{"id":203048,"date":"2025-01-03T17:03:26","date_gmt":"2025-01-03T20:03:26","guid":{"rendered":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/bancada-feminina-expande-atuacao-e-colhe-vitorias-em-2024\/"},"modified":"2025-01-03T17:03:26","modified_gmt":"2025-01-03T20:03:26","slug":"bancada-feminina-expande-atuacao-e-colhe-vitorias-em-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/bancada-feminina-expande-atuacao-e-colhe-vitorias-em-2024\/","title":{"rendered":"Bancada Feminina expande atua\u00e7\u00e3o e colhe vit\u00f3rias em 2024"},"content":{"rendered":"<p>Criada em mar\u00e7o de 2021 por meio de um projeto de resolu\u00e7\u00e3o apresentado pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA) e assinado pelas demais parlamentares, a Bancada Feminina do Senado expandiu sua atua\u00e7\u00e3o. Em 2024, al\u00e9m do empenho pela aprova\u00e7\u00e3o de uma extensa pauta de interesse das mulheres, a bancada, atualmente presidida pela senadora Leila Barros (PDT-DF), organizou audi\u00eancias p\u00fablicas e participou do P20, o f\u00f3rum de parlamentares dos pa\u00edses que integram o G20, das maiores economias do mundo.\u00a0\u00a0<br \/>\nAtuando sempre em unidade, mesmo com integrantes dos mais diversos espectros pol\u00edticos, a Bancada Feminina do Senado come\u00e7a 2025 com sua maior composi\u00e7\u00e3o. Com a posse da senadora Dra. Eud\u00f3cia (PL-AL), o grupo parlamentar atinge o n\u00famero de 16 senadoras. Para comparar, o PSD, partido com maior representa\u00e7\u00e3o na Casa, tem 15 senadores. Dra. Eud\u00f3cia assumiu definitivamente o mandato com a posse de Rodrigo Cunha como vice-prefeito de Macei\u00f3, em 1\u00ba de janeiro. Da composi\u00e7\u00e3o atual, 13 senadoras s\u00e3o titulares de seus mandatos e tr\u00eas s\u00e3o suplentes em exerc\u00edcio.<br \/>\nA bancada tem lideran\u00e7a rotativa\u00a0e conta com estrutura e prerrogativas de\u00a0l\u00edderes de partido ou bloco parlamentar, como participar do col\u00e9gio de l\u00edderes, orientar vota\u00e7\u00f5es e ter a prefer\u00eancia no uso da palavra. Essa atua\u00e7\u00e3o tem trazido resultados objetivos. De acordo com os dados da Secretaria Geral da Mesa, o Senado aprovou 27 proposi\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0 tem\u00e1tica das mulheres em 2024.\u00a0<br \/>\nPacote Antifeminic\u00eddio<br \/>\nA aprova\u00e7\u00e3o pela C\u00e2mara e a san\u00e7\u00e3o, em outubro, do chamado &#8220;Pacote Antifeminic\u00eddio&#8221; \u2014 que j\u00e1 tinha sido votado pelo Senado em 2023 \u2014 podem ser contadas tamb\u00e9m como vit\u00f3ria da Bancada Feminina, que manteve em pauta o tema do combate \u00e0 viol\u00eancia contra a mulher. Em mar\u00e7o, por exemplo, o Diploma Bertha Lutz, do Senado, foi concedido a mulheres que se destacaram na luta contra o feminic\u00eddio.<br \/>\nDa senadora Margareth Buzetti (PSD-MT), o\u00a0PL 4.266\/2023, do Pacote Antifeminic\u00eddio, resultou na\u00a0Lei 14.994, de 2024, sancionada sem vetos pelo presidente da Rep\u00fablica, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. A norma\u00a0eleva a 40 anos a pena para o crime de feminic\u00eddio \u2014 o assassinato de mulheres em contexto de viol\u00eancia dom\u00e9stica ou de g\u00eanero.<br \/>\nCom isso, a pena para os condenados pelo crime de feminic\u00eddio passa a ser de 20 a 40 anos de pris\u00e3o, maior do que a incidente sobre o de homic\u00eddio qualificado (12 a 30 anos de reclus\u00e3o). A\u00a0lei tamb\u00e9m aumenta as penas para outros crimes, se cometidos em contexto de viol\u00eancia contra a mulher, incluindo les\u00e3o corporal e inj\u00faria, cal\u00fania e difama\u00e7\u00e3o.