{"id":17053,"date":"2019-02-11T15:25:02","date_gmt":"2019-02-11T17:25:02","guid":{"rendered":"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/em-janeiro-ibge-preve-alta-de-19-na-safra-de-graos-de-2019\/"},"modified":"2019-02-11T15:25:02","modified_gmt":"2019-02-11T17:25:02","slug":"em-janeiro-ibge-preve-alta-de-19-na-safra-de-graos-de-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/em-janeiro-ibge-preve-alta-de-19-na-safra-de-graos-de-2019\/","title":{"rendered":"Em janeiro, IBGE prev\u00ea alta de 1,9% na safra de gr\u00e3os de 2019"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/releases_2017\/LSPA_release.jpg\" \/><\/p>\n<p><big>Em janeiro, a produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2019 foi estimada em 230,7 milh\u00f5es de toneladas, 1,9% acima da safra de 2018 (mais 4,2 milh\u00f5es de toneladas) e 1,2% inferior ao obtido no 3\u00ba Progn\u00f3stico (menos 2,7 milh\u00f5es de toneladas) J\u00e1 a \u00e1rea a ser colhida \u00e9 de 62,1 milh\u00f5es de hectares, 2,0% maior que a de 2018 (mais 1,2 milh\u00e3o de ha) e 0,1% menor que o 3\u00ba progn\u00f3stico (menos 62,7 mil ha).<\/big><\/p>\n<table style=\"height: 81px\" width=\"621\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"width: 360px\">Estimativa de Janeiro para 2019<\/td>\n<td style=\"width: 260px\">230,7 milh\u00f5es de toneladas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 360px\">Varia\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao 3\u00ba progn\u00f3stico para 2019<\/td>\n<td style=\"width: 260px\">-1,2% (-2,7 milh\u00f5es de toneladas)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"width: 360px\">Varia\u00e7\u00e3o safra 2018\/safra 2019<\/td>\n<td style=\"width: 260px\">1,9% (4,2 milh\u00f5es de toneladas)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"line-height: 1.5\"><big>O arroz, o milho e a soja representam 93,3% da estimativa da produ\u00e7\u00e3o e respondem por 87,4% da \u00e1rea a ser colhida. Em rela\u00e7\u00e3o a 2018, houve aumento de 3,6% na \u00e1rea do milho, 2,0% na \u00e1rea da soja e queda de 6,6% na \u00e1rea de arroz. J\u00e1 na produ\u00e7\u00e3o, ocorreram quedas de 2,6% para a soja, de 5,0% para o arroz e acr\u00e9scimo de 9,9% para o milho. Entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o, o Mato Grosso lidera como maior produtor nacional de gr\u00e3os, com uma participa\u00e7\u00e3o de 26,0%, seguido pelo Paran\u00e1 (16,0%) e Rio Grande do Sul (14,8%). Somados, esses tr\u00eas estados representaram 56,8% do total nacional. O material de apoio do LSPA est\u00e1 \u00e0 direita dessa p\u00e1gina.<\/big><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/estatisticas_economicas\/2019_02\/LSPA_Grafico_Release.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribui\u00e7\u00e3o regional: Centro-Oeste (101,0 milh\u00f5es de toneladas); Sul (77,5 milh\u00f5es de toneladas), Sudeste (23,1 milh\u00f5es de toneladas); Nordeste (18,9 milh\u00f5es de toneladas) e Norte (9,3 milh\u00f5es de toneladas). Em rela\u00e7\u00e3o a 2018, ocorreram aumentos de 1,2% na Regi\u00e3o Centro-Oeste, de 4,0% na Regi\u00e3o Sul, de 0,8% na Regi\u00e3o Sudeste, de 3,8% na Regi\u00e3o Norte, e queda de 1,6% na Regi\u00e3o Nordeste.