{"id":17000,"date":"2019-02-11T17:29:06","date_gmt":"2019-02-11T19:29:06","guid":{"rendered":"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/instituicao-fiscal-independente-aponta-aumento-do-endividamento-interno\/"},"modified":"2019-02-11T17:29:06","modified_gmt":"2019-02-11T19:29:06","slug":"instituicao-fiscal-independente-aponta-aumento-do-endividamento-interno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/instituicao-fiscal-independente-aponta-aumento-do-endividamento-interno\/","title":{"rendered":"Institui\u00e7\u00e3o Fiscal Independente aponta aumento do endividamento interno"},"content":{"rendered":"<p>A d\u00edvida bruta geral do governo atingiu 76,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018 (R$ 5,272 trilh\u00f5es), ante 74,1% do PIB em 2017 (R$ 4,855 trilh\u00f5es, em valores n\u00e3o corrigidos pela infla\u00e7\u00e3o).<strong> <\/strong>Esse aumento de 2,6 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o a 2017 foi financiado mais pelo aumento no endividamento interno (+2,2% do PIB) do que por endividamento externo (+0,4% do PIB).<\/p>\n<p>O endividamento interno cresceu principalmente como consequ\u00eancia do aumento na d\u00edvida mobili\u00e1ria (emiss\u00e3o de t\u00edtulos p\u00fablicos) do Tesouro Nacional (+1,9% do PIB), com destaque para o crescimento da d\u00edvida referente a t\u00edtulos indexados pela taxa Selic, que avan\u00e7ou em 3,3% do PIB.<\/p>\n<p>Os dados constam do <a class=\"external-link\" href=\"http:\/\/www2.senado.leg.br\/bdsf\/bitstream\/handle\/id\/553568\/RAF25_FEV2019.pdf\">Relat\u00f3rio de Acompanhamento Fiscal (RAF) de janeiro<\/a>, divulgado nesta segunda-feira (11) pela <a class=\"external-link\" href=\"http:\/\/www12.senado.leg.br\/ifi\">Institui\u00e7\u00e3o Fiscal Independente (IFI)<\/a>. A publica\u00e7\u00e3o atende aos objetivos da IFI dispostos na Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 42\/2016, do Senado.<\/p>\n<h3><strong>Crescimento da d\u00edvida<\/strong><\/h3>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, a varia\u00e7\u00e3o no estoque de opera\u00e7\u00f5es compromissadas do Banco Central tamb\u00e9m contribuiu, em menor grau, para o crescimento do endividamento interno entre 2017 e 2018. Tendo-se como refer\u00eancia os meses de dezembro de cada ano, esse estoque aumentou em 0,2 % do PIB no per\u00edodo. Apesar do aumento, o valor de dezembro de 2018 \u00e9 o menor do ano, reproduzindo o comportamento de 2017, quando o estoque foi reduzido no \u00faltimo trimestre, comparativamente aos meses anteriores.<\/p>\n<p>J\u00e1 a d\u00edvida l\u00edquida do setor p\u00fablico atingiu 53,8% do PIB em 2018, ante 51,6% em 2017, aponta o relat\u00f3rio.<strong> <\/strong>Na compara\u00e7\u00e3o com 2017, portanto, essa parcela cresceu menos do que a d\u00edvida bruta geral do governo<strong>. <\/strong>Em termos nominais, os valores da d\u00edvida do setor p\u00fablicos foram de R$ 3,696 trilh\u00f5es em 2018 e R$ 3,383 trilh\u00f5es em 2017.<\/p>\n<h3><strong>Mercado de trabalho<\/strong><\/h3>\n<p>A IFI aponta que a taxa de desemprego atingiu 12,3% da for\u00e7a de trabalho em 2018. De acordo com o IBGE, a taxa de desemprego m\u00e9dia no pa\u00eds apurada por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNAD Cont\u00ednua) de 2018 foi inferior \u00e0 registrada em 2017 (12,7%). Na s\u00e9rie com ajuste sazonal calculada pela IFI, o desemprego ficou praticamente est\u00e1vel entre novembro e dezembro, ao subir de 12,1% para 12,2% da for\u00e7a de trabalho. A lenta retomada do n\u00edvel de atividade, que segura as contrata\u00e7\u00f5es com carteira assinada, tem limitado a redu\u00e7\u00e3o do desemprego.<\/p>\n<p>De acordo com a IFI, a formaliza\u00e7\u00e3o da economia diminuiu em 2018.<strong> <\/strong>A popula\u00e7\u00e3o ocupada cresceu 1,3% em rela\u00e7\u00e3o a 2017, ap\u00f3s encolher 0,5%, em m\u00e9dia, entre 2015 e 2017. O avan\u00e7o foi determinado pelas ocupa\u00e7\u00f5es sem carteira assinada (alta de 4,5% em rela\u00e7\u00e3o a 2017) e por conta pr\u00f3pria (2,9%), evidenciando uma fragilidade na recupera\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho. O emprego com carteira assinada no setor privado encolheu 1,2% em 2018 e o percentual de ocupados que contribuem para a Previd\u00eancia Social chegou a 63,2% \u2014 abaixo do patamar m\u00e9dio observado entre 2015 e 2017 (64,8%).<\/p>\n<h3><strong>D\u00e9ficit prim\u00e1rio <\/strong><\/h3>\n<p>O d\u00e9ficit prim\u00e1rio do governo central, de R$ 120,3 bilh\u00f5es, apurado em 2018 caracterizou a segunda queda consecutiva. O resultado foi R$ 38,7 bilh\u00f5es inferior \u00e0 meta de d\u00e9ficit, que era de R$ 159,0 bilh\u00f5es para o ano passado. De acordo com a IFI, o resultado se deve ao desempenho de algumas despesas como os gastos com abono salarial e seguro desemprego, subs\u00eddios e subven\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, e investimentos, que foram inferiores se comparados aos de 2017. Houve, tamb\u00e9m, recupera\u00e7\u00e3o de receitas relacionadas \u00e0 atividade econ\u00f4mica. As despesas prim\u00e1rias do governo tamb\u00e9m ficaram abaixo das estimativas.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio avalia ainda que a mudan\u00e7a na sistem\u00e1tica de pagamento de despesas pelo Tesouro Nacional aumentar\u00e1 a transpar\u00eancia dos dados fiscais da Uni\u00e3o. Na pr\u00e1tica, a mudan\u00e7a acaba com a diverg\u00eancia entre os crit\u00e9rios de verifica\u00e7\u00e3o de pagamento atualmente existentes. O ajuste necess\u00e1rio \u00e0 nova sistem\u00e1tica produziu uma margem artificial no teto de gastos de 2018. Sem esse ajuste, a folga em rela\u00e7\u00e3o ao teto teria ficado em R$ 26,0 bilh\u00f5es, ante os R$ 50,0 bilh\u00f5es de 2017.<\/p>\n<p>Fonte: Senado Noticias Gerais<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A d\u00edvida bruta geral do governo atingiu 76,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018 (R$ 5,272 trilh\u00f5es), ante 74,1% do PIB em 2017 (R$ 4,855 trilh\u00f5es, em valores n\u00e3o corrigidos pela infla\u00e7\u00e3o). 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