{"id":21123,"date":"2019-04-10T15:57:05","date_gmt":"2019-04-10T18:57:05","guid":{"rendered":"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/em-marco-ibge-preve-alta-de-16-na-safra-de-graos-de-2019\/"},"modified":"2019-04-10T15:57:05","modified_gmt":"2019-04-10T18:57:05","slug":"em-marco-ibge-preve-alta-de-16-na-safra-de-graos-de-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/em-marco-ibge-preve-alta-de-16-na-safra-de-graos-de-2019\/","title":{"rendered":"Em mar\u00e7o, IBGE prev\u00ea alta de 1,6% na safra de gr\u00e3os de 2019"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/releases_2017\/LSPA_release.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"line-height: 1.5\"><big> Em mar\u00e7o, a produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2019 foi estimada em 230,1 milh\u00f5es de toneladas, 1,6% acima da safra de 2018 (mais 3,6 milh\u00f5es de toneladas) e 0,6% superior ao obtido na 2\u00aa estimativa (mais 1,3 milh\u00e3o de toneladas). J\u00e1 a \u00e1rea a ser colhida \u00e9 de 62,3 milh\u00f5es de hectares, 2,3% maior que a de 2018 (mais 1,4 milh\u00e3o de ha) e 0,6% maior que a 2\u00aa estimativa (mais 399,4 mil ha).<\/big> <\/p>\n<table style=\"height: 115px;width: 542.5px\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 299px\"><strong>Estimativa de Mar\u00e7o para 2019<\/strong><\/td>\n<td style=\"width: 241.5px\"><strong>230,1 milh\u00f5es de toneladas<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 299px\"><strong>Varia\u00e7\u00e3o safra 2019\/safra 2018<\/strong><\/td>\n<td style=\"width: 241.5px\"><strong>1,6% (3,6 milh\u00f5es de toneladas)<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 299px\"><strong>Varia\u00e7\u00e3o safra 2019 \/ 2\u00aa estimativa 2019<\/strong><\/td>\n<td style=\"width: 241.5px\"><strong>0,6% (1,3 milh\u00e3o de toneladas)<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"line-height: 1.5\"><big>O arroz, o milho e a soja representam 93,1% da estimativa da produ\u00e7\u00e3o e respondem por 87,2% da \u00e1rea a ser colhida. Em rela\u00e7\u00e3o a 2018, houve aumento de 4,8% na \u00e1rea do milho, 2,0% na \u00e1rea da soja e queda de 10,0% na \u00e1rea de arroz. J\u00e1 na produ\u00e7\u00e3o, ocorreram quedas de 4,5% para a soja, de 10,6% para o arroz e acr\u00e9scimo de 11,9% para o milho. Mato Grosso \u00e9 o maior produtor nacional de gr\u00e3os, com uma participa\u00e7\u00e3o de 27,0%, seguido pelo Paran\u00e1 (15,9%) e Rio Grande do Sul (14,7%). Somados, esses tr\u00eas estados representaram 57,6% do total nacional. O material de apoio do LSPA est\u00e1 \u00e0 direita dessa p\u00e1gina.<\/big><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"margin-left: auto;margin-right: auto\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/estatisticas_economicas\/2019_04\/Graf_Release_LSPA_mar_2019_2.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribui\u00e7\u00e3o regional: Centro-Oeste (103,4 milh\u00f5es de toneladas); Sul (77,0 milh\u00f5es de toneladas); Sudeste (21,9 milh\u00f5es de toneladas); Nordeste (18,9 milh\u00f5es de toneladas) e Norte (8,9 milh\u00f5es de toneladas). Em rela\u00e7\u00e3o a 2018, ocorreram aumentos de 2,4% na Regi\u00e3o Centro-Oeste e de 3,3% na Regi\u00e3o Sul. Houve quedas de 4,4% na Regi\u00e3o Sudeste e 1,2% na Regi\u00e3o Nordeste. Na Regi\u00e3o Norte n\u00e3o houve varia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Destaques na estimativa de mar\u00e7o de 2019 em rela\u00e7\u00e3o a fevereiro<\/strong><\/p>\n<p>Em mar\u00e7o, destacaram-se as seguintes varia\u00e7\u00f5es percentuais: algod\u00e3o herb\u00e1ceo (12,2%), feij\u00e3o 1\u00aa safra (8,7%), feij\u00e3o 2\u00aa safra (7,2%), milho 2\u00aa safra (3,4%), cana-de-a\u00e7\u00facar (1,8%), mandioca (1,6%), caf\u00e9 ar\u00e1bica (1,3%), Caf\u00e9 <em>canephora<\/em> (0,0%), soja (-0,8%), milho 1\u00aa safra (-1,7%), tomate (-4,6%), sorgo (-7,9%) e feij\u00e3o 3\u00aa safra (-13,3%%).