<\/p>\n<p><strong>Destaques na estimativa de janeiro de 2019 em rela\u00e7\u00e3o a dezembro<\/strong><\/p>\n<p>Em janeiro, destacaram-se as varia\u00e7\u00f5es nas seguintes estimativas de produ\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a dezembro:\u00a0 uva (7,7%), feij\u00e3o 3\u00aa safra (7,3%), feij\u00e3o 2\u00aa safra (5,7%), sorgo (4,1%), algod\u00e3o herb\u00e1ceo (2,2%), milho 2\u00aa safra (2,0%), batata-inglesa 2\u00aa safra (1,5%), milho 1\u00aa safra (-0,1%), mandioca (-3,1%), soja (-3,4%), feij\u00e3o 1\u00aa safra (-3,7%), tomate (-4,7%) e batata-inglesa 1\u00aa safra (-6,9%).<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 varia\u00e7\u00e3o absoluta, os destaques positivos ficaram com o milho 2\u00aa safra (1,2 milh\u00f5es de toneladas), o algod\u00e3o herb\u00e1ceo (113,4 mil toneladas), a uva (97,2 mil toneladas), o sorgo (90,6 mil toneladas), o feij\u00e3o 2\u00aa safra (61,1 mil toneladas), o feij\u00e3o 3\u00aa safra (34,2 mil toneladas) e a batata-inglesa 2\u00aa safra (17,7 mil toneladas). Enquanto isso, os destaques negativos couberam \u00e0 soja (menos 4,0 milh\u00f5es de toneladas), \u00e0 mandioca (637,1 mil toneladas), \u00e0 batata-inglesa 1\u00aa safra (123,6 mil toneladas), ao tomate (212,1 mil toneladas), ao feij\u00e3o 1\u00aa safra (49,4 mil toneladas) e ao milho 1\u00aa safra (27,1 mil toneladas).<\/p>\n<p><strong>ALGOD\u00c3O HERB\u00c1CEO (em caro\u00e7o)<\/strong> \u2013 A estimativa da produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o foi de 5,4 milh\u00f5es de toneladas, crescimento de 2,2% em rela\u00e7\u00e3o a dezembro, recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica. Pre\u00e7os compensadores para 2019 e resultados positivos das lavouras, em 2018, na Bahia e no Mato Grosso, em decorr\u00eancia do clima mais chuvoso, foram fatores que estimularam o aumento dos investimentos nas lavouras de algod\u00e3o. No Mato Grosso, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o encontra-se em 3,7 milh\u00f5es de toneladas, aumento de 3,4% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Ao todo, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o encontra-se 121,9 mil toneladas superior a \u00faltima estimativa. Na safra 2019, o Mato Grosso deve participar com 69,7% do total produzido no pa\u00eds. A safra baiana foi estimada em 1,1 milh\u00e3o de toneladas, 19,8% do total nacional. Em janeiro, a Bahia manteve as estimativas do m\u00eas anterior. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o encontra-se 8,9% maior, devido ao crescimento de 18,5% da \u00e1rea a ser plantada. O rendimento m\u00e9dio, de 3.945 kg\/ha, apresenta retra\u00e7\u00e3o de 8,1%, em decorr\u00eancia das incertezas quanto ao comportamento do clima nos principais estados produtores.<\/p>\n<p><strong>BATATA-INGLESA \u2013<\/strong> Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o de batata-inglesa apresentou queda de 7,0%. A 1\u00aa safra est\u00e1 estimada em 1,7 milh\u00e3o de toneladas, alta de 2,4% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 2018. Minas Gerais, que em 2018 foi respons\u00e1vel por 25,2% da produ\u00e7\u00e3o na 1\u00aa safra, estimou, em janeiro, um aumento de 6,4% em sua produ\u00e7\u00e3o, 26,1% da produ\u00e7\u00e3o nacional. O Paran\u00e1 reduziu sua \u00e1rea plantada em 12,2% e estima uma queda de 11,7% na estimativa de produ\u00e7\u00e3o. Para as 2\u00aa e 3\u00aa safras, a produ\u00e7\u00e3o estimada alcan\u00e7ou 1,1 milh\u00e3o e 721,4 mil toneladas, respectivamente, redu\u00e7\u00e3o de 0,2% e 29,8% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Para a terceira safra, houve queda nas estimativas de produ\u00e7\u00e3o em todos os estados produtores.