{"id":18814,"date":"2019-02-28T15:52:18","date_gmt":"2019-02-28T18:52:18","guid":{"rendered":"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/cotado-para-ser-o-no-2-da-funai-antropologo-dos-ruralistas-questiona-demarcacoes-e-agrava-conflitos-no-para\/"},"modified":"2019-02-28T15:52:18","modified_gmt":"2019-02-28T18:52:18","slug":"cotado-para-ser-o-no-2-da-funai-antropologo-dos-ruralistas-questiona-demarcacoes-e-agrava-conflitos-no-para","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/cotado-para-ser-o-no-2-da-funai-antropologo-dos-ruralistas-questiona-demarcacoes-e-agrava-conflitos-no-para\/","title":{"rendered":"Cotado para ser o n\u00ba 2 da  Funai, \u2018antrop\u00f3logo dos ruralistas\u2019 questiona demarca\u00e7\u00f5es e agrava conflitos no Par\u00e1"},"content":{"rendered":"<p>Edward Luz, que ficou conhecido nos \u00faltimos anos como o \u201cantrop\u00f3logo dos ruralistas\u201d, \u00e9 o nome cotado pelo governo Bolsonaro para assumir o segundo cargo mais alto da Funai, conforme apurou a <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>. Considerado um dos maiores inimigos do movimento ind\u00edgena brasileiro, ele \u00e9 famoso por fazer laudos pagos por fazendeiros contra a demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas e quilombolas no Brasil, uma atua\u00e7\u00e3o quem vem agravando o conflito agr\u00e1rio no oeste do Par\u00e1. Apesar de n\u00e3o haver vice-presid\u00eancia na funda\u00e7\u00e3o, a tend\u00eancia \u00e9 tornar Luz o segundo homem mais poderoso na institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Luz diz que ainda n\u00e3o recebeu o convite do governo Bolsonaro, mas confirma que seu nome chegou \u00e0s inst\u00e2ncias mais altas em Bras\u00edlia por indica\u00e7\u00e3o &nbsp;de &#8220;uma ministra&#8221;. Para aceitar o cargo, o antrop\u00f3logo assume que ter\u00e1 que checar se n\u00e3o haveria conflito de interesses, j\u00e1 que presta consultorias particulares para fazendeiros e representantes do agroneg\u00f3cio que contestam a identidade de ind\u00edgenas e quilombolas. \u201cNa Funai ou na Justi\u00e7a, tenho cerca de 19 contesta\u00e7\u00f5es de terras ind\u00edgenas\u201d, disse em entrevista \u00e0 <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>. <\/p>\n<p>Luz foi desligado da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Antrop\u00f3logos em janeiro de 2013 por ter \u201cpostura n\u00e3o compat\u00edvel com a \u00e9tica profissional\u201d e por atuar \u201cem direta sintonia com os interesses das redes pol\u00edticas das quais participa, de forte vi\u00e9s conservador e autorit\u00e1rio\u201d, segundo a organiza\u00e7\u00e3o. Ele, por\u00e9m, afirma que pediu o desligamento da institui\u00e7\u00e3o \u201cao perceber em 2012 que o clima de patrulhamento ideol\u00f3gico promovido pela milit\u00e2ncia engajada tornara o ambiente t\u00f3xico \u00e0 livre manifesta\u00e7\u00e3o e ao livre exerc\u00edcio da profiss\u00e3o de antrop\u00f3logo no Brasil\u201d. <\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Edward-Luz_2-Foto-Reprodu\u00e7\u00e3o-Facebook-.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-38549\" width=\"580\" height=\"326\" \/><figcaption>Edward Luz, cotado para ser o segundo homem mais poderoso na Funai, diz que algumas comunidades ind\u00edgenas e quilombolas mentem na autodeclara\u00e7\u00e3o \u00e9tnica (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Facebook)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Atualmente, o antrop\u00f3logo \u00e9 disputado por fazendeiros e empres\u00e1rios da regi\u00e3o de Santar\u00e9m, no oeste do Par\u00e1, para preparar a\u00e7\u00f5es judiciais e administrativas contra territ\u00f3rios ind\u00edgenas e quilombolas demarcados. Luz contesta a autodenomina\u00e7\u00e3o de alguns povos e quer criminalizar o que seriam \u201cautodeclara\u00e7\u00f5es fraudulentas\u201d. Ele afirma que as comunidades mentem sobre