<\/p>\n<p>Em n\u00fameros absolutos, os destaques ficaram com a cana-de-a\u00e7\u00facar (11.855.427 t), o milho 2\u00aa safra (2.124.491 t), o algod\u00e3o herb\u00e1ceo (677.418 t), a mandioca (315.629 t), feij\u00e3o 1\u00aa safra (109.183 t), o feij\u00e3o 2\u00aa safra (85.172 t), o caf\u00e9 ar\u00e1bica (29.824 t), o caf\u00e9 <em>canephora<\/em> (11 t),\u00a0 o feij\u00e3o 3\u00aa safra (-66.743 t), o sorgo (-182.231 t), o tomate (-199.859 t), o\u00a0 milho 1\u00aa safra (-446.927 t) e a soja (-876.964 t).<\/p>\n<p><strong>ALGOD\u00c3O HERB\u00c1CEO (em caro\u00e7o) \u2013 <\/strong>A estimativa da produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o foi de 6,2 milh\u00f5es de toneladas, crescimento de 12,2% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, constituindo-se em recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE. Pre\u00e7os compensadores para 2019 e resultados positivos das lavouras, em 2018, na Bahia e no Mato Grosso, em decorr\u00eancia do clima mais chuvoso e pre\u00e7os favor\u00e1veis, foram fatores determinantes que estimularam o aumento dos investimentos nas lavouras de algod\u00e3o para o ano corrente. O Brasil tem sido favorecido pela redu\u00e7\u00e3o de oferta de algod\u00e3o registrada em 2018 nos principais pa\u00edses produtores e o consumo deve aumentar, uma vez que os estoques chineses de pluma est\u00e3o reduzidos.<\/p>\n<p>A Bahia informou um crescimento de 8,6% na produ\u00e7\u00e3o. As lavouras chegaram a ser prejudicadas pela falta de chuva, contudo, o retorno das mesmas proporcionou uma recupera\u00e7\u00e3o da produtividade em fevereiro\/mar\u00e7o. A produ\u00e7\u00e3o estimada do Estado alcan\u00e7ou 1,4 milh\u00e3o toneladas, correspondendo a 21,9% da safra a ser colhida pelo Pa\u00eds este ano. No Mato Grosso, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o encontra-se em 4,2 milh\u00f5es de toneladas, aumento de 12,8% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. O Mato Grosso deve produzir 67,6% de todo algod\u00e3o a ser colhido pelo Pa\u00eds em 2019. Em rela\u00e7\u00e3o a 2018, a produ\u00e7\u00e3o deve crescer 26,7% maior. No Maranh\u00e3o e no Piau\u00ed, as estimativas de produ\u00e7\u00e3o encontram-se 25,2% e 143,7% maiores, respectivamente.<\/p>\n<p><strong>CAF\u00c9 (em gr\u00e3o) \u2013 <\/strong>A estimativa da produ\u00e7\u00e3o brasileira de caf\u00e9 encontra-se em 3,2 milh\u00f5es de toneladas, ou 53,9 milh\u00f5es de sacas de 60 kg, redu\u00e7\u00e3o de 10,0% em rela\u00e7\u00e3o a 2018. Apesar da queda, essa \u00e9 uma boa produ\u00e7\u00e3o para ano de bienalidade negativa para o caf\u00e9 ar\u00e1bica. Com rela\u00e7\u00e3o ao <strong>caf\u00e9 ar\u00e1bica<\/strong>, a produ\u00e7\u00e3o estimada foi de 2,3 milh\u00f5es de toneladas, ou 38,7 milh\u00f5es de sacas de 60 kg, aumento de 1,3% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Frente a 2018, a produ\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 ar\u00e1bica caiu 13,8%, em decorr\u00eancia da redu\u00e7\u00e3o de 15,4% do rendimento m\u00e9dio. Em mar\u00e7o, S\u00e3o Paulo elevou sua estimativa de produ\u00e7\u00e3o em 9,5%. O Estado \u00e9 o segundo maior produtor de ar\u00e1bica do Pa\u00eds, participando com 12,8% do total a ser colhido. A produ\u00e7\u00e3o paulista deve alcan\u00e7ar 297,2 mil toneladas, ou 5,0 milh\u00f5es de sacas de 60 kg. A produ\u00e7\u00e3o mineira deve alcan\u00e7ar 1,6 milh\u00e3o de toneladas, ou 27,3 milh\u00f5es de sacas de 60 kg. Minas Gerais \u00e9 o maior produtor de caf\u00e9 ar\u00e1bica do Pa\u00eds, com participa\u00e7\u00e3o de 70,6% do total a ser produzido.