\u00a0Para les\u00e3o corporal, a pena agora \u00e9 de at\u00e9 cinco anos. A progress\u00e3o de regime penal tamb\u00e9m foi alterada, e s\u00f3 ocorrer\u00e1 ap\u00f3s 55% do cumprimento da senten\u00e7a.\u00a0<br \/>\n\u2014 O homem decreta [a pena de morte] e executa a mulher \u2014 disse Buzetti em Plen\u00e1rio, ao defender o endurecimento da lei para combater o feminic\u00eddio.\u00a0J\u00e1 o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que foi o relator do pacote na Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ), observou que, com o texto, o crime passa a ter a maior pena privativa de liberdade da legisla\u00e7\u00e3o brasileira.<br \/>\nCurr\u00edculo escolar<br \/>\nTamb\u00e9m entrou em vigor uma\u00a0lei com objetivo de mudar um contexto cultural no qual o papel das mulheres na hist\u00f3ria \u00e9 muitas vezes apagado e visto como secund\u00e1rio ou meramente subalterno. A\u00a0Lei 14.986, de 2024\u00a0torna obrigat\u00f3rio, no curr\u00edculo escolar, o estudo sobre as contribui\u00e7\u00f5es de mulheres \u00e0 humanidade. A norma modifica a Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional (LDB \u2014 Lei 9.394, de 1996) e teve origem no PL 557\/2020, da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), aprovado na C\u00e2mara em dezembro de 2022 e, no Senado, em 10 de setembro de 2024. A lei tamb\u00e9m cria a Semana de Valoriza\u00e7\u00e3o de Mulheres que Fizeram Hist\u00f3ria, a ser realizada anualmente na segunda semana do m\u00eas de mar\u00e7o nas escolas de educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica.<br \/>\nA senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) foi a relatora no Senado. Segundo ela, pesquisas j\u00e1 mostraram que a maioria das jovens brasileiras de 14 a 19 anos n\u00e3o se sentem representadas nos espa\u00e7os institucionais e que as mulheres t\u00eam mais chance de abandonar seus estudos nas \u00e1reas de ci\u00eancia, tecnologia, engenharia e matem\u00e1tica do que os homens.<br \/>\n\u201cEstere\u00f3tipos influenciam a tomada de decis\u00f5es de meninas j\u00e1 a partir dos seis anos de idade, desencorajando-as de interesses em determinadas mat\u00e9rias, o que, por consequ\u00eancia, reflete na baixa representatividade feminina em diversas \u00e1reas e carreiras de grande reconhecimento&#8221;, argumentou Soraya.\u00a0<br \/>\nCuidados<br \/>\nO projeto que deu origem \u00e0 Pol\u00edtica Nacional de Cuidados (Lei 15.069, de 2024) tamb\u00e9m tramitou com o apoio da Bancada Feminina. Sancionada em 24 de dezembro, a norma prev\u00ea a garantia do direito ao cuidado e estabelece a corresponsabilidade social entre Estado, fam\u00edlia, setor privado e sociedade civil.<br \/>\nEntre os principais objetivos da lei est\u00e1 a integra\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas nas \u00e1reas de sa\u00fade, assist\u00eancia social, trabalho, educa\u00e7\u00e3o e direitos humanos, com a inten\u00e7\u00e3o\u00a0de garantir acesso de qualidade ao cuidado. A lei tamb\u00e9m visa conciliar o trabalho remunerado com as necessidades de cuidado, incentivando a colabora\u00e7\u00e3o do setor privado e da sociedade civil.