{"id":213127,"date":"2025-10-23T11:47:47","date_gmt":"2025-10-23T14:47:47","guid":{"rendered":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/governo-precisa-de-r-27-bi-para-cumprir-meta-afirma-ifi\/"},"modified":"2025-10-23T11:47:47","modified_gmt":"2025-10-23T14:47:47","slug":"governo-precisa-de-r-27-bi-para-cumprir-meta-afirma-ifi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/governo-precisa-de-r-27-bi-para-cumprir-meta-afirma-ifi\/","title":{"rendered":"Governo precisa de R$ 27 bi para cumprir meta, afirma IFI"},"content":{"rendered":"<p>A Institui\u00e7\u00e3o Fiscal Independente (IFI) avalia que o governo precisar\u00e1 de um esfor\u00e7o adicional de R$ 27,1 bilh\u00f5es no \u00faltimo trimestre de 2025 para alcan\u00e7ar a meta de resultado prim\u00e1rio zero, estabelecida na Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO de 2025). O alerta consta no 105\u00ba Relat\u00f3rio de Acompanhamento Fiscal (RAF), divulgado nesta quarta-feira (23), que tamb\u00e9m analisa o impacto das mudan\u00e7as no Imposto de Renda e os efeitos da perda de validade da Medida Provis\u00f3ria (MP) 1.303\/2025 sobre as contas p\u00fablicas.<br \/>\nDe acordo com a avalia\u00e7\u00e3o, o governo acumulou d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 100,9 bilh\u00f5es at\u00e9 setembro, e a perda de efic\u00e1cia da MP 1.303 \u2014 que estabelecia medidas de compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria com potencial de arrecadar R$ 10,6 bilh\u00f5es e foi arquivada pela C\u00e2mara \u2014 aumentou o desafio fiscal. Al\u00e9m disso, a piora no desempenho das empresas estatais federais tamb\u00e9m ampliou o risco de descumprimento da meta de 2025.<br \/>\n\u201cSegundo informa\u00e7\u00f5es do Tesouro Nacional e do Siga Brasil, o governo central acumulou d\u00e9ficit prim\u00e1rio de R$ 100,9 bilh\u00f5es no acumulado de 2025 at\u00e9 setembro. A perda de efic\u00e1cia da Medida Provis\u00f3ria no 1.303, que implicar\u00e1 em R$ 10,6 bilh\u00f5es a menos em receitas neste ano, e a piora no d\u00e9ficit prim\u00e1rio das empresas estatais imp\u00f5em riscos adicionais ao cumprimento da meta fiscal de 2025\u201d, diz o documento.<br \/>\nDespesas<br \/>\nEntre janeiro e agosto de 2025, apenas o Programa Bolsa Fam\u00edlia registrou queda real nas despesas, com desembolso de R$ 108 bilh\u00f5es, redu\u00e7\u00e3o de 8,5% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Esse recuo \u00e9 explicado, segundo o estudo, pela falta de reajuste dos benef\u00edcios, o que reduz o valor real frente \u00e0 infla\u00e7\u00e3o, e pela diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de fam\u00edlias atendidas, que passou de 20,8 milh\u00f5es para 19,2 milh\u00f5es no per\u00edodo.<br \/>\nAs demais despesas obrigat\u00f3rias cresceram em termos reais. J\u00e1 as despesas discricion\u00e1rias tiveram baixa execu\u00e7\u00e3o ao longo do ano, devido \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o tardia do Or\u00e7amento de 2025 (apenas em abril) e \u00e0 imposi\u00e7\u00e3o de limites de empenho (faseamento) estabelecidos pelo Executivo. At\u00e9 setembro, os empenhos ficaram R$ 25 bilh\u00f5es abaixo do limite permitido, o que indica que parte desses recursos poder\u00e1 ser postergada, contribuindo para melhorar o resultado fiscal de 2025 e reduzir restos a pagar em 2026.