<!--nextpage--><\/p>\n<p>Para o <strong>caf\u00e9 canephora<\/strong>, mais conhecido como <strong>conillon<\/strong>, a produ\u00e7\u00e3o estimada, de 914,0 mil toneladas, ou 15,2 milh\u00f5es de sacas de 60 kg, n\u00e3o apresentou varia\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Contudo, em rela\u00e7\u00e3o a 2018, encontra-se 1,6% maior. A estimativa da produ\u00e7\u00e3o capixaba foi de 606,9 mil toneladas, ou 10,1 milh\u00f5es de sacas de 60 kg. O Estado \u00e9 respons\u00e1vel por 66,4% da produ\u00e7\u00e3o nacional. A estimativa das produ\u00e7\u00f5es de Rond\u00f4nia e Bahia foram de 143,7 e 129,6 mil toneladas, ou 2,4 e 2,2 milh\u00f5es de sacas de 60 kg, respectivamente. Juntos, esses tr\u00eas estados devem responder por 96,3% da produ\u00e7\u00e3o brasileira de caf\u00e9 conillon em 2019.<\/p>\n<p>Vale ressaltar a melhoria da qualidade do caf\u00e9 produzido pelo Brasil, fruto dos esfor\u00e7os dos produtores, cada vez mais conscientes da necessidade da agrega\u00e7\u00e3o de valor \u00e0 sua produ\u00e7\u00e3o. Os produtores est\u00e3o apreensivos com os pre\u00e7os do produto que, em fun\u00e7\u00e3o da grande oferta no mercado, t\u00eam registrado valores abaixo do necess\u00e1rio para cumprir com os compromissos assumidos com as lavouras.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p><strong>CANA-DE-A\u00c7\u00daCAR \u2013 <\/strong>A estimativa da produ\u00e7\u00e3o brasileira foi de 677,0 milh\u00f5es de toneladas, um crescimento de 1,8% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. O retorno das chuvas em algumas regi\u00f5es, tem proporcionado a recupera\u00e7\u00e3o dos canaviais, principalmente aqueles que ser\u00e3o colhidos no ter\u00e7o final da safra, com isso, aguarda-se uma melhora de 2,3% no rendimento m\u00e9dio das lavouras.<\/p>\n<p>Respons\u00e1vel por mais da metade da cana produzida no Pa\u00eds, S\u00e3o Paulo aumentou sua estimativa de produ\u00e7\u00e3o em 2,0%, refletindo o crescimento da produtividade que tem sido favorecida pelo clima e pela ado\u00e7\u00e3o de novas t\u00e9cnicas como o revezamento de culturas, com o milho, que acaba protegendo o solo no per\u00edodo de renova\u00e7\u00e3o do canavial. Na Regi\u00e3o Centro Oeste, Mato Grosso e Goi\u00e1s elevaram suas estimativas de produ\u00e7\u00e3o em 3,6% e 5,0%, respectivamente. Na Regi\u00e3o Nordeste, Alagoas e Maranh\u00e3o tamb\u00e9m apresentaram melhorias no rendimento m\u00e9dio das lavouras, de 16,9% e 3,9%, respectivamente. Em rela\u00e7\u00e3o a 2018, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o apresenta crescimento de 0,4.