{"id":211489,"date":"2025-07-15T12:00:56","date_gmt":"2025-07-15T15:00:56","guid":{"rendered":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/mp-limita-impacto-de-subsidios-ao-setor-energetico-na-conta-de-luz\/"},"modified":"2025-07-15T12:00:56","modified_gmt":"2025-07-15T15:00:56","slug":"mp-limita-impacto-de-subsidios-ao-setor-energetico-na-conta-de-luz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/mp-limita-impacto-de-subsidios-ao-setor-energetico-na-conta-de-luz\/","title":{"rendered":"MP limita impacto de subs\u00eddios ao setor energ\u00e9tico na conta de luz"},"content":{"rendered":"<p>A Presid\u00eancia da Rep\u00fablica publicou, na sexta-feira (11), medida provis\u00f3ria com normas para limitar o repasse de custos do setor de energia el\u00e9trica ao consumidor (MP 1.304\/2025). Para isso, ela substitui a gera\u00e7\u00e3o de energia de usinas termel\u00e9tricas por hidrel\u00e9tricas e limita as pol\u00edticas p\u00fablicas do setor de energia que ser\u00e3o custeadas pelo consumidor final.<br \/>\nO ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, explica que o objetivo \u00e9 evitar o aumento da conta de luz decorrente da contrata\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria de usinas termel\u00e9tricas. Essa obriga\u00e7\u00e3o vigora desde 17 de junho, quando o Congresso Nacional derrubou vetos presidenciais \u00e0 Lei das Offshores para devolver ao texto a prorroga\u00e7\u00e3o de subs\u00eddios do Programa de Incentivos \u00e0s Fontes Alternativas de Energia El\u00e9trica (Proinfa).<br \/>\nSegundo o ministro, essa decis\u00e3o poderia gerar custos adicionais de at\u00e9 R$ 35 bilh\u00f5es por ano. Pelas regras atuais, o valor estimado seria repassado aos consumidores finais.<br \/>\n&#8220;[A MP] responde diretamente \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o dos consumidores com o excesso de subs\u00eddios que afeta a competitividade e encarece produtos e reduz o poder de compra das fam\u00edlias brasileiras&#8221;, diz Silveira na\u00a0mensagem que explica a medida provis\u00f3ria. O ministro tamb\u00e9m assegura que a MP\u00a0n\u00e3o impacta o or\u00e7amento p\u00fablico, segundo o ministro.<br \/>\nNa opini\u00e3o do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, as not\u00edcias sobre aumento na conta de luz s\u00e3o utilizadas para &#8220;desinformar&#8221; e &#8220;espalhar o p\u00e2nico e a confus\u00e3o&#8221; entre os consumidores. Em sua estimativa, o impacto da derrubada do veto pelo Congresso ser\u00e1 de R$ 15,9 milh\u00f5es em 2025 aos consumidores.<br \/>\n\u2014 N\u00e3o h\u00e1 nenhum novo custo criado. N\u00e3o aceitarei que atribuam ao Congresso Nacional uma responsabilidade que n\u00e3o existe. N\u00e3o h\u00e1 aumento tarif\u00e1rio. As decis\u00f5es tomadas aqui foram t\u00e9cnicas e transparentes, voltadas ao interesse p\u00fablico. Chega de narrativas manipuladas \u2014 declarou o presidente na sess\u00e3o do Senado de 25 de junho.<br \/>\nOs parlamentares t\u00eam at\u00e9 120 dias para analisar a medida, e depois desse prazo a MP deixa de valer. O Congresso Nacional deve instalar uma comiss\u00e3o mista para analisar o texto e as emendas dos parlamentares. Se Senado e C\u00e2mara dos Deputados aprovarem o texto, a medida provis\u00f3ria se torna lei e suas regras se tornam definitivas.<br \/>\nLimite<br \/>\nA MP muda as regras para os gastos da Conta de Desenvolvimento Energ\u00e9tico (CDE), fundo que custeia incentivos p\u00fablicos para o setor el\u00e9trico, como na gera\u00e7\u00e3o por fontes renov\u00e1veis e nos descontos na luz para pessoas de baixa renda. Os subs\u00eddios quase dobraram entre 2018 e 2024, chegando a R$ 29,2 bilh\u00f5es no \u00faltimo ano.