sua identidade \u2013 o que ele chama de \u201cfraude \u00e9tnica\u201d \u2013, acusa\u00e7\u00f5es que geram forte rea\u00e7\u00e3o de ind\u00edgenas e quilombolas e at\u00e9 do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal de Santar\u00e9m, que j\u00e1 contestou os argumentos do antrop\u00f3logo. <\/p>\n<p>\u201cA pr\u00f3pria nomenclatura equivocada do territ\u00f3rio ind\u00edgena [feita por Luz] denota a completa aus\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es seguras acerca da reivindica\u00e7\u00e3o. Como resultado, um n\u00famero bem superior de pessoas s\u00e3o envolvidas desnecessariamente no conflito, acirrando ainda mais a animosidade entre as partes, e a hostilidade contra os ind\u00edgenas\u201d, informou o MPF em <a href=\"http:\/\/www.mpf.mp.br\/pa\/sala-de-imprensa\/documentos\/2018\/acao_mpf_identificacao_delimitacao_territorio_munduruku_planalto_santareno_pa_maio_2018.pdf\">a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica<\/a>. <\/p>\n<p>A coordenadora-executiva da Apib (Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil), Sonia Guajajara, afirma que criminalizar a autodeclara\u00e7\u00e3o \u00e9 uma pr\u00e1tica colonial. \u201cPara propor um novo indigenismo no Brasil, requer-se necessariamente reconhecer a autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos \u00e0 sua identidade e aos seus territ\u00f3rios\u201d, diz Guajajara.<\/p>\n<p>As acusa\u00e7\u00f5es de fraude feitas por Luz recaem tamb\u00e9m sobre o Incra, como no epis\u00f3dio da contesta\u00e7\u00e3o do Tiningu, reconhecido como territ\u00f3rio quilombola em outubro de 2018, mas onde ele alega ocorrer \u201cfraude \u00e9tnica\u201d. Quando questionado se o Incra, \u00f3rg\u00e3o do governo federal, tamb\u00e9m cometeria fraude nesses reconhecimentos, Luz afirma que o problema da institui\u00e7\u00e3o \u00e9 a \u201cditadura do politicamente correto\u201d. \u201cChega no ponto em que o \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico, muitas vezes desconfiando da narrativa [das comunidades], n\u00e3o consegue ou n\u00e3o tem vontade pol\u00edtica de falar por causa da ditadura do politicamente correto\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A Funai n\u00e3o confirma a indica\u00e7\u00e3o de Luz e lembra que algumas nomea\u00e7\u00f5es t\u00eam sido realizadas diretamente pela Casa Civil. <\/p>\n<h1>Guerra \u00e9tnica em Santar\u00e9m<\/h1>\n<p>Contratado no in\u00edcio de 2018 por fazendeiros ligados ao Sindicato Rural de Santar\u00e9m (Sirsan), Luz tem feito mais do que contestar os laudos antropol\u00f3gicos nos processos demarcat\u00f3rios. Ele tem articulado e fortalecido os fazendeiros e produtores de soja da regi\u00e3o \u2013 e parece estar executando muito bem o seu trabalho. &nbsp;<\/p>\n<p>O conflito por territ\u00f3rios est\u00e1 t\u00e3o acirrado no Planalto Santareno que tanto moradores quanto Luz concordam que h\u00e1 o pren\u00fancio de uma \u201cguerra \u00e9tnica\u201d, nas palavras do antrop\u00f3logo. \u201cEst\u00e1 sendo tramado, sendo preparado um confronto \u00e9tnico. As sementes j\u00e1 foram plantadas l\u00e1 atr\u00e1s, h\u00e1 uma d\u00e9cada\u201d, afirma Luz. <\/p>\n<p>Foi no Planalto Santareno, em 8 de novembro de 2018, que membros da <a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2018-11\/organizacoes-denunciam-tentativa-de-intimidar-comitiva-da-cidh-na\">Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos da OEA foram intimidados<\/a> ao tentarem visitar uma comunidade ind\u00edgena. Dez dias antes, um quilombola fora brutalmente assassinado a golpes de chave de fenda. E, em 11 de dezembro, a C\u00e2mara Municipal votou o plano diretor de Santar\u00e9m, com manobras de \u00faltima hora, abrindo caminho para a constru\u00e7\u00e3o de mais um porto na cidade para ampliar o escoamento da soja. <\/p>\n<h1>O tumulto com a OEA<\/h1>\n<p>Foi Luz o respons\u00e1vel pela tens\u00e3o durante a