{"id":17682,"date":"2019-02-18T10:32:33","date_gmt":"2019-02-18T13:32:33","guid":{"rendered":"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/5-perguntas-para-o-ceo-rodrigo-dessaune-da-ish-tecnologia\/"},"modified":"2019-02-18T10:32:33","modified_gmt":"2019-02-18T13:32:33","slug":"5-perguntas-para-o-ceo-rodrigo-dessaune-da-ish-tecnologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/5-perguntas-para-o-ceo-rodrigo-dessaune-da-ish-tecnologia\/","title":{"rendered":"5 perguntas para o CEO: Rodrigo Dessaune, da ISH Tecnologia"},"content":{"rendered":"<p>Em 1996, quando a <strong>internet<\/strong> chegava ao Brasil, <strong>Rodrigo Dessaune<\/strong> teve a vis\u00e3o: o mundo empresarial precisaria estar conectado a essa rede de algum modo e, para isso, seria necess\u00e1rio contar com infraestrutura e seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Foi baseado nesse pensamento que o executivo passou a investir nesse mercado e criou a <strong>ISH Tecnologia<\/strong>, inicialmente como prestadora de servi\u00e7os, evoluindo para uma integradora e, atualmente, tamb\u00e9m desenvolvedora de solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Nascida em Vit\u00f3ria (ES), onde ainda mant\u00e9m sede, a companhia conta com escrit\u00f3rios em Bras\u00edlia, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo. A empresa conta com mais de 25 parcerias estrat\u00e9gicas com fabricantes, mais de 200 profissionais especializados &#8211; dos quais 100 analistas somam cerca de 500 certifica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas. Ainda, conta com um data center pr\u00f3prio, com 150 m\u00b2 de piso elevado e mais de 40 racks no padr\u00e3o Tier3, al\u00e9m de centros de opera\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a e de redes (SNOC) e de inova\u00e7\u00e3o (ISH Labs) para desenvolvimento de solu\u00e7\u00f5es customizadas.<\/p>\n<p>O executivo destaca que o momento \u00e9 positivo. No ano passado, a empresa registrou crescimento de vendas e faturamento na faixa de 20%, bem como crescimento do porcentual de faturamento recorrente em 30%.<\/p>\n<p>&#8220;Nesses \u00faltimos anos, conseguimos fazer a transi\u00e7\u00e3o do modelo de integra\u00e7\u00e3o para as a service, tanto que, no \u00faltimo ano, dois ter\u00e7os do neg\u00f3cio j\u00e1 foram na modalidade como servi\u00e7o. Isso puxou o crescimento de vendas nos \u00faltimos quatro anos e o faturamento do \u00faltimo ano&#8221;, comentou.<\/p>\n<p>Outra forte aposta da empresa \u00e9 no segmento de Marketing Digital com o lan\u00e7amento da solu\u00e7\u00e3o <strong>CyberPass<\/strong>, baseada na plataforma wireless da Aruba. O CyberPass \u00e9 uma ferramenta que visa propiciar comodidade e agilidade no acesso wireless e, simultaneamente, auxiliar as empresas no desenvolvimento de campanhas publicit\u00e1rias, de promo\u00e7\u00e3o ou de vendas mais amig\u00e1veis, precisas e efetivas.<\/p>\n<p>Dessaune participa da se\u00e7\u00e3o <strong>5 perguntas para o CEO<\/strong>, na qual detalha desafios e oportunidades de neg\u00f3cios para a ISH.<\/p>\n<p><strong>Computerworld Brasil: Qual a trajet\u00f3ria da empresa &#8211; e as transforma\u00e7\u00f5es &#8211; para chegar ao modelo de neg\u00f3cios atual?