{"id":204841,"date":"2025-01-28T10:27:45","date_gmt":"2025-01-28T13:27:45","guid":{"rendered":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/eua-e-china-se-distanciam-no-comercio-e-brasil-amplia-mercados-mostra-estudo\/"},"modified":"2025-01-28T10:27:45","modified_gmt":"2025-01-28T13:27:45","slug":"eua-e-china-se-distanciam-no-comercio-e-brasil-amplia-mercados-mostra-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/eua-e-china-se-distanciam-no-comercio-e-brasil-amplia-mercados-mostra-estudo\/","title":{"rendered":"EUA e China se distanciam no com\u00e9rcio e Brasil amplia mercados, mostra estudo"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"204\" src=\"\/portal\/\" class=\"attachment-medium size-medium wp-post-image\" alt=\"\" style=\"float:right;margin:0 0 10px 10px\" data-attachment-id=\"2706182\" data-permalink=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/economia\/justica-federal-nega-liminar-para-suspender-federalizacao-do-porto-de-itajai\/attachment\/porto-de-itajai-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Porto-de-Itajai.jpg?fit=640%2C436&amp;quality=70&amp;strip=all\" data-orig-size=\"640,436\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Porto de Itaja&#xED;\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;&#xC1;rea de cont&#xEA;ineres no Porto de Itaja&#xED;, em Santa Catarina (Foto: 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tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/economia\/guerras-comerciais-seriam-catastroficas-para-crescimento-global-diz-omc\/\">Guerras comerciais seriam \u201ccatastr\u00f3ficas\u201d para crescimento global, diz OMC<\/a><\/p>\n<p>O estudo destaca que as economias em desenvolvimento, em vez das avan\u00e7adas, agora respondem pela maioria das importa\u00e7\u00f5es e exporta\u00e7\u00f5es da China e que elas continuam a fortalecer os la\u00e7os comerciais em todo o espectro geopol\u00edtico.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma estrat\u00e9gia mais ampla do que a op\u00e7\u00e3o pela proximidade geogr\u00e1fica ou pol\u00edtica, como as t\u00e1ticas de <strong>\u201cfriendshoring\u201d<\/strong>, <strong>\u201cnearshoring\u201d<\/strong>, <strong>desacoplamento<\/strong> e <strong>redu\u00e7\u00e3o de riscos<\/strong>.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-brasil\">Brasil<\/h2>\n<p>Sobre o Brasil, o relat\u00f3rio destaca que, entre 2017 e 2024, a trajet\u00f3ria geral do com\u00e9rcio do pa\u00eds tem sido de exporta\u00e7\u00f5es crescentes \u2014 particularmente de produtos agr\u00edcolas e metais \u2013para a China, complementadas por importa\u00e7\u00f5es cada vez maiores de produtos manufaturados chineses em troca.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/economia\/brasil-tem-superavit-comercial-de-us-746-bi-em-2024\/\">Brasil tem super\u00e1vit comercial de US$ 74,6 bi em 2024<\/a><\/p>\n<p>Essa trajet\u00f3ria das importa\u00e7\u00f5es brasileiras continuou at\u00e9 2024 e, em alguns casos, acelerou. \u201cPor exemplo, entre 2022 e 2024, a participa\u00e7\u00e3o da China nas importa\u00e7\u00f5es de equipamentos de transporte do Brasil dobrou, de 11% para 22%, impulsionada principalmente pelas importa\u00e7\u00f5es de ve\u00edculos el\u00e9tricos da China, que cresceram mais de seis vezes em valor.\u201d<\/p>\n<p>Da mesma forma, a China ganhou participa\u00e7\u00e3o nas importa\u00e7\u00f5es de produtos qu\u00edmicos e maquin\u00e1rio do Brasil em 2024.<\/p>\n<p>No entanto, do lado da exporta\u00e7\u00e3o, as exporta\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas do Brasil para a China ca\u00edram em 2024, impulsionadas principalmente por eventos clim\u00e1ticos extremos que afetaram a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola.<\/p>\n<p>Outra fonte de crescimento comercial na \u00c1sia para o Brasil tem sido o Sudeste Asi\u00e1tico (ASEAN), que est\u00e1 cada vez mais ganhando participa\u00e7\u00e3o nas exporta\u00e7\u00f5es brasileiras em todos os setores.<\/p>\n<p>Um exemplo \u00e9 Cingapura, que se tornou o terceiro maior destino das exporta\u00e7\u00f5es de recursos energ\u00e9ticos do Brasil, depois da China e dos Estados Unidos. \u201cCom o papel de Cingapura como um centro global de transporte, esses recursos energ\u00e9ticos brasileiros, por sua vez, ajudam a impulsionar a ind\u00fastria global de transporte\u201d, diz o texto.<\/p>\n<p>Com essa reorienta\u00e7\u00e3o comercial para a \u00c1sia, a participa\u00e7\u00e3o do Brasil no com\u00e9rcio com os parceiros intrarregionais, e em particular com a Argentina, continuou a cair, atingindo 15% em 2024.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-eua\">EUA<\/h2>\n<p>J\u00e1 os Estados Unidos continuam a diversificar seu com\u00e9rcio para longe da China e a negociar mais com ASEAN e o M\u00e9xico. O relat\u00f3rio destaca que os EUA reduziram sua participa\u00e7\u00e3o no com\u00e9rcio de produtos manufaturados com a China em seis pontos percentuais entre 2017 e 2024.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/mundo\/ocde-alerta-sobre-risco-de-protecionismo-para-perspectiva-de-crescimento-global\/\">OCDE alerta sobre risco de protecionismo para perspectiva de crescimento global<\/a><\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, os Estados Unidos aumentaram sua participa\u00e7\u00e3o nas importa\u00e7\u00f5es do M\u00e9xico e da ASEAN em cerca de dois e quatro pontos percentuais, respectivamente. Como resultado, o M\u00e9xico se tornou o maior fornecedor de mercadorias para os Estados Unidos em 2023, posi\u00e7\u00e3o que a China ocupava desde 2007.<\/p>\n<p>\u201cEm 2024, tanto o M\u00e9xico quanto a ASEAN continuaram a registrar ganhos comerciais com a reorienta\u00e7\u00e3o comercial dos EUA, com ambas as economias ganhando participa\u00e7\u00e3o no com\u00e9rcio dos EUA mais rapidamente em 2024 do que em m\u00e9dia entre 2017 e 2023.\u201d<\/p>\n<p>Enquanto isso, a China perdeu participa\u00e7\u00e3o nas importa\u00e7\u00f5es dos EUA em quase todos os setores entre 2017 e 2024, com os decl\u00ednios mais substanciais em eletr\u00f4nicos, m\u00e1quinas e t\u00eaxteis e vestu\u00e1rio.<\/p>\n<p>Nesses setores, a participa\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es dos EUA da China caiu entre 14 e 16 pontos percentuais no per\u00edodo. \u201cIsso reflete uma mudan\u00e7a nos padr\u00f5es de fornecimento dos Estados Unidos, em vez de uma mudan\u00e7a no mix ou nos valores de exporta\u00e7\u00e3o da China. Na verdade, a China aumentou suas exporta\u00e7\u00f5es globais nesses setores em mais de US$ 500 bilh\u00f5es desde 2017\u201d.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-china\">China<\/h2>\n<p>O com\u00e9rcio da China com a Am\u00e9rica Latina est\u00e1 em uma trajet\u00f3ria ascendente constante, impulsionado pelas importa\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas da China da regi\u00e3o e pelo crescimento das exporta\u00e7\u00f5es chinesas de bens manufaturados, abrangendo eletr\u00f4nicos de consumo e produtos de tecnologia limpa, como c\u00e9lulas fotovoltaicas, baterias de \u00edons de l\u00edtio e ve\u00edculos el\u00e9tricos.<\/p>\n<p>Grande parte desse crescimento do com\u00e9rcio foi impulsionado pelo com\u00e9rcio com o Brasil \u2013 que em 2024 representou quase 50% de todo o com\u00e9rcio da China com a Am\u00e9rica Latina, contra pouco mais de 40% em 2017.