td width=\"258\">(0,7%) 1,7 milh\u00e3o de toneladas<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"line-height: 1.5\"><big>Analisando-se os cinco produtos de maior import\u00e2ncia para a pr\u00f3xima safra, apenas o milho 2\u00aa safra apresentou estimativa de produ\u00e7\u00e3o menor que em 2019, de 10,4%. Apresentam varia\u00e7\u00e3o positiva o algod\u00e3o herb\u00e1ceo (2,7%), o feij\u00e3o 1\u00aa safra (3,3%), o arroz (0,9%), o milho 1\u00aa safra (1,8%) e a soja (7,8%). As estimativas das produ\u00e7\u00f5es de soja e algod\u00e3o s\u00e3o recordes da s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE. <\/big> <\/p>\n<p style=\"line-height: 1.5\"><big>J\u00e1 a 12\u00aa estimativa de 2019 totalizou 241,5 milh\u00f5es de toneladas, 6,6% superior \u00e0 obtida em 2018 (226,5 milh\u00f5es de toneladas), aumento de 15,0 milh\u00f5es de toneladas. O recorde anterior da produ\u00e7\u00e3o foi em 2017, quando foram produzidas 238,4 milh\u00f5es de toneladas. A estimativa da produ\u00e7\u00e3o da soja em 2019 foi de 113,5 milh\u00f5es de toneladas, enquanto o milho (100,6 milh\u00f5es de toneladas) e algod\u00e3o (6,9 milh\u00f5es de toneladas) tiveram uma estimativa de produ\u00e7\u00e3o recorde. A estimativa de produ\u00e7\u00e3o de arroz foi de 10,3 milh\u00f5es de toneladas. <\/big> <\/p>\n<p style=\"line-height: 1.5\"><big>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Levantamento Sistem\u00e1tico da Produ\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola (LSPA).<\/big> <\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/estatisticas_economicas\/2020_01\/lspa-graf-hsdoihsdoh.jpg\" alt=\"\" width=\"681\" height=\"478\" \/><\/p>\n<p>A estimativa da \u00e1rea colhida para 2019 foi de 63,2 milh\u00f5es de hectares, apresentando crescimento de 3,7% frente \u00e0 \u00e1rea colhida em 2018, aumento de 2,3 milh\u00f5es de hectares. O arroz, o milho e a soja representaram 92,8% da estimativa da produ\u00e7\u00e3o e responderam por 87,0% da \u00e1rea colhida. Em rela\u00e7\u00e3o a 2018, houve acr\u00e9scimo de 7,0% na \u00e1rea do milho, de 2,6% na \u00e1rea da soja e de 41,9% para a \u00e1rea do algod\u00e3o herb\u00e1ceo e redu\u00e7\u00e3o de 9,3% na \u00e1rea de arroz. Quanto \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, ocorreram quedas de 3,7% para a soja e de 12,6% para o arroz e acr\u00e9scimos de 23,6% para o milho e de 39,8% para o algod\u00e3o herb\u00e1ceo.<\/p>\n<p>Regionalmente, o volume da produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribui\u00e7\u00e3o: Centro-Oeste, 111,5 milh\u00f5es de toneladas (46,2%); Sul, 77,2 milh\u00f5es de toneladas (32,0%); Sudeste, 23,7 milh\u00f5es de toneladas (9,8%); Nordeste, 19,2 milh\u00f5es de toneladas (7,9%) e Norte, 9,8 milh\u00f5es de toneladas (4,1%). Todas as Grandes Regi\u00f5es, apresentaram aumento na produ\u00e7\u00e3o: Centro-Oeste (10,4%), Regi\u00e3o Norte (9,7%), Regi\u00e3o Centro-Oeste (10,4%), Regi\u00e3o Sul (3,6%), Regi\u00e3o Nordeste (0,4%) Regi\u00e3o Sudeste (3,7%). O Mato Grosso lidera como maior produtor nacional de gr\u00e3os, com uma participa\u00e7\u00e3o de 28,0%, seguido pelo Paran\u00e1 (14,9%), Rio Grande do Sul (14,3%), Goi\u00e1s (10,0%), Mato Grosso do Sul (7,9%) e Minas Gerais (6,0%), que, somados, representaram 81,1% do total nacional.<\/p>\n<p><strong>Para 2020, terceiro progn\u00f3stico estima safra 0,7% maior que a de 2019<\/strong><\/p>\n<p>Neste terceiro progn\u00f3stico, a safra brasileira de gr\u00e3os, cereais e leguminosas em 2020 deve ser recorde e somar <strong>243,2 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, com crescimento de 1,7 milh\u00e3o de toneladas a mais (0,7%) em rela\u00e7\u00e3o a 2019. As estimativas iniciais apontam uma redu\u00e7\u00e3o de 7,2% na produ\u00e7\u00e3o do milho e um crescimento de 7,8% na produ\u00e7\u00e3o da soja. Dos cinco produtos de maior import\u00e2ncia para a pr\u00f3xima safra, apenas o milho 2\u00aa safra apresentou estimativa de produ\u00e7\u00e3o menor que em 2019, de 10,4%. Apresentam varia\u00e7\u00e3o positiva o algod\u00e3o herb\u00e1ceo (2,7%), o feij\u00e3o 1\u00aa safra (3,3%), o arroz (0,9%), o milho 1\u00aa safra (1,8%) e a soja (7,8%).