{"id":15299,"date":"2019-01-09T11:44:44","date_gmt":"2019-01-09T13:44:44","guid":{"rendered":"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/ibge-preve-safra-de-graos-31-maior-em-2019\/"},"modified":"2019-01-09T11:44:44","modified_gmt":"2019-01-09T13:44:44","slug":"ibge-preve-safra-de-graos-31-maior-em-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/ibge-preve-safra-de-graos-31-maior-em-2019\/","title":{"rendered":"IBGE prev\u00ea safra de gr\u00e3os 3,1% maior em 2019"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/releases_2017\/LSPA_release.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"line-height: 1.5\"><big>O\u00a0terceiro progn\u00f3stico para a safra 2019, a produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosas foi estimada em 233,4 milh\u00f5es de toneladas, 3,1% acima da safra de 2018, o que representa 7,0 milh\u00f5es de toneladas a mais. O crescimento deve-se, principalmente, \u00e0s maiores estimativas de produ\u00e7\u00f5es do milho (6,9 milh\u00f5es de toneladas), caro\u00e7o de algod\u00e3o (199,7 mil toneladas) e soja (945,6 mil toneladas). Houve decl\u00ednio da estimativa de produ\u00e7\u00e3o de arroz (567,3 mil toneladas) e feij\u00e3o (90,7 mil toneladas). A \u00e1rea a ser colhida foi prevista em 62,2 milh\u00f5es de hectares, 2,1% maior que a atual safra. Tiveram varia\u00e7\u00e3o positiva o algod\u00e3o herb\u00e1ceo em caro\u00e7o (17,1%,) a soja em gr\u00e3o (2,1%) e o milho em gr\u00e3o (3,6%). O arroz em casca e o feij\u00e3o apresentaram varia\u00e7\u00e3o negativa de 6,2% e 1,8%, respectivamente.<\/big><\/p>\n<p style=\"line-height: 1.5\"><big>J\u00e1 a 12\u00aa estimativa de 2018 totalizou 226,5 milh\u00f5es de toneladas, 5,9% inferior \u00e0 obtida em 2017 (14,2 milh\u00f5es de toneladas a menos). A estimativa da \u00e1rea colhida (60,9 milh\u00f5es de hectares) foi 248,3 mil hectares inferior a de 2017. O arroz, o milho e a soja representaram 93,1% da estimativa da produ\u00e7\u00e3o e responderam por 87,1% da \u00e1rea colhida. Em rela\u00e7\u00e3o a 2017, houve acr\u00e9scimo de 2,9% na \u00e1rea da soja e redu\u00e7\u00f5es de 8,3% na \u00e1rea do milho e de 7,8% na \u00e1rea de arroz. Quanto \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, ocorreram quedas de 18,3% para o milho, de 5,8% para o arroz e acr\u00e9scimo de 2,5% para a soja.<\/big><\/p>\n<p style=\"line-height: 1.5\"><big>Regionalmente, o volume da produ\u00e7\u00e3o apresentou a seguinte distribui\u00e7\u00e3o: Centro-Oeste, 101,0 milh\u00f5es de toneladas; Sul, 74,5 milh\u00f5es de toneladas, Sudeste, 22,9 milh\u00f5es de toneladas; Nordeste, 19,1 milh\u00f5es de toneladas e Norte, 8,9 milh\u00f5es de toneladas. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra passada, houve aumentos de 7,0% no Nordeste e de 0,4% no Norte, e decr\u00e9scimos de 4,6% no Centro-Oeste, de 11,3% no Sul e de 4,4% no Sudeste. O Mato Grosso lidera como maior produtor nacional de gr\u00e3os, com uma participa\u00e7\u00e3o de 26,9%, seguido pelo Paran\u00e1 (15,5%) e Rio Grande do Sul (14,6%), que, somados, representaram 57,0% do total nacional.