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Rodrigo Dessaune:<\/strong> A empresa foi fundada em 1996, quando a internet tava come\u00e7ando no Brasil, j\u00e1 com a vis\u00e3o de que as empresas precisariam algum dia estar na internet de algum modo. Para isso, precisavam de infraestrutura e seguran\u00e7a. Foi uma \u00e9poca bem f\u00e1cil de expans\u00e3o porque o bug do mil\u00eanio estava logo ali e o mundo ia acabar em 2000. Todo mundo estava fazendo downsizing, trocando sistemas de grande porte por sistemas em client server, mudando a forma de comunica\u00e7\u00e3o para e-mail. Foi uma \u00e9poca bem f\u00e1cil de vender. Nessa \u00e9poca, a empresa era exclusivamente prestadora de servi\u00e7os e n\u00e3o comercializava tecnologia de vendors.<\/p>\n<p>Mas a\u00ed chegou o ano 2000, o mundo n\u00e3o acabou e todo mundo ficou com sobra de processamento de dados, ent\u00e3o ficou mais dif\u00edcil de vender tecnologia no ano 2000 e o pessoal de revenda que prestava nosso servi\u00e7o passou a querer desenvolver esse servi\u00e7o internamente. Ent\u00e3o criamos uma \u00e1rea comercial para vender tecnologia junto com nosso produto. Ent\u00e3o, come\u00e7amos a nos transformar num integrador a partir dessa \u00e9poca. Come\u00e7amos parceria com uma s\u00e9rie de empresas de seguran\u00e7a e infraestrutura, mais focada em rede e armazenamento &#8211; sempre focado no trabalho de tudo em rede, conectar e proteger tudo.<\/p>\n<p>Viemos crescendo. A empresa nasceu no Esp\u00edrito Santo, \u00e9ramos dois s\u00f3cios. Depois comprei toda a parte e dividi entre alguns funcion\u00e1rios, que hoje s\u00e3o meus s\u00f3cios. Em 2001 abrimos filial em S\u00e3o Paulo, visando expans\u00e3o no mercado, muito focada em Symantec.<\/p>\n<p>Desde 2003 criamos \u00e1rea de servi\u00e7os gerenciados, que \u00e9 uma \u00e1rea de pagamentos mensais em vez de integra\u00e7\u00e3o tradicional. Vimos que os fabricantes eram bons em vender tecnologias, mas n\u00e3o eram bons em suportar a tecnologia deles dentro do ambiente do cliente. Tinha oportunidade a\u00ed e come\u00e7amos a vender servi\u00e7os gerenciados de forma que garantisse funcionamento da solu\u00e7\u00e3o do fabricante dentro da especifidade do cliente.<\/p>\n<p>Em 2008 abrimos filiam em Bras\u00edlia, mais na frente Belo Horizonte e, por \u00faltimo, Rio de Janeiro em 2012.<\/p>\n<p>Em 2011, vimos que o mercado ia mudar para nuvem e as a service. Era o ponto de inflex\u00e3o do mercado. O que estava no data center iria para nuvem e o cliente pararia de comprar e passaria a contratar servi\u00e7os com ativos anexados. Nesse ponto, resolvemos fazer investimento grande e mudan\u00e7a da empresa &#8211; de \u00e1rea de servi\u00e7o, que j\u00e1 era relevante, mas somente 20% da empresa. Mudamos para empresa de 80% servi\u00e7os continuados e s\u00f3 20% de integra\u00e7\u00e3o &#8211; e tamb\u00e9m empresa de nuvem. Constru\u00edmos um data center em Vit\u00f3ria (inaugurado em 2012) e constru\u00edmos um SOC e um NOC, o que chamamos de SNOC, que pudesse suportar essa mudan\u00e7a da nossa oferta.<\/p>\n<p>Nesses \u00faltimos anos, conseguimos fazer a transi\u00e7\u00e3o do modelo de integra\u00e7\u00e3o para as a service, tanto que, no \u00faltimo ano, dois ter\u00e7os do neg\u00f3cio j\u00e1 foram na modalidade como servi\u00e7o. Isso puxou o crescimento de vendas nos \u00faltimos quatro anos e o faturamento do \u00faltimo ano. 2018 j\u00e1 foi o turning point quando conseguimos fazer o maior backlog. Se fizer conta, em termos de venda crescemos mais de 60% e faturamento mais de 40%. Mas o backlog cresceu quase 90% e temos faturamento garantido at\u00e9 2023 (contratos com parcelas vencendo at\u00e9 2023).