\u00a0<br \/>\nO projeto (PL 5.791\/2019), da C\u00e2mara dos Deputados, foi aprovado em Plen\u00e1rio em 5 de dezembro, com relat\u00f3rio favor\u00e1vel do senador\u00a0Paulo Paim (PT-RS). Na ocasi\u00e3o, a senadora Zenaide Maia (PSD-RN) afirmou que o projeto recebeu apoio de toda a Bancada Feminina. Entre seus oito objetivos o texto promove \u201ca mudan\u00e7a cultural sobre a organiza\u00e7\u00e3o social do cuidado, atrav\u00e9s do reconhecimento, da redistribui\u00e7\u00e3o e da redu\u00e7\u00e3o do trabalho n\u00e3o remunerado de cuidado\u201d.<br \/>\n\u2014\u00a0 A grande maioria s\u00e3o mulheres. Os homens ainda precisam aprender sobre isso tamb\u00e9m \u2014 disse.<br \/>\nMulheres no P20<br \/>\nOutro destaque da participa\u00e7\u00e3o da Bancada Feminina em 2024 foi a 1\u00aa Reuni\u00e3o das Mulheres Parlamentares do P20 \u2014\u00a0f\u00f3rum que re\u00fane parlamentares dos pa\u00edses do G20, com o objetivo de contribuir para os debates sobre quest\u00f5es globais, integrando o Poder Legislativo ao funcionamento do sistema internacional e assegurando a aplica\u00e7\u00e3o de acordos nos pa\u00edses-membros. O evento, promovido em Macei\u00f3 em julho passado, teve a presen\u00e7a das senadoras Leila Barros \u2014 l\u00edder da Bancada Feminina \u2014, Professora Dorinha Seabra (Uni\u00e3o-TO) e Soraya Thronicke.<br \/>\nA Carta de Alagoas, documento elaborado por deputadas e senadoras de 26 pa\u00edses durante a reuni\u00e3o, cont\u00e9m 17 recomenda\u00e7\u00f5es para pol\u00edtica, economia e meio ambiente, com prioridade para a amplia\u00e7\u00e3o da representatividade feminina nas inst\u00e2ncias de poder, o combate \u00e0 crise clim\u00e1tica, e o combate \u00e0s desigualdades de g\u00eanero. A declara\u00e7\u00e3o final do P20, assinada em novembro, incorporou a Carta de Alagoas como anexo. Na ocasi\u00e3o, Leila apontou a converg\u00eancia de demandas das parlamentares.<br \/>\n\u2014 As trocas de experi\u00eancias entre as parlamentares de diferentes pa\u00edses foram muito ricas. Primeiro, para perceber que, apesar das diferen\u00e7as de religi\u00e3o, de ra\u00e7a e cultura, todas as participantes demonstraram uma agenda comum, com desafios e demandas semelhantes, invariavelmente buscando ampliar os direitos e oportunidades \u00e0s mulheres.<br \/>\nMaria da Penha<br \/>\nA Bancada Feminina tamb\u00e9m expressou solidariedade\u00a0\u00e0 farmac\u00eautica cearense Maria da Penha, que d\u00e1 nome \u00e0 Lei Federal 11.340, de 2006 \u2014 destinada a coibir atos de viol\u00eancia dom\u00e9stica contra a mulher. Ela recebeu\u00a0amea\u00e7as nas redes sociais de grupos extremistas que disseminam \u00f3dio contra mulheres por meio da internet. Maria da Penha passou a ser ativista dos direitos das mulheres, e usa cadeira de rodas ap\u00f3s tentativa de feminic\u00eddio em 1983, quando foi atingida na coluna vertebral por um tiro disparado pelo ent\u00e3o marido. Na nota de apoio, a Bancada Feminina cobrou a identifica\u00e7\u00e3o e a puni\u00e7\u00e3o dos envolvidos, argumentando ser inadmiss\u00edvel que Maria da Penha \u201ccontinue sendo v\u00edtima de\u00a0agress\u00f5es por parte de covardes delinquentes que se escondem no anonimato\u00a0digital.\u201d<br \/>\nOs 18 anos da Lei Maria da Penha foram comemorados em Plen\u00e1rio em 7 de agosto, quando o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, classificou a norma como \u201clegisla\u00e7\u00e3o de vanguarda muito importante para o ordenamento jur\u00eddico brasileiro e para a prote\u00e7\u00e3o das mulheres\u201d. Pacheco ressalvou que a realidade no Brasil ainda \u00e9 triste no que diz respeito \u00e0 viol\u00eancia contra a mulher.