<\/big><\/p>\n<table width=\"695\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"7\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"332\">Estimativa de dezembro para 2018<\/td>\n<td style=\"text-align: right\" width=\"332\">226,5 milh\u00f5es de toneladas<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"332\">Varia\u00e7\u00e3o dezembro 2018 \/ novembro 2018<\/td>\n<td style=\"text-align: right\" width=\"332\">-0,4%<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"332\">Varia\u00e7\u00e3o safra 2018 \/ safra 2017<\/td>\n<td style=\"text-align: right\" width=\"332\">-5,9%<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"332\">Terceira estimativa para safra 2019<\/td>\n<td style=\"text-align: right\" width=\"332\">233,4 milh\u00f5es de toneladas<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"332\">Varia\u00e7\u00e3o safra 2019 \/ safra 2018<\/td>\n<td style=\"text-align: right\" width=\"332\">3,1%<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><b>Para 2019, o terceiro progn\u00f3stico estima safra 3,1% maior que a de 2018<\/b><\/p>\n<p>Neste terceiro progn\u00f3stico, a produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2019 foi estimada em 233,4 milh\u00f5es de toneladas, aumento de 3,1% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, o que representa 7,0 milh\u00f5es de toneladas a mais. O crescimento deve-se, principalmente, \u00e0s maiores estimativas de produ\u00e7\u00f5es do milho (6,9 milh\u00f5es de toneladas), caro\u00e7o de algod\u00e3o (199,7 mil toneladas) e soja (945,6 mil toneladas). Houve decl\u00ednio da estimativa de produ\u00e7\u00e3o de arroz (567,3 mil toneladas) e feij\u00e3o (90,7 mil toneladas).<\/p>\n<p>Analisando-se os cinco produtos de maior import\u00e2ncia para a pr\u00f3xima safra, o arroz (4,8%) e feij\u00e3o (3,0%) devem ter varia\u00e7\u00f5es negativas na produ\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a 2018. J\u00e1 para a soja, caro\u00e7o de algod\u00e3o e milho em gr\u00e3o foram estimados crescimentos de 0,8%, 6,6% e 8,4%, respectivamente. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1rea prevista, apresentam varia\u00e7\u00e3o positiva o algod\u00e3o herb\u00e1ceo em caro\u00e7o (17,1%,) a soja em gr\u00e3o (2,1%) e o milho em gr\u00e3o (3,6%). O arroz em casca e o feij\u00e3o est\u00e3o com varia\u00e7\u00e3o negativa de 6,2% e 1,8%, respectivamente.<\/p>\n<p><strong>ALGOD\u00c3O HERB\u00c1CEO (em caro\u00e7o)<\/strong> \u2013 O terceiro progn\u00f3stico da safra de algod\u00e3o em 2019 estimou uma produ\u00e7\u00e3o de 5,3 milh\u00f5es de toneladas, 6,6% maior que a de 2018. A \u00e1rea plantada (1,3 milh\u00e3o de hectares) cresceu 17,1%. O Mato Grosso estimou uma produ\u00e7\u00e3o de 3,6 milh\u00f5es de toneladas, acr\u00e9scimo de 13,7% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra 2018, devendo responder por 68,9% da produ\u00e7\u00e3o nacional. Grandes \u00e1reas dispon\u00edveis, especializa\u00e7\u00e3o e elevada tecnologia nos cultivos, bem como clima mais est\u00e1vel no bioma Cerrado da Regi\u00e3o Centro-Oeste, comparativamente a outras regi\u00f5es, transformaram o Mato Grosso no principal estado cotonicultor do pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>ARROZ (em casca)<\/strong> \u2013 A terceira estimativa para 2019 \u00e9 de uma produ\u00e7\u00e3o de 11,2 milh\u00f5es de toneladas e rendimento m\u00e9dio de 6 369 kg\/ha, decl\u00ednio de 4,8% e aumento de 1,4%, respectivamente, em rela\u00e7\u00e3o a 2018. O Rio Grande do Sul, maior produtor de arroz do pa\u00eds, deve participar com 71,1% do total a ser colhido em 2019. A produ\u00e7\u00e3o ga\u00facha foi estimada em 7,9 milh\u00f5es de toneladas. Santa Catarina, segundo produtor nacional, estimou uma produ\u00e7\u00e3o de 1,1 milh\u00e3o de toneladas, e um rendimento m\u00e9dio de 7 663 kg\/ha, praticamente mantendo-se o obtido na safra de 2018.