{"id":18002,"date":"2019-02-20T21:07:46","date_gmt":"2019-02-21T00:07:46","guid":{"rendered":"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/pacientes-com-leucemia-tem-altas-chances-de-cura\/"},"modified":"2019-02-20T21:07:46","modified_gmt":"2019-02-21T00:07:46","slug":"pacientes-com-leucemia-tem-altas-chances-de-cura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/pacientes-com-leucemia-tem-altas-chances-de-cura\/","title":{"rendered":"Pacientes com leucemia t\u00eam altas chances de cura"},"content":{"rendered":"<div id=\"parent-fieldname-text\" class=\"\">\n<div>\n<p dir=\"ltr\">No m\u00eas de conscientiza\u00e7\u00e3o para a leucemia, um alerta importante: o diagn\u00f3stico positivo para a doen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 uma senten\u00e7a de morte. O hematologista e especialista em transplante de medula \u00f3ssea Alexandre Caio faz quest\u00e3o de ressaltar que, apesar de o nome leucemia ainda ser assustador, a doen\u00e7a est\u00e1 longe de ser t\u00e3o perigosa quanto j\u00e1 foi um dia.\u00a0\u201cHoje em dia, mesmo as leucemias agudas, que s\u00e3o muito graves, t\u00eam chance de cura. As cr\u00f4nicas n\u00e3o t\u00eam cura, mas a medicina tem formas de controle muito eficazes. Ent\u00e3o, dificilmente elas evoluem para um est\u00e1gio fatal\u201d, afirma.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Quando procurou ajuda m\u00e9dica ap\u00f3s observar manchas e hematomas no corpo, a recepcionista Silmara Ferreira de Brito, de 28 anos, optou pelo otimismo. Na \u00e9poca, a moradora de Bras\u00edlia (DF) fazia um curso de t\u00e9cnico de enfermagem e j\u00e1 tinha buscado informa\u00e7\u00f5es sobre a doen\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p dir=\"ltr\">O <a class=\"anchor-link\" href=\"#mieloide_aguda\" target=\"_self\" title=\"\" data-tippreview-enabled=\"false\" data-tippreview-image=\"\" data-tippreview-title=\"\">tratamento da leucemia mieloide aguda,<\/a> no Hospital de Base de Bras\u00edlia, teve in\u00edcio em maio de 2015. A doen\u00e7a j\u00e1 estava em fase avan\u00e7ada. \u201cQuando eu descobri, j\u00e1 estava em estado hemorr\u00e1gico, com uma contagem muito baixa de plaquetas. O tratamento inteiro foi feito apenas com medica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o cheguei a fazer nenhum tipo de cirurgia\u201d, conta.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Silmara ficou internada durante um m\u00eas e tr\u00eas dias, nos quais tomava medica\u00e7\u00e3o todos os dias. Nos dois meses seguintes, ela recebeu alta, mas a rotina se manteve. Na \u00faltima etapa do tratamento, a recepcionista ia ao hospital a cada 15 dias e, em janeiro de 2017, recebeu o diagn\u00f3stico de remiss\u00e3o completa. <\/span><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><span>\u201cAinda fa\u00e7o acompanhamento, s\u00f3 serei liberada ap\u00f3s cinco anos depois do diagn\u00f3stico da remiss\u00e3o\u201d, explica. Em todo o tempo de tratamento, Silmara passou por muitas mudan\u00e7as, como ganho de peso e queda de cabelo, mas o apoio da fam\u00edlia ajudou a enfrentar a doen\u00e7a at\u00e9 o fim. \u201cTive todo o apoio da minha fam\u00edlia, primordial naquele momento. O que tenho para falar \u00e0s pessoas com leucemia \u00e9 que vale muito a pena acreditar que a cura \u00e9 poss\u00edvel.\u201d<\/span><\/p>\n<h2>Tratamento gratuito<\/h2>\n<p dir=\"ltr\">O\u00a0Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS)\u00a0possui\u00a0a Rede de Aten\u00e7\u00e3o Oncol\u00f3gica para apoiar pacientes com diagn\u00f3stico de leucemia. Essa rede\u00a0\u00e9 formada por hospitais habilitados como Unidade de Assist\u00eancia de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) e Centro de Assist\u00eancia de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon).<\/p>\n<p dir=\"ltr\">S\u00e3o estabelecimentos que oferecem assist\u00eancia geral, especializada e integral ao paciente com c\u00e2ncer, atuando no diagn\u00f3stico, estadiamento e tratamento. Cada um possui responsabilidade pela padroniza\u00e7\u00e3o, aquisi\u00e7\u00e3o e fornecimento do medicamento para tratamento e s\u00e3o livres para adotar protocolos pr\u00f3prios.<\/p>\n<h2><span>Os principais tipos de leucemia<\/span><\/h2>\n<p><span>A leucemia \u00e9 um c\u00e2ncer, isto \u00e9, uma prolifera\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas no sangue. Trata-se de uma doen\u00e7a maligna dos gl\u00f3bulos brancos. A principal caracter\u00edstica \u00e9 o ac\u00famulo de c\u00e9lulas doentes na medula \u00f3ssea (popularmente conhecida como tutano, \u00e9 o local onde fabricam-se c\u00e9lulas sangu\u00edneas), que substituem as c\u00e9lulas sangu\u00edneas normais.<\/span><\/p>\n<p><span>Existem dois grandes grupos de leucemia, de acordo com a velocidade de evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a: aguda e cr\u00f4nica. Os dois tipos de leucemia (cr\u00f4nica e aguda) podem ser dois divididos em dois subgrupos, de acordo com as c\u00e9lulas que afetam: mieloide e linfoide. Conhe\u00e7a as caracter\u00edsticas de cada uma:<\/span><\/p>\n<p class=\"callout\"><strong>Leucemia cr\u00f4nica<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><span>De acordo com o Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca), no in\u00edcio da leucemia cr\u00f4nica as c\u00e9lulas leuc\u00eamicas ainda conseguem fazer algum trabalho dos gl\u00f3bulos brancos. A doen\u00e7a e seus sintomas, ent\u00e3o, agravam-se de forma lenta e gradual.<\/span><\/p>\n<h4><a name=\"mieoide\"><\/a>Mieloide<\/h4>\n<p dir=\"ltr\"><span>Afeta c\u00e9lulas mieloides e acomete principalmente adultos.<\/span><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><span><strong>Tratamento:<\/strong> n\u00e3o \u00e9 feito com quimioterapia. Essa leucemia decorre do surgimento de um gene espec\u00edfico capaz de aumentar a multiplica\u00e7\u00e3o celular por meio de uma prote\u00edna. O tratamento \u00e9 feito com um medicamento oral, que inibe especificamente essa prote\u00edna anormal.<\/span><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><span>\u00c9 um tratamento considerado \u201calvo espec\u00edfico\u201d porque o medicamento inibe a multiplica\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas cancerosas, mas n\u00e3o das c\u00e9lulas normais do organismo. Alguns casos de resist\u00eancia ou falha ao tratamento inicial podem necessitar de quimioterapia e transplante de medula \u00f3ssea.<\/span><\/p>\n<h4>Linfoide<\/h4>\n<p dir=\"ltr\"><span>Afeta c\u00e9lulas linfoides. A maioria das pessoas diagnosticadas com esse tipo da doen\u00e7a tem mais de 55 anos. Raramente afeta crian\u00e7as. <\/span><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><span><strong>Tratamento:<\/strong> agentes quimioter\u00e1picos, imunol\u00f3gicos e orais podem ser utilizados. A escolha depender\u00e1 de aspectos cl\u00ednicos do paciente (como idade, presen\u00e7a de outras doen\u00e7as, capacidade de tolerar quimioterapia) e da pr\u00f3pria doen\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p class=\"callout\"><strong>Leucemia aguda<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><span>As c\u00e9lulas doentes n\u00e3o podem fazer nenhum trabalho das c\u00e9lulas sangu\u00edneas normais. Elas crescem em n\u00famero muito rapidamente, e a doen\u00e7a agrava-se num curto intervalo de tempo.<\/span><\/p>\n<h4><a name=\"mieloide_aguda\"><\/a>Mieloide<\/h4>\n<p dir=\"ltr\"><span>Afeta as c\u00e9lulas mieloides. Ocorre tanto em adultos como em crian\u00e7as, mas a incid\u00eancia aumenta com o aumento da idade.<\/span><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Tratamento: a etapa de manuten\u00e7\u00e3o s\u00f3 \u00e9 necess\u00e1ria para os casos de Leucemia promieloc\u00edtica aguda &#8211; subtipo especial de LMA, muito relacionado com hemorragias graves no diagn\u00f3stico. Nesses casos, existe uma muta\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica espec\u00edfica que pode ser detectada nos exames da medula \u00f3ssea e o tratamento com uma combina\u00e7\u00e3o de quimioterapia com um comprimido oral (tretino\u00edna) possibilita taxas de cura bastante elevadas.