{"id":213640,"date":"2025-11-03T20:02:24","date_gmt":"2025-11-03T23:02:24","guid":{"rendered":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/balanca-comercial-fecha-2019-com-superavit-de-us-46-bilhoes\/"},"modified":"2025-11-03T20:02:24","modified_gmt":"2025-11-03T23:02:24","slug":"balanca-comercial-fecha-2019-com-superavit-de-us-46-bilhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/balanca-comercial-fecha-2019-com-superavit-de-us-46-bilhoes\/","title":{"rendered":"Balan\u00e7a comercial fecha 2019 com super\u00e1vit de US$ 46 bilh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil registrou em 2019 super\u00e1vit comercial (diferen\u00e7a entre exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es) de US$ 46 bilh\u00f5es. O resultado \u00e9 20,5% inferior ao apurado no ano passado,\u00a0US$ 58 bilh\u00f5es, e representa o menor desempenho desde 2015, quando o saldo foi de U$S 19,5 bilh\u00f5es. Os dados foram divulgados hoje (2) pela Secretaria de Com\u00e9rcio Exterior do Minist\u00e9rio da Economia.<\/p>\n<p>Quando um pa\u00eds registra super\u00e1vit comercial, significa que exportou mais do importou, em produtos e servi\u00e7os. Entre janeiro e novembro de 2019, as exporta\u00e7\u00f5es somaram US$ 239,26 bilh\u00f5es, uma queda de 7,5%, pela m\u00e9dia di\u00e1ria, em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior (2018). No acumulado do ano passado, as importa\u00e7\u00f5es somaram US$ 177,34 bilh\u00f5es, uma queda de 3,3% sobre as compras internacionais em 2018.<\/p>\n<p>A corrente de com\u00e9rcio (soma de importa\u00e7\u00f5es e exporta\u00e7\u00f5es) alcan\u00e7ou a cifra de US$ 401,34 bilh\u00f5es, um valor 5,7% em rela\u00e7\u00e3o ao ao ano anterior.<\/p>\n<h2>Fatores<\/h2>\n<p>Os principais fatores para a queda das exporta\u00e7\u00f5es, segundo o secret\u00e1rio de Com\u00e9rcio Exterior, Lucas Ferraz, foi o aprofundamento da crise econ\u00f4mica na Argentina, importante comprador de produtos manufaturados brasileiros, e a crise su\u00edna na China, que reduziu a demanda pela soja brasileira, que \u00e9 um dos principais produtos vendidos pelo pa\u00eds.\u00a0\u00a0Ao todo, esses dois problemas reduziram as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras em cerca de US$ 12 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Eu citaria dois aspectos que s\u00e3o c\u00edclicos, que s\u00e3o choques de curto prazo, mas que tamb\u00e9m afetaram a economia brasileira de forma muito forte. O primeiro choque \u00e9 a crise argentina, o aprofundamento dessa crise. Isso gerou um impacto negativo da ordem de -US$ 5,2 bilh\u00f5es, e a\u00ed eu me refiro especificamente a quest\u00e3o [da venda] automotiva e de bens manufaturados em geral. E tivemos outro choque, que foi a crise da febre su\u00edna na China, que impactou sobremaneira as nossas exporta\u00e7\u00f5es de soja, da ordem de -US$ 6,7 bilh\u00f5es esse ano [2019], e que nem de longe foi compensado pelo aumento das nossas exporta\u00e7\u00f5es de prote\u00edna, que foi a contrapartida dessa queda nas exporta\u00e7\u00f5es da soja&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Com a perda de quase metade do rebanho su\u00edno em 2019, por causa da febre su\u00edna, a China deve continuar reduzindo a importa\u00e7\u00e3o de soja do Brasil, que serve para alimentar os animais produzidos no pa\u00eds asi\u00e1tico. &#8220;Metade do rebanho su\u00edno da China foi comprometida e isso n\u00e3o se recupera da noite por dia, ent\u00e3o esse fator vai continuar agindo em 2020, podemos esperar uma demanda menor por soja&#8221;, explicou Herlon Brand\u00e3o, subsecret\u00e1rio de intelig\u00eancia e estat\u00edsticas de Com\u00e9rcio exterior .\u00a0<\/p>\n<h2>Tend\u00eancia mundial<\/h2>\n<p>Al\u00e9m dos fatores conjunturais que afetaram o saldo comercial do Brasil, o com\u00e9rcio mundial como um todo tamb\u00e9m perdeu for\u00e7a, crescendo 1,2% em 2019, contra 3,7% no ano anterior (2018), o pior desempenho desde 2009, ano marcado pela crise econ\u00f4mica e financeira internacional.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo o secret\u00e1rio de Com\u00e9rcio Exterior, essa \u00e9 uma tend\u00eancia global, j\u00e1 que o auge do crescimento do com\u00e9rcio se deu na d\u00e9cada de 1990, quando a globaliza\u00e7\u00e3o atingiu seu auge e agora tende\u00a0a se estabilizar, do ponto de vista mais estrutural. \u00a0\u00a0 \u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Isso j\u00e1 estava acontecendo mesmo antes daquilo que se costuma chamar de guerra comercial [entre Estados Unidose China], que come\u00e7ou basicamente o ano passado, e muitas pessoas atribuem o baixo dinamismo recente apenas \u00e0 guerra comercial, que certamente contribuiu, mas \u00e9 algo que j\u00e1 vem acontecendo desde a d\u00e9cada de 1990&#8221;, disse.\u00a0<\/p>\n<p><em>Mat\u00e9ria alterada \u00e0s 18h05 para acr\u00e9scimo de infoma\u00e7\u00e3o<\/em><br \/>\nFonte: EBC ECONOMIA<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Infoeconomico.com.br &#8211; Seu Portal de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil registrou em 2019 super\u00e1vit comercial (diferen\u00e7a entre exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es) de US$ 46 bilh\u00f5es. 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