<\/p>\n<p>No Centro-Oeste, o Mato Grosso estimou uma produ\u00e7\u00e3o de 466,7 mil toneladas, decl\u00ednio de 7,1% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Para Goi\u00e1s, a produ\u00e7\u00e3o estimada foi de 103,3 mil toneladas, queda de 12,4% e, para o Mato Grosso do Sul, produ\u00e7\u00e3o de 60,1 mil toneladas, redu\u00e7\u00e3o de 10,0%. No Nordeste, Maranh\u00e3o e Piau\u00ed estimaram produ\u00e7\u00e3o de 182,2 e 79,1 mil toneladas, respectivamente, portanto, menores em 12,0% e 27,7% que em 2018. No Norte, Tocantins estimou uma produ\u00e7\u00e3o de 652,8 mil toneladas, decl\u00ednio de 1,1% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Par\u00e1, com 104,0 mil toneladas, Roraima, com 54,5 mil toneladas e Rond\u00f4nia, com 119,1 mil toneladas, completam o grupo de estados rizicultores mais importantes dessa regi\u00e3o<\/p>\n<p><strong>CAF\u00c9 (em gr\u00e3o)<\/strong> \u2013 A estimativa da produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 em 2019 \u00e9 de 3,2 milh\u00f5es de toneladas, ou 53,4 milh\u00f5es de sacas de 60 kg, decl\u00ednio de 10,8% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra 2018. Para o <strong>caf\u00e9 ar\u00e1bica<\/strong>, a produ\u00e7\u00e3o estimada \u00e9 de 2,3 milh\u00f5es de toneladas, ou 38,2 milh\u00f5es de sacas de 60 kg, decl\u00ednio de 14,9%. A \u00e1rea plantada (1,7 milh\u00e3o de hectares) apresenta redu\u00e7\u00e3o de 0,2%. A \u00e1rea a ser colhida (1,5 milh\u00e3o de hectares) apresenta aumento de 0,3% e o rendimento m\u00e9dio (1.541 kg\/ha) foi estimado com retra\u00e7\u00e3o de 15,1%, em decorr\u00eancia da bienalidade negativa da safra, pois esta esp\u00e9cie alterna ano de alta com ano de baixa produ\u00e7\u00e3o. O ano de 2018 caracterizou-se como de elevada produ\u00e7\u00e3o. Minas Gerais, maior produtor de caf\u00e9 ar\u00e1bica do pa\u00eds, com 70,1% do total nacional, estima colher 1,6 milh\u00e3o de toneladas, ou 27,3 milh\u00f5es de sacas de 60 kg, decl\u00ednio de 13,4% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Outros produtores importantes, como S\u00e3o Paulo e Esp\u00edrito Santo, tamb\u00e9m est\u00e3o apresentando estimativas de produ\u00e7\u00e3o inferiores \u00e0s de 2018, com 271,4 e 177,6 mil toneladas, respectivamente. Para S\u00e3o Paulo, estimou-se decl\u00ednio de 27,4% e no Esp\u00edrito Santo, 21,2%. Para o <strong>caf\u00e9 canephora<\/strong> (conillon) foi estimada uma produ\u00e7\u00e3o de 913,4 mil toneladas, aumento de 1,5% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. A estimativa de produ\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, de 606,9 mil toneladas, apresenta aumento de 2,6%, com o rendimento m\u00e9dio devendo crescer 2,3%. Para Rond\u00f4nia, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o foi de 143,7 mil toneladas, ou 2,4 milh\u00f5es de sacas de 60 kg, crescimento de 3,3% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Na Bahia, outro importante produtor do caf\u00e9 conillon, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o encontra-se em 129,6 mil toneladas, ou 2,2 milh\u00f5es de sacas de 60 kg.