<br \/>\nCom base nisso, a IFI aponta que, para equilibrar as contas, o governo poder\u00e1 recorrer justamente ao faseamento da execu\u00e7\u00e3o das despesas discricion\u00e1rias, isto \u00e9, postergar parte dos gastos previstos para o fim do ano. A medida, de acordo com a an\u00e1lise, aliviaria momentaneamente o caixa, mas evidencia a rigidez or\u00e7ament\u00e1ria e as dificuldades de ajuste.<br \/>\nReforma da Renda<br \/>\nO relat\u00f3rio tamb\u00e9m analisa os efeitos fiscais do Projeto de Lei (PL) 1.087\/2025, do Poder Executivo, que reforma a tributa\u00e7\u00e3o sobre a renda. Segundo a IFI, as altera\u00e7\u00f5es feitas pela C\u00e2mara dos Deputados \u2014 especialmente o aumento da faixa de isen\u00e7\u00e3o e a amplia\u00e7\u00e3o das exclus\u00f5es no imposto m\u00ednimo para altas rendas \u2014 reduziram a arrecada\u00e7\u00e3o esperada.<br \/>\nO ganho l\u00edquido de R$ 9 bilh\u00f5es ao ano projetado no texto original caiu para R$ 4 bilh\u00f5es na vers\u00e3o do deputado Arthur Lira (PP-AL) aprovada na comiss\u00e3o especial da C\u00e2mara dos Deputados e passou a apenas R$ 1 bilh\u00e3o ap\u00f3s as mudan\u00e7as aprovadas no plen\u00e1rio daquela Casa legislativa, aponta o relat\u00f3rio da IFI.<br \/>\nApesar disso, a IFI avalia que a proposta tende a ser fiscalmente neutra, pois combina desonera\u00e7\u00e3o para rendas mais baixas com compensa\u00e7\u00f5es sobre lucros, dividendos e altos rendimentos.<br \/>\n\u201cNo texto aprovado em Plen\u00e1rio, as contas da IFI apontam impacto l\u00edquido de cerca de R$ 1 bilh\u00e3o, em raz\u00e3o da inclus\u00e3o da parcela isenta da atividade rural entre as exclus\u00f5es do imposto m\u00ednimo. De forma agregada, as estimativas sugerem que o conjunto de medidas do IRPF no projeto original e na vers\u00e3o aprovada pela C\u00e2mara tendem \u00e0 neutralidade fiscal, condicionada \u00e0 efetiva arrecada\u00e7\u00e3o das medidas compensat\u00f3rias e ressalvando-se a elevada sensibilidade dos resultados \u00e0s premissas comportamentais adotadas\u201d, continua o documento.<br \/>\nO projeto ainda precisa ser aprovado no Senado para seguir \u00e0 san\u00e7\u00e3o presidencial. Atualmente ele est\u00e1 em discuss\u00e3o na Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE), sob relatoria do senador Renan Calheiros (MDB-AL).<br \/>\nCen\u00e1rio de incerteza<br \/>\nO diretor-executivo da IFI, Marcus Pestana, destacou no documento que o reequil\u00edbrio das contas p\u00fablicas continua sendo um dos maiores desafios da agenda nacional e depende da a\u00e7\u00e3o coordenada entre os tr\u00eas Poderes.<br \/>\nEle lembrou que a Emenda Constitucional 136, que fixou limites para o pagamento de precat\u00f3rios e criou regras de renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas, foi um passo importante, mas insuficiente diante da perda de receitas esperadas com a MP 1.303\/2025, arquivada pelos deputados.