visita dos membros <a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2018-11\/organizacoes-denunciam-tentativa-de-intimidar-comitiva-da-cidh-na\">da OEA<\/a>, que visitaram a comunidade ind\u00edgena de A\u00e7aizal. O antrop\u00f3logo seguiu a comitiva na estrada, desceu do carro com a c\u00e2mera ligada, disse algumas palavras em portunhol e levantou o dedo para um membro da corte: \u201cONGs usam as minorias \u00e9tnicas contra nossa capacidade produtiva\u201d, gritou. \u201cIsso est\u00e1 prestes a acabar, ano que vem teremos um novo presidente\u201d, concluiu, fazendo refer\u00eancia a elei\u00e7\u00e3o recente do presidente Jair Bolsonaro <\/p>\n<p>A OEA <a href=\"http:\/\/www.oas.org\/pt\/cidh\/prensa\/notas\/2018\/238.asp\">emitiu nota<\/a> e disse que se sentiu intimidada. O antrop\u00f3logo nega que tenha causado tumulto e afirma que queria apenas dialogar. \u201cQuer\u00edamos s\u00f3 dizer \u00e0 OEA que aquela n\u00e3o era uma comunidade ind\u00edgena. N\u00e3o levantei a m\u00e3o ou a voz de maneira ofensiva, fui apenas firme nas minhas convic\u00e7\u00f5es\u201d. O antrop\u00f3logo, por\u00e9m, reconhece que sua estrat\u00e9gia de ter seguido de carro a comitiva \u201cn\u00e3o foi a mais inteligente, pois gerou margem para uma m\u00e1-interpreta\u00e7\u00e3o\u201d. <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 articula\u00e7\u00e3o de Luz na mudan\u00e7a do plano diretor de Santar\u00e9m, que abre caminho para a constru\u00e7\u00e3o do porto Maic\u00e1 nas margens do rio Amazonas. Foi <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pa\/santarem-regiao\/noticia\/2018\/12\/14\/aprovacao-da-area-portuaria-do-maica-da-seguranca-juridica-a-empreendedores-diz-prefeito-de-santarem.ghtml\">ap\u00f3s reuni\u00e3o com os membros do Sirsan<\/a> que os vereadores decidiram aprovar a mudan\u00e7a. Os vereadores contrariaram decis\u00e3o popular de um ano antes, em que a popula\u00e7\u00e3o, em assembleias, n\u00e3o quis o porto. <\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Edward-Luz_3-Foto-Reprodu\u00e7\u00e3o-Facebook.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-38550\" \/><figcaption>Caso assuma o cargo na Funai, o antrop\u00f3logo reveria parcerias com ONGs (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Facebook)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>\u201cN\u00e3o s\u00f3 participei [do encontro], como promovi a reuni\u00e3o. Fui um dos principais articuladores\u201d, afirma. O novo plano diretor foi sancionado pelo prefeito de Santar\u00e9m em 17 de dezembro. A constru\u00e7\u00e3o do Porto de Maic\u00e1, por\u00e9m, ainda depende de licenciamentos ambientais \u2013 que est\u00e3o <a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/2016\/06\/o-quilombo-que-parou-um-porto\/\">suspensos por decis\u00e3o da Justi\u00e7a Federal at\u00e9 que haja consulta<\/a> \u00e0s comunidades tradicionais que vivem ali. <\/p>\n<p>Se, por um lado, Luz teme \u201cguerra \u00e9tnica\u201d na Amaz\u00f4nia paraense, por outro ele \u00e9 o primeiro a disparar petardos. Ele acusa organiza\u00e7\u00f5es como CPT (Comiss\u00e3o Pastoral da Terra) e Cimi (Comiss\u00e3o Mission\u00e1ria Ind\u00edgena) de serem financiadas por grupos internacionais para promoverem a chamada \u2018fraude \u00e9tnica\u2019.<\/p>\n<p>A CPT rebate as acusa\u00e7\u00f5es. &#8220;N\u00e3o sei como um antrop\u00f3logo pode se posicionar contra a identidade ind\u00edgena. N\u00e3o tem como ocorrer uma &#8216;fraude \u00e9tnica&#8217;&#8221;, diz Isolete Wichinieski, da coordena\u00e7\u00e3o nacional da comiss\u00e3o. &#8220;As comunidades se autorreconhecem, mas voc\u00ea tem todo um estudo antropol\u00f3gico que prova isso. Se ele questiona isso, ele est\u00e1 questionando crit\u00e9rios cient\u00edficos usados para comprovar se \u00e9 ou n\u00e3o \u00e9 uma comunidade ind\u00edgena&#8221;. Procurado, o Cimi n\u00e3o se posicionou at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desta reportagem.