<\/p>\n<p><strong>FEIJ\u00c3O (em gr\u00e3o)<\/strong> \u2013 A terceira estimativa da produ\u00e7\u00e3o de feij\u00e3o para a safra 2019 \u00e9 de 2,9 milh\u00f5es de toneladas, retra\u00e7\u00e3o de 3,0% em rela\u00e7\u00e3o a 2018. A <strong>1\u00aa safra<\/strong> deve produzir 1,4 milh\u00e3o de toneladas; a <strong>2\u00aa safra<\/strong> uma produ\u00e7\u00e3o de 1,1 milh\u00e3o de toneladas e a <strong>3\u00aa safra<\/strong>, 467,4 mil toneladas. A \u00e1rea a ser colhida na safra de ver\u00e3o (1\u00aa safra) deve ser reduzida em 4,7%, comparativamente a de 2018, ou seja, menos 74,7 mil hectares, devendo alcan\u00e7ar 1,6 milh\u00e3o de hectares, enquanto o rendimento m\u00e9dio deve apresentar decl\u00ednio de 6,4%, registrando 820 kg\/ha. A produ\u00e7\u00e3o estimada de feij\u00e3o, na safra de ver\u00e3o, deve ser 10,8% menor que a obtida nesta mesma \u00e9poca em 2018. As \u00e1reas de plantio de feij\u00e3o 2\u00aa e 3\u00aa safras dependem muito dos pre\u00e7os do produto e do clima, visto as lavouras serem muito sens\u00edveis \u00e0s condi\u00e7\u00f5es h\u00eddricas, notadamente nas fases fenol\u00f3gicas mais importantes, como \u00e9 o caso do florescimento e enchimento dos gr\u00e3os. Devido ao ciclo mais curto do feijoeiro, as estiagens e veranicos costumam afetar drasticamente a produ\u00e7\u00e3o dessa leguminosa.<\/p>\n<p><strong>MILHO (em gr\u00e3o)<\/strong> \u2013 O terceiro progn\u00f3stico de milho em gr\u00e3o, para 2019, estimou uma produ\u00e7\u00e3o de 88,2 milh\u00f5es de toneladas, crescimento de 8,4% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, o que representou um aumento de 6,9 milh\u00f5es de toneladas. Para a <strong>1\u00aa safra<\/strong> de milho, a previs\u00e3o \u00e9 de 26,4 milh\u00f5es de toneladas, 2,7% maior que no m\u00eas anterior (2\u00ba progn\u00f3stico), crescendo 2,6% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2018. Apesar dos pre\u00e7os atuais encontrarem-se em patamares superiores aos praticados na \u00e9poca da decis\u00e3o de plantio da 1\u00aa safra em 2018, os produtores n\u00e3o devem aumentar muito os investimentos nas lavouras do cereal na safra ver\u00e3o, uma vez que a prioridade de cultivo deve ser a soja, em fun\u00e7\u00e3o da maior expectativa de rentabilidade para a leguminosa. Para o milho <strong>2\u00aa safra<\/strong>, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o \u00e9 de 61,8 milh\u00f5es de toneladas, crescimento de 11,1% em rela\u00e7\u00e3o a 2018.<\/p>\n<p><strong>SOJA (em gr\u00e3o)<\/strong> \u2013 A terceira estimativa de produ\u00e7\u00e3o para 2019 soma 118,8 milh\u00f5es de toneladas, aumento de 0,9% em rela\u00e7\u00e3o ao 2\u00ba progn\u00f3stico, em novembro, e crescimento de 0,8% em rela\u00e7\u00e3o a 2018. A \u00e1rea a ser plantada com a leguminosa \u00e9 de 35,6 milh\u00f5es de hectares, aumento de 0,5% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior e aumento de 1,9% em rela\u00e7\u00e3o a 2018. Na regi\u00e3o Centro-Oeste, o Mato Grosso, que em 2019 deve responder por 26,8% do total a ser produzido pelo pa\u00eds, estima colher 31,8 milh\u00f5es de toneladas, crescimento de 0,6% em rela\u00e7\u00e3o a 2018, apesar de aumento de 1,9% na \u00e1rea a ser plantada. Goi\u00e1s, com estimativa de produ\u00e7\u00e3o de 11,2 milh\u00f5es de toneladas, aguarda decl\u00ednio de 1,4%, enquanto que o Mato Grosso do Sul, com 10,2 milh\u00f5es de toneladas, estimou aumento de 3,6% na produ\u00e7\u00e3o. Na Regi\u00e3o Sul, o