{"id":187273,"date":"2024-03-15T18:01:07","date_gmt":"2024-03-15T21:01:07","guid":{"rendered":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/desafios-socioeconomicos-e-ambientais-impoem-mudancas-na-regulamentacao-do-garimpo\/"},"modified":"2024-03-15T18:01:07","modified_gmt":"2024-03-15T21:01:07","slug":"desafios-socioeconomicos-e-ambientais-impoem-mudancas-na-regulamentacao-do-garimpo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/desafios-socioeconomicos-e-ambientais-impoem-mudancas-na-regulamentacao-do-garimpo\/","title":{"rendered":"Desafios socioecon\u00f4micos e ambientais imp\u00f5em mudan\u00e7as na regulamenta\u00e7\u00e3o do garimpo"},"content":{"rendered":"<p>A crescente preocupa\u00e7\u00e3o global com a preserva\u00e7\u00e3o ambiental e com a redu\u00e7\u00e3o dos efeitos da crise clim\u00e1tica coloca o Brasil diante de um desafio crucial: conciliar a atividade de garimpo e minera\u00e7\u00e3o com a necessidade de conserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente. Em um pa\u00eds rico em recursos naturais, a regulamenta\u00e7\u00e3o, fiscaliza\u00e7\u00e3o e transpar\u00eancia envolvendo essas atividades desempenham um papel fundamental na garantia de um equil\u00edbrio para o desenvolvimento socioecon\u00f4mico e sustent\u00e1vel do pa\u00eds. Por esse motivo, o assunto tem sido frequente nos debates do Senado.\u00a0<br \/>\nApesar de ser reconhecida por ser a maior reserva de biodiversidade do planeta, a Amaz\u00f4nia Legal, por exemplo,\u00a0 apresenta aspectos econ\u00f4micos e sociais que a colocam entre as regi\u00f5es mais pobres do Brasil. Um ter\u00e7o dos moradores nos 5 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados da \u00e1rea, que abrange nove estados, s\u00e3o pobres e sofrem priva\u00e7\u00f5es sociais consider\u00e1veis, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) de 2022.\u00a0<br \/>\nEsse cen\u00e1rio desperta vis\u00f5es diferentes sobre o tema e a apresenta\u00e7\u00e3o de iniciativas em v\u00e1rias frentes de atua\u00e7\u00e3o. Enquanto a Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE) avan\u00e7ou com a aprova\u00e7\u00e3o, em primeiro turno, do projeto de lei (PL 836\/2021) do senador Fabiano Contarato (PT-ES), que aprimora os instrumentos de controle sobre a produ\u00e7\u00e3o, a venda e o transporte de ouro no pa\u00eds para combater as atividades de garimpo ilegal, a Comiss\u00e3o de Infraestrutura (CI) debateu uma proposta (PL 2.973\/2023) do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) que libera o garimpo em \u00e1reas reservadas \u00e0 pesquisa mineral.\u00a0<br \/>\nA \u00e1rea ocupada pelo garimpo ilegal no Brasil, segundo dados do MapBiomas, aumentou significativamente em 2022: Nada menos de 35 mil hectares (o tamanho corresponde a uma cidade como Curitiba). Esse crescimento se deu basicamente na Amaz\u00f4nia, que em 2022 concentrava quase a totalidade (92%) da terra garimpada no pa\u00eds. Quase metade (40,7%) dos garimpos nesse bioma foi iniciada nos \u00faltimos cinco anos. No Brasil, 85,4% dos 263 mil hectares garimpados s\u00e3o para extra\u00e7\u00e3o de ouro.\u00a0<br \/>\nConforme a extra\u00e7\u00e3o ilegal avan\u00e7a, o impacto ambiental, econ\u00f4mico e humanit\u00e1rio se agrava. S\u00f3\u00a0 o garimpo na Terra Ind\u00edgena Yanomami, em Roraima levou ao desmatamento de 232 hectares de floresta amaz\u00f4nica em 2022, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o que representa um aumento de 24,7% em rela\u00e7\u00e3o ao \u00edndice registrado no ano anterior (186 hectares).<br \/>\nAinda recorrendo ao levantamento do MapBiomas, foi constatada uma acelera\u00e7\u00e3o da atividade garimpeira em \u00e1reas protegidas. Em 2022, mais de 25 mil hectares em Terras Ind\u00edgenas (TIs) e de 78 mil hectares em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UCs) eram ocupados pelo garimpo. Em 2018, haviam sido 9,5 mil e 44,7 mil hectares, respectivamente. Em 2022, 39% da \u00e1rea garimpada no Brasil estava dentro de uma TI ou UC.