<\/p>\n<p><strong>ALGOD\u00c3O HERB\u00c1CEO (em caro\u00e7o)<\/strong> \u2013 O terceiro progn\u00f3stico da safra para 2020 estimou uma produ\u00e7\u00e3o de <strong>7,1 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, crescimento de 2,7% em compara\u00e7\u00e3o com a safra de 2019, marcando novo recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE. A \u00e1rea plantada, de 1,7 milh\u00e3o de hectares, deve crescer 7,1%. Estima-se que a safra 2020 obtenha rendimento m\u00e9dio de 4 058 kg\/ha, decl\u00ednio de 4,1% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra do ano anterior. Em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, a estimativa de produ\u00e7\u00e3o do algod\u00e3o apresenta crescimento de 0,7%, em decorr\u00eancia do aumento de 0,8% da \u00e1rea plantada. O rendimento m\u00e9dio declinou 0,1%. Foram verificados crescimentos nas estimativas da produ\u00e7\u00e3o no Tocantins (31,0% ou 2 475 toneladas), Piau\u00ed (31,9% ou 17 627 toneladas), Mato Grosso do Sul (5,2% ou 8 366 toneladas), Mato Grosso (0,4% ou 17 340 toneladas) e Goi\u00e1s (7,2% ou 12 132 toneladas). Na Bahia, houve decl\u00ednio na estimativa da produ\u00e7\u00e3o do algod\u00e3o (-0,5% ou 7 050 toneladas).<!--nextpage--><\/p>\n<p><strong>ARROZ (em casca)<\/strong> \u2013 A terceira estimativa para a safra nacional de 2020 \u00e9 de uma produ\u00e7\u00e3o de <strong>10,4 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, crescimento de 0,9% em rela\u00e7\u00e3o a 2019. O rendimento m\u00e9dio deve crescer 3,6%, para 6 266 kg\/ha, enquanto a \u00e1rea plantada deve apresentar decl\u00ednio de 3,4%. Em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o apresenta decl\u00ednio de 0,7%, tendo a \u00e1rea plantada e o rendimento m\u00e9dio decrescido 0,1% e 0,5%, respectivamente. O Rio Grande do Sul, maior produtor de arroz do Pa\u00eds, deve participar com 70,5% do total a ser colhido em 2020. A produ\u00e7\u00e3o ga\u00facha foi estimada em 7,3 milh\u00f5es de toneladas, crescimento de 1,8% em rela\u00e7\u00e3o a 2019. A \u00e1rea plantada estimada de arroz apresentou decl\u00ednio de 3,4%, enquanto o rendimento m\u00e9dio foi estimado com crescimento de 3,9%, ou 7 706 kg\/ha. Santa Catarina, segundo produtor nacional, estimou uma produ\u00e7\u00e3o de 1,1 milh\u00e3o de toneladas, e um rendimento m\u00e9dio de 7 470 kg\/ha, crescimento de 0,6% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra de 2019.<\/p>\n<p><strong>CAF\u00c9 (em gr\u00e3o)<\/strong> \u2013 A primeira estimativa do IBGE para a safra de caf\u00e9 foi de <strong>3,4 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, ou <strong>56,4 milh\u00f5es de sacas de 60 kg<\/strong>, representando um aumento de 12,9% em rela\u00e7\u00e3o a 2019. A estimativa de produ\u00e7\u00e3o do <strong>caf\u00e9 ar\u00e1bica<\/strong> \u00e9 de <strong>2,5 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, ou <strong>42,2 milh\u00f5es de sacas de 60 kg<\/strong>, crescimento de 22,1% em rela\u00e7\u00e3o a 2019. O rendimento m\u00e9dio apresenta um crescimento de 16,2%, enquanto a \u00e1rea plantada e a \u00e1rea a ser colhida aumentam em 4,2% e 5,0%, respectivamente. A safra 2020 do caf\u00e9 ar\u00e1bica \u00e9 de bienalidade positiva, ou seja, ano em que as plantas est\u00e3o recuperadas fisiologicamente, uma vez que a produ\u00e7\u00e3o do ano anterior foi menor. Al\u00e9m disso, os pre\u00e7os do produto recuperaram-se a partir do final de 2019, o que deve incentivar os produtores a aumentarem os investimentos em tratos culturais e aduba\u00e7\u00e3o. At\u00e9 o presente momento, n\u00e3o se tem not\u00edcias de maiores problemas com o clima nas principais