<br \/>\n\u2014 Essa lei, que nasceu da dor e da luta de Maria da Penha Maia Fernandes e de muitas outras mulheres, representa um avan\u00e7o monumental na garantia dos direitos das mulheres e na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais justa e igualit\u00e1ria. Este marco legislativo, enviado ao Congresso Nacional em 2004 e sancionado em agosto de 2006, representa um divisor de \u00e1guas na luta contra a viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar no Brasil e um avan\u00e7o hist\u00f3rico na prote\u00e7\u00e3o dos direitos das mulheres \u2014 disse a senadora Zenaide Maia, procuradora especial da Mulher no Senado.<br \/>\nA Bancada Feminina tamb\u00e9m\u00a0emitiu nota sobre o assassinato cantora e suplente de vereadora Santrosa, do munic\u00edpio de Sinop (MT). Com 27 anos, foi encontrada morta em 10 de novembro. As senadoras cobram das autoridades estaduais e federais a rigorosa e r\u00e1pida apura\u00e7\u00e3o dos fatos. Leila Barros refor\u00e7ou a urg\u00eancia de um combate vigoroso \u00e0s amea\u00e7as sofridas pela popula\u00e7\u00e3o LGBTQIAPN+, e sublinhou que \u201co Brasil permanece entre os pa\u00edses com o maior n\u00famero de mortes de pessoas trans, uma realidade que deve ser enfrentada com pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o\u201d.<br \/>\nSa\u00fade da mulher<br \/>\nOs desafios do diagn\u00f3stico e do tratamento do c\u00e2ncer de mama e a supera\u00e7\u00e3o das desigualdades que dificultam o acesso das mulheres mais pobres ao disgn\u00f3stico precoce foram destacados na sess\u00e3o especial de comemora\u00e7\u00e3o do Outubro Rosa. Leila Barros, que presidiu a sess\u00e3o em 21 de outubro, tamb\u00e9m foi autora do requerimento de celebra\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u2014 As mulheres que enfrentam o c\u00e2ncer de mama n\u00e3o est\u00e3o sozinhas. Elas t\u00eam ao seu lado suas fam\u00edlias, amigos e profissionais de sa\u00fade. Esse suporte emocional \u00e9 t\u00e3o importante quanto o tratamento m\u00e9dico [\u2026] \u00c9 nosso dever como sociedade e como legisladores garantir que nenhuma mulher enfrente o c\u00e2ncer de mama sozinha \u2014 afirmou Leila.<br \/>\nTamb\u00e9m dentro dos eventos do Outubro Rosa, a Bancada Feminina participou do semin\u00e1rio C\u00e2ncer de mama e a import\u00e2ncia do cuidado integral, promovido em 8 de outubro em parceria com a Procuradoria da Mulher no Senado e a Secretaria da Mulher na C\u00e2mara. Durante o evento, Leila destacou que sua fam\u00edlia tem um hist\u00f3rico de c\u00e2ncer de mama e destacou a import\u00e2ncia do diagn\u00f3stico precoce.<br \/>\n\u2014 \u00c9 uma realidade que pode acometer qualquer mulher, em qualquer classe social, em qualquer estilo de vida \u2014 disse a l\u00edder da Bancada Feminina.<br \/>\nAborto<br \/>\nA tramita\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara dos Deputados do\u00a0PL 1.904\/2024 gerou pol\u00eamica tamb\u00e9m no Senado. A proposta equipara aborto de gesta\u00e7\u00e3o acima de 22 semanas a homic\u00eddio. O projeto chegou a ter regime de urg\u00eancia aprovado pelos deputados, mas foi retirado de pauta. Em discurso\u00a0no Plen\u00e1rio em 18 de junho, Rodrigo Pacheco \u00a0classificou a proposta como \u201cirracionalidade\u201d e disse que levar\u00e1 em considera\u00e7\u00e3o a posi\u00e7\u00e3o da Bancada Feminina do Senado sobre o tema. No mesmo dia, Soraya Thronicke recha\u00e7ou a proposi\u00e7\u00e3o e defendeu a legisla\u00e7\u00e3o atual.