Paran\u00e1, segundo maior produtor e respons\u00e1vel por 16,3% do total nacional, estima produzir 19,3 milh\u00f5es de toneladas. O Rio Grande do Sul, terceiro maior produtor da leguminosa, estimou uma produ\u00e7\u00e3o de 18,6 milh\u00f5es de toneladas, crescimento de 6,1% em rela\u00e7\u00e3o a 2018, e 0,3% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Na Regi\u00e3o Sudeste, Minas Gerais, com 5,4 milh\u00f5es de toneladas, estimou queda de 0,1% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, enquanto em S\u00e3o Paulo, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o, de 3,5 milh\u00f5es de toneladas, encontra-se 1,6% maior. Na Regi\u00e3o Nordeste, destaques para a produ\u00e7\u00e3o da Bahia, Maranh\u00e3o e Piau\u00ed, estados que, juntamente com o Tocantins (Regi\u00e3o Norte), integram o \u201cMATOPIBA\u201d, uma regi\u00e3o de acelerada expans\u00e3o agr\u00edcola em decorr\u00eancia de abertura de novas \u00e1reas de plantio no bioma Cerrado desses estados. Bahia, com 4,9 milh\u00f5es de toneladas, estimou decl\u00ednio de 20,8%. Maranh\u00e3o, com uma produ\u00e7\u00e3o estimada de 3,1 milh\u00f5es de toneladas, tem aumento de 12,1% em rela\u00e7\u00e3o a 2018, enquanto que o Piau\u00ed, com uma produ\u00e7\u00e3o estimada de 2,6 milh\u00f5es de toneladas, tem aumento de 4,1%. Na Regi\u00e3o Norte, os destaques foram o Tocantins, Rond\u00f4nia e Par\u00e1, que estimaram produ\u00e7\u00f5es de 2,7, 0,9 e 1,8 milh\u00e3o de toneladas, respectivamente.<\/p>\n<p><strong>Destaques da estimativa de dezembro de 2018 em rela\u00e7\u00e3o a novembro<\/strong><\/p>\n<p>Em dezembro, destacaram-se as varia\u00e7\u00f5es nas seguintes estimativas de produ\u00e7\u00e3o, em compara\u00e7\u00e3o a novembro: sorgo (10,9%), uva (9,7%), batata-inglesa 3\u00aa safra (3,4%), batata-inglesa 2\u00aa safra (3,0%), caf\u00e9 canephora (1,2%), soja (-0,1%), milho 1\u00aa safra (-0,5%), milho 2\u00aa safra (-0,6%), mandioca (-2,5%), trigo (-6,7%) e batata-inglesa 1\u00aa safra (-8,0%). Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 varia\u00e7\u00e3o absoluta, os destaques positivos ficaram com o sorgo (220.901 t), a uva (141.106 t), a batata-inglesa 2\u00aa safra (34.879 t), a batata-inglesa 3\u00aa safra (34.100 t), e o caf\u00e9 canephora (10.896 t). Os destaques negativos foram soja (-94.014 t), milho 1\u00aa safra (-125.165 t), batata-inglesa 1\u00aa safra (141.804 t), milho 2\u00aa safra (-363.231 t), trigo (-378.959 t) e mandioca (-500.066 t).<\/p>\n<p><strong>BATATA-INGLESA<\/strong> \u2013 A estimativa da produ\u00e7\u00e3o brasileira foi de 3,8 milh\u00f5es de toneladas, redu\u00e7\u00e3o de 1,9% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. A <strong>1\u00aa safra<\/strong> produziu 1,6 milh\u00e3o de toneladas, decl\u00ednio de 8,0%. Minas Gerais, respons\u00e1vel por 25,2% da produ\u00e7\u00e3o desta safra, reavaliou suas estimativas este m\u00eas, informando uma produ\u00e7\u00e3o de 411,7 mil toneladas, decl\u00ednio de 25,6% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Para as <strong>2\u00aa e 3\u00aa safras<\/strong>, a produ\u00e7\u00e3o estimada alcan\u00e7ou 1,2 e 1,0 milh\u00e3o de toneladas, respectivamente, havendo aumento de 3,0% e 3,4% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Contudo, em rela\u00e7\u00e3o a 2017, houve decl\u00ednio de 4,1% e 4,6%, respectivamente. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o brasileira da batata-inglesa apresentou queda de 10,1%. Houve decl\u00ednio de 9,5% na \u00e1rea plantada e na \u00e1rea colhida, e redu\u00e7\u00e3o de 0,7% no rendimento m\u00e9dio.<\/p>\n<p><strong>CAF\u00c9 (em gr\u00e3o)<\/strong> \u2013 A produ\u00e7\u00e3o brasileira de caf\u00e9, este ano, foi mais um recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE. Ao todo, o pa\u00eds produziu 3,6 milh\u00f5es de toneladas, ou 59,9 milh\u00f5es de sacas de 60 kg, aumento de 0,5% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Em rela\u00e7\u00e3o a 2017, a produ\u00e7\u00e3o brasileira de caf\u00e9 cresceu 29,4%, em decorr\u00eancia do aumento de 31,6% na produtividade das lavouras. Clima mais ben\u00e9fico, aumento nos investimentos em tratos culturais e tecnologia e a bienalidade positiva da safra do caf\u00e9 ar\u00e1bica foram os respons\u00e1veis pela excelente produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 em 2018. Com rela\u00e7\u00e3o ao <strong>caf\u00e9 ar\u00e1bica<\/strong>, a produ\u00e7\u00e3o estimada foi de 2,7 milh\u00f5es de toneladas, ou 44,9 milh\u00f5es de sacas de 60 kg, aumento de 0,3% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Em rela\u00e7\u00e3o a 2017, a produ\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 ar\u00e1bica cresceu 28,6%, em decorr\u00eancia do acr\u00e9scimo de 30,2% no rendimento m\u00e9dio.<\/p>\n<p>Em dezembro, S\u00e3o Paulo elevou sua estimativa de produ\u00e7\u00e3o em 2,6%, acr\u00e9scimo de 9,5 mil toneladas ao informado no m\u00eas anterior. A produ\u00e7\u00e3o mineira deve alcan\u00e7ar 1,9 milh\u00e3o de toneladas, ou 31,5 milh\u00f5es de sacas de 60 kg, figurando como maior produtor do pa\u00eds, com participa\u00e7\u00e3o de 70,1% do total produzido. O Esp\u00edrito Santo, terceiro maior produtor, estimou uma redu\u00e7\u00e3o de 1,2% em sua produ\u00e7\u00e3o em dezembro. Outros estados importantes na produ\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 ar\u00e1bica, Bahia e Paran\u00e1, estimaram produ\u00e7\u00e3o de 108,8 e 56,7 mil toneladas, respectivamente. Para o <strong>caf\u00e9 can\u00e9phora<\/strong>, a produ\u00e7\u00e3o estimada, de 899,5 mil toneladas, ou 15,0 milh\u00f5es de sacas de 60 kg, encontra-se 1,2% maior que a do m\u00eas anterior. Em dezembro, houve reavalia\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, sendo estimado um crescimento de 2,0% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. A produ\u00e7\u00e3o capixaba foi de 591,5 mil toneladas, ou 9,9 milh\u00f5es de sacas de 60 kg. O estado \u00e9 respons\u00e1vel por 65,8% da produ\u00e7\u00e3o nacional. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 conillon apresentou crescimento de 32,0%, sendo que os aumentos mais consider\u00e1veis foram informados pelo Esp\u00edrito Santo (56,0%) e pela Bahia (15,7%). A produ\u00e7\u00e3o desses estados vem se recuperando nos \u00faltimos anos, ap\u00f3s ter sofrido dr\u00e1stica redu\u00e7\u00e3o, em decorr\u00eancia de longo per\u00edodo de estiagem.