regi\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o cafeeira do Pa\u00eds, o que deve tamb\u00e9m refletir na produ\u00e7\u00e3o de 2020. Minas Gerais, maior produtor de caf\u00e9 ar\u00e1bica do pa\u00eds, com 74% do total nacional, estima colher 1,9 milh\u00e3o de toneladas, ou 31,2 milh\u00f5es de sacas de 60 kg, crescimento de 26,2% em rela\u00e7\u00e3o a 2019. No Esp\u00edrito Santo, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o encontra-se 33,4% maior que em 2019. A produ\u00e7\u00e3o capixaba deve alcan\u00e7ar 202,0 mil toneladas, ou 3,4 milh\u00f5es de sacas de 60 kg.<\/p>\n<p>Para o caf\u00e9 <strong>canephora (conillon)<\/strong>, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o encontra-se em <strong>852,0 mil toneladas<\/strong>, ou <strong>14,2 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, retra\u00e7\u00e3o de 7,7% em rela\u00e7\u00e3o a 2019. No Esp\u00edrito Santo, maior produtor brasileiro com participa\u00e7\u00e3o de 66,3% do total, a produ\u00e7\u00e3o estimada foi de 564,5 mil toneladas, ou 9,4 milh\u00f5es de sacas de 60 kg, retra\u00e7\u00e3o de 11,4%. Em Rond\u00f4nia, a produ\u00e7\u00e3o estimada foi de 150,9 mil toneladas, ou 2,5 milh\u00f5es de sacas de 60 kg, aumento de 4,1%. Na Bahia, outro importante produtor desse tipo de caf\u00e9, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o encontra-se em 106,6 mil toneladas, ou 1,8 milh\u00e3o de sacas de 60 kg. O caf\u00e9 conillon passou o ano de 2019 sendo comercializado por um valor relativamente baixo, n\u00e3o tendo retornando boa rentabilidade para os produtores. Dessa forma, a menos que haja recupera\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os nos pr\u00f3ximos meses, n\u00e3o se aguarda aumento nos investimentos em tratos culturais e aduba\u00e7\u00e3o, o que pode comprometer o rendimento das lavouras ao longo do ano.<\/p>\n<p><strong>FEIJ\u00c3O (em gr\u00e3o)<\/strong> \u2013 A terceira estimativa da produ\u00e7\u00e3o de feij\u00e3o para a safra 2020 \u00e9 de <strong>3,0 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, decl\u00ednio de 2,8% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra colhida em 2019. A <strong>1\u00aa safra<\/strong> deve produzir <strong>1,3 milh\u00e3o de toneladas<\/strong>; a <strong>2\u00aa safra<\/strong> uma produ\u00e7\u00e3o de <strong>1,2 milh\u00e3o de toneladas<\/strong> e a <strong>3\u00aa safra, 468,0 mil toneladas<\/strong>. A \u00e1rea a ser colhida na safra de ver\u00e3o (1\u00aa safra) deve alcan\u00e7ar 1,6 milh\u00e3o de hectares, crescimento de 2,1% em rela\u00e7\u00e3o a 2019, enquanto que o rendimento m\u00e9dio, de 852 kg\/ha, deve apresentar um aumento de 1,2%.<\/p>\n<p><strong>MILHO (em gr\u00e3o)<\/strong> \u2013 O terceiro progn\u00f3stico de milho em gr\u00e3o para 2020 estima uma produ\u00e7\u00e3o de <strong>93,3 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, decl\u00ednio de 7,2% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra 2019, o que representa uma redu\u00e7\u00e3o de 7,3 milh\u00f5es de toneladas. Mant\u00e9m-se a tend\u00eancia de um maior volume de produ\u00e7\u00e3o do milho em 2\u00aa safra, devendo esta safra participar com 71,7% da produ\u00e7\u00e3o nacional para 2020, contra 28,3% de participa\u00e7\u00e3o da <strong>1\u00aa safra de milho<\/strong>. Para a 1\u00aa safra de milho, a previs\u00e3o \u00e9 de <strong>26,5 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, 1,8% maior em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2019. Aguarda-se crescimento de 0,5% na \u00e1rea a ser plantada, crescimento de 1,9% na \u00e1rea a ser colhida e retra\u00e7\u00e3o de 0,1% no rendimento m\u00e9dio. Para o <strong>milho 2\u00aa safra<\/strong>, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o \u00e9 de <strong>66,8 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, decl\u00ednio de 10,4% em rela\u00e7\u00e3o a 2019.<!