<\/p>\n<p><strong>FEIJ\u00c3O (em gr\u00e3o) \u2013<\/strong> A produ\u00e7\u00e3o estimada, considerando-se as tr\u00eas safras do produto, foi de 3,1 milh\u00f5es de toneladas, aumento de 4,3% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra de 2018, a produ\u00e7\u00e3o total de feij\u00e3o dever\u00e1 crescer 3,1%. A <strong>1\u00aa safra de feij\u00e3o<\/strong> foi estimada em 1,4 milh\u00e3o de toneladas, um aumento de 8,7% na produ\u00e7\u00e3o frente \u00e0 estimativa de fevereiro, o que representa 109,2 mil toneladas. Destaques para a Bahia, com alta de 85,0% (84.360 toneladas) e para o Cear\u00e1, com alta de 34,3% na produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A compara\u00e7\u00e3o anual para a 1\u00aa safra mostra uma redu\u00e7\u00e3o de 9,7% na estimativa de produ\u00e7\u00e3o. Diversos estados produtores reduziram suas estimativas, entre eles: S\u00e3o Paulo (-36,1%), Paran\u00e1 (-19,4%) e Goi\u00e1s (-29,7%). Pre\u00e7os pouco compensadores do feij\u00e3o, al\u00e9m da concorr\u00eancia com a soja, pelas \u00e1reas dispon\u00edveis, desestimularam os produtores a investirem nas lavouras de primeira safra. Al\u00e9m disso, no Paran\u00e1 as lavouras sofreram os efeitos da falta de chuvas e das elevadas temperaturas de novembro e dezembro.\u00a0<\/p>\n<p>A <strong>2\u00aa safra de feij\u00e3o<\/strong> foi estimada em mar\u00e7o com um aumento de 7,2% (85.172 toneladas) frente a fevereiro. A Bahia, que foi o maior respons\u00e1vel por esse resultado, teve um aumento de 66,1% na estimativa de produ\u00e7\u00e3o, o que representou 59.208 toneladas a mais. O Paran\u00e1 estimou um crescimento de 9,1% na produ\u00e7\u00e3o. Minas Gerais estimou um aumento de 13,3% na sua estimativa de produ\u00e7\u00e3o. Esses estados devem produzir 436,1 e 176,0 mil toneladas nesta \u00e9poca.<\/p>\n<p>At\u00e9 o presente momento, o clima vem possibilitando adequado desenvolvimento das lavouras da segunda safra nos principais estados produtores. Em rela\u00e7\u00e3o a 2018, a estimativa de produ\u00e7\u00e3o da 2\u00aa safra encontra-se 25,8% maior. A Regi\u00e3o Nordeste teve influ\u00eancia nesse resultado, com altas na estimativa de produ\u00e7\u00e3o de Pernambuco (44,3%), Alagoas (152,0%), Cear\u00e1 (35,4%) e Bahia (478,5%). O Paran\u00e1 tamb\u00e9m foi importante, prevendo um aumento de 58,6% na produ\u00e7\u00e3o. Em 2018, as lavouras paranaenses foram afetadas por problemas clim\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Para a <strong>3\u00aa safra de feij\u00e3o<\/strong>, a estimativa de colheita \u00e9 de 436,1 mil toneladas, redu\u00e7\u00e3o de 13,3% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 estimativa de fevereiro, o que representou 66.743 toneladas a menos. S\u00e3o Paulo \u00e9 o estado com maior influ\u00eancia nesse resultado, pois, as estimativas indicam diminui\u00e7\u00e3o de 68,8% na estimativa de produ\u00e7\u00e3o, o que representou 64.608 toneladas. Goi\u00e1s tamb\u00e9m informou uma diminui\u00e7\u00e3o de 4,7% na estimativa de produ\u00e7\u00e3o. A estimativa para a 3\u00aa safra de feij\u00e3o \u00e9 4,5% inferior \u00e0 de 2018. Alguns estados t\u00eam reduzido a \u00e1rea nessa safra de feij\u00e3o, em cumprimento ao vazio sanit\u00e1rio, implementados em alguns estados antes do plantio da soja.<!--nextpage--><\/p>\n<p><strong>MANDIOCA (raiz) \u2013<\/strong> A estimativa da produ\u00e7\u00e3o de mandioca foi de 20,5 milh\u00f5es de toneladas, crescimento de 1,6% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Houve aumentos mais relevantes nas estimativas de Minas Gerais (68,9%), de S\u00e3o Paulo (10,4%), do Mato Grosso do Sul (5,5%), do Par\u00e1 (1,0%) e de Alagoas (6,0%). Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o apresentou crescimento de 5,6%, apesar da redu\u00e7\u00e3o de 24,2% da \u00e1rea plantada. Pre\u00e7os pouco compensadores e demanda restrita, em 2018, desestimularam os investimentos nas lavouras. Os produtores reduziram a \u00e1rea de plantio, a tecnologia de produ\u00e7\u00e3o aplicada e a \u00e1rea colhida, deixando as plantas por mais tempo no campo, acumulando reservas e aguardando melhores condi\u00e7\u00f5es de mercado.