<br \/>\nSegundo a medida, quando os gastos da CDE crescerem mais do que previsto, as empresas que recebem esses subs\u00eddios arcar\u00e3o com os valores excedentes, desde que n\u00e3o estejam ligadas a pol\u00edticas sociais priorit\u00e1rias. Atualmente, os custos s\u00e3o repassados para a conta de luz dos consumidores, os principais respons\u00e1veis por abastecer a CDE.\u00a0<br \/>\nA refer\u00eancia do teto ser\u00e1 o or\u00e7amento da CDE em 2026, previsto inicialmente em R$ 40,6 bilh\u00f5es. Custos acima do limite ser\u00e3o cobrados como o novo Encargo de Complemento de Recursos, que ser\u00e1 implementado gradualmente. Em 2027, o valor exigido ser\u00e1 50% do encargo. S\u00f3 ap\u00f3s 2028 ele ser\u00e1 cobrado integralmente.<br \/>\nO limite n\u00e3o impede que esses gastos sejam repassados indiretamente ao consumidor via aumento no pre\u00e7o de outros produtos e servi\u00e7os no mercado.<br \/>\nHidrel\u00e9tricas e g\u00e1s natural<br \/>\nA MP tamb\u00e9m determina que as Pequenas Centrais Hidrel\u00e9tricas (PCHs) sejam respons\u00e1veis por gerar mais energia. Diferentemente das termel\u00e9tricas, as PCHs n\u00e3o dependem de combust\u00edvel importado e aproveitam o recurso h\u00eddrico local, o que barateia a gera\u00e7\u00e3o de energia. Al\u00e9m disso, as contrata\u00e7\u00f5es ser\u00e3o de at\u00e9 4,9 GW, em vez de 12,5 GW.<br \/>\nO texto, por\u00e9m, n\u00e3o prev\u00ea investimentos para conectar as novas hidrel\u00e9tricas ao sistema el\u00e9trico nacional.<br \/>\nEm outro dispositivo, a MP permite \u00e0 estatal Pr\u00e9-Sal Petr\u00f3leo (PPSA) comercializar diretamente o g\u00e1s natural do pr\u00e9-sal, em vez de apenas gerir esses recursos da Uni\u00e3o ou vender em condi\u00e7\u00f5es restritas. O texto tamb\u00e9m melhora seu acesso aos sistemas de transporte de g\u00e1s natural.<br \/>\nSegundo o ministro Alexandre Silveira, essa provid\u00eancia\u00a0barateia o g\u00e1s natural no pa\u00eds e incentiva a reindustrializa\u00e7\u00e3o. Ele espera benef\u00edcio para as ind\u00fastrias qu\u00edmica, de fertilizantes, sider\u00fargica, ceramista, vidreira e outras.<br \/>\n&#8220;[A MP permite] que a PPSA possa ofertar seu g\u00e1s natural ao mercado a pre\u00e7os competitivos, mitigando riscos de abastecimento ou de forma a proporcionar o aumento da competitividade da ind\u00fastria nacional. Em todos os casos, sem impactos ao or\u00e7amento p\u00fablico&#8221;, explica Silveira.&#013;<br \/>\nInfo Econ\u00f4mico  &#8211; Seu Portal de Not\u00edcias Econ\u00f4micas &#013;<br \/>\nFonte <a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/07\/15\/mp-tenta-limitar-impacto-de-subsidios-ao-setor-energetico-na-conta-de-luz\" target=\"_blank\">MP limita impacto de subs\u00eddios ao setor energ\u00e9tico na conta de luz<\/a>&#013;<br \/>\n<br \/>&#013;\n<\/p>\n<hr \/>\n<p>&#013;<\/p>\n<p style=\"padding:0% 2%;0% 2%\"> Procurando um novo nome de dom\u00ednio? <span style=\"color:#ffc107\"><a href=\"https:\/\/itasite.supersite2.myorderbox.com\/\">Experimente a pesquisa por nomes.<\/a><\/span><\/p>\n<p>&#013;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Presid\u00eancia da Rep\u00fablica publicou, na sexta-feira (11), medida provis\u00f3ria com normas para limitar o repasse de custos do setor de energia el\u00e9trica ao consumidor (MP 1.304\/2025). 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