{"id":16173,"date":"2019-01-29T09:49:32","date_gmt":"2019-01-29T11:49:32","guid":{"rendered":"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/8-barreiras-que-a-tecnologia-precisa-superar-neste-ano\/"},"modified":"2019-01-29T09:49:32","modified_gmt":"2019-01-29T11:49:32","slug":"8-barreiras-que-a-tecnologia-precisa-superar-neste-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/8-barreiras-que-a-tecnologia-precisa-superar-neste-ano\/","title":{"rendered":"8 barreiras que a tecnologia precisa superar neste ano"},"content":{"rendered":"<p>O ano de 2018 marcou a descoberta e o lan\u00e7amento de importantes tecnologias, mas tamb\u00e9m trouxe novas preocupa\u00e7\u00f5es. N\u00e3o precisamos ir muito al\u00e9m para\u00a0 lembrarmos\u00a0 dos casos de privacidade de dados e ciberseguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Inclusive, o termo \u201ctechlash\u201d (Technology + Backlash) foi usado comumente para se referir n\u00e3o apenas a uma, mas a v\u00e1rias quest\u00f5es\u00a0sobre o papel da tecnologia na vida das pessoas.<\/p>\n<p>Criado pelo The Economist, o termo &#8220;techlash&#8221; demonstra o olhar negativo frente \u00e0s gigantes da tecnologia. Um dos motivos para este movimento s\u00e3o os recorrentes vazamentos de informa\u00e7\u00f5es sens\u00edveis. Viola\u00e7\u00f5es em grande escala, incertezas sobre como os dados s\u00e3o usados e monetizados, cibercrime e outras amea\u00e7as online abalam a confian\u00e7a dos usu\u00e1rios, colocando em xeque os benef\u00edcios de uma sociedade digital. O que antes era visto como a solu\u00e7\u00e3o para todos os problemas da humanidade (o uso desenfreado da tecnologia), passou a ser visto com mais ceticismo pela opini\u00e3o p\u00fablica e legisladores.<\/p>\n<p>Em 2019, esse cen\u00e1rio pode mudar? Em artigo para o blog do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial, <strong>Brad Smith, presidente e Chief Legal Officer da Microsoft<\/strong>, lista alguns problemas que precisaremos enfrentar, se quisermos resgatar a confian\u00e7a das pessoas nos benef\u00edcios das tecnologias digitais.<\/p>\n<p><strong>1. Privacidade<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>Quando 2018 come\u00e7ou, sab\u00edamos que seria um grande ano para a privacidade. A implementa\u00e7\u00e3o iminente do Regulamento Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados da Uni\u00e3o Europeia, ou <a href=\"https:\/\/computerworld.com.br\/2019\/01\/22\/google-e-primeira-gigante-dos-eua-multada-por-violar-a-gdpr\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>GDPR<\/strong><\/a>, foi o suficiente para que isso acontecesse para todas as empresas com clientes na Europa. Dada a natureza t\u00e9cnica do GDPR, n\u00e3o \u00e9 surpresa que 2019 comece com um trabalho cont\u00ednuo para interpretar o regulamento.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m na pr\u00f3pria Europa, o Ano Novo come\u00e7a com quest\u00f5es importantes em Bruxelas sobre o futuro da privacidade. O continente deu origem \u00e0 exig\u00eancia de que as empresas fornecessem notifica\u00e7\u00e3o e consentimento antes de obter e usar as informa\u00e7\u00f5es das pessoas. Em uma era de avisos de privacidade onipresentes, as autoridades questionam se a lei de privacidade deve ir al\u00e9m e regular ainda mais diretamente como a informa\u00e7\u00e3o do consumidor pode ser usada.<\/p>\n<p>Em \u00faltima an\u00e1lise, a privacidade \u00e9 uma prioridade.<\/p>\n<p><strong>2. Desinforma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Entre 2016 e 2018,\u00a0aumentou a nossa compreens\u00e3o sobre os impactos nocivos das fake news.\u00a0 A grande quest\u00e3o agora \u00e9 o que ser\u00e1 feito para resolver o problema. As principais plataformas de m\u00eddia social come\u00e7aram a implementar novas prote\u00e7\u00f5es de forma mais ampla e outras importantes iniciativas volunt\u00e1rias, como o NewsGuard, surgiram.