--nextpage--><\/p>\n<p><strong>SOJA (em gr\u00e3o)<\/strong> \u2013 A terceira estimativa de produ\u00e7\u00e3o para 2020 soma <strong>122,4 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, crescimento de 7,8% em rela\u00e7\u00e3o a 2019, sendo a presente informa\u00e7\u00e3o, novo <strong>recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE<\/strong>. A \u00e1rea a ser plantada com a leguminosa \u00e9 de 36,6 milh\u00f5es de hectares, aumento de 2,2%. O rendimento m\u00e9dio estimado \u00e9 de 3 340 kg\/ha, aumento de 5,4%, ressaltando que, na safra da leguminosa, em 2019, houve excesso de calor e restri\u00e7\u00f5es de chuvas no Paran\u00e1, em S\u00e3o Paulo e no Mato Grosso do Sul, prejudicando o rendimento m\u00e9dio nacional. Dentre os maiores produtores, o Mato Grosso, que em 2020 deve responder por 26,9% do total a ser produzido pelo Pa\u00eds, estima colher 33,0 milh\u00f5es de toneladas, crescimento de 2,2% em rela\u00e7\u00e3o a 2019, em decorr\u00eancia do aumento de 2,2% na \u00e1rea a ser plantada. O Paran\u00e1 estima produzir 19,8 milh\u00f5es de toneladas, aumento de 22,6%, enquanto o Rio Grande do Sul estimou uma produ\u00e7\u00e3o de 19,3 milh\u00f5es de toneladas, crescimento de 4,2% em rela\u00e7\u00e3o a 2019. Em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, a estimativa para a produ\u00e7\u00e3o da soja apresenta crescimento de 1,3%, com aumentos da produ\u00e7\u00e3o estimados pelo Tocantins (2,5%), Maranh\u00e3o (1,0%), Piau\u00ed (16,6%), Minas Gerais (1,0%), S\u00e3o Paulo (14,3%), Paran\u00e1 (0,1%), Rio Grande do Sul (0,6%), Mato Grosso do Sul (3,8%) e Goi\u00e1s (2,0%). Dos grandes produtores, apenas a Bahia informou retra\u00e7\u00e3o na estimativa de produ\u00e7\u00e3o, sendo de apenas 2,0%.<\/p>\n<p><strong>Destaques da estimativa de dezembro para a safra de 2019<\/strong><\/p>\n<p>Em dezembro,\u00a0destacaram-se as varia\u00e7\u00f5es nas seguintes estimativas de produ\u00e7\u00e3o, em compara\u00e7\u00e3o a novembro: caf\u00e9 canephora (1,1% ou 10 415 toneladas), feij\u00e3o 2\u00aa safra (0,6% ou 6 969 toneladas), sorgo (0,6% ou 14 333 toneladas), milho 2\u00aa safra (0,4% ou 278 362 toneladas), milho 1\u00aa safra (0,3% ou 80 012 toneladas), soja (0,3% ou 320 468 toneladas), cana-de a\u00e7\u00facar (0,2% ou 1,0 milh\u00e3o de toneladas), e algod\u00e3o herb\u00e1ceo (0,0% ou 2 876 toneladas). Os destaques negativos foram do trigo (-0,5% ou 26 937 toneladas), laranja (-0,6% ou 106 035 toneladas), arroz (-0,6% ou 65 606 toneladas), caf\u00e9 ar\u00e1bica (-0,8% ou 15 710 toneladas), feij\u00e3o 1\u00aa safra (-0,9% ou 11 666 toneladas), e mandioca (-5,5% ou 1,1 milh\u00e3o de toneladas).<\/p>\n<p>As varia\u00e7\u00f5es mais acentuadas nas estimativas das produ\u00e7\u00f5es ocorreram em S\u00e3o Paulo (264 520 toneladas), no Mato Grosso do Sul (182 614 toneladas), no Par\u00e1 (98 378 toneladas), em Minas Gerais (62 513 toneladas), na Bahia (49 732 toneladas), em Goi\u00e1s (38 281 toneladas), no Maranh\u00e3o (2 407 toneladas), no Rio de Janeiro (2 066 toneladas) no Mato Grosso (1 722 toneladas), na Para\u00edba (98 toneladas), no Esp\u00edrito Santo (68 toneladas), em Pernambuco (-483 toneladas), no Cear\u00e1 (-9 360 toneladas), no Rio Grande do Sul (-52 109 toneladas) e no Tocantins (-58 037 toneladas).<\/p>\n<p><strong>ALGOD\u00c3O HERB\u00c1CEO (em caro\u00e7o)<\/strong> \u2013 A produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o foi de <strong>6,9 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, com varia\u00e7\u00e3o positiva de apenas 2 876 toneladas (0,0%). Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o encontra-se 39,8% maior, em raz\u00e3o do crescimento de 41,9% da na \u00e1rea plantada.