<\/p>\n<p><strong>FEIJ\u00c3O (em gr\u00e3o) \u2013<\/strong> Comparada ao m\u00eas anterior, a estimativa para a \u00e1rea plantada com feij\u00e3o caiu 2,2%, enquanto a estimativa da produ\u00e7\u00e3o aumentou 1,6%.\u00a0 A <strong>1\u00aa safra de feij\u00e3o<\/strong> foi estimada em 1,3 milh\u00e3o de toneladas, redu\u00e7\u00e3o de 3,7% frente \u00e0 estimativa do m\u00eas anterior, o que representa 49 467 toneladas. O destaque negativo ficou com o Paran\u00e1, que teve a estimativa de produ\u00e7\u00e3o diminu\u00edda em 12,4% (36,9 mil toneladas), em decorr\u00eancia da queda de 11,2% do rendimento m\u00e9dio, com as lavouras prejudicadas pelo forte calor e pela irregularidade na distribui\u00e7\u00e3o das chuvas. Minas Gerais reduziu sua estimativa de produ\u00e7\u00e3o em 35,8 mil toneladas, o que representa 18,1% do valor estimado no m\u00eas anterior, redu\u00e7\u00e3o de 11,4% na \u00e1rea plantada. Pre\u00e7os pouco compensadores durante a \u00e9poca de plantio desestimularam os produtores a investirem nas lavouras da leguminosa.<\/p>\n<p>A <strong>2\u00aa safra de feij\u00e3o<\/strong> foi estimada com um aumento de 5,7% (61,1 mil toneladas), frente a \u00faltima estimativa, acompanhando a previs\u00e3o de aumento no rendimento m\u00e9dio, que foi de 9,8%. O Paran\u00e1, que foi o maior respons\u00e1vel por esse crescimento na estimativa, teve um aumento de 17,7% (mais 51,2 mil toneladas). Minas Gerais estimou aumento de 5,6% na sua produ\u00e7\u00e3o (mais 8,2 mil toneladas). A estimativa de produ\u00e7\u00e3o para a 2\u00aa safra foi 12,3% superior \u00e0 de 2018. A Regi\u00e3o Nordeste teve influ\u00eancia nesse resultado, em decorr\u00eancia dos aumentos nas estimativas de produ\u00e7\u00e3o de Pernambuco (57,2%), Alagoas (154,2%), Sergipe (339,6%) e Bahia (248,3%). O Paran\u00e1 tamb\u00e9m contribuiu com esse aumento, tendo estimado um crescimento de 23,5% na produ\u00e7\u00e3o, com alta de 39,7% no rendimento m\u00e9dio, que, em 2018, ficou muito abaixo da m\u00e9dia, em decorr\u00eancia da falta de chuvas.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 <strong>3\u00aa safra de feij\u00e3o<\/strong>, a previs\u00e3o \u00e9 de aumento de 7,3% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 estimativa de dezembro (mais 34,2 mil toneladas). Minas Gerais foi o estado com maior influ\u00eancia nesse resultado, pois, as estimativas indicam aumento de 10,4% na \u00e1rea plantada e na produ\u00e7\u00e3o (mais 16,1 mil toneladas). Goi\u00e1s estimou aumentos de 5,7% na estimativa de produ\u00e7\u00e3o, de 3,2% na \u00e1rea plantada e de 2,4% no rendimento m\u00e9dio. A estimativa para a 3\u00aa safra de feij\u00e3o foi 9,9% superior \u00e0 de 2018. Os principais Estados da Federa\u00e7\u00e3o respons\u00e1veis por esse aumento foram: Minas Gerais (3,5%), S\u00e3o Paulo (24,2%), Paran\u00e1 (46,9%) e Goi\u00e1s (10,6%).