\u00a0<br \/>\nQuase metade (43%) da \u00e1rea garimpada em UCs foi aberta nos \u00faltimos cinco anos. As mais invadidas por garimpeiros s\u00e3o a APA do Tapaj\u00f3s (51,6 mil hectares), a Flona do Aman\u00e1 (7,9 mil hectares), Esec Juami Japur\u00e1 (2,6 mil hectares), Flona do Crepori (2,3 mil hectares) e Parna do Rio Novo (2,3 mil hectares).<br \/>\nRegulamenta\u00e7\u00e3o\u00a0<br \/>\nDurante os debates sobre o PL 836\/2021, senadores, representantes do governo, de cooperativas, do Banco Central, da Pol\u00edcia Federal e de associa\u00e7\u00f5es cooperativas defenderam a necessidade de ampliar a regulamenta\u00e7\u00e3o do mercado de ouro, atrav\u00e9s da rastreabilidade, como mecanismo para reduzir a extra\u00e7\u00e3o ilegal em \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o e a prolifera\u00e7\u00e3o do uso do com\u00e9rcio do min\u00e9rio para a pr\u00e1tica de outros crimes, como o tr\u00e1fico de armas e o narcotr\u00e1fico. Sem contar com a degrada\u00e7\u00e3o severa do meio ambiente provocada pelo assoreamento dos rios e a contamina\u00e7\u00e3o de suas \u00e1guas e alimentos.\u00a0<br \/>\nO secret\u00e1rio-executivo adjunto do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica, Manoel Carlos de Almeida Neto, ressaltou durante o debate que a regula\u00e7\u00e3o do setor vai minimizar os danos inerentes \u00e0 atividade de extra\u00e7\u00e3o e perturbadores do meio ambiente.<br \/>\n\u2014 Por mais sustent\u00e1vel que seja a explora\u00e7\u00e3o, algum dano fica, seja ele ambiental, seja o uso do merc\u00fario ou impacto numa \u00e1rea de conserva\u00e7\u00e3o [&#8230;] \u00c9 muito importante que o Estado tenha pleno controle sobre o que est\u00e1 acontecendo para minimizar e reduzir o dano \u2014 recomendou.<br \/>\nSegundo o estudo \u201cA nova corrida do ouro na Amaz\u00f4nia\u201d, realizado pelo Instituto Escolhas e outras entidades, \u201c\u00e9 extremamente f\u00e1cil comercializar ouro ilegal no Brasil\u201d. Um garimpeiro precisa apenas mostrar seu documento de identidade, preencher um formul\u00e1rio \u00e0 m\u00e3o e declarar a origem do metal, sem a necessidade de qualquer tipo de comprova\u00e7\u00e3o.<br \/>\nDessa forma, o ouro ilegal entra no mercado financeiro por meio da sua venda para as DTVMs (Distribuidoras de T\u00edtulos e Valores Mobili\u00e1rios), que s\u00e3o os postos de compras de ouro das institui\u00e7\u00f5es financeiras localizadas na Amaz\u00f4nia. A partir de ent\u00e3o, passa a ser comercializado \u201clegalmente\u201d.<br \/>\nAinda de acordo com o estudo, entre 2015 e 2020, foram comercializadas 229 toneladas de ouro com graves ind\u00edcios de ilegalidade, o que equivale a cerca de metade da produ\u00e7\u00e3o nacional. Nos territ\u00f3rios ind\u00edgenas, os garimpos cresceram cinco vezes em dez anos, tendo como uma das consequ\u00eancias, epis\u00f3dios de viol\u00eancia contra os povos origin\u00e1rios e a degrada\u00e7\u00e3o dos recursos naturais. O senador Fabiano Contarato (PT-ES) entende que a proposta vai ajudar a melhorar esse cen\u00e1rio.\u00a0<br \/>\n\u2014 [A rastreabilidade ] \u00e9 uma realidade mundial ] e j\u00e1 ocorre em v\u00e1rios segmentos que v\u00e3o impactar a rela\u00e7\u00e3o do Brasil com o mundo e com o com\u00e9rcio. N\u00f3s estamos aqui focando justamente esse contexto\u00a0para combater o garimpo ilegal. E garantir e dar preserva\u00e7\u00e3o e sustentabilidade para toda e qualquer pessoa que est\u00e1 direta ou indiretamente trabalhando nessa rastreabilidade do ouro.<br \/>\nRegras\u00a0<br \/>\nO projeto, relatado na CAE pelo senador Jorge Kajuru (PSB-GO), traz regras para a implementa\u00e7\u00e3o de lastros miner\u00e1rio e ambiental e revoga dispositivos normativos que favorecem a comercializa\u00e7\u00e3o ilegal de ouro.\u00a0A mat\u00e9ria determina ainda que somente pessoas jur\u00eddicas est\u00e3o autorizadas a comercializar o min\u00e9rio, a fim de otimizar o monitoramento das transa\u00e7\u00f5es.