{"id":18755,"date":"2019-02-28T08:01:52","date_gmt":"2019-02-28T11:01:52","guid":{"rendered":"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/5-perguntas-para-o-ceo-leonardo-vilela-da-cedro-technologies\/"},"modified":"2019-02-28T08:01:52","modified_gmt":"2019-02-28T11:01:52","slug":"5-perguntas-para-o-ceo-leonardo-vilela-da-cedro-technologies","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/5-perguntas-para-o-ceo-leonardo-vilela-da-cedro-technologies\/","title":{"rendered":"5 perguntas para o CEO: Leonardo Vilela, da Cedro Technologies"},"content":{"rendered":"<p>Fundada em 2005 por estudantes da Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia, a <strong>Cedro Technologies<\/strong> nasceu para desenvolver solu\u00e7\u00f5es para corretoras de valores. Atualmente, a empresa conta com um portf\u00f3lio de tecnologias para neg\u00f3cios digitais e para a ind\u00fastria financeira, apostando na cria\u00e7\u00e3o de produtos e servi\u00e7os customizados. O escopo envolve todo o ciclo de neg\u00f3cios voltado ao setor financeiro: investimentos, mercado de capitais, c\u00e2mbio, empr\u00e9stimos, cart\u00f5es, renda fixa e vari\u00e1vel, internet banking e mobile banking.<\/p>\n<p>Um dos fundadores \u00e9 <strong>Leonardo dos Reis Vilela<\/strong>, atualmente CEO da companhia. S\u00e3o cerca de 450 clientes e faturamento de R$ 39 milh\u00f5es em 2018. A meta para 2019, segundo o executivo, \u00e9 crescer 20%.<\/p>\n<p>Uma das apostas para atingir esse n\u00famero \u00e9 ganhar market share com produtos desenvolvidos pela pr\u00f3pria empresa, como a plataforma de cria\u00e7\u00e3o de bots <a href=\"https:\/\/computerworld.com.br\/2019\/02\/22\/cedro-lanca-plataforma-para-criacao-de-chat-e-voice-bots\/\"><strong>People<\/strong><\/a>, e o <strong>Data Engine<\/strong>, que possibilita a integra\u00e7\u00e3o de diversas fontes de dados, sejam p\u00fablicas, privadas ou pr\u00f3prias.<\/p>\n<p>Vilela participa da se\u00e7\u00e3o <strong>5 perguntas para o CEO<\/strong>, em que relembra a cria\u00e7\u00e3o da empresa, aborda tend\u00eancias de mercado e projeta o futuro. Confira:<\/p>\n<p><strong>Computerworld Brasil: a empresa nasceu para desenvolver solu\u00e7\u00f5es para corretoras de valores. Como surgiu a ideia e qual era o escopo inicial?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Leonardo Vilela<\/strong>: Na \u00e9poca, come\u00e7amos dentro da universidade e, em maio de 2005, fomos para uma incubadora em Uberl\u00e2ndia (MG). Criamos um produto, o Cedro Lite, que era para acompanhar a bolsa. Nosso objetivo era democratizar o acesso ao mercado de capitais para que pessoas pudessem ter uma ferramenta r\u00e1pida para companhar a bolsa. Come\u00e7amos a construir esse produto e viemos para S\u00e3o Paulo apresentar para algumas corretoras. Foi quando come\u00e7amos a nos deparar com uma s\u00e9rie de desafios e oportunidades que a ind\u00fastria tinha e come\u00e7amos a aprimorar nosso produto. Em 2007 foi quando realmente fomos para o mercado.<\/p>\n<p>A ideia do neg\u00f3cio surgiu quando eu estudei fora e fiz um est\u00e1gio na France Telecom. Todo mundo na hora do almo\u00e7o ficava falando de a\u00e7\u00f5es e eu comecei a gostar disso. E como meu background era tecnologia, n\u00e3o queria mudar totalmente e comecei a pensar em como poderia aliar tecnologia com uma tend\u00eancia, que era o investimento em a\u00e7\u00f5es e mercado financeiro. Quando voltei ao Brasil, precisava pensar em um projeto de conclus\u00e3o do curso na universidade e a\u00ed nasceu a empresa.<\/p>\n<p>Fintech, startup, esses nomes cools n\u00e3o existiam. Mas \u00e9ramos uma, na verdade. Hoje at\u00e9 as grandes empresas querem falar que s\u00e3o fintechs para passar uma imagem de inova\u00e7\u00e3o e foco no cliente. Mas l\u00e1 atr\u00e1s n\u00e3o existia isso.