<\/p>\n<p><strong>MANDIOCA (raiz) \u2013<\/strong> A estimativa da produ\u00e7\u00e3o de mandioca foi de 20,2 milh\u00f5es de toneladas, aumento de 4,2% em rela\u00e7\u00e3o a 2018. Na Regi\u00e3o Norte, respons\u00e1vel por 36,1% da produ\u00e7\u00e3o nacional este ano, estimaram crescimento da produ\u00e7\u00e3o: Rond\u00f4nia (3,2%), Acre (54,8%), Amazonas (58,1%), Par\u00e1 (2,7%) e Amap\u00e1 (5,3%), com aumento de 902,5 mil toneladas na produ\u00e7\u00e3o regional. Na Regi\u00e3o Nordeste, que \u00e9 respons\u00e1vel por 23,6% do total nacional, estima-se uma redu\u00e7\u00e3o de 6,2%, com destaques negativos para Maranh\u00e3o (-46,9%), Cear\u00e1 (-22,9%), Pernambuco (-1,4%), Rio Grande do Norte (-1,7%) e Alagoas (-7,2%). Devem apresentar crescimento da produ\u00e7\u00e3o: Piau\u00ed (15,9%), Para\u00edba (2,3%), Sergipe (35,2%) e Bahia (21,6%). Com rela\u00e7\u00e3o aos demais estados importantes na produ\u00e7\u00e3o, Paran\u00e1 (18,7% do total nacional) e S\u00e3o Paulo (5,4%) tamb\u00e9m informaram estimativas de produ\u00e7\u00e3o maiores para 2019, 8,6% e 0,9%, respectivamente, enquanto Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul informaram redu\u00e7\u00f5es de 4,9% e 1,2%, respectivamente, em rela\u00e7\u00e3o a 2018. Pre\u00e7os pouco compensadores e demanda restrita em 2018 desestimularam os investimentos nas lavouras.<\/p>\n<p><strong>MILHO (em gr\u00e3o) \u2013<\/strong> Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00faltima informa\u00e7\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o cresceu 1,2 milh\u00e3o de toneladas, ou 1,4%, tendo totalizado 89,4 milh\u00f5es de toneladas. Em rela\u00e7\u00e3o a 2018, a estimativa encontra-se 9,9% maior, com aumento de 2,3% na \u00e1rea plantada, 3,6% na \u00e1rea a ser colhida e 6,0% no rendimento m\u00e9dio. Na <strong>1\u00aa safra de milho<\/strong>, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ou 26,4 milh\u00f5es de toneladas. Praticamente sem varia\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00faltima informa\u00e7\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o a 2018, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o foi 2,5% maior. Pre\u00e7os mais compensadores da soja, durante a \u00e9poca de plantio, influenciaram os produtores a ampliar as \u00e1reas da leguminosa em detrimento do milho. O aumento do rendimento m\u00e9dio decorre das expectativas mais positivas quanto ao clima, frente a 2018, quando as lavouras em alguns estados das Regi\u00f5es Sul e Centro-Oeste repercutiram a falta de chuvas no final de ciclo. Os maiores crescimentos da produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o esperados para Paran\u00e1 (7,4%), Santa Catarina (9,4%), Rio Grande do Sul (17,7%), Mato Grosso do Sul (11,1%) e Goi\u00e1s (8,1%).<\/p>\n<p>Em decorr\u00eancia do plantio antecipado da soja, aguarda-se um maior per\u00edodo para a \u201cjanela de plantio\u201d para o <strong>milho 2\u00aa safra<\/strong>. Isto deve possibilitar um menor risco para o desenvolvimento das lavouras no campo, uma vez que ser\u00e1 menor a probabilidade da ocorr\u00eancia de per\u00edodos secos, o que deve repercutir positivamente no rendimento m\u00e9dio, estimado com crescimento de 8,4%, devendo alcan\u00e7ar 5.252 kg\/ha. A estimativa da produ\u00e7\u00e3o encontra-se em 63,1 milh\u00f5es de toneladas, aumento de 2,0% em rela\u00e7\u00e3o a \u00faltima estimativa e aumento de 