{"id":14501,"date":"2018-12-21T12:54:06","date_gmt":"2018-12-21T14:54:06","guid":{"rendered":"http:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/com-amissima-sao-38-as-marcas-de-moda-envolvidas-com-trabalho-escravo-no-brasil\/"},"modified":"2018-12-21T12:54:06","modified_gmt":"2018-12-21T14:54:06","slug":"com-amissima-sao-38-as-marcas-de-moda-envolvidas-com-trabalho-escravo-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/infoeconomico.com.br\/portal\/com-amissima-sao-38-as-marcas-de-moda-envolvidas-com-trabalho-escravo-no-brasil\/","title":{"rendered":"Com Amissima, s\u00e3o 38 as marcas de moda envolvidas com trabalho escravo no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>A Amissima, que comercializa luxuosos vestidos femininos, soma-se a outras 37 marcas que utilizaram m\u00e3o de obra an\u00e1loga \u00e0 escravid\u00e3o. Todas as informa\u00e7\u00f5es sobre elas est\u00e3o no aplicativo Moda Livre, dispon\u00edvel no <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/play.google.com\/store\/apps\/details?id=br.org.reporterbrasil.modasemescravos&amp;hl=pt_BR\" target=\"_blank\">Google Play<\/a> e na <a href=\"https:\/\/itunes.apple.com\/br\/app\/moda-livre\/id768062605?mt=8\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Apple Store<\/a>, que avalia desde 2013 as a\u00e7\u00f5es adotadas para combater o trabalho escravo entre os fornecedores e que acaba de ser atualizado.  <\/p>\n<p>A fiscaliza\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio do Trabalho resgatou 14 trabalhadores em duas oficinas que produziam roupas para a Amissima. A opera\u00e7\u00e3o, realizada em novembro de 2018, constatou que a jornada chegava a 14 horas di\u00e1rias, que os trabalhadores n\u00e3o tinham carteira assinada e recebiam menos do que o sal\u00e1rio m\u00ednimo. Em nota (<a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/2018\/12\/resposta-da-amissima\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">leia a \u00edntegra<\/a>), a empresa&nbsp;afirmou que n\u00e3o compactua com ofensas \u00e0 lei trabalhista e pediu desculpas aos que se sentiram lesados pelo caso.&nbsp;<\/p>\n<p>Procurada pelo Moda Livre, a Amissima se negou a informar se adota medidas para combater a precariza\u00e7\u00e3o trabalhista em sua cadeia de fornecimento.<\/p>\n<p>Das 132 marcas atualmente avaliadas pelo aplicativo, mais de 40% est\u00e3o na mesma situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/mektrefe1_materia-800x363.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-34991\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<p>Criado em 2013, o Moda Livre avalia as a\u00e7\u00f5es adotadas por marcas e varejistas para combater o trabalho escravo entre fornecedores. Tamb\u00e9m tem dados atualizados sobre as grifes responsabilizadas por esse crime durante fiscaliza\u00e7\u00f5es do governo federal.<em> <\/em>As informa\u00e7\u00f5es do aplicativo mostram que grande parte do varejo de moda no Brasil ainda n\u00e3o controla adequadamente os locais onde as suas roupas s\u00e3o fabricadas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da rec\u00e9m-flagrada Amissima, a atualiza\u00e7\u00e3o do aplicativo inclui informa\u00e7\u00f5es sobre as pol\u00edticas de monitoramento adotadas por 10 novas empresas: Ateen, Canal Concept, Carmen Steffens, Cia. Mar\u00edtima, Enjoy, Fillity, Maria Fil\u00f3, Mixed, Tig \u2013 Renata Figueiredo e Zapalla. <\/p>\n<p>Mais de 400 costureiros e costureiras foram encontrados em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0s de escravos no Brasil. A maioria dos casos ocorre em pequenas confec\u00e7\u00f5es terceirizadas. As v\u00edtimas mais comuns s\u00e3o migrantes sul-americanos que trabalham em oficinas em condi\u00e7\u00f5es degradantes. S\u00e3o locais suscet\u00edveis a inc\u00eandios, marcados pela falta de higiene e que muitas vezes tamb\u00e9m servem de moradia aos trabalhadores. <\/p>\n<p>Eles recebem valores muito baixos por pe\u00e7a costurada e s\u00e3o submetidos a jornadas exaustivas para conseguir guardar algum dinheiro. Muitos se veem obrigados a trabalharem para pagar d\u00edvidas fraudulentas com os patr\u00f5es para quitar o financiamento da viagem de seus pa\u00edses at\u00e9 o Brasil.