<\/p>\n<p><strong>CW Brasil: qual foi a trajet\u00f3ria ao longo desses 13 anos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Vilela<\/strong>: A Cedro come\u00e7ou com o Lite e identificamos que os clientes precisavam de uma ferramenta de baixo custo para acessar o mercado. Come\u00e7amos a implementar o produto, mas como gastamos praticamente um ano e meio para criar a solu\u00e7\u00e3o, porque n\u00e3o tinha ideia de MVP l\u00e1 atr\u00e1s, quando viemos para S\u00e3o Paulo mostrar o que t\u00ednhamos feito, o mercado j\u00e1 tinha mudado. E percebemos que, al\u00e9m de uma ferramenta para acompanhar a bolsa, era preciso uma solu\u00e7\u00e3o para operar a bolsa. A Cedro tinha a plataforma para companhar, mas n\u00e3o t\u00ednhamos como operar. Fizemos uma parceria com a Maxisys, em que nosso cliente operava via Maxisys. Fechamos nosso primeiro cliente, que era a Intra Corretora, que depois virou Citibank, mas quando fomos colocar o produto no mercado, a CMA comprou a Maxisys. Primeira coisa que fizeram foi cortar nosso acordo e ficamos de m\u00e3os atadas novamente.<\/p>\n<p>A\u00ed teve uma institui\u00e7\u00e3o financeira, a Spinelli, que hoje n\u00e3o existe mais, que nos ajudou a fazer porque n\u00e3o queriam ficar na m\u00e3o da CMA. Foi quando come\u00e7amos a fazer a parte de trading. Depois de seis meses t\u00ednhamos um produto que consegu\u00edamos acompanhar a bolsa e tamb\u00e9m permitia fazer negocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Crescemos mesmo quando a BMF (Hoje B3) anunciou que iria acabar com o preg\u00e3o viva-voz, seria tudo eletr\u00f4nico. O banco Ita\u00fa come\u00e7ou a procurar uma empresa de tecnologia para criar uma plataforma de negocia\u00e7\u00e3o. Est\u00e1vamos no momento de tentar crescer e eles nos escolheram. Foi o momento que a Cedro virou empresa de fato. Foi o primeiro grande cliente. A partir do momento que o Ita\u00fa passou a confiar na Cedro, tivemos oportunidade de ir para outras institui\u00e7\u00f5es, como HSBC e Banco Banip.<\/p>\n<p>Hoje \u00e9 muito mais comum e f\u00e1cil um empreendedor conseguir se associar a uma grande empresa, mas l\u00e1 atr\u00e1s era praticamente imposs\u00edvel conseguir agendar uma reuni\u00e3o. Ningu\u00e9m te recebia. Ter um grande cliente era fundamental, porque eu falava: eu n\u00e3o sou a Cedro, o Ita\u00fa usa minha solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Come\u00e7amos a perceber tamb\u00e9m que a inova\u00e7\u00e3o passou a ser uma agenda muito imporatnte nas organiza\u00e7\u00f5es. Os bancos n\u00e3o queriam usar a mesma solu\u00e7\u00e3o. E a Cedro se posicionou no mercado com uma plataforma que permitia acelera\u00e7\u00e3o do cliente, ou seja, nosso produto hoje no Ita\u00fa \u00e9 diferente do que temos no Tribanco ou outra institui\u00e7\u00e3o. Toda nossa plataforma \u00e9 baseada em APIs.<\/p>\n<p>L\u00e1 atr\u00e1s come\u00e7amos s\u00f3 com bolsa e fomos para outros mercados. Hoje temos solu\u00e7\u00f5es para fundos de investimentos, renda fixa etc.<\/p>\n<p><strong>CW Brasil: outra linha de investimento recente da Cedro \u00e9 a \u00e1rea de intelig\u00eancia artificial, com bots cognitivos. Qual a estrat\u00e9gia?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Vilela<\/strong>: Percebemos que os\u00a0 clientes passaram a adotar servi\u00e7os cognitivos, ent\u00e3o fechamos uma parceria com a Microsoft e criamos uma plataforma de implementa\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os cognitivos no Brasil, apojando n\u00e3o apenas clientes do mercado financeiro, mas empresas como Votorantim, Cargill e Expedia.<\/p>\n<p>Come\u00e7amos a desenvolver o People (plataforma para cria\u00e7\u00e3o de bots) em um projeto no Ita\u00fa. A \u00e1rea usu\u00e1ria queria ter liberdade para construir seu pr\u00f3prio bot. Pensamos em como criar uma interface amig\u00e1vel de maneira que qualquer \u00e1rea usu\u00e1ria, seja RH, atendimento ou vendas, conseguisse facilmente construir um bot sem precisar conhecer de desenvolvimento. Com o People, qualquer pessoa, mesmo sem conhecimento de tecnologia, pode treinar o bot, criar inten\u00e7\u00f5es, para criar as esteiras &#8211; se o usu\u00e1rio perguntar isso, o que vai responder? Fizemos tudo via texto e agora temos nova vers\u00e3o do People para conseguir intera\u00e7\u00e3o via voz.<\/p>\n<p>Acreditamos que a \u00e1rea de servi\u00e7os vai crescer muito no mercado nos pr\u00f3ximos quatro anos. \u00c9 uma tend\u00eancia.