13,4% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Os maiores aumentos da produ\u00e7\u00e3o, em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, foram estimados para Paran\u00e1 (14,7%), Goi\u00e1s (1,0%) e Distrito Federal (5,4%). Somente no Paran\u00e1, segundo maior produtor e respons\u00e1vel por 20,1% do total nacional dessa safra, estima-se um crescimento de produ\u00e7\u00e3o de 1,6 milh\u00e3o de toneladas. Para o Mato Grosso, principal produtor e respons\u00e1vel por 39,8% do total nacional da safra, foi estimada uma retra\u00e7\u00e3o de 1,3% na produ\u00e7\u00e3o em 2019. Como os pre\u00e7os do milho encontram-se em patamares superiores aos do ano anterior, aguarda-se que os produtores aumentem os investimentos em tecnologia de produ\u00e7\u00e3o, ocorrendo alta da produtividade.<\/p>\n<p><strong>SOJA (em gr\u00e3o) \u2013<\/strong> No presente m\u00eas, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o caiu 3,4% em rela\u00e7\u00e3o a dezembro. A produ\u00e7\u00e3o estimada foi de 114,7 milh\u00f5es de toneladas. O rendimento m\u00e9dio e a \u00e1rea a ser colhida ca\u00edram 3,4% e 0,1%, respectivamente. As maiores quedas da produ\u00e7\u00e3o ocorreram no Maranh\u00e3o (9,2%), Paran\u00e1 (11,8%), Mato Grosso do Sul (9,7%), Mato Grosso (-1,1%), Goi\u00e1s (2,2%) e Distrito Federal (10,2%), em decorr\u00eancia da falta de chuvas em algumas regi\u00f5es produtoras dessas Unidades da Federa\u00e7\u00e3o. Em geral, as lavouras de soja plantada antecipadamente sofreram mais, tendo a seca ocorrido nas fases fenol\u00f3gicas mais sens\u00edveis, como o florescimento e o preenchimento dos gr\u00e3os. As lavouras plantadas mais tardiamente parecem ter suportado melhor o per\u00edodo seco. Contudo, apenas com o t\u00e9rmino da colheita, pode-se ter seguran\u00e7a quanto \u00e0 extens\u00e3o das perdas de produtividade da soja em decorr\u00eancia dos problemas clim\u00e1ticos. Em rela\u00e7\u00e3o a 2018, apesar do aumento de 1,8% na \u00e1rea plantada, em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o da soja encontra-se 2,6% menor, em decorr\u00eancia do rendimento m\u00e9dio, que apresentou retra\u00e7\u00e3o de 4,6%. Os problemas clim\u00e1ticos na atual safra t\u00eam se mostrado mais intensos que em 2018.<\/p>\n<p><strong>SORGO (em gr\u00e3o) \u2013<\/strong> A estimativa da produ\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ou 2,3 milh\u00f5es de toneladas, aumento de 3,7% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Em Minas Gerais, segundo maior produtor nacional do cereal, com participa\u00e7\u00e3o de 30,3% do total produzido pelo pa\u00eds, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o aumentou 16,1%, em decorr\u00eancia do aumento de 5,1% na \u00e1rea plantada e na \u00e1rea a ser colhida e de 10,4% no rendimento m\u00e9dio. Nas regi\u00f5es mais secas do Estado, recomenda-se mais o plantio do sorgo em detrimento do milho, tendo em vista sua maior resist\u00eancia no campo, sendo tamb\u00e9m mais tolerante aos per\u00edodos secos. Em rela\u00e7\u00e3o a 2018, a produ\u00e7\u00e3o do sorgo deve crescer 3,0%, em decorr\u00eancia, principalmente, do aumento de 2,9% no rendimento m\u00e9dio. Cultivado em \u00e9poca de segunda safra na Regi\u00e3o Centro-Oeste, que \u00e9 respons\u00e1vel por 49,9% da produ\u00e7\u00e3o nacional, normalmente ap\u00f3s a \u201cjanela de plantio\u201d do milho 2\u00aa safra, a amplia\u00e7\u00e3o da \u00e1rea plantada depende das expectativas quanto ao clima, pois \u00e9 cultivado como alternativa ao milho, este \u00faltimo mais suscet\u00edvel \u00e0 antecipa\u00e7\u00e3o da \u00e9poca seca.