<\/p>\n<p><strong>MILHO (em gr\u00e3o) \u2013 <\/strong>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00faltima informa\u00e7\u00e3o, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o cresceu 1,9%, tendo totalizado 91,0 milh\u00f5es de toneladas. Ao todo, foram acrescidos 1,7 milh\u00e3o de toneladas. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o encontra-se 11,9% maior. Na <strong>1\u00aa safra de milho<\/strong>, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ou 25,7 milh\u00f5es de toneladas, decr\u00e9scimo de 1,7% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00faltima informa\u00e7\u00e3o. Os decl\u00ednios mais significativos foram informados por S\u00e3o Paulo (-16,2%), Minas Gerais (-2,8%), Mato Grosso do Sul (-15,6%), Bahia (-14,0%) e Goi\u00e1s (-2,9%). Em contrapartida, o Rio Grande do Sul estimou uma produ\u00e7\u00e3o 3,6% maior. A produ\u00e7\u00e3o ga\u00facha deve alcan\u00e7ar 5,7 milh\u00f5es de toneladas, o que representa 22,2% da produ\u00e7\u00e3o nacional de milho primeira safra. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o foi 0,3% menor. Pre\u00e7os mais compensadores da soja, durante a \u00e9poca de plantio, influenciaram os produtores a ampliarem as \u00e1reas de plantio da leguminosa em detrimento do milho de ver\u00e3o.<\/p>\n<p>Em decorr\u00eancia do plantio antecipado da soja, aguarda-se um maior per\u00edodo para a \u201cjanela de plantio\u201d do <strong>milho 2\u00aa safra<\/strong>. Isto deve possibilitar um menor risco para o desenvolvimento das lavouras no campo, uma vez que ser\u00e1 menor a probabilidade da ocorr\u00eancia de per\u00edodos secos, durante o ciclo, o que deve repercutir positivamente no rendimento m\u00e9dio. A estimativa da produ\u00e7\u00e3o (65,4 milh\u00f5es de toneladas) cresceu 3,4% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00faltima estimativa e aumento de 17,5% em rela\u00e7\u00e3o a 2018.<\/p>\n<p>Os aumentos mais expressivos em volume de produ\u00e7\u00e3o, em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, foram estimados para o Mato Grosso (5,4%), Paran\u00e1 (1,8%), Piau\u00ed (139,7%), Minas Gerais (11,2%) e Mato Grosso do Sul (4,2%). Em contrapartida, S\u00e3o Paulo informou decl\u00ednio de 11,9% na produ\u00e7\u00e3o. Como os pre\u00e7os do milho encontram-se em patamares superiores aos do ano anterior, aguarda-se que os produtores aumentem os investimentos. Contudo, a ocorr\u00eancia de chuvas, notadamente nas fases fenol\u00f3gicas mais importantes, torna-se fundamental para consolida\u00e7\u00e3o das atuais estimativas.<\/p>\n<p><strong>SOJA (em gr\u00e3o) \u2013 <\/strong>A estimativa da produ\u00e7\u00e3o caiu 0,8% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, pelo desdobramento do clima seco e quente em importantes estados produtores. Foram afetadas importantes \u00e1reas produtoras do Paran\u00e1, S\u00e3o Paulo e Mato Grosso do Sul. Em S\u00e3o Paulo, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o foi reduzida em 6,4%, devendo alcan\u00e7ar 3,2 milh\u00f5es de toneladas. O Mato Grosso do Sul informou uma produ\u00e7\u00e3o 7,6% menor. Quanto ao Paran\u00e1, a produ\u00e7\u00e3o foi reduzida em 1,3%, devido ao veranico e \u00e0s altas temperaturas em novembro e dezembro. A colheita da leguminosa est\u00e1 em andamento e, apenas no final haver\u00e1 certeza quanto \u00e0 extens\u00e3o das perdas, que s\u00f3 n\u00e3o foram