\u00a0<br \/>\nAl\u00e9m disso, acaba com o conceito de boa-f\u00e9 na compra de ouro de garimpo. Impede, portanto, que empresas autorizadas pelo Banco Central a fazerem a primeira aquisi\u00e7\u00e3o de ouro de garimpo possam se valer da boa-f\u00e9 para alegar que acreditavam que a origem daquele ouro vinha de garimpos legalizados.<br \/>\nNa avalia\u00e7\u00e3o do senador Jaime Bagattoli (PL-RO), as regras permitir\u00e3o que a atividade garimpeira gere mais emprego e renda, al\u00e9m do aumento na arrecada\u00e7\u00e3o. O que, na sua vis\u00e3o, pode ajudar a melhorar os \u00edndices socioecon\u00f4micos da regi\u00e3o Norte:<br \/>\n\u2014 Precisamos regularizar para que as cooperativas e associa\u00e7\u00f5es, dentro de uma forma legal, possam fazer a explora\u00e7\u00e3o de forma consciente, de forma que respeite o meio ambiente.<br \/>\nLibera\u00e7\u00e3o<br \/>\nEm outra frente, o parlamentar tem se debru\u00e7ado sobre sugest\u00f5es legislativas que visam ampliar a atua\u00e7\u00e3o legal dos garimpeiros e assim, expandir as oportunidades na regi\u00e3o rica em min\u00e9rios.\u00a0<br \/>\n\u00c9 o caso do projeto de lei 2.973\/2023, do senador Zequinha Marinho, que libera o garimpo em \u00e1reas reservadas \u00e0 pesquisa mineral. Considerado pol\u00eamico pelo pr\u00f3prio autor, o tema ainda divide a opini\u00e3o de parlamentares, representantes da ind\u00fastria e t\u00e9cnicos que lidam diretamente com a atividade.\u00a0<br \/>\nSegundo o Minist\u00e9rio de Minas e Energia, as autoriza\u00e7\u00f5es de pesquisa respondem por metade das \u00e1reas outorgadas em processos miner\u00e1rios no Brasil. S\u00e3o mais de 92 mil processos, relativos a 103 milh\u00f5es de hectares. As 3 mil lavras garimpeiras representam apenas 0,66% dos processos e se referem a 1,3 milh\u00e3o de hectares.<br \/>\nO projeto estabelece que a lavra garimpeira s\u00f3 poder\u00e1 ser concedida se o min\u00e9rio a ser extra\u00eddo for diferente daquele objeto da pesquisa. O prazo de permiss\u00e3o ser\u00e1 de tr\u00eas anos, renov\u00e1vel por igual per\u00edodo. Ainda de acordo com a mat\u00e9ria, a \u00e1rea liberada para o garimpo n\u00e3o pode ultrapassar 25% do trecho reservado \u00e0 pesquisa.<br \/>\nZequinha Marinho alega que a iniciativa libera para o pequeno minerador \u00e1reas bloqueadas por requerimentos de pesquisa concedidos a grandes empresas. Ele ainda argumenta que a atual situa\u00e7\u00e3o exclui mais de 600 mil garimpeiros espalhados pela Amaz\u00f4nia os quais buscam sobreviver e sustentar suas fam\u00edlias atrav\u00e9s da atividade.<br \/>\n\u2014 Enormes \u00e1reas continuam indispon\u00edveis para o pequeno minerador. N\u00e3o faz sentido impedir a explora\u00e7\u00e3o de minerais destinados \u00e0 constru\u00e7\u00e3o civil, como areia e saibro, s\u00f3 porque uma \u00e1rea \u00e9 onerada por autoriza\u00e7\u00e3o de pesquisa para outro mineral. Ali n\u00e3o pode, congelou. Tem que haver uma forma de se trabalhar isso. O tema \u00e9 chato? \u00c9 complicado? Fazer o qu\u00ea? Aqui \u00e9 lugar de usar a massa cinzenta e tentar encontrar uma sa\u00edda \u2014 argumentou durante audi\u00eancia p\u00fablica.\u00a0<br \/>\nEconomia familiar<br \/>\nNo mesmo sentido, o projeto (PL 763\/2024) do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), apresentado recentemente, vem refor\u00e7ar a luta pela amplia\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica do garimpo. A mat\u00e9ria busca regulamentar a atividade de extra\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias minerais garimp\u00e1veis por pessoas f\u00edsicas, que tenham nacionalidade brasileira e atuem individualmente, ou em forma associativa, em regime de economia familiar.<br \/>\nEntre as regras, o texto reconhece o regime de economia familiar aquele em que a atividade de extra\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios garimp\u00e1veis seja realizada como principal meio de subsist\u00eancia da fam\u00edlia, envolvendo o trabalho direto dos membros da fam\u00edlia no processo de extra\u00e7\u00e3o mineral.