<\/p>\n<p><strong>TOMATE \u2013<\/strong> A produ\u00e7\u00e3o brasileira deve alcan\u00e7ar 4,3 milh\u00f5es de toneladas, alta de 6,1% em rela\u00e7\u00e3o a 2018. As estimativas de \u00e1rea plantada e de \u00e1rea a ser colhida, de 61,5 mil hectares, apresenta aumento de 2,9%, enquanto o rendimento m\u00e9dio cresceu 3,1%. Goi\u00e1s, maior produtor do pa\u00eds e respons\u00e1vel por 36,6% do total previsto para 2019, estimou uma produ\u00e7\u00e3o de 1,6 milh\u00e3o de toneladas, aumento de 19,0% em rela\u00e7\u00e3o a 2018. A \u00e1rea plantada e a \u00e1rea a ser colhida cresceram 16,5% e o rendimento m\u00e9dio, teve aumento de 2,1%. Outro estado produtor importante \u00e9 S\u00e3o Paulo, com 858 mil toneladas (19,8% do total nacional).<\/p>\n<p><strong>UVA \u2013<\/strong> A estimativa da produ\u00e7\u00e3o brasileira de uva alcan\u00e7ou 1,3 milh\u00e3o de toneladas, baixa de 15,1% em rela\u00e7\u00e3o a 2018. A \u00e1rea plantada e a \u00e1rea colhida foram reavaliadas com perdas de 1,8% e 1,9%, respectivamente, enquanto o rendimento m\u00e9dio caiu 13,4%. Em janeiro, Bahia (74,1 mil toneladas) e Pernambuco (353 mil toneladas) reavaliaram suas produ\u00e7\u00f5es, com quedas de 1,6% e 16,6%, respectivamente.<\/p>\n<p>Pernambuco e Bahia devem responder por 427,1 mil toneladas, ou 31,6% da produ\u00e7\u00e3o nacional. A produ\u00e7\u00e3o nordestina de uvas concentra-se em per\u00edmetros irrigados no Vale do Rio S\u00e3o Francisco, localizado entre os dois estados, notadamente nos munic\u00edpios de Petrolina\/PE, Casa Nova\/PE, Juazeiro\/BA, Santa Maria da Boa Vista\/PE, Cura\u00e7\u00e1\/BA e Irec\u00ea\/BA. O clima seco e a abund\u00e2ncia de \u00e1gua para irriga\u00e7\u00e3o, aliado \u00e0 elevada tecnologia de produ\u00e7\u00e3o, inclusive ao uso de variedades altamente produtivas e bem aceitas no mercado externo, permite a colheita at\u00e9 tr\u00eas vezes por ano, o que impacta positivamente na produtividade.<\/p>\n<p>Fonte: IBGE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em janeiro, a produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2019 foi estimada em 230,7 milh\u00f5es de toneladas, 1,9% acima da safra de 2018 (mais 4,2 milh\u00f5es de toneladas) e 1,2% inferior ao obtido no 3\u00ba Progn\u00f3stico (menos 2,7 milh\u00f5es de toneladas) J\u00e1 a \u00e1rea a ser colhida \u00e9 de 62,1 milh\u00f5es de hectares, 2,0% [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17054,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[43],"class_list":["post-17053","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-central-noticias","tag-infoeconomico-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17053","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17053"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17053\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17053"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17053"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17053"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}