<br \/>\n\u201cO desafio de reequilibrar as contas p\u00fablicas permanece como um dos pontos priorit\u00e1rios da agenda nacional. O equacionamento da pol\u00edtica fiscal \u00e9 miss\u00e3o compartilhada entre os Poderes Executivo e Legislativo. Mesmo o Poder Judici\u00e1rio toma algumas decis\u00f5es que t\u00eam impactos fiscais extremamente relevantes\u201d, afirma Pestana.<br \/>\nEstatais<br \/>\nO estudo aponta que o resultado prim\u00e1rio das empresas estatais n\u00e3o dependentes pode trazer um risco adicional ao cumprimento da meta de resultado prim\u00e1rio do governo de 2025. Al\u00e9m de diminuir a margem para o cumprimento das metas fiscais por meio da compensa\u00e7\u00e3o entre as metas do Tesouro e das empresas estatais. O aumento do d\u00e9ficit das estatais pode demandar uma interven\u00e7\u00e3o do Tesouro Nacional com aportes que garantam o funcionamento das empresas, o que aumentaria o esfor\u00e7o fiscal necess\u00e1rio no \u00faltimo trimestre do ano. O relat\u00f3rio cita o d\u00e9ficit nas contas dos Correios (ECT) como agravante para esse cen\u00e1rio.<br \/>\n\u201cA expectativa para o resultado da ECT passou de um super\u00e1vit de R$ 0,7 bilh\u00e3o, na avalia\u00e7\u00e3o do terceiro bimestre, para um d\u00e9ficit de R$ 2,4 bilh\u00f5es na avalia\u00e7\u00e3o do quarto bimestre. Com isso, a proje\u00e7\u00e3o para o d\u00e9ficit prim\u00e1rio das estatais aumentou, de R$ 6,5 bilh\u00f5es para R$ 9,2 bilh\u00f5es, entre julho e setembro\u201d, conclui o documento.<br \/>\nEndividamento em discuss\u00e3o<br \/>\nO RAF tamb\u00e9m ressalta a import\u00e2ncia da discuss\u00e3o na CAE sobre a Proposta de Resolu\u00e7\u00e3o do Senado (PRS) 8\/2025, que regulamenta os limites de endividamento p\u00fablico federal previstos na Constitui\u00e7\u00e3o e na Lei de Responsabilidade Fiscal. Para a IFI, a iniciativa \u00e9 relevante para aumentar a transpar\u00eancia e disciplinar o crescimento da d\u00edvida p\u00fablica.<br \/>\n\u201cO atual arcabou\u00e7o fiscal brasileiro (Lei Complementar 200, de 2023) combina essencialmente uma regra para o teto de despesas prim\u00e1rias e outra prevendo meta de resultado fiscal prim\u00e1rio. A eventual aprova\u00e7\u00e3o do PRS 8\/2025 adicionaria par\u00e2metros referentes \u00e0 d\u00edvida p\u00fablica ao conjunto de regras fiscais existentes\u201d, aponta a IFI.&#013;<br \/>\nInfo Econ\u00f4mico  &#8211; Seu Portal de Not\u00edcias Econ\u00f4micas &#013;<br \/>\nFonte <a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/10\/23\/governo-precisa-de-r-27-bi-para-cumprir-meta-afirma-ifi\" target=\"_blank\">Governo precisa de R$ 27 bi para cumprir meta, afirma IFI<\/a>&#013;<br \/>\n<br \/>&#013;\n<\/p>\n<hr \/>\n<p>&#013;<\/p>\n<p style=\"padding:0% 2%;0% 2%\"> Procurando um novo nome de dom\u00ednio? <span style=\"color:#ffc107\"><a href=\"https:\/\/itasite.supersite2.myorderbox.com\/\">Experimente a pesquisa por nomes.<\/a><\/span><\/p>\n<p>&#013;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Institui\u00e7\u00e3o Fiscal Independente (IFI) avalia que o governo precisar\u00e1 de um esfor\u00e7o adicional de R$ 27,1 bilh\u00f5es no \u00faltimo trimestre de 2025 para alcan\u00e7ar a meta de resultado prim\u00e1rio zero, estabelecida na Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO de 2025). 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