<br \/>\n\u2014 A Bancada Feminina \u00e9 a favor da vida e o aborto \u00e9 proibido no nosso pa\u00eds, com tr\u00eas exce\u00e7\u00f5es dific\u00edlimas: o feto anenc\u00e9falo, risco de morte da m\u00e3e e o estupro. E n\u00e3o \u00e9 obrigada a abortar quem foi estuprada e por acaso engravidou. Vai quem quer, de acordo com a sua f\u00e9, com a sua consci\u00eancia. Por qu\u00ea? Porque o Estado \u00e9 laico.<br \/>\nSoraya tamb\u00e9m criticou a sess\u00e3o de debates tem\u00e1ticos sobre assistolia fetal, realizada em 17 de junho no Plen\u00e1rio do Senado. O PL 1.904\/2024 foi defendido durante o evento, que foi marcado pela atua\u00e7\u00e3o de uma atriz interpretando um feto sendo abortado. A senadora perguntou se haveria tamb\u00e9m uma encena\u00e7\u00e3o de estupro de crian\u00e7a no Plen\u00e1rio do Senado.<br \/>\nMulheres no campo<br \/>\nOs 40 anos do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) foram comemorados em sess\u00e3o solene do Congresso Nacional em 12 de agosto, com a presen\u00e7a de representantes femininas de diversas regi\u00f5es. A organiza\u00e7\u00e3o surgiu no Brasil nos anos 1980, em resposta \u00e0s mudan\u00e7as na agricultura, de forma a promover a agroecologia, tendo como diretriz a luta pelos direitos das mulheres e o rep\u00fadio \u00e0 opress\u00e3o e \u00e0 viol\u00eancia de g\u00eanero.<br \/>\nA senadora Augusta Brito (PT-CE), coautora do requerimento da solenidade, destacou a uni\u00e3o das mulheres em luta por justi\u00e7a, igualdade e dignidade no campo.<br \/>\n\u2014 Em tempos de adversidade e transforma\u00e7\u00e3o, essas mulheres n\u00e3o apenas desafiaram as estruturas opressoras da sociedade, mas tamb\u00e9m plantaram as sementes de um futuro mais justo e sustent\u00e1vel para todas n\u00f3s \u2014 afirmou a senadora.<br \/>\nCandidaturas femininas e negras<br \/>\nEm sess\u00e3o de homenagem ao Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, o Senado lan\u00e7ou em 8 de agosto o Guia Eleitoral para Candidaturas Femininas e Negras. Zenaide Maia, que presidiu o evento, ressaltou que as mulheres negras enfrentam graves problemas de discrimina\u00e7\u00e3o e racismo.<br \/>\n\u2014 Esta celebra\u00e7\u00e3o \u00e9, sobretudo, um convite a uma reflex\u00e3o sobre os desafios ainda existentes e os caminhos que percorremos. N\u00e3o podemos mais admitir que a vida da mulher negra no Brasil seja t\u00e3o dif\u00edcil e t\u00e3o cheia de obst\u00e1culos, pois, ao contr\u00e1rio dos obst\u00e1culos naturais, estamos falando de obst\u00e1culos criados por n\u00f3s mesmos, de dificuldades impostas pela pr\u00f3pria sociedade \u2014 afirmou Zenaide.<br \/>\nProjetos em tramita\u00e7\u00e3o<br \/>\nSeguem em tramita\u00e7\u00e3o v\u00e1rios projetos de interesse da bancada. J\u00e1 aprovado na Comiss\u00e3o de Seguran\u00e7a P\u00fablica (CSP), o projeto de Soraya Thronicke que estabelece pris\u00e3o de doze a trinta anos a quem matar uma mulher por viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar ou por discrimina\u00e7\u00e3o \u00e0 condi\u00e7\u00e3o feminina (PL 1.548\/2023) seguiu para tramita\u00e7\u00e3o na Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ), onde aguarda designa\u00e7\u00e3o do relator. Na CSP, o projeto foi aprovado na forma do relat\u00f3rio da senadora Eliziane Gama (PSD-MA), que entende ser necess\u00e1rio \u201caprofundar cada vez mais o combate \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher.<br \/>\nTamb\u00e9m poder\u00e1 ser votado na CCJ o projeto do senador licenciado Wellington Fagundes (MT) que cria uma cota de 30% para mulheres na C\u00e2mara dos Deputados, nas assembleias legislativas e nas c\u00e2maras municipais (PL 763\/2021). No Senado, quando houver renova\u00e7\u00e3o de dois senadores por estado, pelo menos uma das vagas dever\u00e1 ser reservada para mulheres. A proposi\u00e7\u00e3o altera o C\u00f3digo Eleitoral (Lei 4.737, de 1965) ao determinar que o preenchimento das vagas na C\u00e2mara dos Deputados, nas assembleias legislativas e nas c\u00e2maras municipais seja feito por altern\u00e2ncia entre os sexos.<br \/>\nO senador Nelsinho Trad (PSD-MS) \u00e9 autor do projeto que sugere a suspens\u00e3o do pagamento de sal\u00e1rios de agentes p\u00fablicos, incluindo a classe pol\u00edtica, enquanto estiverem sendo investigados por viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar (PL 994\/2024). A mat\u00e9ria est\u00e1 em an\u00e1lise na Comiss\u00e3o de Direitos Humanos.<br \/>\nO senador Fl\u00e1vio Bolsonaro (PL-RJ) relatou um projeto, aprovado em maio na CAS, que inclui o monitoramento eletr\u00f4nico entre as medidas protetivas de urg\u00eancia nos casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher (PL 2.748\/2021). A mat\u00e9ria seguiu para o exame da CCJ.<br \/>\nE o senador Fabiano Contarato (PT-ES) se solidarizou com a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), que denunciou ter sofrido um ataque racista na C\u00e2mara dos Deputados, e \u00e9 autor do PL 1.822\/2019, origem da lei que assegura o sigilo do nome das v\u00edtimas em processos judiciais relacionados a crimes de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher (Lei 14.857, de 2024).&#013;<br \/>\nInfo Econ\u00f4mico  &#8211; Seu Portal de Not\u00edcias Econ\u00f4micas &#013;<br \/>\nFonte <a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/01\/03\/bancada-feminina-expande-atuacao-e-colhe-vitorias-em-2024\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bancada Feminina expande atua\u00e7\u00e3o e colhe vit\u00f3rias em 2024<\/a>&#013;<br \/>\n<br \/>&#013;\n<\/p>\n<hr \/>\n<p>&#013;<\/p>\n<p style=\"padding:0% 2%;0% 2%\"> Procurando um novo nome de dom\u00ednio? <span style=\"color:#ffc107\"><a href=\"https:\/\/itasite.supersite2.myorderbox.com\/\">Experimente a pesquisa por nomes.<\/a><\/span><\/p>\n<p>&#013;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Criada em mar\u00e7o de 2021 por meio de um projeto de resolu\u00e7\u00e3o apresentado pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA) e assinado pelas demais parlamentares, a Bancada Feminina do Senado expandiu sua atua\u00e7\u00e3o. Em 2024, al\u00e9m do empenho pela aprova\u00e7\u00e3o de uma extensa pauta de interesse das mulheres, a bancada, atualmente presidida pela senadora Leila Barros (PDT-DF), [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"false","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[43],"class_list":["post-203048","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-central-noticias","tag-infoeconomico-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/203048","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=203048"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/203048\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=203048"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=203048"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=203048"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}