\u00a0<br \/>\nTamb\u00e9m determina que a atividade tenha cadastro espec\u00edfico junto aos \u00f3rg\u00e3os competentes para o exerc\u00edcio do garimpo e as \u00e1reas delimitadas considerem crit\u00e9rios t\u00e9cnicos e socioambientais.\u00a0<br \/>\nJ\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o as zonas de extra\u00e7\u00e3o, elas ser\u00e3o previamente estabelecidas pela Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o (ANM), e quando a comercializa\u00e7\u00e3o forem oriundas de Terras Ind\u00edgenas homologadas ou em processo de demarca\u00e7\u00e3o, e de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o, esta dever\u00e1 ser fiscalizada pela Uni\u00e3o e pelo \u00f3rg\u00e3o federal de assist\u00eancia ao ind\u00edgena.<br \/>\nAl\u00e9m disso, o aproveitamento e a lavra das riquezas minerais em Terras Ind\u00edgenas s\u00f3 poder\u00e3o ser efetivados com a participa\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o federal de assist\u00eancia ao ind\u00edgena, ouvidas as comunidades envolvidas.\u00a0<br \/>\nMecias de Jesus alega que o garimpo realizado por pessoas f\u00edsicas para subsist\u00eancia da pr\u00f3pria fam\u00edlia \u00e9 uma atividade tradicional e fundamental no Norte do pa\u00eds.\u00a0<br \/>\nEle argumenta ainda que a pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o garante que as terras tradicionalmente ocupadas pelos \u00edndios devem ser destinadas ao usufruto \u201cexclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes\u201d. No entanto, para isso, acrescenta, \u201co aproveitamento dos recursos h\u00eddricos, inclu\u00eddos os potenciais energ\u00e9ticos, a pesquisa e a lavra das riquezas minerais em terras ind\u00edgenas s\u00f3 podem ser efetivadas com autoriza\u00e7\u00e3o do Congresso Nacional, ouvidas as comunidades afetadas, avan\u00e7o que, segundo ele, nunca foi efetivado pelo Legislativo.\u00a0<br \/>\n\u201cA falta de regulamenta\u00e7\u00e3o adequada da atividade tem gerado problemas socioecon\u00f4micos e ambientais. A aus\u00eancia de um marco legal claro tem levado \u00e0 informalidade, \u00e0 falta de seguran\u00e7a jur\u00eddica e \u00e0 explora\u00e7\u00e3o desordenada dos recursos minerais, resultando em impactos negativos para o meio ambiente e para as comunidades envolvidas\u201d, afirma na justifica\u00e7\u00e3o do projeto.<br \/>\nOs dois projetos sobre o garimpo integram um conjunto de propostas que colocam em lados opostos os ambientalistas e o setor produtivo. O pacote engloba ainda a proposta da Lei Geral do Licenciamento Ambiental (PL 2.159\/2021), que est\u00e1 sendo analisado nas comiss\u00f5es de Meio Ambiente (CMA) e de Agricultura (CRA), e busca flexibilizar normas e dispensa algumas atividades da obten\u00e7\u00e3o do licenciamento ambiental. Al\u00e9m do PL 510\/2021, do senador Iraj\u00e1 (PSD-TO), que trata da regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria, tamb\u00e9m tramitando nas mesmas comiss\u00f5es.\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0&#013;<br \/>\nInfo Econ\u00f4mico  &#8211; Seu Portal de Not\u00edcias Econ\u00f4micas &#013;<br \/>\nFonte <a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/03\/15\/desafios-socioeconomicos-e-ambientais-impoem-mudancas-na-regulamentacao-do-garimpo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Desafios socioecon\u00f4micos e ambientais imp\u00f5em mudan\u00e7as na regulamenta\u00e7\u00e3o do garimpo<\/a>&#013;\n<\/p>\n<hr \/>\n<p>&#013;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/itasite.com.br\">Cria\u00e7\u00e3o de Sites <\/a>Modernos e Personalizados &#8211; Empresa do interior de S\u00e3o Paulo, inova na modernidade de seus estilos responsivos, criando sites simples, completos e ganham destaque na rede mundial de sites . 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