<\/p>\n<p><strong>ARROZ (em casca)<\/strong> \u2013 A estimativa da produ\u00e7\u00e3o foi reduzida em 0,6% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, correspondendo a uma redu\u00e7\u00e3o de 65,6 mil toneladas. Houve decr\u00e9scimo de 0,9% no rendimento m\u00e9dio. A produ\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ou <strong>10,3 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o de arroz caiu 12,6%, com decl\u00ednios de 8,8% na \u00e1rea plantada e de 3,6% no rendimento m\u00e9dio. No Rio Grande do Sul, a produ\u00e7\u00e3o, em 2019, foi 14,6% menor, com decl\u00ednios de 8,1% na \u00e1rea plantada e de 5,8% no rendimento m\u00e9dio. Nos \u00faltimos anos, em virtude dos pre\u00e7os pouco compensadores, t\u00eam-se verificado cont\u00ednua redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea plantada com arroz irrigado, em decorr\u00eancia da substitui\u00e7\u00e3o por outras culturas, notadamente a soja, em fun\u00e7\u00e3o da sua maior rentabilidade. A leguminosa tamb\u00e9m vem entrando em sistema de rota\u00e7\u00e3o com algumas lavouras de arroz irrigado, permitindo a melhoria das condi\u00e7\u00f5es de solo e, consequentemente, aumento da produtividade.<\/p>\n<p><strong>CAF\u00c9 (em gr\u00e3o)<\/strong> \u2013 A produ\u00e7\u00e3o brasileira de <strong>caf\u00e9<\/strong> foi de <strong>3,0 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, ou <strong>49,9 milh\u00f5es de sacas de 60 kg<\/strong>, redu\u00e7\u00e3o de 16,6% em rela\u00e7\u00e3o a 2018. Em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, a produ\u00e7\u00e3o foi 0,2% menor. Para o <strong>caf\u00e9 ar\u00e1bica<\/strong>, a produ\u00e7\u00e3o estimada foi de <strong>2,1 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, ou<strong> 34,5 milh\u00f5es de sacas de 60 kg<\/strong>, decl\u00ednio de 0,8% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 ar\u00e1bica apresentou queda de 23,1%, representando uma produ\u00e7\u00e3o de \u201cano de baixa\u201d, devido \u00e0 bienalidade negativa. Nos \u00faltimos meses, \u00e0 medida que os trabalhos de colheita avan\u00e7avam no campo, tendo-se um quadro mais fidedigno da produ\u00e7\u00e3o do ar\u00e1bica, os produtores depararam-se com uma produ\u00e7\u00e3o menor que a estimada inicialmente. Os cafezais sofreram com a incid\u00eancia de altas temperaturas e falta de chuvas em um per\u00edodo importante do desenvolvimento da cultura, o que fez com as estimativas de rendimento m\u00e9dio fossem menores. Os pre\u00e7os durante o primeiro semestre n\u00e3o se encontravam t\u00e3o atraentes, e os custos de produ\u00e7\u00e3o foram relativamente elevados, notadamente, insumos e os envolvidos com a contrata\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra avulsa, muito demandado na \u00e9poca de colheita do produto. Dessa forma, muitos produtores reduziram os investimentos em aduba\u00e7\u00e3o e em tratos culturais, contribuindo tamb\u00e9m para a redu\u00e7\u00e3o da produtividade.<!--nextpage--><\/p>\n<p>Para o <strong>caf\u00e9 canephora<\/strong>, mais conhecido como conillon, a produ\u00e7\u00e3o foi de <strong>922,8 mil toneladas<\/strong>, ou 1<strong>5,4 milh\u00f5es de sacas de 60 kg<\/strong>, crescendo 1,1% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, em decorr\u00eancia da produ\u00e7\u00e3o da Bahia, que foi revista com aumento de 12,6%. A produ\u00e7\u00e3o foi de 108,1 mil toneladas, ou 1,8 milh\u00e3o de sacas de 60 kg. Apesar da retra\u00e7\u00e3o de 15,2% na \u00e1rea plantada em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 canephora cresceu 2,6%, com o rendimento m\u00e9dio aumentando 6,0%. Nesse comparativo, as produ\u00e7\u00f5es foram maiores no Esp\u00edrito Santo (7,8%) e em Rond\u00f4nia (4,2%), e menor na Bahia (-23,0%). As produ\u00e7\u00f5es capixaba e de Rond\u00f4nia foram beneficiadas pelo clima este ano.