<\/p>\n<p>No entanto, muitas economias latino-americanas t\u00eam experimentado um r\u00e1pido crescimento do com\u00e9rcio com a China. O valor do com\u00e9rcio entre Brasil e China cresceu cerca de 13% ao ano entre 2017 e 2024. Peru e Col\u00f4mbia experimentaram uma taxa de crescimento semelhante. <\/p>\n<p>E para algumas economias menores, o crescimento do com\u00e9rcio com a China tem sido ainda mais forte, com o Equador e a Costa Rica, por exemplo, registrando taxas de crescimento do com\u00e9rcio de quase 20% ao ano.<\/p>\n<p>A China tamb\u00e9m aprofundou os la\u00e7os comerciais com a R\u00fassia, que tem sido uma fonte crescente de recursos energ\u00e9ticos para o gigante asi\u00e1tico e est\u00e1 emergindo como um destino significativo para os autom\u00f3veis e outros equipamentos de transporte da China. \u201cEm 2017, apenas 2% das exporta\u00e7\u00f5es de equipamentos de transporte da China foram para a R\u00fassia. Em 2024, esse n\u00famero era superior a 10%.\u201d<\/p>\n<p>Outro ponto citado \u00e9 que, com a reorienta\u00e7\u00e3o para o mundo em desenvolvimento, a participa\u00e7\u00e3o da China no com\u00e9rcio com as economias da Europa caiu marginalmente. Isso foi impulsionado principalmente por uma mudan\u00e7a no mix setorial das importa\u00e7\u00f5es da China, e n\u00e3o pela perda significativa de participa\u00e7\u00e3o das economias europeias em qualquer setor.<\/p>\n<p>Por exemplo, as economias europeias ganharam participa\u00e7\u00e3o nas importa\u00e7\u00f5es de equipamentos de transporte da China entre 2017 e 2024, passando de cerca de 50% para cerca de 60%, diz o texto.<\/p>\n<p>No entanto, o valor total das importa\u00e7\u00f5es da China neste setor caiu cerca de 4% ao ano, \u00e0 medida que o setor automotivo dom\u00e9stico da China continuou a crescer, reduzindo sua depend\u00eancia de importa\u00e7\u00f5es.\u201d <\/p>\n<p>Como resultado, o valor das exporta\u00e7\u00f5es de equipamentos de transporte da Europa para a China estagnou \u2013 a fatia maior n\u00e3o compensou o encolhimento do bolo. Um padr\u00e3o semelhante pode ser visto nas exporta\u00e7\u00f5es europeias para a China de t\u00eaxteis e vestu\u00e1rio e, at\u00e9 certo ponto, produtos qu\u00edmicos e farmac\u00eauticos.\u201d<\/p>\n<p>The post <a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/economia\/eua-e-china-se-distanciam-no-comercio-e-brasil-amplia-mercados-mostra-estudo\/\">EUA e China se distanciam no com\u00e9rcio e Brasil amplia mercados, mostra estudo<\/a> appeared first on <a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\">InfoMoney<\/a>.<\/p>\n<p>&#013;<br \/>\nInfo Econ\u00f4mico  &#8211; Seu Portal de Not\u00edcias Econ\u00f4micas &#013;<br \/>\nFonte <a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/economia\/eua-e-china-se-distanciam-no-comercio-e-brasil-amplia-mercados-mostra-estudo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">EUA e China se distanciam no com\u00e9rcio e Brasil amplia mercados, mostra estudo<\/a>&#013;<br \/>\n<br \/>&#013;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&#013;<\/p>\n<p style=\"padding:0% 2%;0% 2%\"> Procurando um novo nome de dom\u00ednio? <span style=\"color:#ffc107\"><a href=\"https:\/\/itasite.supersite2.myorderbox.com\/\">Experimente a pesquisa por nomes.<\/a><\/span><\/p>\n<p>&#013;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As grandes economias globais posicionadas em cada extremidade do espectro geopol\u00edtico, como Estados Unidos e China, t\u00eam negociado menos umas com as outras, enquanto as economias alinhadas de m\u00e9dio porte, como Brasil, \u00cdndia e pa\u00edses do Sudeste Asi\u00e1tico, t\u00eam aproveitado para ampliar seus mercados. 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