<\/span><\/p>\n<h4>Linfoide<\/h4>\n<p><span>Afeta c\u00e9lulas linfoides. \u00c9 o tipo mais comum em crian\u00e7as pequenas, mas tamb\u00e9m ocorre em adultos.<\/span><\/p>\n<p><span>Tratamento: \u00e9 composto de tr\u00eas fases. S\u00e3o elas: indu\u00e7\u00e3o de remiss\u00e3o; consolida\u00e7\u00e3o (tratamento intensivo com quimioter\u00e1picos n\u00e3o empregados anteriormente); e manuten\u00e7\u00e3o (tratamento mais brando e cont\u00ednuo por v\u00e1rios meses). Durante todo o tratamento, pode ser necess\u00e1ria a interna\u00e7\u00e3o do paciente por infec\u00e7\u00e3o decorrente da queda dos gl\u00f3bulos brancos normais e por outras complica\u00e7\u00f5es do pr\u00f3prio tratamento.<\/span><\/p>\n<h2><span>Sintomas<\/span><\/h2>\n<h3><span>Leucemias agudas<\/span><\/h3>\n<p><span>Os sintomas est\u00e3o ligados \u00e0 fal\u00eancia da medula \u00f3ssea, &#8220;sinal de que o sangue deixou de ser produzido\u201d, explica Alexandre Caio. Sangramentos, hemorragias espont\u00e2neas, hematomas, manchas de sangue s\u00e3o sinais de baixa contagem de plaquetas, esclarece o especialista. A produ\u00e7\u00e3o de gl\u00f3bulos brancos, leuc\u00f3citos, tamb\u00e9m cai, ent\u00e3o o paciente pode desenvolver infec\u00e7\u00f5es oportunistas. Com a queda dos gl\u00f3bulos vermelhos, a pessoa entra em uma anemia profunda, muito intensa, com muito cansa\u00e7o e fadiga. Pode ocorrer de o paciente s\u00f3 apresentar um desses sintomas, mas, de modo geral, \u00e9 a presen\u00e7a dos tr\u00eas juntos que alertam o m\u00e9dico, que, em caso de suspeita, encaminha o paciente a um hematologista. <\/span><\/p>\n<h3><span>Leucemias cr\u00f4nicas<\/span><\/h3>\n<p><span>Sintomas geralmente s\u00e3o: aumento do ba\u00e7o, dor na regi\u00e3o lateral esquerda do abd\u00f4men, aparecimento e aumento de g\u00e2nglios (popularmente conhecidas como \u00ednguas) sob as axilas e sob a mand\u00edbula.<\/span><\/p>\n<h2><span>Fatores de risco<\/span><\/h2>\n<p dir=\"ltr\"><span>A exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o ionizante, assim como ao benzeno, \u00e9 um fator de risco para desenvolvimento de leucemia. Al\u00e9m disso, que pessoas com S\u00edndrome de Down t\u00eam predisposi\u00e7\u00e3o maior de desenvolver a doen\u00e7a. \u201cApesar de ser uma doen\u00e7a gen\u00e9tica relacionada \u00e0 muta\u00e7\u00e3o, a leucemia n\u00e3o tem caracter\u00edstica de transmiss\u00e3o heredit\u00e1ria e est\u00e1, normalmente, relacionada \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o a subst\u00e2ncias t\u00f3xicas\u201d, explica Caio.<\/span><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><span>Alguns outros fatores de risco, segundo o Inca, s\u00e3o: tabagismo, quimioterapia, exposi\u00e7\u00e3o ao formalde\u00eddo, produ\u00e7\u00e3o de borracha, idade (com exce\u00e7\u00e3o da leucemia linfoide aguda, mais comum em crian\u00e7as), exposi\u00e7\u00e3o a agrot\u00f3xicos, solventes, diesel, poeiras e infec\u00e7\u00e3o por v\u00edrus de hepatite B e C.<\/span><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><span class=\"discreet\"><span id=\"docs-internal-guid-ed29d54b-7fff-7c30-2cb4-22ab6c3a5a82\">Fonte: Governo do Brasil, com informa\u00e7\u00f5es do <a href=\"http:\/\/portalms.saude.gov.br\/\">Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/a><\/span><\/span><\/p>\n<\/div><\/div>\n<p>Fonte: Brasil.Gov Ultima Hora<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No m\u00eas de conscientiza\u00e7\u00e3o para a leucemia, um alerta importante: o diagn\u00f3stico positivo para a doen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 uma senten\u00e7a de morte. 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