<\/p>\n<p>L\u00edderes tecnol\u00f3gicos foram confrontados com a possibilidade de alguma regulamenta\u00e7\u00e3o. Mas que tipo de regula\u00e7\u00e3o? O senador Mark Warner, da Virg\u00ednia (EUA), definiu grande parte da agenda inicial, baseada em parte em um artigo publicado em agosto de 2018 no qual descreve propostas para impor \u00e0s plataformas de m\u00eddia social o dever de identificar a origem das contas respons\u00e1veis pela campanhas e das postagens contendo desinforma\u00e7\u00e3o e notificar os usu\u00e1rios sobre a a\u00e7\u00e3o de bots. Warner tem desempenhado um papel firme de lideran\u00e7a no Comit\u00ea de Intelig\u00eancia do Senado, e os pr\u00f3ximos meses provavelmente colocar\u00e3o holofotes sobre esse trabalho.<\/p>\n<p><strong>3. Protencionismo<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 mais de doze meses come\u00e7amos experimentar os efeitos da guerra comercial entre os EUA e a China. No ano passado, houve uma onda constante de aumento de tarifas dos EUA sobre as importa\u00e7\u00f5es chinesas, com o objetivo de incentivar mais compras chinesas de produtos americanos. Mas n\u00e3o necessariamente tecnologia.<\/p>\n<p>Em Washington, DC (EUA), os ventos pol\u00edticos para o com\u00e9rcio de tecnologia mudaram claramente. Em todo o espectro pol\u00edtico americano, h\u00e1 uma maior aprecia\u00e7\u00e3o do \u00edmpeto da China na intelig\u00eancia artificial e outras tecnologias, e aumentou a preocupa\u00e7\u00e3o com suas implica\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e de seguran\u00e7a nacional. O ano passado terminou com eventos que pareciam parte de um recente drama da Netflix &#8211; a pris\u00e3o e a proposta de extradi\u00e7\u00e3o de um executivo e restri\u00e7\u00f5es impostas por Austr\u00e1lia, Nova Zel\u00e2ndia, EUA e Reino Unido ao uso de componentes chineses em redes 5G.<\/p>\n<p>Dois mil e dezenove assistir\u00e1 a um extenso debate sobre os poss\u00edveis novos controles de exporta\u00e7\u00e3o dos EUA sobre Intelig\u00eancia Artificial e outras tecnologias emergentes. A Uni\u00e3o Europeia est\u00e1 considerando limitar as aquisi\u00e7\u00f5es estrangeiras de startups de tecnologia locais. O setor de tecnologia poderia entrar em uma jornada atribulada.<\/p>\n<p><strong>4. Ciberseguran\u00e7a e diplomacia digital<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto 2017 viu dois dos ataques cibern\u00e9ticos &#8211; WannaCry e NotPetya -, 2018 trouxe mudan\u00e7as importantes no cen\u00e1rio da ciberseguran\u00e7a. Os ataques dos estados-na\u00e7\u00e3o continuaram e envolveram ainda mais governos. Alguns ataques envolveram o roubo de enormes quantidades de informa\u00e7\u00f5es, enquanto outros amea\u00e7aram a TI e outras infraestruturas cr\u00edticas. O ano n\u00e3o ofereceu nenhuma raz\u00e3o para acreditar que as amea\u00e7as cibern\u00e9ticas promovidas por governos est\u00e3o em decl\u00ednio.<\/p>\n<p>Mas 2018 tamb\u00e9m trouxe novos passos para fortalecer a prote\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a cibern\u00e9tica. O setor de tecnologia continua priorizando a inova\u00e7\u00e3o e os investimentos em seguran\u00e7a cibern\u00e9tica. O ano passado trouxe mais foco na seguran\u00e7a do hardware, mas novos recursos para proteger os servi\u00e7os vitais da nuvem tamb\u00e9m permaneceram como prioridade.<\/p>\n<p>Foi tamb\u00e9m um ano importante para avan\u00e7os na frente diplom\u00e1tica. A diplomacia digital se espalhou. A Siemens liderou o trabalho para criar uma importante Carta de Confian\u00e7a, unindo as empresas para proteger os dispositivos onipresentes que comp\u00f5em a Internet das Coisas. A Microsoft encabe\u00e7ou um Tech Accord, assinado por 68 empresas para fortalecer as defesas de seguran\u00e7a cibern\u00e9tica.<\/p>\n<p>O maior passo do ano aconteceu em novembro. O apelo de Paris para a confian\u00e7a e seguran\u00e7a no ciberespa\u00e7o , liderado pelo presidente franc\u00eas Emanuel Macron, lan\u00e7ou um importante movimento para deter ciberataques indiscriminados e proteger processos eleitorais. Baseia-se na a\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplas partes interessadas, reunindo mais de 450 signat\u00e1rios de mais de 50 governos e cerca de 400 empresas e grupos da sociedade civil.