<\/p>\n<p><strong>CANA-DE-A\u00c7\u00daCAR<\/strong> \u2013 A produ\u00e7\u00e3o brasileira foi de <strong>667,5 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, crescimento de 0,2% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. S\u00e3o Paulo continua sendo o maior produtor nacional, com 341,8 milh\u00f5es de toneladas, respons\u00e1vel por 51,2% da produ\u00e7\u00e3o. Goi\u00e1s, \u00e9 o segundo maior produtor, com 75,7 milh\u00f5es de toneladas, participando com 11,3%. Minas Gerais \u00e9 o terceiro maior produtor de cana, sendo respons\u00e1vel por 11,1% do total produzido no Pa\u00eds, com 74,3 milh\u00f5es de toneladas. Em rela\u00e7\u00e3o a 2018, a produ\u00e7\u00e3o apresentou decr\u00e9scimo de 1,0%, com redu\u00e7\u00f5es de 5,9% na \u00e1rea plantada e de 2,6% na \u00e1rea em produ\u00e7\u00e3o, enquanto que o rendimento m\u00e9dio aumentou em 1,7%. A menor \u00e1rea em produ\u00e7\u00e3o este ano deve-se \u00e0 maior renova\u00e7\u00e3o dos canaviais.<\/p>\n<p><strong>FEIJ\u00c3O (em gr\u00e3o)<\/strong> \u2013 A produ\u00e7\u00e3o estimada foi de <strong>3,0 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, praticamente n\u00e3o havendo altera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra de 2018, a produ\u00e7\u00e3o total de feij\u00e3o foi 2,2% maior, em decorr\u00eancia do aumento de 9,2% no rendimento m\u00e9dio, visto que a \u00e1rea plantada foi reduzida em 5,4%. De uma forma geral, o clima em 2019 foi melhor para as lavouras da leguminosa, notadamente para a segunda safra, que comparativamente ao ano anterior, mostrou crescimento de 20,2% para o rendimento m\u00e9dio. A <strong>1\u00aa safra de feij\u00e3o<\/strong> foi de <strong>1,3 milh\u00e3o de toneladas<\/strong>. Na Regi\u00e3o Nordeste houve decl\u00ednio de 9,4% na produ\u00e7\u00e3o frente ao ano anterior. Na Regi\u00f5es Sudeste e Sul, houve decl\u00ednio de 19,9% e 18,6%, respectivamente. Os pre\u00e7os do produto na \u00e9poca de plantio estavam relativamente baixos, desestimulando os produtores a cultivarem a leguminosa.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o da <strong>2\u00aa safra<\/strong>, de <strong>1,2 milh\u00e3o de toneladas<\/strong>, foi superior \u00e0 de 2018 em 16,4%, apesar da retra\u00e7\u00e3o de 4,2% na \u00e1rea plantada. Diversas Unidades da Federa\u00e7\u00e3o divulgaram aumento para a estimativa de produ\u00e7\u00e3o. Os pre\u00e7os praticados na \u00e9poca de plantio eram superiores aos da 1\u00aa safra, o que explica o maior interesse dos produtores em cultivar a leguminosa nesse per\u00edodo, considerado mais seco. Al\u00e9m disso, o clima beneficiou as lavouras quando comparado com 2018. Os estados com maior participa\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o nacional foram: Paran\u00e1 (31,2%), Minas Gerais (17,2%), Mato Grosso (10,5%) e Bahia (10,1%). Para a <strong>3\u00aa safra de feij\u00e3o<\/strong>, a previs\u00e3o \u00e9 de crescimento de 1,0% na produ\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 estimativa de novembro, com S\u00e3o Paulo informando uma produ\u00e7\u00e3o de 103,2 mil toneladas, 4,2% maior que no m\u00eas anterior. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o da 3\u00aa safra, de <strong>588,4 mil toneladas<\/strong> foi 28,8% maior, devendo, esse crescimento, aos pre\u00e7os mais compensadores do produto, que incentivaram os produtores a ampliarem a \u00e1rea plantada e os investimentos nas lavouras.<\/p>\n<p><strong>LARANJA<\/strong> \u2013 A produ\u00e7\u00e3o foi de <strong>17,6 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, ou <strong>431,7 milh\u00f5es de caixas de 40,8 kg<\/strong>, crescimento de 5,6% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Em S\u00e3o Paulo, principal produtor e respons\u00e1vel por 77,5% do total nacional, a produ\u00e7\u00e3o foi estimada em 13,7 milh\u00f5es de toneladas, ou 334,6 milh\u00f5es de caixas de 40,8 kg, crescimento de 8,5% em rela\u00e7\u00e3o a 2018. O cintur\u00e3o citr\u00edcola de S\u00e3o Paulo destaca-se pelo elevado n\u00edvel tecnol\u00f3gico dos pomares, com a maior parte da produ\u00e7\u00e3o de laranja destinada ao processamento e produ\u00e7\u00e3o de suco, importante produto na pauta das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p><strong>MANDIOCA (raiz)<\/strong> \u2013 A produ\u00e7\u00e3o de mandioca foi de <strong>19,0 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, decl\u00ednio de 5,5% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Na Bahia, houve reajuste na produ\u00e7\u00e3o em decorr\u00eancia dos dados levantados no Censo Agropecu\u00e1rio do IBGE. A produ\u00e7\u00e3o do Estado foi de 963,0 mil toneladas, decl\u00ednio de 48,2% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior e redu\u00e7\u00e3o de 37,0% em rela\u00e7\u00e3o a 2018. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o apresenta decl\u00ednio de 2,1%, em decorr\u00eancia, da redu\u00e7\u00e3o de 8,3% na \u00e1rea colhida e de 33,0% na \u00e1rea plantada. Pre\u00e7os pouco compensadores t\u00eam desestimulado o plantio bem como a colheita das ra\u00edzes, permanecendo as mesmas mais tempo no campo.<!--nextpage--><\/p>\n<p><strong>MILHO (em gr\u00e3o)<\/strong> \u2013 Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00faltima informa\u00e7\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o cresceu 0,4%, totalizando <strong>100,6 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, novo recorde de produ\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o encontra-se 23,6% maior, havendo incrementos de 15,5% no rendimento m\u00e9dio, de 6,3% na \u00e1rea plantada e de 7,0% na \u00e1rea colhida. Na <strong>1\u00aa safra de milho<\/strong>, a produ\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ou 26,0 milh\u00f5es de toneladas, acr\u00e9scimo de 0,3% em rela\u00e7\u00e3o a informa\u00e7\u00e3o do m\u00eas anterior. Em rela\u00e7\u00e3o a 2018, a produ\u00e7\u00e3o foi 0,9% maior, apesar do decl\u00ednio de 1,6% na \u00e1rea. Pre\u00e7os pouco compensadores, na \u00e9poca da semeadura, e concorr\u00eancia da soja pelas \u00e1reas dispon\u00edveis de plantio t\u00eam reduzido a produ\u00e7\u00e3o desta \u00e9poca nos \u00faltimos anos. Os produtores t\u00eam preferido o plantio do milho de 2\u00aa safra.<\/p>\n<p>Para a <strong>2\u00aa safra<\/strong>, a produ\u00e7\u00e3o encontra-se em <strong>74,6 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, 0,4% superior ao m\u00eas anterior. Esse volume de produ\u00e7\u00e3o de milho 2\u00aa safra \u00e9 recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE, tendo suplantado em 7,0 milh\u00f5es de toneladas o da safra de 2017, at\u00e9 ent\u00e3o, a maior produ\u00e7\u00e3o obtida pelo Pa\u00eds, quando registrou 67,6 milh\u00f5es de toneladas. Em decorr\u00eancia do plantio antecipado da soja, no presente ano agr\u00edcola, houve um maior per\u00edodo para a \u201cjanela de plantio\u201d do milho. Isso possibilitou menor risco para as lavouras no campo, uma vez que reduziu a probabilidade da ocorr\u00eancia de per\u00edodos secos, durante o ciclo, o que repercutiu positivamente no rendimento m\u00e9dio, estimado para a atual safra com crescimento de 20,9%, devendo alcan\u00e7ar 5 859 kg\/ha.<\/p>\n<p><strong>SOJA (em gr\u00e3o)<\/strong> \u2013 A produ\u00e7\u00e3o estimada foi de <strong>113,5 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, aumento de 0,3% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. A colheita da leguminosa encontra-se conclu\u00edda na maioria das Unidades da Federa\u00e7\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o declinou 3,7%, com redu\u00e7\u00f5es mais expressivas na Bahia (-15,0% ou 935,4 mil toneladas), Minas Gerais (-5,0% ou 269,8 mil toneladas), S\u00e3o Paulo (-11,5% ou 392,1 mil toneladas), Paran\u00e1 (-16,1% ou 3,1 milh\u00f5es de toneladas), Mato Grosso do Sul (-11,9% ou 1,2 milh\u00e3o de toneladas) e Goi\u00e1s (-4,4% ou 495,3 mil toneladas). Embora o plantio tenha adiantado no presente ano agr\u00edcola, as lavouras foram prejudicadas pelas restri\u00e7\u00f5es de chuvas e elevadas temperaturas ao final do ciclo da cultura nessas Unidades da Federa\u00e7\u00e3o, o que comprometeu o rendimento m\u00e9dio, que declinou 6,2% em n\u00edvel nacional. Em contrapartida, houve aumentos relevantes nas produ\u00e7\u00f5es do Mato Grosso (2,0% ou 642,2 mil toneladas) e do Rio Grande do Sul (5,5% ou 956,6 mil toneladas).