<\/p>\n<p><strong>MANDIOCA (raiz)<\/strong> \u2013 A estimativa da produ\u00e7\u00e3o de mandioca foi de 19,4 milh\u00f5es de toneladas, decl\u00ednio de 2,5% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Minas Gerais reavaliou negativamente sua estimativa de produ\u00e7\u00e3o, com redu\u00e7\u00e3o de 40,5%. A produ\u00e7\u00e3o mineira foi estimada em 487,3 mil toneladas. Face aos pre\u00e7os pouco compensadores da mandioca, muitos dos produtores optam por deixar as plantas por mais tempo nas lavouras. Outros estados importantes na produ\u00e7\u00e3o da mandioca, Paran\u00e1 (17,9% de participa\u00e7\u00e3o no total nacional), S\u00e3o Paulo (5,5%) e Rio Grande do Sul (5,0%), tamb\u00e9m informaram decl\u00ednios nas estimativas da produ\u00e7\u00e3o, comparativamente ao m\u00eas anterior. No Paran\u00e1, a redu\u00e7\u00e3o foi de 2,5%, sendo estimada uma produ\u00e7\u00e3o de 3,5 milh\u00f5es de toneladas. Em S\u00e3o Paulo, houve redu\u00e7\u00e3o de 1,2%, devendo ser produzidas 1,1 milh\u00e3o de toneladas. Para o Rio Grande do Sul, a produ\u00e7\u00e3o estimada foi de 964,3 mil toneladas, decl\u00ednio de 1,1%. Em rela\u00e7\u00e3o a 2017, a produ\u00e7\u00e3o de mandioca declinou 5,9%, em decorr\u00eancia das redu\u00e7\u00f5es de 2,4% da \u00e1rea plantada, de 2,8% da \u00e1rea colhida e de 3,2% no rendimento m\u00e9dio.<\/p>\n<p><strong>MILHO (em gr\u00e3o)<\/strong> \u2013 Em rela\u00e7\u00e3o a novembro, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o declinou em 488,4 mil toneladas, ou 0,6%, tendo totalizado 81,4 milh\u00f5es de toneladas. Em rela\u00e7\u00e3o a 2017, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o encontra-se 18,3% menor. Em 2017, a produ\u00e7\u00e3o de milho do Brasil foi recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE, quando, ent\u00e3o, foram produzidas 99,5 milh\u00f5es de toneladas. Na <strong>1\u00aa safra de milho<\/strong>, a produ\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ou 25,7 milh\u00f5es de toneladas. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o foi 17,1% menor. Pre\u00e7os pouco compensadores, durante a \u00e9poca de plantio, influenciaram os produtores a ampliar as \u00e1reas de plantio de soja em detrimento do milho de ver\u00e3o. Em dezembro, Goi\u00e1s reavaliou sua estimativa de produ\u00e7\u00e3o. A produ\u00e7\u00e3o, de 1,6 milh\u00e3o de toneladas, declinou 7,1%. Na maioria das unidades da federa\u00e7\u00e3o, houve atraso no plantio do <strong>milho 2\u00aa safra<\/strong>, pois a colheita das safras de ver\u00e3o atrasou. Com isso, as lavouras ficaram mais expostas aos per\u00edodos de estiagem, sobretudo no Centro-Sul do Pa\u00eds. A produ\u00e7\u00e3o foi estimada em 55,6 milh\u00f5es de toneladas, cultivadas em 11,6 milh\u00f5es de hectares. A varia\u00e7\u00e3o mensal caiu 0,6% na estimativa da produ\u00e7\u00e3o, em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Os principais ajustes negativos, em termos de volume de produ\u00e7\u00e3o, vieram de S\u00e3o Paulo (8,1%) e Mato Grosso do Sul (3,6%). Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o de milho 2\u00aa safra encontra-se 18,8% menor.<\/p>\n<p><strong>SOJA (em gr\u00e3o)<\/strong> \u2013 Em dezembro, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o caiu 0,1%, resultado de pequenos reajustes nas produ\u00e7\u00f5es de Tocantins (2,6%), Maranh\u00e3o (0,1%), Minas Gerais (0,2%) e Goi\u00e1s (-1,5%). A produ\u00e7\u00e3o brasileira de soja totalizou 117,8 milh\u00f5es de toneladas, aumento de 2,5% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Houve atraso das chuvas, por ocasi\u00e3o da \u00e9poca de plantio da safra ver\u00e3o. Contudo, ap\u00f3s sua chegada, as mesmas se firmaram na maioria das regi\u00f5es produtoras, com exce\u00e7\u00e3o da Sul, onde houve restri\u00e7\u00e3o das mesmas ao final do ciclo, comprometendo a produtividade das lavouras e, consequentemente, a produ\u00e7\u00e3o, que caiu 4,5%. Os pre\u00e7os da soja, apesar de retra\u00e7\u00e3o em dezembro, ainda se encontram firmes, em face da crescente demanda chinesa. Al\u00e9m disso, a desvaloriza\u00e7\u00e3o do Real aumentou a competitividade da soja brasileira.