<\/p>\n<p><strong>CW Brasil: Qual a principal meta para este ano?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Dessaune: <\/strong>As metas s\u00e3 crescimento em vendas e faturamento na faixa de 20%, al\u00e9m do aumento do percentual de faturamento recorrente em 30%. Temos o lan\u00e7amento de um produto que \u00e9 desenvolvimento nosso nos EUA e a comercializa\u00e7\u00e3o desse produto por canais de vendas indiretas, que \u00e9 o CyberPass. \u00c9 uma mudan\u00e7a de paradigma muito grande &#8211; voc\u00ea deixar de vender direto para vender por canais.<\/p>\n<p><strong>CW Brasil: O que \u00e9 o CyberPass e por que ele \u00e9 uma das grandes apostas da ISH?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Dessaune:\u00a0<\/strong>A base dele \u00e9 o Marco Civil da Internet. Se voc\u00ea prover qualquer tipo de acesso na sua empresa, voc\u00ea tem de individualizar aquele acesso caso aquela pessoa cometa algum crime, por exemplo. Se est\u00e1 em um restaurante e algum cliente comete algum tipo de crime pelo celular (utilizando a rede de Wi-Fi), a rede deve indicar quem estava usando, sen\u00e3o o dono do estabelecimento \u00e9 o respons\u00e1vel. Fizemos um produto para autentica\u00e7\u00e3o. \u00c9 um portal self service, que solicita autentica\u00e7\u00e3o do usu\u00e1rio na rede, e esse log da autentica\u00e7\u00e3o \u00e9 guardado no data center da ISH pelo prazo que a lei manda, que \u00e9 de dois anos. Ent\u00e3o caso daqui a pouco chegue um mandato judicial dizendo que o IP da empresa teve alguma irregularidade, a empresa consegue identificar quem estava usando.<\/p>\n<p>O produto foi lan\u00e7ado em 2016 e, depois, foi agregado nele uma parcela de marketing. Descobrimos que, a partir do momento que o cliente logou na rede, sei por onde ele est\u00e1 passando. Posso criar um mapa de calor para o varejo, por exemplo. Criamos um dashboard de informa\u00e7\u00f5es que o usu\u00e1rio forneceu, que captura tudo e d\u00e1 intelig\u00eancia. Por exemplo, em uma casa noturna, se entrar algu\u00e9m que tem mais de 50 mil seguidores no Instagram, a ferramenta mostra onde ele est\u00e1 &#8211; e a\u00ed pode levar para sala VIP e gera m\u00eddia gratuita.<\/p>\n<p>Estamos implementando uma vers\u00e3o pronta para LGPD, que sair\u00e1 em mar\u00e7o. Qualquer lugar que forne\u00e7a Wi-Fi guest para clientes tem utiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Temos tamb\u00e9m o SHBox, que \u00e9 um encriptador de transa\u00e7\u00f5es de TEF. Ele \u00e9 usado em escrit\u00f3rios remotos e acelera e encripta transa\u00e7\u00f5es eletr\u00f4nicas de fundos, informa\u00e7\u00f5es de ERP etc. Tamb\u00e9m \u00e9 vendido as a service. \u00c9 um hardware e um software desenvolvido pela ISH. Ambos os produtos foram desenvolvimento 100% pr\u00f3prio.<\/p>\n<p><strong>CW Brasil: Como est\u00e1 dividida a receita da empresa?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Dessaune:\u00a0<\/strong>Seguran\u00e7a hoje \u00e9 70% do neg\u00f3cio, servi\u00e7os de data center s\u00e3o 10% e infraestrutura, 20% do neg\u00f3cio. Se dividir entre integra\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os, 66% servi\u00e7os e 33% integra\u00e7\u00e3o &#8211; venda de produtos de seguran\u00e7a ou infraestrutura, dos 22 parceiros que temos. Desse bolo todo, nossos produtos s\u00e3o apenas 5% &#8211; um n\u00famero pequeno, mas uma \u00e1rea que tem apenas dois anos. A meta \u00e9 chegar a 20% de receita com produtos pr\u00f3prios.