<\/p>\n<h1>Prioridades na Funai<\/h1>\n<p>Caso assuma o cargo na Funai, Edward Luz interviria para acabar com a parceria da funda\u00e7\u00e3o com ONGs. \u201cA Funai precisa ser revista. A primeira \u00e9 rever a parceria com as organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais porque elas t\u00eam uma agenda pr\u00f3pria que n\u00e3o necessariamente \u00e9 a agenda dos ind\u00edgenas.\u201d<\/p>\n<p>Apesar de ser apoiador de Bolsonaro, Luz diz que o presidente n\u00e3o usou as palavras corretas ao dizer que \u201cn\u00e3o haveria mais demarca\u00e7\u00f5es de terras ind\u00edgenas no Brasil\u201d. Ele tamb\u00e9m critica o presidente da Funai, o general Franklimberg de Freitas. \u201cO atual presidente da Funai precisa urgentemente de uma outra orienta\u00e7\u00e3o\u201d. <\/p>\n<p>Luz defende a manuten\u00e7\u00e3o das demarca\u00e7\u00f5es, caso assuma o cargo, mas revendo os crit\u00e9rios da autodeclara\u00e7\u00e3o. Desde a posse do presidente Bolsonaro, por\u00e9m, a demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas deixou de ser compet\u00eancia da Funai e passou para a Secretaria de Assuntos Fundi\u00e1rios do Minist\u00e9rio da Agricultura.<\/p>\n<p>Outra medida que ele assumiria na Funai seria a de \u201cbuscar o di\u00e1logo\u201d e permitir minera\u00e7\u00e3o em terras ind\u00edgenas. Antes de ser cotado para a Funai, o antrop\u00f3logo disse que pretendia propor projeto de lei ao Congresso para criminalizar o que ele chama de autodeclara\u00e7\u00e3o \u201cfraudulenta\u201d. <\/p>\n<h1>\u2018Luz veio para tumultuar\u2019<\/h1>\n<p>Enquanto Edward Luz diz temer uma \u201cguerra \u00e9tnica\u201d no Oeste do Par\u00e1, Raimundo Benedito da Silva, presidente da associa\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria do Tiningu, lamenta a tens\u00e3o na regi\u00e3o. \u201cLuz veio para tumultuar. Eles falam que o povo daqui \u00e9 pregui\u00e7oso, que aqui n\u00e3o tem quilombola, que n\u00e3o tem \u00edndio\u201d, diz. \u201cEm 1844, seis escravos fugiram de uma senzala e vieram para c\u00e1. Todos somos descendentes desses fugitivos\u201d. <\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/Planalto_13-Lunae-Parracho-800x450.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-38553\" \/><figcaption> Raimundo Benedito da Silva, presidente da associa\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria do quilombo Tiningu, no Par\u00e1, diz que Edward Luz foi contratado por fazendeiros para tumultuar (Foto: Ant\u00f4nio Carlos)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Bena, como o l\u00edder Tiningu \u00e9 conhecido, fica triste com as acusa\u00e7\u00f5es que vem escutando de Luz e de fazendeiros. Ele, por\u00e9m, promete n\u00e3o ficar acuado. Se o oeste do Par\u00e1 avan\u00e7a rumo a uma guerra \u00e9tnica, os quilombolas do Tiningu dizem estar preparados para defender suas terras.<\/p>\n<p>Edward Luz nega que provoque tumultos ou que agrave os conflitos por terras no Par\u00e1. \u201cCondeno qualquer forma de manifesta\u00e7\u00e3o violenta. Mas sou muito incisivo nas posturas que tenho\u201d.<\/p>\n<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/2019\/02\/cotado-para-ser-o-no-2-da-funai-antropologo-dos-ruralistas-questiona-demarcacoes-e-agrava-conflitos-no-para\/\">Cotado para ser o n\u00ba 2 da  Funai, \u2018antrop\u00f3logo dos ruralistas\u2019 questiona demarca\u00e7\u00f5es e agrava conflitos no Par\u00e1<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\">Rep\u00f3rter Brasil<\/a>.<\/p>\n<p>Fonte: Reporter Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Edward Luz, que ficou conhecido nos \u00faltimos anos como o \u201cantrop\u00f3logo dos ruralistas\u201d, \u00e9 o nome cotado pelo governo Bolsonaro para assumir o segundo cargo mais alto da Funai, conforme apurou a Rep\u00f3rter Brasil. 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