<\/p>\n<p>O Chamado de Paris exp\u00f4s, no entanto, alguns dos neg\u00f3cios inacabados para 2019. Seus signat\u00e1rios inclu\u00edam todos os membros da UE e 27 dos 29 aliados da OTAN, mas n\u00e3o os Estados Unidos. O Ano Novo traz uma nova oportunidade para reunir todos.<\/p>\n<p><strong>5. Desafios de \u00e9tica para AI<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>Em janeiro passado, quest\u00f5es \u00e9ticas de intelig\u00eancia artificial come\u00e7aram a atrair a aten\u00e7\u00e3o. Conforme os meses progrediram, eles explodiram. Impulsionadas em parte pelo ativismo dos funcion\u00e1rios, as empresas de tecnologia come\u00e7aram a abordar quest\u00f5es como o uso de AI para produ\u00e7\u00e3o de armas aut\u00f4nomas e preocupa\u00e7\u00f5es com o reconhecimento facial.<\/p>\n<p>As quest\u00f5es de reconhecimento facial passaram a ocupar um lugar central, motivadas em parte por preocupa\u00e7\u00f5es de grupos acad\u00eamicos e de liberdades civis sobre os riscos de discrimina\u00e7\u00e3o e o impacto potencial sobre a privacidade e outros direitos democr\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Em 2019, esses desafios come\u00e7ar\u00e3o a ser enfrentados com maior intensidade.<\/p>\n<p><strong>6. Impactos da AI na economia e no mercado de trabalho<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>No ano passado, a ang\u00fastia do p\u00fablico sobre o impacto de AI na economia e no mercado de trabalho continuou a crescer. Especialmente nos Estados Unidos e na Europa, as pessoas questionam se a tecnologia destruir\u00e1 mais empregos do que os criados. Mais enfaticamente, as discuss\u00f5es come\u00e7aram a se concentrar em quem seriam os poss\u00edveis vencedores e perdedores.<\/p>\n<p>Este ano trar\u00e1 mais aten\u00e7\u00e3o a novos programas dos setores p\u00fablico e privado para equipar as pessoas com as habilidades de que precisar\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>7.\u00a0 Imigra\u00e7\u00e3o e a diversidade<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>As quest\u00f5es de imigra\u00e7\u00e3o e diversidade permaneceram em primeiro plano em todo o setor de tecnologia em 2018. Muitas empresas relataram ganhos de diversidade que foram pequenos, mas avan\u00e7aram na dire\u00e7\u00e3o certa de maneira mais ampla do que no passado.<\/p>\n<p>O ano tamb\u00e9m viu o setor de tecnologia continuar a se concentrar em v\u00e1rios problemas importantes de imigra\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra qualificada.<\/p>\n<p><strong>8. Banda larga rural<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>Nos Estados Unidos e em v\u00e1rios outros pa\u00edses, 2018 trouxe um foco cont\u00ednuo em desafios para as comunidades rurais. Um fator que impede a prosperidade das comunidades rurais \u00e9 a falta de acesso a servi\u00e7os de banda larga. De forma crescente, a banda larga tornou-se a eletricidade do s\u00e9culo XXI. Sem isso, h\u00e1 pouca oportunidade de atrair novos neg\u00f3cios ou empregos.<\/p>\n<p>Essas solu\u00e7\u00f5es fornecem uma nova esperan\u00e7a a partir de 2019. Isso exigir\u00e1 inova\u00e7\u00f5es e investimentos sustentados, juntamente com pol\u00edticas governamentais s\u00f3lidas. Mas \u00e9 cada vez mais poss\u00edvel imaginar o tipo de progresso que tornar\u00e1 o mundo um lugar diferente e melhor nesse sentido at\u00e9 2030.<\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/computerworld.com.br\/2019\/01\/29\/8-barreiras-que-a-tecnologia-precisa-superar-neste-ano\/\">8 barreiras que a tecnologia precisa superar neste ano<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/computerworld.com.br\">Computerworld<\/a>.<\/p>\n<p>Fonte: Computer Word<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano de 2018 marcou a descoberta e o lan\u00e7amento de importantes tecnologias, mas tamb\u00e9m trouxe novas preocupa\u00e7\u00f5es. N\u00e3o precisamos ir muito al\u00e9m para\u00a0 lembrarmos\u00a0 dos casos de privacidade de dados e ciberseguran\u00e7a. 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