<\/p>\n<p><strong>SORGO (em gr\u00e3o)<\/strong> \u2013 A estimativa da produ\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ou 2,3 milh\u00f5es de toneladas, aumento de 10,9% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. A \u00e1rea plantada e a \u00e1rea colhida apresentaram aumento de 3,8%, enquanto o rendimento cresceu 6,8%. Em Minas Gerais, segundo maior produtor nacional do cereal, com participa\u00e7\u00e3o de 35,7% do total produzido, a estimativa aumentou 34,0%. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o do sorgo cresceu 4,8%.<\/p>\n<p><strong>TRIGO (em gr\u00e3o)<\/strong> \u2013 A estimativa da produ\u00e7\u00e3o brasileira foi de 5,3 milh\u00f5es de toneladas, decl\u00ednio de 6,7% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. O Paran\u00e1 produziu, em 2018, 2,8 milh\u00f5es de toneladas, considerada uma produ\u00e7\u00e3o boa, apesar da ocorr\u00eancia de estiagens durante o ciclo e das chuvas durante a colheita. O Rio Grande do Sul produziu 1,8 milh\u00e3o de toneladas, redu\u00e7\u00e3o de 16,7%, em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Os produtores tamb\u00e9m enfrentaram problemas clim\u00e1ticos. Juntos, Paran\u00e1 e Rio Grande do Sul responderam por 86,2% do total produzido. Em S\u00e3o Paulo e no Mato Grosso do Sul, as estimativas recuaram 9,1% e 7,8%, respectivamente, tamb\u00e9m em decorr\u00eancia do clima adverso. Pre\u00e7os pouco atrativos, baixa liquidez e problemas clim\u00e1ticos t\u00eam frequentemente afetado a produ\u00e7\u00e3o do trigo no pa\u00eds. Ainda assim, a estimativa da produ\u00e7\u00e3o de 2018 est\u00e1 25,1% maior quando comparada \u00e0 safra de 2017, ano que o clima desfavor\u00e1vel prejudicou mais fortemente a produ\u00e7\u00e3o ga\u00facha e paranaense.<\/p>\n<p><strong>UVA<\/strong> \u2013 A estimativa da produ\u00e7\u00e3o brasileira de uva alcan\u00e7ou 1,6 milh\u00e3o de toneladas, aumento de 9,7% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Em dezembro, Bahia e Pernambuco reavaliaram suas estimativas de produ\u00e7\u00e3o. Na Bahia, o crescimento foi de 63,4%, comparativamente ao m\u00eas anterior. A produ\u00e7\u00e3o baiana de uvas alcan\u00e7ou 75,4 mil toneladas, al\u00e7ando \u00e0 quarta posi\u00e7\u00e3o nacional. Em Pernambuco, segundo maior produtor, a estimativa cresceu para 423,4 mil toneladas, aumento de 34,5% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a produ\u00e7\u00e3o de uvas apresenta decl\u00ednio de 5,2%. No Rio Grande do Sul, maior produtor nacional da fruta, a produ\u00e7\u00e3o declinou 14,0% em face do clima que, em 2018, n\u00e3o foi t\u00e3o bom quanto em 2017.<\/p>\n<p>Fonte: IBGE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O\u00a0terceiro progn\u00f3stico para a safra 2019, a produ\u00e7\u00e3o de cereais, leguminosas e oleaginosas foi estimada em 233,4 milh\u00f5es de toneladas, 3,1% acima da safra de 2018, o que representa 7,0 milh\u00f5es de toneladas a mais. 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