<br \/>\nSou um pouco resistente quando empresas falam que v\u00e3o reduzir custos. Claro que, com o tempo, tem uma redu\u00e7\u00e3o, principalmente em atendimento, mas acho que o ganho da experi\u00eancia do usu\u00e1rio, com atendimento 24\/7, \u00e9 uma vantagem muito maior do que redu\u00e7\u00e3o de custos para uma organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tem uma percep\u00e7\u00e3o de que o bot vai resolver tudo, mas n\u00e3o \u00e9. Quando voc\u00ea implanta um bot, ele \u00e9 uma crian\u00e7a. \u00c9 preciso entender o contexto que o bot est\u00e1 inserido, dando feedback e capacitando.<\/p>\n<p><strong>CW Brasil: qual o n\u00edvel de maturidade digital do mercado financeiro? Em que est\u00e1gio estamos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Vilela<\/strong>: Fizemos um estudo sobre a maturidade na ind\u00fastria financeira para identificarmos quantas empresas j\u00e1 tinham come\u00e7ado a transforma\u00e7\u00e3o digital e qual era o est\u00e1gio de avan\u00e7o dessas organiza\u00e7\u00f5es. Conversamos com 100 executivos, clientes da Cedro, para identificar isso. Geramos uma s\u00e9rie de insights e um deles \u00e9 que, hoje, quase todo mundo na ind\u00fastria financeira diz que j\u00e1 iniciou a transforma\u00e7\u00e3o digital, mas quem realmente tem processos definidos e adaptados, n\u00e3o s\u00f3 com tecnologia, s\u00e3o s\u00f3 25%.<\/p>\n<p>Criamos um indicador, que mostra que hoje estamos no potencial de 18% apenas de transforma\u00e7\u00e3o digital da ind\u00fastria financeira, porque boa parte j\u00e1 come\u00e7ou mas quem realmente est\u00e1 no est\u00e1gio avan\u00e7ado ainda \u00e9 a minoria.<\/p>\n<p>Avaliamos (no estudo) quest\u00f5es como abertura da APIs, intelig\u00eancia artificial etc. Entendemos que o mercado ainda tem muito a crescer e melhorar neste tema. Mutias vezes a empresa acha que a transforma\u00e7\u00e3o\u00a0 digital \u00e9 criar um site novo ou um aplicativo mais bonito, mas vai muito al\u00e9m disso. \u00c9 uma mudan\u00e7a do modelo de neg\u00f3cios da organiza\u00e7\u00e3o, criando neg\u00f3cios digitais.<\/p>\n<p><strong>CW Brasil: quais s\u00e3o as principais metas para este ano?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Vilela<\/strong>: Atualmente temos duas \u00e1reas: software, que s\u00e3o nossos produtos &#8211; como o People e o Data Engie -, e de servi\u00e7os, que envolve desenvolvimento. Nossa estrat\u00e9gia \u00e9 usar a \u00e1rea de servi\u00e7os para implantar nossas solu\u00e7\u00f5es e criar diferenciais.<\/p>\n<p>Como investimentos bastante nos \u00faltimos dois anos em produtos, nossa meta esse ano \u00e9 ganhar market share com esses produtos.\u00a0Como temos presen\u00e7a em grandes companhias, por uma quest\u00e3o de governan\u00e7a podemos ter um fit melhor para entregarmos novas solu\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o, o foco \u00e9 ganhar market share com produtos, principalmente em pequenas e m\u00e9dias empresas, que \u00e9 um mercado que permite muito mais escala.<\/p>\n<p>Hoje, a divis\u00e3o entre as receitas de software e servi\u00e7os est\u00e1 praticamente igual. O Objetivo \u00e9 elevar software para 70% da receita at\u00e9 2022. Entendemos que esses produtos far\u00e3o nossa empresa ir para outros mercados e acreditamos que o momento positivo, com mudan\u00e7a de governo, vai nos ajudar na nossa consolida\u00e7\u00e3o no Brasil e, a partir disso, queremos tentar outros mercados fora do Brasil, principalmente pela nossa parceria com a Microsoft.<\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/computerworld.com.br\/2019\/02\/28\/5-perguntas-para-o-ceo-leonardo-vilela-da-cedro-technologies\/\">5 perguntas para o CEO: Leonardo Vilela, da Cedro Technologies<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/computerworld.com.br\">Computerworld<\/a>.<\/p>\n<p>Fonte: Computer Word<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fundada em 2005 por estudantes da Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia, a Cedro Technologies nasceu para desenvolver solu\u00e7\u00f5es para corretoras de valores. 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