maiores devido ao retorno das chuvas. Nas \u00e1reas afetadas, houve adiantamento da colheita, dando mais seguran\u00e7a para a \u201cjanela de plantio\u201d das culturas de segunda safra, como o milho e o feij\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>SORGO (em gr\u00e3o) &#8211;<\/strong> A estimativa alcan\u00e7ou 2,1 milh\u00f5es de toneladas, decr\u00e9scimo de 7,9% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Em Minas Gerais, segundo produtor nacional, respons\u00e1vel por 28,4% da produ\u00e7\u00e3o nacional, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o caiu 14,7%. Em contrapartida, a produ\u00e7\u00e3o goiana, que representa 47,6% do total nacional, cresceu 6,1%. Outros estados que alteraram suas estimativas de produ\u00e7\u00e3o foram Mato Grosso (-6,4%), Rio Grande do Sul (-6,6%), S\u00e3o Paulo (16,1%), Bahia (29,9%), Maranh\u00e3o (-74,8%), e Par\u00e1 (-9,2%). Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior a produ\u00e7\u00e3o nacional do sorgo dever\u00e1 diminuir 5,4%. Como em alguns estados a colheita da soja foi antecipada, aumentando a \u201cjanela de plantio\u201d para o milho 2\u00aa safra, os produtores deram prefer\u00eancia ao plantio desse cereal, em detrimento do sorgo, j\u00e1 que este \u00faltimo apresenta menor liquidez e pre\u00e7o. Cultura cultivada em \u00e9poca de segunda safra nas \u00e1reas de Cerrado, o sorgo \u00e9 mais tolerante ao clima seco que o milho.<!--nextpage--><\/p>\n<p><strong>TOMATE \u2013 <\/strong>A produ\u00e7\u00e3o brasileira deve alcan\u00e7ar 4,1 milh\u00f5es de toneladas, redu\u00e7\u00e3o de 4,6% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. No presente m\u00eas, Goi\u00e1s informou decl\u00ednio de 27,3% na estimativa da produ\u00e7\u00e3o do tomate, principalmente, em decorr\u00eancia da redu\u00e7\u00e3o de 24,9% da \u00e1rea a ser plantada. Segundo a Supervis\u00e3o de Agropecu\u00e1ria do IBGE de Goi\u00e1s, parte das \u00e1reas de plantio levantadas nos progn\u00f3sticos da produ\u00e7\u00e3o para a safra de 2019 n\u00e3o se confirmaram. Contudo, outros estados importantes informaram estimativas de produ\u00e7\u00e3o maiores, compensando, em parte, o decl\u00ednio da produ\u00e7\u00e3o goiana. Minas Gerais e S\u00e3o Paulo estimaram aumentos de 38,5% e 3,2% na produ\u00e7\u00e3o de mar\u00e7o, respectivamente, em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Em rela\u00e7\u00e3o 2018, a produ\u00e7\u00e3o de tomate crescer\u00e1 0,8%.<br \/>\nFonte: IBGE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em mar\u00e7o, a produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2019 foi estimada em 230,1 milh\u00f5es de toneladas, 1,6% acima da safra de 2018 (mais 3,6 milh\u00f5es de toneladas) e 0,6% superior ao obtido na 2\u00aa estimativa (mais 1,3 milh\u00e3o de toneladas). J\u00e1 a \u00e1rea a ser colhida \u00e9 de 62,3 milh\u00f5es de hectares, 2,3% [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":21124,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[43],"class_list":["post-21123","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-central-noticias","tag-infoeconomico-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21123","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21123"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21123\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21123"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21123"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21123"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}