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m pegamos produtos de parceiros, que s\u00f3 poderiam ser oferecidos para grandes empresa, e oferecemos como servi\u00e7o para empresas de m\u00e9dio e pequeno porte.<\/p>\n<p><strong>CW Brasil: Qual sua percep\u00e7\u00e3o como CEO e fundador de empresa de tecnologia do mercado como um todo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Dessaune:\u00a0<\/strong>O mercado de TI est\u00e1 vivendo um momento \u00edmpar. Nos quatro \u00faltimos anos, tivemos um PIB negativo agregado de 6% e ningu\u00e9m investiu em TI, a n\u00e3o ser o que fosse extremamente necess\u00e1rio. Se algu\u00e9m falasse para trocar um servidor ou um computador, tentariam esticar a vida \u00fatil.<\/p>\n<p>De maneira geral, a infraestrutura das empresas est\u00e1 muito fragilizada e precisa ser melhorada, porque, cinco anos atr\u00e1s, o servidor que voc\u00ea colocou j\u00e1 est\u00e1 defasado tecnologicamente para o que voc\u00ea precisava cinco anos atr\u00e1s e, nisso, suas necessidades mudaram. O footprint da empresa, cinco anos atr\u00e1s, em rela\u00e7\u00e3o a TI, era geralmente ERP, folha de pagamento etc. Hoje, com o processo de transforma\u00e7\u00e3o digital, o footprint passou a ser a empresa toda. A necessidade do tamanho e disponibilidade da infraestrutura e seguran\u00e7a aumentaram muito. Esse \u00e9 um acelerador grande. A infraestrutura est\u00e1 velha e precisa ser modernizada.<\/p>\n<p>Segundo ponto \u00e9 que temos cen\u00e1rio com diversas novas regula\u00e7\u00f5es, principalmente a ciberseguran\u00e7a, que est\u00e3o gerando um acelerador muito grande em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demandas das empresas. Cria uma nova rela\u00e7\u00e3o entre ciberseguran\u00e7a e advogados. Vai ter de juntar os nerds da tecnologia e a parte legal, e isso gerou um movimento interessante nas empresas no sentido de compliance em geral. E, \u00e0s vezes, tem de estar adequado a v\u00e1rias normas ao mesmo tempo.<\/p>\n<p>Outro momento muito bom \u00e9 o crescimento exponencial da quantidade de dados. Ainda bem que as empresas de armazenamento est\u00e3o conseguindo aumentar capacidade de armazenamento ao mesmo custo, sen\u00e3o n\u00e3o ter\u00edamos espa\u00e7o para armazenar informa\u00e7\u00f5es do mundo inteiro. Uma fonte de crescimento forte nossa \u00e9 storage.<\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/computerworld.com.br\/2019\/02\/18\/5-perguntas-para-o-ceo-rodrigo-dessaune-da-ish-tecnologia\/\">5 perguntas para o CEO: Rodrigo Dessaune, da ISH Tecnologia<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/computerworld.com.br\">Computerworld<\/a>.<\/p>\n<p>Fonte: Computer Word<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1996, quando a internet chegava ao Brasil, Rodrigo Dessaune teve a vis\u00e3o: o mundo empresarial precisaria estar conectado a essa rede de algum modo e, para isso, seria necess\u00e1rio contar com infraestrutura e seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o. 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