<\/p>\n<p><strong>SORGO (gr\u00e3o)<\/strong> \u2013 A estimativa da produ\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ou <strong>2,6 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, crescimento de 0,6% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Houve aumentos de 1,0% na \u00e1rea plantada e de 1,1% na \u00e1rea colhida, e decl\u00ednio de 0,5% no rendimento m\u00e9dio. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o apresenta crescimento de 15,3%, com destaques para o crescimento da produ\u00e7\u00e3o em Goi\u00e1s (20,3%), em Minas Gerais (5,0%), em S\u00e3o Paulo (99,3%), no Piau\u00ed (170,8%), em Tocantins (36,4%), em Mato Grosso do Sul (48,3%) e no Par\u00e1 (223,2%). Houve decl\u00ednios da produ\u00e7\u00e3o em Mato Grosso (-16,3%), na Bahia (3,8%), no Distrito Federal (-20,6%), no Maranh\u00e3o (-62,5%) e no Rio Grande do Sul (-7,8%). Conjuntamente, Goi\u00e1s e Minas Gerais respondem por 74,8% da produ\u00e7\u00e3o brasileira do cereal. O sorgo \u00e9 muito cultivado em \u00e9poca de segunda safra nas \u00e1reas de Cerrado e, devido a sua maior toler\u00e2ncia \u00e0 seca, possui uma \u201cjanela de plantio\u201d mais estendida que o milho, nesse bioma. Como em algumas Unidades da Federa\u00e7\u00e3o a colheita da soja foi antecipada, as lavouras de 2\u00aa safra beneficiaram-se de um maior per\u00edodo de chuvas.<\/p>\n<p><strong>TRIGO (em gr\u00e3o)<\/strong> &#8211; O trigo \u00e9 a principal lavoura de inverno brasileira. A \u00e1rea plantada foi de 2,1 milh\u00f5es de hectares. Houve queda de 0,5% na produ\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, alcan\u00e7ando <strong>5,2 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, sendo reflexo da redu\u00e7\u00e3o de 0,9% no rendimento m\u00e9dio. Em dezembro, o Rio Grande do Sul reduziu em 1,3% a produ\u00e7\u00e3o informada no m\u00eas anterior. A produ\u00e7\u00e3o de 2019 encontra-se 1,4% menor que a de 2018, com decl\u00ednio de 26,9 mil toneladas. Em 2019, a produ\u00e7\u00e3o paranaense foi prejudicada pelo excesso de frio, e a ocorr\u00eancia de geadas, durante o inverno, pegou as lavouras em uma fase fenol\u00f3gica mais adiantada e, portanto, mais sens\u00edvel. Em rela\u00e7\u00e3o ao Paran\u00e1, o ciclo das lavouras ga\u00fachas atrasa, o que, neste ano, beneficiou o desenvolvimento das lavouras. A produ\u00e7\u00e3o ga\u00facha foi estimada em 2,3 milh\u00f5es de toneladas, aumento de 32,2% em rela\u00e7\u00e3o a 2018, o que torna o estado o maior produtor nacional em 2018.<br \/>\nFonte: IBGE<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Infoeconomico.com.br &#8211; Seu Portal de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O terceiro progn\u00f3stico para a safra 2020 mostra que a produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosas aponta um recorde de 243,2 milh\u00f5es de toneladas, 0,7% acima da safra de 2019, o que representa 1,7 milh\u00e3o de toneladas a mais. As estimativas iniciais apontam uma redu\u00e7\u00e3o de 7,2% na produ\u00e7\u00e3o do milho e um crescimento de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[288,43],"class_list":["post-213859","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-central-noticias","tag-economiabrasil","tag-infoeconomico-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/213859","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=213859"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/213859\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=213859"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=213859"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=213859"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}