<\/p>\n<h1 style=\"text-align:center\">Mais transpar\u00eancia<\/h1>\n<p>Apesar dos recorrentes problemas, o Moda Livre tamb\u00e9m mostra que a\u00e7\u00f5es de transpar\u00eancia est\u00e3o crescendo entre alguns varejistas. Nomes do mercado brasileiro como C&amp;A, &nbsp;Marisa e Reserva passaram a divulgar a rela\u00e7\u00e3o de fornecedores em seus sites. J\u00e1 a Americanas e a Pernambucanas imprimem nas etiquetas o nome do fabricante das pe\u00e7as.<\/p>\n<p>Medidas como estas s\u00e3o uma tend\u00eancia internacional. Adidas, Calvin Klein, Levis, Nike e Puma divulgam o nome de seus fornecedores na internet. Atualmente, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Varejo T\u00eaxtil (Abvtex) tamb\u00e9m publica a rela\u00e7\u00e3o de confec\u00e7\u00f5es aprovadas pelo seu programa de certifica\u00e7\u00e3o. Marcas como Brooksfield, Le Lis Blanc, Hering, Renner e Riachuelo informam que trabalham com fornecedores certificados pela Abvtex, mas n\u00e3o explicita quais s\u00e3o. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n<h1 style=\"text-align:center\">Como funciona o aplicativo<\/h1>\n<p>A <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong> envia um question\u00e1rio-padr\u00e3o a marcas e grupos varejistas de moda em atividade no Brasil. As respostas geram uma pontua\u00e7\u00e3o que classifica as empresas em tr\u00eas categorias: verde, amarela e vermelha. As empresas que n\u00e3o respondem ao question\u00e1rio s\u00e3o automaticamente colocadas na cor vermelha devido \u00e0 falta de transpar\u00eancia.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/modalivre-800x680.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-34298\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<p>Na categoria verde est\u00e3o empresas que demonstram ter mecanismos de acompanhamento sobre sua cadeia produtiva, e que possuem hist\u00f3rico favor\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o ao tema. Na categoria intermedi\u00e1ria est\u00e3o inseridas as marcas que demonstraram ter mecanismos de acompanhamento, mas que t\u00eam hist\u00f3rico desfavor\u00e1vel em casos de trabalho escravo e\/ou precisam aprimorar seus mecanismos. <\/p>\n<p>Al\u00e9m das que n\u00e3o s\u00e3o transparentes, tamb\u00e9m entram na cor vermelha as marcas com pior avalia\u00e7\u00e3o. S\u00e3o aquelas que n\u00e3o demonstraram ou n\u00e3o informaram adotar a\u00e7\u00f5es minimamente adequadas para evitar situa\u00e7\u00f5es de escravid\u00e3o moderna na produ\u00e7\u00e3o de suas roupas.<\/p>\n<p>O objetivo do question\u00e1rio-padr\u00e3o \u00e9 avaliar como as empresas monitoram as condi\u00e7\u00f5es de trabalho de seus fornecedores a partir de quatro indicadores b\u00e1sicos:<\/p>\n<p>\u2022 Pol\u00edticas: compromissos assumidos pelas empresas para combater o trabalho escravo em sua cadeia de fornecimento.<\/p>\n<p>\u2022 Monitoramento: medidas adotadas pelas empresas para fiscalizar seus fornecedores de roupa.<\/p>\n<p>\u2022 Transpar\u00eancia: a\u00e7\u00f5es tomadas pelas empresas para comunicar a seus clientes o que v\u00eam fazendo para monitorar fornecedores e combater o trabalho escravo.<\/p>\n<p>\u2022 Hist\u00f3rico: resumo do envolvimento das empresas em casos de trabalho escravo, segundo dados oficiais.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de analisar o hist\u00f3rico e as a\u00e7\u00f5es de combate ao trabalho escravo que s\u00e3o tomadas pelas marcas mais relevantes no mercado de moda brasileiro, o Moda Livre tamb\u00e9m destaca mat\u00e9rias da <strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong> sobre trabalho escravo no setor.<\/p>\n<p>O aplicativo n\u00e3o recomenda que o consumidor compre ou deixe de comprar de determinada marca ou loja, apenas garante informa\u00e7\u00e3o e transpar\u00eancia.<\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/2018\/12\/com-amissima-sao-38-as-marcas-de-moda-envolvidas-com-trabalho-escravo-no-brasil\/\">Com Amissima, s\u00e3o 38 as marcas de moda envolvidas com trabalho escravo no Brasil<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\">Rep\u00f3rter Brasil<\/a>.<\/p>\n<p>Source: Reporter Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Amissima, que comercializa luxuosos vestidos femininos, soma-se a outras 37 marcas que utilizaram m\u00e3o de obra an\u00e1loga \u00e0 escravid\u00e3o. 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